25/09/13

Comunicado | Quercus acompanha o lançamento, esta sexta-feira, do mais importante relatório científico sobre alterações climáticas

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COMUNICADO DE IMPRENSA


5º Relatório de Avaliação do IPCC será lançado na sexta-feira, dia 27/set.

Como vão as alterações climáticas afetar Portugal e o planeta?

Quercus acompanha o lançamento do mais importante relatório científico


Na próxima sexta-feira de manhã, 27 de setembro, o Painel Intergovernamental de Cientistas para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) publica o 5º relatório sobre a ciência climática, também conhecido por relatório do Grupo 1. Com base na melhor análise científica e pelo que já foi divulgado, uma das principais conclusões do relatório será que agora estamos mais certos do que nunca que os seres humanos são os principais causadores das alterações climáticas.

Em cada relatório de avaliação, um grupo de cientistas de todo o mundo analisa a mais recente investigação científica sobre alterações climáticas. Este 5º relatório foi elaborado por mais de 800 cientistas e beneficia, ainda, de modelação mais avançada e de uma maior compreensão sobre as alterações climáticas. Esta sexta-feira, 27 de setembro, será lançado o relatório relativo ao grupo de trabalho sobre ciência climática. Durante 2014, serão lançados os relatórios relativos aos outros grupos de trabalho sobre impactes das alterações climáticas (em março 2014) e mitigação das alterações climáticas (abril de 2014). Em outubro de 2014, será lançado, por último, o relatório global de síntese.

O 4º relatório de avaliação do IPCC, publicado em 2007, foi um catalisador importante para a ação climática a nível nacional e internacional. Este relatório forneceu a base científica para as negociações internacionais no período que antecedeu à Cimeira das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, em Copenhaga, em 2009.

Já se sabe que o 5º relatório mostrará, com maior clareza que nunca, que as alterações climáticas são reais, são causadas pelas atividades humanas e requerem medidas urgentes. O nível do mar está a subir, os padrões da precipitação estão a mudar, o gelo no mar está a diminuir e os oceanos estão a acidificar – todos estes impactes têm consequências graves para as nossas comunidades, economias e biodiversidade.

Neste momento, o resumo deste relatório para os decisores políticos está a ser negociado linha por linha entre o IPCC e os delegados governamentais de todo o mundo. Esta negociação significa que todos os países aceitam que o que está escrito no relatório é rigoroso. Após a divulgação do relatório sobre a ciência climática, os líderes de todo o mundo devem ser lembrados de que concordaram que as alterações climáticas estão a acelerar mais rapidamente do que nunca, que os seres humanos são a causa dessas mudanças e que é, portanto, hora dos mesmos corrigirem a sua trajetória de desenvolvimento. Não deve haver qualquer líder no mundo que não tenha já observado os dramáticos impactes das alterações climáticas têm ocorrido nos últimos anos.

As alterações climáticas são um problema complexo, tal como mostram as mais de duas mil páginas do relatório. Mas a maior barreira para a solução do problema é política – as soluções já as temos na mão.

Se queremos ficar abaixo de 2º Celsius de aquecimento global, já usámos mais de metade do nosso orçamento global de carbono. Na reunião de Cancún, em 2010, os líderes concordaram que era necessário agir imediatamente. Na reunião de Doha, em 2011, voltaram a reafirmá-lo.

A 11 de novembro de 2014, em Varsóvia, os líderes mundiais estarão reunidos na Cimeira anual convocada pelo secretário-geral da ONU Ban Ki Moon para enfrentar a atual "ameaça ao desenvolvimento, à estabilidade dos países e economias, à saúde do planeta." Em Varsóvia, serão conhecidos, e como tal incontornáveis, os resultados completos do 5º relatório do IPCC sobre a ciência climática.

Os governos devem criar mais fundos para aumentar a resiliência e o apoio às comunidades vulneráveis que já sofrem os impactes das alterações climáticas. Mais recursos estariam disponíveis se os governos eliminassem os subsídios atribuídos aos combustíveis fósseis e, em vez disso, estimulassem o acesso às energias limpas e renováveis para todos.

A garantia por um futuro climático seguro será possível se os governos desviarem os investimentos de desenvolvimento tecnológico dos novos combustíveis fósseis (gás de xisto e areias betuminosas) para a energia limpa e renovável, bem como para soluções inovadoras sobre formas mais eficientes de utilização de energia. As soluções existem e tomar medidas faz sentido, proporcionando importantes benefícios para as comunidades, economias e meio ambiente que delas dependem.


A Quercus estará em Varsóvia e já está a acompanhar as discussões e trabalhos preparativos através do Bloghttp://varsovia.blogs.sapo.pt/.
 

Lisboa, 25 de setembro de 2013


A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


22/09/13

Comunidade | Quercus alerta para expansão de monoculturas em Portugal e no Mundo

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21 de Setembro - Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores 


Quercus alerta para expansão de monoculturas em Portugal e no Mundo



A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza alia-se a outras organizações internacionais na divulgação do Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, assinalado amanhã, 21 de Setembro. A data pretende alertar para a contínua expansão de monoculturas verificada por todo o mundo, em particular nas regiões tropicais. No entanto, a situação é também preocupante em Portugal.

Neste Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, o Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais volta a denunciar os graves impactes decorrentes das plantações em grande escala de eucaliptos e outras espécies, bem como para a necessidade de salvaguardar as florestas tropicais naturais.

Entende-se por “monocultura” a produção agrícola ou florestal de uma só espécie. A prática monocultural é altamente lesiva para a biodiversidade, promovendo o aparecimento de novas pragas e o empobrecimento e erosão dos solos em larga escala.

Também tem efeitos sociais nocivos, uma vez que as monoculturas estão muito expostas às variações dos mercados, sendo vulgar a afetação de vastas áreas do planeta quando as condições de mercado se tornam desfavoráveis à monocultura praticada nessa região, provocando o êxodo populacional e miséria nas áreas afetadas.

À destruição dos recursos de flora e fauna, soma-se a degradação dos recursos hídricos locais, como resultado da ação combinada do uso massivo de agroquímicos, do consumo excessivo de água por parte das monoculturas, de obras de drenagem e de processos de erosão do solo.

Está ainda na memória de todos a recente destruição da floresta tropical em São Tomé e Príncipe - rica em diversas espécies de fauna e flora, endémicas e criticamente ameaçadas de extinção - para plantação de monoculturas de palmeira-dendém, destinadas à produção de óleo de palma.

Também em Portugal é por demais evidente a expansão de monoculturas, das quais se destaca a expansão desenfreada do eucalipto.
O eucalipto é já a espécie que mais área ocupa em Portugal, com cerca de 812 mil hectares de povoamentos instalados.



Os eucaliptais, além dos efeitos perversos que exercem sobre os solos e a biodiversidade, promovem a propagação de fogos de modo descontrolado, como se verificou este ano na Serra do Caramulo, que pode ser dada como um exemplo de região com monocultura de eucalipto.

A Quercus considera negativa a nova vaga de expansão das monoculturas de eucaliptos, devido aos impactes sobre os ecossistemas, como a destruição da biodiversidade, sendo um fator crítico na propagação dos grandes incêndios. Como tal, devem ser tomadas medidas que imponham condicionantes de ordenamento do território florestal às monoculturas, as quais é essencial estarem associadas a áreas com outras espécies de folhosas mais resistentes ao fogo.

Com o novo regime de arborização em Portugal, que entrará em vigor em Outubro de 2013, a Quercus prevê um aumento das monoculturas com os previsíveis efeitos negativos ao nível da conservação da biodiversidade, dos solos, das águas e da propagação dos incêndios.


Lisboa, 20 de Setembro de 2013

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Semana Europeia da Mobilidade dedicada à qualidade do ar

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COMUNICADO DE IMPRENSA


Semana Europeia da Mobilidade dedicada à qualidade do ar

Falta de prioridade, crise e eleições conduzem a enorme decréscimo na adesão dos municípios



Em pleno ‘Ano Europeu do Ar’ - iniciativa da Comissão Europeia que visa sensibilizar cidadãos e governos europeus para a poluição atmosférica e os seus impactes na saúde – a Semana Europeia da Mobilidade (SEM), assinalada entre 16 e 22 de Setembro, adotou em 2013 o lema “Ar Limpo – Está nas tuas mãos”.

Pretende-se alertar para o impacte dos transportes na qualidade do ar que se respira nas cidades e encorajar os cidadãos a mudar a forma como se deslocam no seu dia-a-dia para melhorar a sua saúde e bem-estar. A Quercus considera a iniciativa necessária para sensibilizar as populações, mas é crucial a adopção de medidas de carácter permanente para melhorar a qualidade do ar nas cidades, como um maior incentivo ao uso dos transportes públicos em detrimento do automóvel.

Semana Europeia da Mobilidade e o Dia Europeu Sem Carros

Na Semana Europeia da Mobilidade (SEM), que se encontra a decorrer até amanhã, 22 de setembro, participam ao todo 48 municípios e 58 localidades portuguesas (1). Este ano, o número de municípios aderentes ficou bastante abaixo das edições anteriores de 2011 e 2012, com 66 e 64 respetivamente. Já em relação às localidades, as edições anteriores evidenciaram um aumento (de 74 em 2011 para 78 em 2012), uma tendência, no entanto, que não se manteve em 2013.

A SEM pretende incentivar, através de medidas permanentes e/ou iniciativas pontuais, os cidadãos para uma maior utilização dos transportes públicos, da bicicleta, dos veículos elétricos e outras formas de mobilidade com impacte ambiental reduzido ou nulo, como as deslocações a pé.

Em 2013, 23 municípios participantes e 5 apoiantes vão aderir, amanhã, ao Dia Europeu Sem Carros. A Quercus considera que existe uma fraca adesão a esta iniciativa, não só em relação ao total de autarquias envolvidas, mas acima de tudo em comparação com o total nacional (308 concelhos).

A falta de ação das autarquias locais para implementar soluções concretas e permanentes (como o alargamento das redes de ciclovias e ecopistas, a criação de incentivos para maior utilização dos transportes públicos e o encerramento de ruas ao trânsito automóvel) para combater problemas urbanos como a poluição atmosférica e o ruído, poderá estar relacionada com diversos factores. À inevitável crise financeira, junta-se o facto de se tratar de uma campanha não financiada, bem como a falta de prioridade dada a esta temática, a que não será certamente alheio o atual período de pré-eleições autárquicas.

Uso do automóvel supera os transportes públicos e outros modos 

O último Recenseamento Geral da População (2011) mostra que existe em Portugal uma repartição modal claramente desfavorável ao transporte público (TP) face ao automóvel, tendência que se tem agravado durante a última década. Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), por exemplo, a percentagem de uso do TP situa-se em menos de 45%, um indicador tanto mais preocupante quando comparado com a realidade de outras cidades e regiões europeias, onde o transporte público é dominante, registando em muitos casos percentagens superiores a 60%.

Outra tendência preocupante é a quebra de utilizadores do TP registadas em 2012 e 2013: só no primeiro semestre de 2013, no conjunto das seis empresas públicas de transporte – Transtejo, CP, Carris, Metro de Lisboa, Metro do Porto e STCP – perderam-se mais de 34,4 milhões de utentes. Na primeira metade do ano, foram transportados 295,2 milhões de passageiros nas seis empresas, um valor inferior aos 329,5 milhões em 2012. Esta situação explica-se, uma vez mais, com a crise económica que o país atravessa e que conduziu à diminuição da procura do TP e à redução da mobilidade em geral. A agravar este contexto, acresce o encarecimento relativo dos TP, a supressão e diminuição da qualidade de muitos serviços e infra-estruturas.

Qualidade do ar: incumprimento da legislação persiste desde 2005

Portugal continua a infringir a legislação europeia e nacional (2) sobre qualidade do ar desde 2005, por ultrapassagem dos valores-limite diários e/ou anuais relativos às partículas inaláveis (PM10) e, desde 2008, por ultrapassagem dos valores-limite diários e/ou anuais relativos aos óxidos de azoto (NOx), relacionada sobretudo com o transporte rodoviário nas cidades. Não estão a ser implementadas as medidas necessárias (quer por falta de ambição política, quer falta de aceitação pública) no sentido de evitar um novo processo da Comissão Europeia contra Portugal por incumprimento da legislação. De sublinhar que um eventual processo poderá custar ao Estado Português uma multa de 1,9 milhões de euros (à qual acrescem 630 euros por dia até os valores de qualidade do ar começarem a ser cumpridos).

Medidas para reduzir a poluição não são suficientes ou estão atrasadas 

Algumas das medidas para reduzir o tráfego rodoviário e melhorar a qualidade do ar -  como a Zona de Emissões Reduzidas (ZER) adotada em Lisboa (3) - começam a apresentar resultados positivos e uma melhoria da qualidade do ar, sobretudo PM10 e NO2.

No entanto, é necessário melhorar a fiscalização, acabar com a isenção dos táxis e intervir nos transportes públicos de passageiros, que não cumprirão a Fase III da ZER (a qual alarga a restrição à circulação de veículos mais poluentes a toda a cidade de Lisboa, a partir de 1 janeiro de 2014).

No âmbito dos Planos e Programas de Melhoria da Qualidade do Ar da Região de Lisboa e Vale do Tejo, algumas medidas foram implementadas com bastante sucesso, como a maior fiscalização do estacionamento ilegal e a alteração introduzida há um ano na rotunda do Marquês de Pombal e na Avenida da Liberdade, no sentido de reduzir o trânsito rodoviário e o espaço dedicado ao automóvel. Por outro lado, existem outras medidas por implementar ou em atraso, como a criação de faixas próprias VAO+BUS+E nos acessos a Lisboa, para veículos com dois ou mais ocupantes, transportes públicos e veículos elétricos (atrasadas, desde junho 2010); a introdução de ‘Zonas 30’ em várias áreas sensíveis de Lisboa (a decorrer); a renovação das frotas de transportes públicos e a otimização dos serviços de táxis. Algumas destas medidas foram igualmente propostas para a região do Porto.


Lisboa, 21 de setembro de 2013

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

15/09/13

2 eventos com Dra. Isabel Costa

 HO`OPONOPONO :ao encontro do ponto zero e da liberdade interior.Uma nova consciência alimentar vão ser tema de dois Workshops a realizar na Quinta da Maúnça  no próximo dia 5 de Outubro .

Marcações e informações para guarda@quercus.pt ou para Tlm. 931 104 568



10/09/13

Portugal no 2º lugar na Europa com menores emissões de CO2dos veículos novos vendidos em 2012

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Melhor desempenho ambiental dos automóveis europeus

Portugal no 2º lugar na Europa com menores emissões de CO2dos veículos novos vendidos em 2012


No quadro dos 27 Estados-Membros da União Europeia (UE)Portugal perdeu a liderança do ranking no que diz respeito à frota de novos veículos ligeiros mais eficientes e mais limpos em relação a 2011. Os novos veículos ligeiros de passageiros em Portugal, emitiram em 2012, em média, 117,7 gCO2/km, apenas ultrapassado pela Dinamarca (117,3 gCO2/km) e seguido pela Holanda (118,7 gCO2/km). Estas são as conclusões de um estudo hoje publicado(1), em Bruxelas, pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), da qual a Quercus faz parte.
Existem vários fatores que justificam este desempenho positivo de Portugal, uma tendência que continua a verificar-se desde há vários anos: a frota média de automóveis ligeiros é dominada por veículos de dimensões mais reduzidas (e menos poluentes) do que a média dos países da UE e a carga fiscal beneficia os veículos menos poluentes, com a componente de emissões de COa ser ponderada em 60% no Imposto sobre os Veículos (IA) e no Imposto Único de Circulação (IUC). A crise económica que o país atravessa terá também resultado no decréscimo das vendas de novos veículos ligeiros, destacando as vendas dos mais eficientes.
O estudo ‘How Clean are Europe’s Cars’, publicado desde 2006, mostra o progresso anual feito pelos fabricantes de automóveis para reduzir o consumo de combustível e as emissões de CO2 dos novos veículos ligeiros de passageiros colocados no mercado europeu, por comparação com as metas de emissões para 2015 (130 gCO2/km) e 2020 (95 gCO2/km).

Em 2012, os principais fabricantes de automóveis conseguiram reduzir as emissões médias de CO2 da sua frota em 2,5% ligeiramente abaixo dos 3,3% em 2011, mantendo a tendência de diminuição desde a adoção do regulamento europeu que limita as emissões de CO2 dos novos veículos em 2009(2), o que mostra a sua clara eficácia.
As principais marcas automóveis, no seu todo, estão apenas a 4% de atingir a meta de emissões para 2015, uma distância que estava em 7% em 2011. A Fiat, Toyota, Peugeot-Citroën (PSA), Renault e a Ford já cumprem em 2012 a meta para 2015, três anos antes do previsto. A Honda e a Mazda são as marcas automóveis mais distantes de atingir a meta para 2015. A manter-se a tendência de redução de emissões dos últimos cinco anos, será possível à indústria automóvel, no seu todo, também atingir a meta para 2020 antes desta data. Na corrida para a atingir, os fabricantes europeus (exceto a Daimler) estão entre os primeiros nove lugares com melhor desempenho, enquanto os últimos seis fabricantes com pior desempenho são asiáticos, num total de 15 fabricantes.
Os resultados apresentados mostram ainda que os fabricantes de automóveis não precisam de mecanismos artificiais para atingir as metas de emissões de CO2, como os supercréditos(3) ou a manipulação dos testes de laboratório sobre a poupança de combustível e de emissões de CO2 dos veículos, face às condições reais de condução(4). Para todos os fabricantes de automóveis, mais de metade do progresso de redução das emissões em testes de laboratório não foi replicado na estrada.
O peso dos veículos é um fator determinante para reduzir o consumo de combustível e emissões, e obter grandes poupanças em faturas de combustível. É possível, com base na tecnologia disponível, a custo reduzido e sem contrapartidas para a funcionalidade e segurança na estrada, reduzir um terço do peso dos veículos e o consumo de combustível em 23%. A redução do peso dos veículos em 100 kg pode ajudar os fabricantes automóveis a reduzir as emissões da sua frota média em 4,57 gCO2/km. As marcas automóveis não estão a tirar partido desta possibilidade, porque o regulamento de 2009 tem como critério o tamanho do veículo e não no seu peso na definição das metas de emissão.
O progresso na redução das emissões de CO2 nos novos veículos ligeiros poderá estar comprometido a partir de 2015. A Alemanha tem minado os esforços da UE em tornar mais ambiciosa a revisão do regulamento de 2009, atualmente em negociação entre o Parlamento e o Conselho Europeu(5). A divergência prende-se com a intenção da Alemanha em continuar a usar supercréditos com o objetivo de aumentar as vendas de carros elétricos no seu mercado interno. O estudo da T&E constatou que os supercréditos concedidos à Nissan para vender apenas 2800carros elétricos em 2012 efetivamente reduziu a sua meta de emissões em 2 gCO2/km. Se a tendência atual deaumento das vendas de veículos elétricos continuar em alguns Estados-Membros, os supercréditos comprometeriamtotalmente a meta dos 95 gCO2/km a atingir em 2020.

Francisco Ferreira, da Quercus, reforça que “é importante a indústria automóvel continuar empenhada em reduzir as emissões de CO2 dos novos veículos e dê prioridade a tecnologias menos poluentes. As instituições europeias não podem ceder aos interesses da indústria, pelo recurso a mecanismos artificiais para reduzir as suas emissões e assim manipular os consumidores, com prejuízo para a economia e o ambiente.”  



Lisboa, 10 de setembro de 2013

A Direção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

28/08/13

II Etapa de recuperação de um ninho de cegonhas

Depois da primeira etapa concluída, é já esta sexta-feira às 7h30 (cedinho!), que decorrerá a segunda etapa de colocação de um ninho de cegonhas no Rochoso.

Esta etapa consistirá no transporte dos 2 postes para o Rochoso. E contaremos com a colaboração da Câmara Municipal da Guarda no transporte.
No entanto toda a ajuda é bem vinda para carregar e descarregar os postes.

Data: 30/08/2013
Horas: 7h30 – 9h00
Local de encontro: junto às bombas de gasolina na estrada que vai do Outeiro de São Miguel até à Brigada de Trânsito

Mais informações/inscrições através do e-mail guarda@quercus.pt ou do tlm. 931 104 568.

20/08/13

Ação de voluntariado - recuperação de um ninho de cegonhas do Rochoso

É já este sábado, a partir das 9h30 até sensivelmente as 12h30, que o Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. vai promover a primeira de três etapas de colocação de um ninho de cegonhas no Rochoso.

Esta primeira etapa consistirá no arranque de 2 postes de comunicações, atualmente sem utilidade, que se encontram ainda de pé dentro do perímetro da Portugal Telecom na Guarda (próximo do Seminário). Esta foi a opção encontrada para substituir a estrutura que atualmente sustem o ninho.

É bom referir que as cegonhas partiram em julho provavelmente para zonas mais quentes e o seu regresso, à semelhança dos anos anteriores, está previsto para fevereiro.

Se gostava de colaborar nesta ação de voluntariado não perca esta oportunidade.

Material de apoio: pá, enxada, cordas, luvas. Se tiver algum deste material e puder trazer agradecíamos.

Em breve mais informações sobre as restantes etapas.

Inscrições/Informações através do e-mail guarda@quercus.pt ou do tlm. 931 104 568.
Inscrição obrigatória por uma questão de fazermos um seguro.

19/08/13

Comunicado | Quercus exige proibição já este ano
 da caça à Rola-brava, uma espécie em risco de extinção



COMUNICADO DE IMPRENSA


Caça à Rola-brava

Quercus exige proibição já este ano
da caça desta espécie em risco de extinção


A Rola-brava (Streptopelia turtur) é uma espécie migradora que está a desaparecer a um ritmo galopante em Portugal e na Europa. A situação da espécie na Europa é muito grave, estimando-se que a sua população tenha decrescido 70% nos últimos 10 anos.
Acresce que, na data prevista para a abertura da caça à rola, ainda durante o mês de Agosto, é provável a existência de muitas rolas em nidificação ainda com crias no ninho e, pontualmente, ovos de posturas tardias ou segundas posturas. Conjugada com a quantidade e a extensão dos incêndios florestais que têm ocorrido em Portugal, esta situação provocará uma quebra ainda maior nas já debilitadas populações selvagens de Rola-brava.

A Quercus considera que a irresponsabilidade e insensibilidade demonstrada nesta matéria pelos sucessivos governos pode contribuir para a extinção da Rola-brava em Portugal a muito curto prazo. Todos os anos as associações ambientalistas e algumas organizações do setor cinegético têm alertado publicamente os responsáveis políticos pelo problema premente do risco de extinção da Rola-brava.

Não podemos esquecer o triste destino do Pombo-viajante americano, que foi considerado a ave mais abundante do mundo e cujo último exemplar morreu num jardim zoológico em 1914. A extinção é para sempre.

A Quercus apela, assim, à Ministra da Agricultura e ao novo Ministro do Ambiente que proíbam, com carácter de urgência, a caça à Rola-brava, de modo a prevenir a extinção desta magnífica espécie.
 
Lisboa, 16 de Agosto de 2013

A Direção Nacional da Quercus-Associação Nacional de Conservação da Natureza

13/08/13

Caminhada pela Quercus de agosto | 17 de agosto | 16h30 | Seia

Devido às elevadas temperaturas que se têm feito sentir nos últimos dias o Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. decidiu alterar o dia da caminhada de Agosto. Assim o dia escolhido é dia 17, sábado, após as horas de maior incidência solar.

O ponto de encontro está marcado para as 16h30 no CISE (Centro de Interpretação da Serra da Estrela) em Seia.

E a caminhada será feita numa parte da mata do Desterro.

Venha conhecer a fauna e a flora desta zona.

Informações/Inscrições através do e-mail guarda@quercus.pt ou tlm. 931 104 568.

08/08/13

Nota de Imprensa | Quercus envia queixa à Procuradoria Geral da República
 denunciando falta de medidas de Defesa da Floresta Contra Incêndios





COMUNICADO DE IMPRENSA





Incêndios Florestais



Quercus envia queixa à Procuradoria Geral da República


A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza enviou, no passado dia 2 de Agosto, uma queixa à Procuradoria Geral da República, apelando ao apuramento de responsabilidades pelo incumprimento das ações de prevenção e fiscalização previstas na legislação nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (DFCI).



Nas atribuições da legislação do Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (SNDFCI), o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) é responsável pela coordenação das ações de prevenção estrutural, nomeadamente o planeamento com a gestão de aceiros e a organização do território florestal, situação atualmente descurada.

Os municípios, por seu lado, têm a obrigação legal de elaborar e fazer cumprir o Plano Municipal de Defesa de Florestas Contra Incêndios (PMDFCI) e o Plano Operacional Municipal (POM), o que tem sido claramente negligenciado na maioria dos municípios nacionais.

A Quercus considera que o deficiente cumprimento da legislação de DFCI, bem como o laxismo das administrações locais e central relativamente a este tema, tem agravado o problema da propagação dos fogos florestais em Portugal, com elevados prejuízos ambientais, materiais e humanos pelo que, a bem da justiça, se julga ser fundamental o apuramento de responsabilidades.

Lisboa, 6 de Agosto de 2013

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

30/07/13

Novo Código da Estrada Ilegalidades na sucata automóvel vão continuar!

novo Código da Estrada, aprovado no passado dia 24 de Julho (com votos a favor do PSD, PS, CDS-PP, BE e com a abstenção do PEV), continua a permitir o cancelamento de matrícula de viaturas sem a apresentação do respetivo Certificado de Destruição, obrigatório perante legislação comunitária e nacional.
O Código da Estrada agora aprovado não teve em consideração as preocupações da Quercus (que há mais de 7 anos anda a alertar o Estado para o problema), da Valorcar e de outras entidades, nomeadamente a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, que transmitiram, por parecer escrito e em Audiência, as alterações que a proposta de lei do Código da Estrada deveria incluir para ser eliminada a possibilidade de VFV – Veículos em Fim de Vida poderem  ser abandonados ou entregues em  sucatas ilegais.
Primeiro que tudo, como se pode permitir o cancelamento da matrícula e a viatura continuar a existir? Ora, com o cancelamento da matrícula deixa de existir o Imposto Único de Circulação (IUC) e, sendo o IUC um imposto gerado pela propriedade do veículo há aqui uma clara contradição dado que o novo Código da Estrada confere essa possibilidade.
Em particular, em relação às situações em que o novo Código da Estrada, no seu artigo 119.º, fomenta a gestão ilegal de VFV devemos destacar as seguintes 6:
1) “O veículo haja desaparecido, sendo a sua localização desconhecida há mais de seis meses”: Esta disposição possibilita a entrega dos veículos em sucatas ilegais ou o seu abandono na via pública. Assim, propõe-se o alargamento do prazo para aumentar a responsabilização do proprietário e garantir pelo menos o pagamento de um ano de IUC;
2) “O veículo deixe de ser utilizado na via pública, passando a ter utilização exclusiva em provas desportivas ou em recintos privados não abertos à circulação”: Este motivo não deve constituir fundamento para cancelamento da matrícula, dado que o veículo continua a existir. Com esta redação viabiliza-se a entrega dos veículos em sucatas ilegais ou o seu abandono na via pública, dado que os serviços não terão capacidade de fiscalizar a veracidade das informações prestadas;
3) “O veículo falte à inspeção referida no n.º 2 do artigo 116.º, sem que a falta seja devidamente justificada.”:A punição pela falta injustificada a inspeção já se encontra prevista no art. 116.º do Código da Estrada. Este motivo não deve constituir fundamento para cancelamento da matrícula, dado que o veículo continua a existir (se tal acontecer está-se a beneficiar o infrator porque o proprietário deixa de pagar o IUC e pode entregar o veículo a uma sucata ilegal ou abandona-lo);
4) “Quando o veículo fique inutilizado ou atinja o seu fim de vida mediante apresentação da documentação legalmente exigida nos termos do disposto no Decreto-Lei n.º 196/2003, de 23 de agosto”: Deve ser explicitamente mencionado o certificado de destruição, dado que se trata do documento comunitário criado para este efeito no âmbito da Diretiva 2000/53/CE;
5) “Quando o veículo deixe de ser utilizado na via pública, mediante apresentação de requerimento justificando os motivos e o local onde o mesmo é utilizado ou guardado”: Ver justificação mencionada no Ponto 2);
6) “Assume ainda caráter temporário o cancelamento de matrícula previsto nas alíneas e) e g) do n.º 1 do artigo 119.º, pelo prazo máximo de cinco e um ano respetivamente, ficando os seus proprietários obrigados à entrega da documentação dos veículos nos serviços competentes, onde o processo de cancelamento da matrícula tiver lugar.”: Estes motivos não devem constituir fundamento para cancelamento da matrícula, mesmo que temporária, dado que o veículo continua a existir. Tal como está, esta disposição viabiliza a entrega dos veículos em sucatas ilegais.
Devemos reforçar que faz agora precisamente um ano que a Quercus, em conjunto com a Valorcar, apresentou junto da Comissão Europeia uma queixa contra o Estado Português por este estar a ignorar a legislação comunitária sobre esta matéria. Se se vier a confirmar a publicação no Diário da Republica do actual texto agora aprovado do Código da Estrada este Governo e os partidos que viabilizaram a sua aprovação na Assembleia da República estão conscientemente a condenar Portugal a 3 situações gravíssimas:
A) Punição com multas e/ou outras sanções pesadas pelo não cumprimento de legislação Comunitária em matéria de gestão de resíduos perigosos, que é a classificação atribuída aos VFV;
B) Perda de importantes receitas (ex.: impostos, contribuições para a segurança social, etc.) económicas ligadas à actividade legal da gestão de VFV, nomeadamente por centros de abate licenciados e por empresas de venda de peças em 2.ª mão. Está confirmado o potencial de criação de emprego por parte deste tipo de empresas;
C) Poluição grave do ambiente (por resíduos perigosos, como são o caso os óleos minerais e outros fluídos) e ameaça da saúde e segurança pública, pois a intervenção ilegal de VFV é muito poluente e inclusive perigosa, são comuns as notícias de incêndios e acidentes neste tipo de instalações.
Por fim, a Quercus tem conhecimento que muitos dos VFV, principalmente viaturas com poucos anos, com origem em acidentes de viação estão a ser, com participação ativa das seguradoras, encaminhados para leilões, promovidos por empresas especializadasOs VFV com mais valor, por exemplo viaturas mais recentes, são licitados por empresas que se dedicam à comercialização de peças mas que não têm licenciamento para gerirem VFV.
Estas empresas conseguem fazer licitações mais elevadas do que os centros de abate licenciados já que não têm quaisquer custos relacionados com a boa gestão de um VFV, nomeadamente transporte adequado, descontaminação e tratamento dos resíduos perigosos (óleos e outros resíduos) e pagamento de taxas e licenças que são exigidas aos centros de abate licenciados. Somente as viaturas não licitadas nos leilões diários são propostas aos centros de abate licenciados, a preços avultados e sem qualquer interesse do ponto de vista comercial.
Perante isto, a Quercus e a VALORCAR vão aguardar pela publicação do novo Código da Estrada no Diário da República com a promessa de voltar reagir de acordo com a gravidade da situação, caso se venha a confirmar que o texto publicado corresponda 100%, em relação ao Cancelamento de Matrícula, ao conteúdo do texto aprovado no passado dia 24 de julho.
Lisboa, 30 de Julho de 2013
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza e a Valorcar – Sociedade de Gestão de Veículos Em Fim de Vida, Lda
Contactos:
Quercus: António Gomes – 919302277; Pedro Carteiro - 934285343; Rui Berkemeier - 934 256 581;
Valorcar: Ricardo Furtado - 963653365

Atividade na praia fluvial de Valhelhas | 27, 28 e 29 de julho

No fim-de-semana de 27 e 28 de julho o Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. esteve presente na praia fluvial de Valhelhas para uma atividade de demonstração de fornos solares no âmbito das atividades da Bandeira Azul e a convite da Câmara Municipal da Guarda.

Infelizmente a meteorologia não ajudou muito. Mesmo assim no sábado ainda foi possível cozinhar o almoço, através dos fornos solares, no entanto no domingo já não conseguimos devido ao sol muito enublado e há presença inclusive de alguns chuviscos.

Fica um obrigado à Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda pela cedência dos fornos solares.

De referir que a praia fluvial de Valhelhas obteve pela primeira vez o reconhecimento de “praia com qualidade de ouro”. Este galardão é concedido com base na informação da Agência Portuguesa do Ambiente para as praias que cumpram três requisitos nos últimos cinco anos: ter tido boa qualidade da água entre 2008 e 2009, qualidade excelente em 2010 e 2012 e um desempenho excelente em todas as análises realizadas na época balnear anterior.


De referir também o hastear da bandeira “Praia + Acessível” na praia fluvial de Valhelhas que decorreu na manhã do dia 29 de julho. 



24/07/13

Atividades nas praias fluviais Valhelhas e Aldeia Viçosa

O núcleo da Quercus Guarda, vai fazer uma demonstração de fornos solares nas praias fluviais.
Dias 27 e 28 de julho em Valhelhas
e dias 3 e 4 de agosto na Aldeia Viçosa
entre as 9h e as 17h.




Comunicado | ORGANIZAÇÕES LANÇAM APELO PÚBLICO AOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PELA SUSPENSÃO DO DIPLOMA DE ACÇÕES DE ARBORIZAÇÃO E REARBORIZAÇÃO


 É NECESSÁRIO TRAVAR A DESREGULAMENTAÇÃO RADICAL DAS PLANTAÇÕES INTENSIVAS NA FLORESTA!

ORGANIZAÇÕES LANÇAM APELO PÚBLICO AOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PELA SUSPENSÃO DO DIPLOMA DE ACÇÕES DE ARBORIZAÇÃO E REARBORIZAÇÃO

As organizações signatárias desta carta lançam um apelo público a todos os deputados da Assembleia da República para que exijam uma Apreciação Parlamentar do Decreto-Lei 96/2013, publicado na passada 6ª feira, dia 19 de Julho, relativo às acções de arborização e rearborização.

Perante este diploma, que aprova alterações inaceitáveis para o ambiente, paisagem e floresta no país, reforçando o desordenamento territorial e agroflorestal através da desregulamentação da plantação de espécies exóticas, apelamos a que pelo menos 10 deputados solicitem a Apreciação Parlamentar de um diploma potencialmente desastroso para o nosso país.

Perante o quadro já existente, em que as espécies exóticas predominam avassaladoramente a paisagem florestal no país, com o eucalipto à cabeça, a decisão do Governo de aprovar em Conselho de Ministros um diploma desta importância é inaceitável. A tutela escolheu não acolher os contributos das organizações e associações feitos há um ano, quando o diploma foi apresentado na sua versão original. Perante esta decisão estão colocados em causa vários planos estratégicos de importância decisiva para o futuro do país, nomeadamente a Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação, a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a Estratégia Europeia da Protecção dos Solos ou a Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Água. Por outro lado, o novo diploma retira competências aos Municípios, ao nível do ordenamento do seu território florestal, o que é incompatível com as obrigações dos mesmos no que diz respeito à Defesa da Floresta Contra Incêndios.

O potencial impacto ambiental da entrada em vigor deste diploma não foi calculado nem  será sequer contabilizado, estando previstas isenções desta ferramenta legal pelo deferimento tácito de acções de arborização e rearborização para áreas inferiores a 2 hectares. A estrutura fundiária do país, em particular no Norte onde proliferam as pequenas propriedades, aumenta ainda mais o potencial impacto negativo deste diploma. O impacto cumulativo da entrada em vigor desta lei é incalculável pelos seus efeitos paisagísticos, sobre a qualidade dos solos e das águas, com um potencial de destruição comparável a poucas iniciativas na história recente do país, como a campanha do trigo nos anos 40. Além disso, de um volume de cerca de 43 milhões de m3 de eucalipto já em crescimento no território nacional, cerca de 13 milhões correspondem a povoamentos irregulares (povoamentos mistos, coberto inferior a 50%, baixas densidades e idades superiores à idade de corte ideal), pelo que é na melhoria do que tem sido a má gestão do eucalipto e não no aumento da área plantada que se pode investir, se se pretende apoiar esta indústria, apesar da tendência clara de redução do mercado mundial da celulose.

As organizações subscritoras – LPN, Quercus, GEOTA, FAPAS, Oikos, Gaia, A Rocha, Flamingo e SPEA – apelam aos representantes da Nação no Parlamento que exijam a revisão e suspensão imediata deste diploma, que deverá ser explicado publicamente e cujos efeitos catastróficos não poderão ser ignorados. O princípio da precaução e a defesa do território nas suas componentes social, ambiental e paisagística devem imperar sobre a perspectiva desregulamentadora que assistiu a esta tomada de decisão.

23 de Julho de 2013


MAIS INFORMAÇÕES:
João Camargo: 964656033

21/07/13

Comunicado | Quercus requer à Comissão Europeia cumprimento da legislação e não financiamento comunitário do Parque de Ciência e Inovação (PCI) na Coutada – Ria de Aveiro

Quercus requer à Comissão Europeia cumprimento da legislação e não financiamento comunitário do Parque de Ciência e Inovação (PCI) na Coutada – Ria de Aveiro 





Em causa está um projeto da Universidade de Aveiro, que mais não é do que uma nova zona industrial a implantar nas margens da Ria de Aveiro e que, por isso mesmo, tem vindo a ser questionado pela QUERCUS, devido á localização escolhida - Zona de Protecção Especial (Rede Natura 2000) - e falta de ponderação de alternativas.

A instalação do PCI na Coutada, se concretizada, terá um enorme impacto negativo na conservação da natureza e da paisagem tradicional da Ria de Aveiro, e destruirá solos da Reserva Agrícola Nacional, da melhor qualidade ao nível de aptidões agrícolas.

A Parceria Público-Privada formada para a sua gestão é também uma fórmula que já deu resultados bastante negativos para o erário público e, como tal, indefensável.

A queixa nesta data apresentada pela Quercus à Comissão Europeia alerta para o incumprimento da legislação nacional que transpõe as Directivas relativas à conservação das aves selvagens e à preservação dos habitats naturais e da flora e fauna selvagens, facto impeditivo do financiamento comunitário do projecto, orçado em 28 milhões de euros, num total estimado de 35 milhões de euros.

Para além das instâncias comunitárias, a Quercus continuará a contestar o projecto por todos os meios ao seu alcance, nomeadamente através dos tribunais nacionais.

Também a nível local, através do seu Núcleo Regional de Aveiro, terá lugar já na próxima sexta-feira, dia 26, em Aveiro, um debate aberto a toda a população, com a presença do Dr. Paulo Morais, da Associação Integridade e Transparência, e do Dr. Pedro Bingre do Amaral, especialista em Planeamento Regional e Urbano.

Aveiro, 20 de Julho de 2013
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direcção do Núcleo Regional de Aveiro da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

19/07/13

Comunicado | Governo entregou floresta às celuloses - Novo regime de arborização favorece apenas a plantação de eucaliptos




Governo entregou floresta às celuloses

Novo regime de arborização favorece apenas a plantação de eucaliptos


O Governo aprovou um novo regime de arborização e rearborização para favorecer unicamente as celuloses e a fileira do eucalipto, prejudicando a diversidade da floresta portuguesa e comprometendo outras fileiras económicas, como o montado de sobro ou o pinho.

A desregulação das arborizações das espécies florestais de rápido crescimento produzidas em regime intensivo, como é o caso dos eucaliptais, é preocupante, dado que a sua crescente expansão promove um mau ordenamento do território florestal e favorece a propagação dos incêndios, com graves consequências para a defesa da floresta, e de pessoas e bens.

Eucaliptais simplex – Floresta autóctone complex

O novo regime também passa a penalizar a plantação de espécies autóctones, conferindo-lhes legalmente o mesmo impacte ambiental que uma plantação intensiva de eucaliptos, que não só é uma concepção errada mas também acaba por criar uma burocracia até agora desnecessária. Mais, com aplicação do mecanismo de comunicação prévia até 2 hectares de área a plantar, situação que se aplica à maior parte das propriedades a norte do rio Tejo, fica facilitada a plantação de eucaliptos com o aumento das monoculturas, e, ao invés, torna-se mais complicada a plantação de sobreiros, carvalhos, cerejeiras, freixos e outras árvores autóctones com elevado valor, as quais agora vão necessitar de comunicação prévia e, nas áreas acima dos 2 hectares, necessitam de autorização.

Incapacidade do ICNF em fiscalizar, papel das autarquias negligenciado

Por outro lado, a centralização das competências de autorização no ICNF – Instituto da Conservação reas classificadasdentes dificuldades que tem em fazer cumprir o que quer que seja nas  se consideravam pagda Natureza e das Florestas (ICNF), e a irrelevância do papel atribuído aos municípios, que apesar das suas responsabilidades ao nível do ordenamento do território e da defesa da floresta contra incêndios vão apenas emitir pareceres não vinculativos, constitui uma orientação que vai ser trágica para a floresta portuguesa.

Pretender que uma entidade cada vez mais centralizada, como o ICNF, com as evidentes dificuldades que tem em fazer cumprir as suas atribuições nas áreas classificadas, passe agora a fiscalizar adequadamente todo o território nacional é não só não ter qualquer consciência das limitações e das implicações das ausência de resposta atempada (caso os serviços do ICNF não respondam no prazo de 45 dias, tal configura deferimento tácito dos pedidos de autorização), assim como a retirada das competências municipais no procedimento de autorização, promove o desinteresse pela fiscalização.

Existem proprietários que estão já a plantar ilegalmente centenas de hectares com eucalipto sem que haja qualquer pedido de autorização às autoridades competentes, o que revela que o ICNF e o SEPNA da GNR não tem conseguido fiscalizar e conter o problema.

Pretender fazer crer e normalizar que uma silvicultura de baixa intensidade com espécies florestais autóctones seja idêntica aos sistemas intensivos como no caso dos eucaliptais, com os impactes ambientais associados, não é de modo nenhum aceitável.

Quercus acusa serviços da Administração e Governo de insensibilidade e falta de competência

Apesar de em junho do ano passado a Quercus ter manifestado a sua oposição aos termos da proposta apresentada, a versão agora aprovada é pouco pior do que a inicial.

O novo regime revoga importante legislação florestal, ao nível das condicionantes, desregulando atividades com elevados impactes sobre os recursos naturais, como a floresta autóctone, o solo e a água, constituindo um retrocesso nunca verificado em toda a história dos serviços florestais portugueses.

Mais, revogar as condicionantes de salvaguarda das espécies de rápido crescimento às nascentes e terrenos agrícolas de cultivo, sem regular novamente configura o desprezo pelos pequenos agricultores e por um correcto ordenamento florestal.

De salientar que existem duas petições públicas contra a aprovação do novo regime de arborização e expansão dos eucaliptais, com milhares de assinaturas que o Ministério da Agricultura Mar, Ambiente e Ordenamento do Território pura e simplesmente ignorou.

A Quercus alertou para a problemática os serviços do ICNF, bem como o Secretário de Estado das Florestas de Desenvolvimento Rural e própria Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, os quais não tiveram infelizmente a sensibilidade  e a competência necessária, e acabaram por criar as condições necessárias à aprovação do novo regime, contrariando várias posições de entidades ligadas à floresta.

Novo regime de arborização e rearborização deve ser revogado

Posto isto, a Quercus apela aos diversos partidos representados na Assembleia da República que promovam a revogação deste Decreto-Lei, evitando o aumento do desordenamento florestal e a consequente promoção da propagação dos incêndios que destroem a nossa floresta, afectam o Ambiente, o património e a vida das pessoas nas áreas rurais.

Lisboa, 19 de Julho de 2013

Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

17/07/13

Comunicado | Eletricidade produzida no primeiro semestre de 2013 foi 72% de origem renovável e com menos 25% de emissões de CO2



1º semestre 2013: 72% de eletricidade de fontes renováveis, queda de 25% nas emissões de CO2

Aposta nas renováveis ajuda sustentabilidade energética em Portugal


A produção total de energia elétrica a partir de fontes renováveis atingiu níveis recorde no primeiro semestre de 2013, chegando a 72% (um aumento absoluto de 34% em relação aos 38% verificados no período homólogo de 2012). Esta é uma das conclusões do balanço feito pela Quercus da produção de eletricidade em Portugal Continental no primeiro semestre de 2013, com base nos dados da REN – Redes Energéticas Nacionais.
Este aumento deveu-se, por um lado, à significativa potência instalada de renováveis, mas principalmente às condições climáticas verificadas, num ano que até agora tem sido mais húmido do que o normal, permitindo um maior recurso à utilização de energia hídrica, e também mais ventoso, resultando numa maior produção eólica. A produção da eletricidade de origem renovável em regime especial (a PRE-FER, que representa toda a produção renovável exceto a grande hídrica) aumentou, tendo sido responsável por 49% de toda a eletricidade produzida em Portugal Continental entre Janeiro e Junho de 2013.

Menor uso do carvão e mais renováveis levam a redução de emissões
Na eletricidade de origem fóssil, houve um recuo no uso de carvão da ordem dos 22%, o que, aliado ao muito maior peso da produção renovável, conduziu a uma redução de emissões entre os dois primeiros semestres de 2012 e 2013 de cerca de 1,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono (25% inferior em 2013 comparando com os primeiros seis meses de 2012). Apesar das centrais a carvão apresentarem baixos níveis de eficiência energética e elevadas emissões de dióxido de carbono (CO2) por kWh produzido, o elevado excedente de licenças de emissão de CO2 à escala europeia, resultante em parte da crise económica, traduz-se num preço do carbono muito mais baixo do que seria expectável. 
Tal diminui os custos de utilização destas centrais, infelizmente favorecendo-as em relação às centrais de ciclo combinado a gás natural, muito mais eficientes, com menores impactes ambientais e quase paradas nos últimos meses.
De destacar ainda que Portugal exportou mais 50% de eletricidade do que importou, o que é uma situação completamente contrária à verificada em 2012.
Consumo de eletricidade diminui mas não tanto como PIB
Enquanto ao longo de 2012 houve uma redução do consumo de eletricidade da ordem de 2,8% em relação ao ano anterior, no primeiro semestre de 2013 a redução foi menos acentuada (-1,7%, por comparação com igual período de 2012), estando o produto interno bruto (PIB) a recuar 2,7% de acordo com as estimativas mais recentes para o ano de 2013. Tal é um sinal preocupante, pois um dos objetivos em termos de eficiência energética é assegurar que a intensidade energética na eletricidade diminui, isto é, a energia elétrica necessária para gerar uma unidade de riqueza é cada vez menor, estando Portugal atualmente com a tendência inversa.
Aposta nas renováveis e na eficiência energética é caminho a seguir
A Quercus considera que Portugal tem um enorme potencial para o aproveitamento das energias renováveis, em particular aquelas com menor impacte ambiental como é o caso da energia solar, um recurso abundante no nosso país, e cujos custos de investimento e exploração têm vindo a descer de forma lenta. Tal facto, aliado a uma eficiência e poupança energéticas significativas que devem ser incentivadas em setores como o dos transportes, serviços e residencial, podem assegurar um menor dependência do exterior e uma maior sustentabilidade. A Quercus quer Portugal com 100% de eletricidade de fontes renováveis até ao ano de 2050.
Lisboa, 14 de julho de 2013
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


15/07/13

Noite Europeia das Borboletas Nocturnas 2013

No dia 12 de Julho fomos até aldeia dos Trinta para a realização de uma pequena atividade sobre Borboletas. O título teve como base: “As noites Europeias das Borboletas Noturnas 2013”. Este género de atividades é realizado em toda a Europa, todos os anos, podendo ser na Primavera ou no Verão, quando o número de borboletas é maior.

Começámos por falar um pouco sobre a quantidade de espécies existentes em Portugal e os nomes de cada uma delas (Notodontidae, Tricópio, Pantheidae, etc …). São cerca de 2600 as espécies de borboletas existentes no nosso país. Por cada ano de realização de atividades deste género, são descobertas cerca de mais de 30 novas espécies.

Depois de sabermos um pouco mais sobre este género de atividade, começamos por colocar o equipamento necessário para poder atrair as borboletas. O material usado foi um tripé, uma lâmpada e um lençol branco e uma máquina fotográfica. Feito este passo foi só esperar que as borboletas começassem a aparecer para as podermos fotografar.

As primeiras a aparecerem foram as espécies mais pequenas, aparecendo mais tarde espécies maiores. Foram fotografadas cerca de 50 ou mais géneros de borboletas. A olho nu a perceção dos pormenores de cada espécies é quase nula. Fotografadas algumas das espécies, conseguimos ver os detalhes mais minuciosos.

Foi a minha primeira vez que participei numa atividade deste género e, sem dúvida, gostei bastante. Torna-se uma experiencia diferente e muito agradável que irei repetir numa próxima oportunidade. Penso que há muita gente que não sabe da existência deste género de atividades, o que é uma pena, pois é uma experiencia fantástica.

[Obrigado João pelo artigo de imprensa]








14/07/13

Exposição Natureza em risco na BMEL

Está presente na BMEL (Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço da Guarda) a exposição “Natureza em risco” até ao final de julho.
 
A exposição é composta por 29 painéis contendo desenhos ilustrativos e informações didáticas, com destaque para as espécies em vias de extinção em Portugal, como lobo ibérico, cabra montês, lince ibérico, coelho bravo, bufo real, coruja do nabal, gralha-de-bico-vermelho, águia-real, falcão peregrino, entre outras.
 
Se puderem visitem.