04/08/14

Biologia no Verão "À Descoberta da Biodiversidade"

Começa já amanhã e repete-se todas as terças feiras deste mês a atividade  Biologia no Verão À descoberta da Biodiversidade.
Faça a sua inscrição.... Começa amanhã às 9:00h
Não perca tempo.... Adquira mais conhecimentos...





02/06/14

WORKSHOP DE INICIAÇÃO À OBSERVAÇÃO DE AVES


WORKSHOP DE INICIAÇÃO À OBSERVAÇÃO DE AVES



SERRA DA MALCATA (SABUGAL)
7 e 8 de Junho 2014


 
Foto - Fernando Romão


A grande diversidade paisagística da Reserva Natural da Malcata, a existência de diferentes ecossistemas, nomeadamente zonas ribeirinhas, bosques, albufeiras, zonas agrícolas, entre outras, levou a TRANSCUNDÂNIA a organizar um Workshop de Iniciação à Observação de Aves, nos dias 7 e 8 de Junho.

Neste contexto, pretende-se ainda promover a reflexão sobre as potencialidades turísticas que os recursos ornitológicos representam, valorizam e promovem o património natural em benefício das comunidades, dos operadores económicos e da experiência proporcionada aos visitantes.

Esta formação de iniciação à observação de aves aborda temas como a identificação de grupos específicos de aves, comportamentos e biologia, e outros assuntos como a fotografia ou a ilustração de aves.

Este workshop compreende uma parte prática e uma parte teórica; esta última incide essencialmente em aplicar técnicas de detecção e observação de aves, quer visualmente quer através dos seus cantos e vocalizações.

Este workshop tem a duração de um dia e meio (cerca de 3 horas de parte teórica e cerca de 9 horas de parte prática).

Com o objetivo de obter um elevado nível de aprendizagem e de participação, o workshop é limitado a 20 participantes.


PROGRAMA
1º dia (7 Junho – Sábado):
14:00 - Recepção e parte teórica (Sabugal)
17:00 - Saída para a parte prática (ao longo do rio Côa, no Sabugal)
19:00 - Final

2º Dia (8 Junho - Domingo):
08:30 - Saída para a parte prática (Barragem do Sabugal, Praia Fluvial de Quadrazais)
12:30 - Almoço (Praia Fluvial de Quadrazais)
14:00 - Continuação da parte prática (Fóios, Nascente do Côa)
17:30 - Final da parte prática e regresso ao Sabugal


PREÇO:
20 Euros Sócios
35 euros Não sócios
Inclui
- Acompanhamento técnico permanente do formador/guia
- Manual de apoio
- Software para treino auditivo das vocalizações das aves
Checklist das espécies a observar
- Certificado de Participação
- Disponibilização de binóculos e guias de campo

- Seguro de acidentes pessoais por cada participante

Inscrição e informações: transcudania@gmail.com

18/04/14

Algum dia terá fim a poluição no rio Noéme?



No dia 23 de Março o Núcleo Regional da Guarda da Quercus – A.N.C.N. em parceria com vários presidentes de Juntas de Freguesia por onde o rio Noéme passa assinalou o dia Mundial da Água (dia 22 de Março) com uma caminhada de protesto pela situação de poluição que o rio Noéme se encontra. Tratou-se de um percurso circular com início e fim na aldeia da Gata. Ao longo do percurso foi possível passar por vários pontos do rio Noéme antes de após a descarga poluente que ocorre na ponte da Gata. Na caminhada estiveram presente mais de 100 pessoas. Fica um agradecimento especial ao Clube de Montanhismo da Guarda pela sua participação.

Até ao final de Maio decorrerá um abaixo-assinado que pretende reunir o máximo de assinaturas por parte da população afectada directamente pela situação de poluição em que o rio se encontra e por todos os outros que estejam solidários com a causa. Estão a decorrer em simultâneo recolha de assinaturas na sede do Núcleo Regional da Guarda da Quercus e nas Juntas de Freguesia da Guarda, Casal de Cinza, Vila Garcia, Vila Fernando, Rochoso/Monte Margarida, Cerdeira, Amoreira/Parada e Cabreira e Malhada Sorda. Os interessados deverão contactar directamente os presidentes das Juntas de Freguesia.

Na semana seguinte à caminhada fomos convidados para reunir com a empresa Águas do Zêzere e Côa, responsáveis pela ETAR de S. Miguel (solução encontrada para o encaminhamento do efluente industrial da Fábrica Tavares). Foi-nos dito que desde 2010 há reuniões entre as 3 entidades – Serviços Municipalizados de Água e Saneamento da Câmara Municipal da Guarda; empresa Águas do Zêzere e Côa e Fábrica Tavares. Foi-nos dito também que a última reunião entre as três entidades foi a 28 de Fevereiro de 2014 na sequência da questão que a Câmara Municipal da Guarda fez às Águas do Zêzere e Côa, a qual os Deputados Municipais do Bloco de Esquerda divulgaram pelos seus meios.

“(…) foi solicitado à empresa Águas do Zêzere e Côa que informasse esta autarquia sobre a data de início para a recepção das águas residuais nos colectores afluentes à ETAR de S. Miguel (…)”

Na mesma reunião a empresa Águas do Zêzere e Côa justificaram o porquê de ainda não estarem a receber o efluente industrial da Fábrica Tavares. A Fábrica nunca confirmou o caudal e a carga poluente que o efluente contém à saída da Fábrica, valores apresentados pela empresa Águas do Zêzere e Côa na sequência da reunião que houve em 2010.

538 m3/dia de caudal máximo
CBO – 150 mg/l
CQO – 750 mg/l
SST – 200 mg/l
Azoto – 65 mg/l
Fósforo – 5 mg/l


Neste momento aguarda-se que a Fábrica comunique o caudal e a carga poluente que o efluente industrial apresenta à saída da Fábrica. Até ao dia em que o Núcleo Regional da Guarda teve a reunião com a empresa Águas do Zêzere e Côa, dia 27 de Março, a Fábrica ainda não tinha respondido. É caso para perguntar, algum dia terá fim a poluição do rio Noéme? 

Iniciativa Quercus à Conversa 28 de Abril


A iniciativa “Quercus à conversa” pretende debater problemas da actualidade e reunir a sociedade para discutir assuntos ligados ao meio ambiente, chamando desta forma a atenção para algumas questões mais graves. Esta iniciativa tem lugar uma vez por mês, regra geral na última segunda-feira do mês, e num lugar público na cidade da Guarda e aberto à população em geral.

O Núcleo Regional da Guarda da Quercus pretende também com esta iniciativa envolver cada vez mais a população e leva-las a interagir com o Núcleo. O primeiro “Quercus à conversa” foi muito participativo e o tema abordado foi a Agricultura familiar, a convidada foi a professora Ludovina. O segundo foi sobre a água e contou com a presença do professor Pedro Rodrigues da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda. Tal como no primeiro este também foi bastante participativo.

No dia 28 de Abril a Reserva da Faia Brava será o próximo convidado.


Até ao final do ano mais “Quercus à conversa” serão realizados mensalmente. Se quiser propor algum tema que queira ver debatido envie-nos a sua sugestão através dos contactos habituais do Núcleo (guarda@quercus.pt ou 931 104 568). 

CURSO DE RAPINAS 20, 21 e 22 de Junho


Figueira de Castelo Rodrigo
Marque na sua agenda o fim-de-semana de 20, 21 e 22 de Junho. A ATN, em colaboração com o CERVAS e a SPEA, organiza a VII edição do Curso de Identificação, Conservação e Biologia de Aves de Rapina. O curso vai contar com a participação de Carlos Pacheco, Ricardo Brandão e José Jambas.
Em breve daremos mais detalhes.

03/03/14

Curso de Identificação de Aves de Montanha (em parceria com a Associação Quercus)



Parte prática: Parque Natural da Serra da EstrelaParte teórica: Hotel dos Carqueijais (Serra da Estrela, Covilhã)Data: 21 e 22 de JunhoNível: Iniciação/IntermédioPreço: 70 euros (uma inscrição); 60 euros (cada inscrição, no caso de duas ou mais inscrições)PROGRAMA E OUTRAS INFORMAÇÕES

08/02/14

Formação Arcgis, Gestão florestal sustentável, Planos de gestão florestal, e Ecologia, florestal

O Núcleo Regional da Guarda em parceria com a Regibio vai promover 4 ações de formação do programa PRODER no Instituto Politécnico da Guarda a saber:

- Arcgis (14h): 1 e 8 de Março;
- Gestão Florestal Sustentável (30h): 07 a 18 de Março;
- e Planos de Gestão Florestal (25 horas): 19 a 27 de Março.

Os documentos necessários são os seguintes:
- fotocópia do cartão do cidadão ou do BI e cartão de contribuinte;
- certificado de habilitações;
- currículo;
- NIB (onde conste o nome do titular);
- e ficha de inscrição (em anexo).

Os formando têm direito a:
- certificado profissional;
- manuais de formação;
- subsídio de alimentação;
- e subsídio de transporte.

Os interessados devem formalizar a sua inscrição para o email guarda@quercus.pt ao cuidado de Patrícia Gonçalves.
Para mais informações e/ou dúvidas podem contactar através do mesmo e-mail.





A rolha de cortiça é o vosso vedante preferido?



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Um voto a favor da rolha de cortiça!
Cleveland.com é um jornal online do estado de Ohio nos EUA. Recentemente editou umartigo sobre as vantagens e desvantagens de todos os vedantes de vinho conhecidos. O artigo está em inglês e descreve brevemente a rolha de cortiça, a de plástico ou de aglomerado, e os vedantes de metal.
Com o artigo estão a realizar uma sondagem para descortinar se o consumidor está ou não receptivo a beber vinho engarrafado com o vedante artificial screwcap ou tampa de rosca.
A questão que colocam é: Are you disappointed when the bottle of wine you ordered at a restaurant comes with a screw cap?
Neste sentido, apelamos a todos para clicarem aqui para acederem ao artigo e votarem na opção1 - Yes, it ruins the presentation.
Contamos convosco para não sermos surpreendidos com vinhos que não venham tapados com rolha de cortiça.

Comunicado | Quercus denuncia abate de milhares de árvores devido a receio do temporal

Abate de milhares de árvores devido a receio do temporal



A Quercus tem recebido várias denúncias relatando o abate de milhares de árvores que tem ocorrido nos últimos dias junto de diversas estradas, alegadamente por razões de proteção civil, devido ao receio de agravamento das condições meteorológicas.

Estradas de Portugal abatem árvores no litoral alentejano

A empresa Estradas de Portugal está a promover o corte de centenas de pinheiros-mansos de grande dimensão na Estrada Nacional 261 entre Melides e Santiago do Cacém, no litoral alentejano, sem que as árvores apresentassem problemas fitossanitários. O risco de queda de árvores para a Estrada Nacional 261 era reduzido, o que se confirma por aquilo que aconteceu no último inverno dado que, mesmo com as condições meteorológicas adversas que se registaram, as árvores resistiram.

A Quercus questiona qual a fundamentação técnica para a decisão do abate de tantas árvores em bom estado fitossanitário, sem que estas estivessem a pender para a estrada, e apela ao bom senso com a suspensão do abate indiscriminado. 

Corte de árvores também em estradas municipais
 
Existem diversos casos de abates de árvores junto também a estradas municipais, pelo País. A situação que preocupa mais ocorre na Quinta do Conde, município de Sesimbra onde estão a cortar milhares de pinheiros alegadamente por motivos de protecção civil, mas que constitui um exagero dada a falta de fundamentação.

Também na Estrada Nacional 356 junto da Zona Industrial do Casal dos Frades, no concelho de Ourém foram cortados cerca de uma dezena de choupos-brancos e pinheiros-bravos de grande porte, alguns que não apresentavam risco evidente, mas que foram abatidos apenas por prevenção.

A Quercus alerta para a necessidade de ponderação da decisão de abate de árvores públicas com a necessária fundamentação técnica relativa ao estado fitossanitário e análises de risco, por parte das entidades gestoras, sejam as Estradas de Portugal, concessionárias ou municípios, dado que o argumento da protecção civil não justifica decisões sem a devida fundamentação.


Lisboa, 7 de fevereiro de 2014

A Direção Nacional da Quercus – ANCN
A Direção do Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus


Para mais esclarecimentos contactar:

Domingos Patacho - Coordenador do Grupo de Trabalho das Florestas da Quercus
Telm: 937 515 218

Dário Cardador - Presidente do Núcleo Regional do Litoral Alentejano da Quercus
Telm: 925 403 833 

07/02/14

Comunicado | Quercus exige a suspensão imediata da construção das barragens nos Rios Tua, Tâmega, Mondego e Vouga

COMUNICADO DE IMPRENSA


Prejuízos no Litoral – Efeitos Nefastos das Barragens
Quercus exige a suspensão imediata da construção das barragens nos Rios Tua, Tâmega, Mondego e Vouga



A Quercus, bem como numerosos especialistas, vêm alertando ao longo dos anos para o efeito negativo das barragens na perda de areia no litoral arenoso e consequente erosão costeira. Infelizmente, os acontecimentos das últimas semanas no litoral português vieram comprovar que é bem visível na costa marítima portuguesa o avanço do processo de erosão. Esta erosão é provocada, em grande parte, pela retenção dos sedimentos (principalmente areias) nas barragens que existem nos nossos rios, impedindo o seu normal curso até ao mar.(1)

Portugal tem já centenas de barragens nos seus rios e a situação actual resulta dos efeitos cumulativos destas barragens que retiveram as areias durante décadas. Na opinião de especialistas, uma parte significativa do litoral arenoso está a entrar num processo de ruptura, pois é insuficiente a quantidade de sedimentos transportados pelos rios, de modo a compensar a areia que é levada pelo mar. Este fenómeno é público e notório e é confirmado pela diminuição drástica dos areais e pelos muitos milhões de euros que têm sido gastos pelo Estado Português a repor artificialmente as areias nas situações mais críticas ou de maior impacto mediático. Nesse sentido, a construção de novas barragens só vai fazer com que a quantidade de areia que chega ao litoral ainda vá diminuir mais.

Os sucessivos governos têm ignorado os avisos dos peritos(2) e dos ambientalistas e defendido os interesses das companhias eléctricas, como a EDP e a IBERDROLA. Se o problema não for atacado pela base, ou seja, se não forem travadas as construções de novas barragens - previstas ou em construção – nos rios Tua, Tâmega, Mondego e Vouga, em apenas uma década o valor gasto na minimização da erosão do litoral ultrapassará de longe os valores das indemnizações a pagar pela não construção das mesmas barragens. Nos últimos três anos, Portugal gastou centenas de milhões de euros na defesa costeira, mas, por outro lado, os resultados operacionais da exploração das barragens continuam apenas a reflectir os lucros imediatos das empresas e a não acomodarem os prejuízos que causam ao país e os custos em que oneram as contas públicas e os contribuintes.

A Quercus advoga pois que seja aumentada de forma significativa a taxa de recursos hídricos para os produtores de energia hidroeléctrica das barragens já existentes, actualmente situada em 0,00002 euros/metro cúbico, de forma a que o Estado possa acomodar o aumento das despesas com a mitigação dos impactes associados à erosão costeira e possa devolver faseadamente pela EDP, pela IBERDROLA e pela ENDESA os valores pagos pelas concessões de novas barragens.

O Governo também está longe de contabilizar as perdas no turismo e no comércio das economias locais de certos municípios, nem está a contabilizar o custo de reparação de edificações e infra-estruturas destruídas pelo mar ao longo de toda a costa.

A Quercus apela aos autarcas e cidadãos dos municípios afectados pela escassez de areia nas praias que façam pressão sobre o Governo de Portugal e exijam o cancelamento imediato da construção das barragens dos Rios Tua, Tâmega, Mondego e Vouga, já que o turismo balnear é gerador de um incremento económico anual de grande relevância local, e mesmo nacional, que não pode ser destruído ao sabor dos interesses das empresas produtoras de energia.

Face à gravidade da situação e ao valor das perdas e prejuízos - já verificados e futuros -, a Quercus exige ao Governo de Portugal a suspensão imediata de todas as barragens previstas ou em construção.

Lisboa, 7 de fevereiro de 2014

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar:
Carla Graça – Vice-presidente da Direção Nacional da Quercus | 93 16 03 256
João Branco – Vice-presidente da Direção Nacional da Quercus | 93 77 88 472


Notas para os editores:

(1) Existe um vídeo produzido pela Quercus, onde se aborda o problema da erosão costeira.
Link: http://vimeo.com/85561849

(2) Avisos dos peritos:
a.    Já em 2009 foi publicado um estudo encomendado pela Comissão Europeia a especialistas internacionais, denominado “Final Report - Technical assessment of the Portuguese National Programme for Dams with High Hydropower Potential (PNBEPH) Phase I and II” (conhecido por relatório ARCADIS), que refere claramente que a construção das novas barragens pode “contribuir significativamente para o processo de erosão costeira”.
Link: http://pt.scribd.com/doc/62703615/Relatorio-da-ARCADIS-sobre-o-Programa-Nacional-das-Barragens

b.    Em declarações à Lusa, o professor Adriano Bordalo e Sá, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, referiu que "o rio Douro tem na sua bacia hidrográfica em Portugal e em Espanha mais de 50 barragens. Há 60 anos estima-se que a quantidade de areia transportada era na ordem dos dois milhões de toneladas por ano e agora, 60 anos depois, com mais de 50 grandes barragens, o caudal sólido está reduzido a 250 mil toneladas. Falta-nos areia vinda de terra para o mar", acrescentou, explicando que as barragens "interrompem o caudal natural da água, mas também dos sedimentos" e que, "ao contrário do que tentam vender, a hidro-electricidade não é verde".
Link: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3214992&page=-1

c.    Em declarações à Antena 1, o cientista Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, apontou as barragens como grande causa do avanço do mar: “A erosão costeira que afecta grande parte da costa portuguesa e que obriga todos os anos a grandes investimentos públicos, é provocada, essencialmente, pelas barragens. Só 20 por cento desse fenómeno é atribuído à subida do nível do mar e às alterações climáticas.”
Link: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=635754&tm=8&layout=123&visual=61

d.    Mais recentemente Carlos Coelho, investigador do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro referiu que: “as alterações climáticas agravam a erosão em apenas cerca de 10%. O principal problema prede-se com a falta de areias por redução de transporte fluvial. A causa não são tanto os molhes, mas as barragens que retêm as areias que vêm dos rios.”
in Jornal de Leiria - 23 de Janeiro de 2014

Comunicado | Quercus lamenta mau exemplo do Estado em oferecer automóveis topo de gama no concurso 'Fatura da Sorte'

COMUNICADO DE IMPRENSA


Automóveis topo de gama - Quercus considera lamentável o exemplo do Estado

5 razões contra uma insustentável 'Fatura da Sorte'


Foi anunciado ontem, dia 6 de fevereiro, pelo Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, que o prémio do concurso “Fatura da Sorte”, para os contribuintes que peçam fatura, consistirá num automóvel novo topo de gama.

A Quercus considera que o prémio escolhido, independentemente do atual contexto de dificuldades económicas que atinge a população portuguesa, dá precisamente um sinal oposto ao que seria desejável num quadro de sensibilização para um consumo mais amigo do ambiente. Em primeiro lugar, a Quercus aproveita para alertar para o facto das compras públicas estarem longe de refletir escolhas sustentáveis (não se obrigando por exemplo à aquisição de papel reciclado ou lâmpadas das mais eficientes).

Em segundo lugar, e há menos de dez dias (a 29 de Janeiro), os Ministros de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e do Ambiente, do Ordenamento do Território e da Energia, Jorge Moreira da Silva, bem como o já referido Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, deram posse à comissão para a reforma fiscal verde, em Lisboa. É do mais contraditório possível o mesmo Estado que pretende estimular uma fiscalidade mais correta do ponto de vista ambiental, acenar agora com um prémio que, pelo que simboliza e pelo seu efetivo impacte, transmite uma imagem errada, sendo uma oportunidade perdida de apelar a um desenvolvimento mais sustentável.

5 razões insustentáveis de um automóvel topo de gama como prémio

- um automóvel é sempre um estímulo à mobilidade rodoviária individual, uma das causas principais de problemas ambientais do país: demasiadas estradas - muitas delas dispendiosas e desnecessárias, ruído, qualidade do ar, emissões de gases de efeito e estufa, entre outros impactes;
- um automóvel de alta gama simboliza um desnecessário consumo de recursos;
- quando comparado com veículos mais pequenos, um automóvel de alta gama tem uma pegada ecológica muito maior em termos de construção;
- o consumo de combustíveis fósseis de um carro de alta gama é muito mais elevado, com implicações nas emissões de dióxido de carbono (precisamente um fator muito ponderado do ponto de vista ambiental na fiscalidade automóvel);
- caso se trate de um veículo importado, dá o sinal contrário ao que o Estado está a fazer com outras iniciativas de estímulo ao uso nacional de recursos e emprego.

Porque não um veículo elétrico? Finanças deviam pelo menos olhar para escolhas eficientes no site da Quercus:www.topten.pt 

Estando ainda a ser ponderadas algumas decisões quanto às características do automóvel a oferecer, a Quercus sugere que pelo menos se aproveite a oportunidade para que o prémio seja antes um veiculo elétrico. Apesar de se tratar de uma forma de mobilidade individual, tem impactes ambientais muito menores e poderá ser um incentivo ao estímulo da mobilidade elétrica, projeto que está em completa estagnação e já com forte investimento público, devendo no futuro ter um importante papel na sustentabilidade do país em termos de redução de emissões poluentes, em particular nas áreas urbanas.

Mais ainda, a Quercus deixa desde já a sugestão para a escolha de pequenos carros ou de veículos elétricos, entre os dez modelos mais eficientes presentes no mercado português (e que podem ser consultados em www.topten.pt), o que pelo menos pode tornar a escolha do prémio um pouco menos insustentável.

Lisboa, 7 de fevereiro de 2014

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar:
Nuno Sequeira, Presidente da Direção Nacional
937 788 474 | nunosequeira@quercus.pt

Francisco Ferreira, Coordenador do Grupo Energia e Alterações Climáticas
937 788 470 | franciscoferreira@quercus.pt

29/01/14

Newsletter Ecocasa


 

 

Projeto EcoCasa - 10 anos de sensibilização

Foi há 10 anos que o projeto EcoCasa deu os seus primeiros passos, com o objetivo de, por um lado, sensibilizar os cidadãos para a questão das alterações climáticas e, por outro, incentivá-los a um consumo mais racional dos recursos no quotidiano, atuando ao nível da modificação de comportamentos nem áreas como a eficiência energética, a construção sustentável e as energias renováveis.
Atualmente, o projeto alargou o seu âmbito de atuação a outras temáticas, em que se inclui o consumo de água, a mobilidade, o consumo sustentável e a gestão de resíduos.


Ao longo de uma década de existência, o projeto EcoCasa esteve presente em 188 eventos; realizou 185 ações de sensibilização para escolas (abrangendo 9100 alunos e 605 professores); 27 ações para entidades e público em geral, bem como campanhas de alerta para as questões ambientais, quer para a população quer para as entidades governamentais.
Foi ainda motor de outros projetos associados às suas temáticas, dando origem ao Grupo de Energia e Alterações Climáticas da Quercus.
Ao longo deste ano, vamos celebrar os 10 anos do projeto EcoCasa, recordando algumas iniciativas, campanhas e projetos que este grupo de trabalho desenvolveu, bem como iniciativas em que colaborou com outras entidades.



 

Conselho EcoCasa

Consumo de standby e off-mode

Reduza a sua fatura da eletricidade de forma simples, anulando os consumos de standby e off-mode dos seus eletrodomésticos. Desligue os equipamentos sempre no botão em vez de o fazer no comando e, à noite, desligue-os na tomada com botão de corte de corrente, de forma a anular todos os consumos que o equipamento possa ainda ter.
Caso não precise de deixar a box da televisão em modo de gravação, pode também desligá-la da corrente. Atualmente, este é dos equipamentos mais consumidores nas nossas habitações quando não está a ser utilizado.



 

Próximos Eventos

AcquaLiveExpo e EnergyLiveExpo
5 a 7 de Março 2014, Lisboa
Semana da Reabilitação Urbana
19 a 26 de março 2014, Lisboa
 



 Parceiro em Destaque


Parceira desde o início do projeto EcoCasa, a Sapa actua no sector do alumínio, na concepção, desenvolvimento e comercialização de sistemas e soluções para arquitectura e construção, disponibilizando uma ampla gama de produtos para Janelas, Portas, Fachadas, Protecção Solar e Soluções Solares.

 
 www.facebook.com/EcoCasaQuercus      
www.ecocasa.pt

18/01/14