24/07/13

Atividades nas praias fluviais Valhelhas e Aldeia Viçosa

O núcleo da Quercus Guarda, vai fazer uma demonstração de fornos solares nas praias fluviais.
Dias 27 e 28 de julho em Valhelhas
e dias 3 e 4 de agosto na Aldeia Viçosa
entre as 9h e as 17h.




Comunicado | ORGANIZAÇÕES LANÇAM APELO PÚBLICO AOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PELA SUSPENSÃO DO DIPLOMA DE ACÇÕES DE ARBORIZAÇÃO E REARBORIZAÇÃO


 É NECESSÁRIO TRAVAR A DESREGULAMENTAÇÃO RADICAL DAS PLANTAÇÕES INTENSIVAS NA FLORESTA!

ORGANIZAÇÕES LANÇAM APELO PÚBLICO AOS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PELA SUSPENSÃO DO DIPLOMA DE ACÇÕES DE ARBORIZAÇÃO E REARBORIZAÇÃO

As organizações signatárias desta carta lançam um apelo público a todos os deputados da Assembleia da República para que exijam uma Apreciação Parlamentar do Decreto-Lei 96/2013, publicado na passada 6ª feira, dia 19 de Julho, relativo às acções de arborização e rearborização.

Perante este diploma, que aprova alterações inaceitáveis para o ambiente, paisagem e floresta no país, reforçando o desordenamento territorial e agroflorestal através da desregulamentação da plantação de espécies exóticas, apelamos a que pelo menos 10 deputados solicitem a Apreciação Parlamentar de um diploma potencialmente desastroso para o nosso país.

Perante o quadro já existente, em que as espécies exóticas predominam avassaladoramente a paisagem florestal no país, com o eucalipto à cabeça, a decisão do Governo de aprovar em Conselho de Ministros um diploma desta importância é inaceitável. A tutela escolheu não acolher os contributos das organizações e associações feitos há um ano, quando o diploma foi apresentado na sua versão original. Perante esta decisão estão colocados em causa vários planos estratégicos de importância decisiva para o futuro do país, nomeadamente a Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação, a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a Estratégia Europeia da Protecção dos Solos ou a Estratégia Nacional para a Gestão Integrada da Água. Por outro lado, o novo diploma retira competências aos Municípios, ao nível do ordenamento do seu território florestal, o que é incompatível com as obrigações dos mesmos no que diz respeito à Defesa da Floresta Contra Incêndios.

O potencial impacto ambiental da entrada em vigor deste diploma não foi calculado nem  será sequer contabilizado, estando previstas isenções desta ferramenta legal pelo deferimento tácito de acções de arborização e rearborização para áreas inferiores a 2 hectares. A estrutura fundiária do país, em particular no Norte onde proliferam as pequenas propriedades, aumenta ainda mais o potencial impacto negativo deste diploma. O impacto cumulativo da entrada em vigor desta lei é incalculável pelos seus efeitos paisagísticos, sobre a qualidade dos solos e das águas, com um potencial de destruição comparável a poucas iniciativas na história recente do país, como a campanha do trigo nos anos 40. Além disso, de um volume de cerca de 43 milhões de m3 de eucalipto já em crescimento no território nacional, cerca de 13 milhões correspondem a povoamentos irregulares (povoamentos mistos, coberto inferior a 50%, baixas densidades e idades superiores à idade de corte ideal), pelo que é na melhoria do que tem sido a má gestão do eucalipto e não no aumento da área plantada que se pode investir, se se pretende apoiar esta indústria, apesar da tendência clara de redução do mercado mundial da celulose.

As organizações subscritoras – LPN, Quercus, GEOTA, FAPAS, Oikos, Gaia, A Rocha, Flamingo e SPEA – apelam aos representantes da Nação no Parlamento que exijam a revisão e suspensão imediata deste diploma, que deverá ser explicado publicamente e cujos efeitos catastróficos não poderão ser ignorados. O princípio da precaução e a defesa do território nas suas componentes social, ambiental e paisagística devem imperar sobre a perspectiva desregulamentadora que assistiu a esta tomada de decisão.

23 de Julho de 2013


MAIS INFORMAÇÕES:
João Camargo: 964656033

21/07/13

Comunicado | Quercus requer à Comissão Europeia cumprimento da legislação e não financiamento comunitário do Parque de Ciência e Inovação (PCI) na Coutada – Ria de Aveiro

Quercus requer à Comissão Europeia cumprimento da legislação e não financiamento comunitário do Parque de Ciência e Inovação (PCI) na Coutada – Ria de Aveiro 





Em causa está um projeto da Universidade de Aveiro, que mais não é do que uma nova zona industrial a implantar nas margens da Ria de Aveiro e que, por isso mesmo, tem vindo a ser questionado pela QUERCUS, devido á localização escolhida - Zona de Protecção Especial (Rede Natura 2000) - e falta de ponderação de alternativas.

A instalação do PCI na Coutada, se concretizada, terá um enorme impacto negativo na conservação da natureza e da paisagem tradicional da Ria de Aveiro, e destruirá solos da Reserva Agrícola Nacional, da melhor qualidade ao nível de aptidões agrícolas.

A Parceria Público-Privada formada para a sua gestão é também uma fórmula que já deu resultados bastante negativos para o erário público e, como tal, indefensável.

A queixa nesta data apresentada pela Quercus à Comissão Europeia alerta para o incumprimento da legislação nacional que transpõe as Directivas relativas à conservação das aves selvagens e à preservação dos habitats naturais e da flora e fauna selvagens, facto impeditivo do financiamento comunitário do projecto, orçado em 28 milhões de euros, num total estimado de 35 milhões de euros.

Para além das instâncias comunitárias, a Quercus continuará a contestar o projecto por todos os meios ao seu alcance, nomeadamente através dos tribunais nacionais.

Também a nível local, através do seu Núcleo Regional de Aveiro, terá lugar já na próxima sexta-feira, dia 26, em Aveiro, um debate aberto a toda a população, com a presença do Dr. Paulo Morais, da Associação Integridade e Transparência, e do Dr. Pedro Bingre do Amaral, especialista em Planeamento Regional e Urbano.

Aveiro, 20 de Julho de 2013
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direcção do Núcleo Regional de Aveiro da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

19/07/13

Comunicado | Governo entregou floresta às celuloses - Novo regime de arborização favorece apenas a plantação de eucaliptos




Governo entregou floresta às celuloses

Novo regime de arborização favorece apenas a plantação de eucaliptos


O Governo aprovou um novo regime de arborização e rearborização para favorecer unicamente as celuloses e a fileira do eucalipto, prejudicando a diversidade da floresta portuguesa e comprometendo outras fileiras económicas, como o montado de sobro ou o pinho.

A desregulação das arborizações das espécies florestais de rápido crescimento produzidas em regime intensivo, como é o caso dos eucaliptais, é preocupante, dado que a sua crescente expansão promove um mau ordenamento do território florestal e favorece a propagação dos incêndios, com graves consequências para a defesa da floresta, e de pessoas e bens.

Eucaliptais simplex – Floresta autóctone complex

O novo regime também passa a penalizar a plantação de espécies autóctones, conferindo-lhes legalmente o mesmo impacte ambiental que uma plantação intensiva de eucaliptos, que não só é uma concepção errada mas também acaba por criar uma burocracia até agora desnecessária. Mais, com aplicação do mecanismo de comunicação prévia até 2 hectares de área a plantar, situação que se aplica à maior parte das propriedades a norte do rio Tejo, fica facilitada a plantação de eucaliptos com o aumento das monoculturas, e, ao invés, torna-se mais complicada a plantação de sobreiros, carvalhos, cerejeiras, freixos e outras árvores autóctones com elevado valor, as quais agora vão necessitar de comunicação prévia e, nas áreas acima dos 2 hectares, necessitam de autorização.

Incapacidade do ICNF em fiscalizar, papel das autarquias negligenciado

Por outro lado, a centralização das competências de autorização no ICNF – Instituto da Conservação reas classificadasdentes dificuldades que tem em fazer cumprir o que quer que seja nas  se consideravam pagda Natureza e das Florestas (ICNF), e a irrelevância do papel atribuído aos municípios, que apesar das suas responsabilidades ao nível do ordenamento do território e da defesa da floresta contra incêndios vão apenas emitir pareceres não vinculativos, constitui uma orientação que vai ser trágica para a floresta portuguesa.

Pretender que uma entidade cada vez mais centralizada, como o ICNF, com as evidentes dificuldades que tem em fazer cumprir as suas atribuições nas áreas classificadas, passe agora a fiscalizar adequadamente todo o território nacional é não só não ter qualquer consciência das limitações e das implicações das ausência de resposta atempada (caso os serviços do ICNF não respondam no prazo de 45 dias, tal configura deferimento tácito dos pedidos de autorização), assim como a retirada das competências municipais no procedimento de autorização, promove o desinteresse pela fiscalização.

Existem proprietários que estão já a plantar ilegalmente centenas de hectares com eucalipto sem que haja qualquer pedido de autorização às autoridades competentes, o que revela que o ICNF e o SEPNA da GNR não tem conseguido fiscalizar e conter o problema.

Pretender fazer crer e normalizar que uma silvicultura de baixa intensidade com espécies florestais autóctones seja idêntica aos sistemas intensivos como no caso dos eucaliptais, com os impactes ambientais associados, não é de modo nenhum aceitável.

Quercus acusa serviços da Administração e Governo de insensibilidade e falta de competência

Apesar de em junho do ano passado a Quercus ter manifestado a sua oposição aos termos da proposta apresentada, a versão agora aprovada é pouco pior do que a inicial.

O novo regime revoga importante legislação florestal, ao nível das condicionantes, desregulando atividades com elevados impactes sobre os recursos naturais, como a floresta autóctone, o solo e a água, constituindo um retrocesso nunca verificado em toda a história dos serviços florestais portugueses.

Mais, revogar as condicionantes de salvaguarda das espécies de rápido crescimento às nascentes e terrenos agrícolas de cultivo, sem regular novamente configura o desprezo pelos pequenos agricultores e por um correcto ordenamento florestal.

De salientar que existem duas petições públicas contra a aprovação do novo regime de arborização e expansão dos eucaliptais, com milhares de assinaturas que o Ministério da Agricultura Mar, Ambiente e Ordenamento do Território pura e simplesmente ignorou.

A Quercus alertou para a problemática os serviços do ICNF, bem como o Secretário de Estado das Florestas de Desenvolvimento Rural e própria Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, os quais não tiveram infelizmente a sensibilidade  e a competência necessária, e acabaram por criar as condições necessárias à aprovação do novo regime, contrariando várias posições de entidades ligadas à floresta.

Novo regime de arborização e rearborização deve ser revogado

Posto isto, a Quercus apela aos diversos partidos representados na Assembleia da República que promovam a revogação deste Decreto-Lei, evitando o aumento do desordenamento florestal e a consequente promoção da propagação dos incêndios que destroem a nossa floresta, afectam o Ambiente, o património e a vida das pessoas nas áreas rurais.

Lisboa, 19 de Julho de 2013

Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

17/07/13

Comunicado | Eletricidade produzida no primeiro semestre de 2013 foi 72% de origem renovável e com menos 25% de emissões de CO2



1º semestre 2013: 72% de eletricidade de fontes renováveis, queda de 25% nas emissões de CO2

Aposta nas renováveis ajuda sustentabilidade energética em Portugal


A produção total de energia elétrica a partir de fontes renováveis atingiu níveis recorde no primeiro semestre de 2013, chegando a 72% (um aumento absoluto de 34% em relação aos 38% verificados no período homólogo de 2012). Esta é uma das conclusões do balanço feito pela Quercus da produção de eletricidade em Portugal Continental no primeiro semestre de 2013, com base nos dados da REN – Redes Energéticas Nacionais.
Este aumento deveu-se, por um lado, à significativa potência instalada de renováveis, mas principalmente às condições climáticas verificadas, num ano que até agora tem sido mais húmido do que o normal, permitindo um maior recurso à utilização de energia hídrica, e também mais ventoso, resultando numa maior produção eólica. A produção da eletricidade de origem renovável em regime especial (a PRE-FER, que representa toda a produção renovável exceto a grande hídrica) aumentou, tendo sido responsável por 49% de toda a eletricidade produzida em Portugal Continental entre Janeiro e Junho de 2013.

Menor uso do carvão e mais renováveis levam a redução de emissões
Na eletricidade de origem fóssil, houve um recuo no uso de carvão da ordem dos 22%, o que, aliado ao muito maior peso da produção renovável, conduziu a uma redução de emissões entre os dois primeiros semestres de 2012 e 2013 de cerca de 1,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono (25% inferior em 2013 comparando com os primeiros seis meses de 2012). Apesar das centrais a carvão apresentarem baixos níveis de eficiência energética e elevadas emissões de dióxido de carbono (CO2) por kWh produzido, o elevado excedente de licenças de emissão de CO2 à escala europeia, resultante em parte da crise económica, traduz-se num preço do carbono muito mais baixo do que seria expectável. 
Tal diminui os custos de utilização destas centrais, infelizmente favorecendo-as em relação às centrais de ciclo combinado a gás natural, muito mais eficientes, com menores impactes ambientais e quase paradas nos últimos meses.
De destacar ainda que Portugal exportou mais 50% de eletricidade do que importou, o que é uma situação completamente contrária à verificada em 2012.
Consumo de eletricidade diminui mas não tanto como PIB
Enquanto ao longo de 2012 houve uma redução do consumo de eletricidade da ordem de 2,8% em relação ao ano anterior, no primeiro semestre de 2013 a redução foi menos acentuada (-1,7%, por comparação com igual período de 2012), estando o produto interno bruto (PIB) a recuar 2,7% de acordo com as estimativas mais recentes para o ano de 2013. Tal é um sinal preocupante, pois um dos objetivos em termos de eficiência energética é assegurar que a intensidade energética na eletricidade diminui, isto é, a energia elétrica necessária para gerar uma unidade de riqueza é cada vez menor, estando Portugal atualmente com a tendência inversa.
Aposta nas renováveis e na eficiência energética é caminho a seguir
A Quercus considera que Portugal tem um enorme potencial para o aproveitamento das energias renováveis, em particular aquelas com menor impacte ambiental como é o caso da energia solar, um recurso abundante no nosso país, e cujos custos de investimento e exploração têm vindo a descer de forma lenta. Tal facto, aliado a uma eficiência e poupança energéticas significativas que devem ser incentivadas em setores como o dos transportes, serviços e residencial, podem assegurar um menor dependência do exterior e uma maior sustentabilidade. A Quercus quer Portugal com 100% de eletricidade de fontes renováveis até ao ano de 2050.
Lisboa, 14 de julho de 2013
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


15/07/13

Noite Europeia das Borboletas Nocturnas 2013

No dia 12 de Julho fomos até aldeia dos Trinta para a realização de uma pequena atividade sobre Borboletas. O título teve como base: “As noites Europeias das Borboletas Noturnas 2013”. Este género de atividades é realizado em toda a Europa, todos os anos, podendo ser na Primavera ou no Verão, quando o número de borboletas é maior.

Começámos por falar um pouco sobre a quantidade de espécies existentes em Portugal e os nomes de cada uma delas (Notodontidae, Tricópio, Pantheidae, etc …). São cerca de 2600 as espécies de borboletas existentes no nosso país. Por cada ano de realização de atividades deste género, são descobertas cerca de mais de 30 novas espécies.

Depois de sabermos um pouco mais sobre este género de atividade, começamos por colocar o equipamento necessário para poder atrair as borboletas. O material usado foi um tripé, uma lâmpada e um lençol branco e uma máquina fotográfica. Feito este passo foi só esperar que as borboletas começassem a aparecer para as podermos fotografar.

As primeiras a aparecerem foram as espécies mais pequenas, aparecendo mais tarde espécies maiores. Foram fotografadas cerca de 50 ou mais géneros de borboletas. A olho nu a perceção dos pormenores de cada espécies é quase nula. Fotografadas algumas das espécies, conseguimos ver os detalhes mais minuciosos.

Foi a minha primeira vez que participei numa atividade deste género e, sem dúvida, gostei bastante. Torna-se uma experiencia diferente e muito agradável que irei repetir numa próxima oportunidade. Penso que há muita gente que não sabe da existência deste género de atividades, o que é uma pena, pois é uma experiencia fantástica.

[Obrigado João pelo artigo de imprensa]








14/07/13

Exposição Natureza em risco na BMEL

Está presente na BMEL (Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço da Guarda) a exposição “Natureza em risco” até ao final de julho.
 
A exposição é composta por 29 painéis contendo desenhos ilustrativos e informações didáticas, com destaque para as espécies em vias de extinção em Portugal, como lobo ibérico, cabra montês, lince ibérico, coelho bravo, bufo real, coruja do nabal, gralha-de-bico-vermelho, águia-real, falcão peregrino, entre outras.
 
Se puderem visitem.



13/07/13

Comunicado | Quercus exige apuramento de responsabilidades sobre incêndios em Alfândega da Fé, Mogadouro e Moncorvo‏



COMUNICADO DE IMPRENSA


Quercus exige apuramento de responsabilidades


Incêndios em Alfândega da Fé, Mogadouro e Moncorvo



Durante esta semana a zona do vale do rio Sabor e a sua envolvente nos concelhos de Alfândega da Fé, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta a Torre de Moncorvo (Distrito de Bragança) foram atingidas por fogos que destruíram floresta e áreas agrícolas, no total de mais de 14 000 hectares, provocando avultados prejuízos.

Os fogos que tiveram início em Picões, no concelho de Alfândega da Fé, e na Quinta das Quebradas, concelho de Mogadouro, no passado dia 9 de Julho, afetaram mais de 14.000 hectares no vale do rio Sabor e encostas envolventes, integradas na Zona de Protecção Especial para aves selvagens e Sítio de Importância Comunitária – Rios Sabor e Maçãs - ambos constituintes da Rede Natura 2000, onde estão a avançar as obras da albufeira e barragem do Baixo-Sabor, promovida pela EDP.

Dado que existe a afetação desta importante área classificada com habitats prioritários para a conservação, a Quercus exige que seja elaborado e divulgado um relatório detalhado da ocorrência, referindo as diversas questões ligadas à definição da estratégia de atuação e de prioridades de combate para defesa dos valores existentes. 

Sem prejuízo desta avaliação, é já evidente que estamos na presença de uma clara falha de todo o sistema de prevenção e de combate aos incêndios, em que as autoridades responsáveis demostraram a sua total inoperância em situações deste género.

Esta ocorrência é também a prova indesmentível do desinvestimento e das políticas erradas de ordenamento florestal, prevenção e combate promovidas pelos últimos governos.

É pois urgente apurar responsabilidades, pelo que há várias questões no ar que deverão ser respondidas por quem de direito:

- Os municípios implementaram o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra incêndios (obrigatório por lei) e executaram as ações de prevenção nele previsto?
- Como foi organizada a supressão do fogo nas diferentes fases?
- Que análise ao comportamento do fogo foi realizada e quais as estratégias delineadas?
- Como e por quem foram definidas as prioridades de defesa em termos de habitats prioritários a salvaguardar?
- Qual a integração nas estratégias de combate?
- Porque falharam as diversas oportunidades para parar a propagação do fogo nas estradas a norte da Quinta das Quebradas e sobretudo na N225?
- Quais os fatores que determinaram a forma final do perímetro do incêndio, o qual não parece corresponder nem à meteorologia, nem à orografia?
- Existiram manobras de uso de fogo de supressão? Quem foram os responsáveis pela sua execução, onde foram executadas e quais os resultados obtidos?
- Não deveriam existir equipas especializadas permanentes em áreas protegidas sensíveis para prevenção e combate, com conhecimentos técnicos e do território que facilitassem as decisões e as intervenções nestas situações?

A Quercus considera necessária uma estratégia de longo prazo com melhores políticas agro-florestais, que promova o investimento público na floresta autóctone , com recurso a diversas espécies mais resistentes ao fogo, como os carvalhos, sobreiros e outras adaptadas ao território.

Lisboa, 13 de julho de 2013

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

12/07/13

Noites Europeias das Borboletas Noturnas 2013


As Noites Europeias das Borboletas Noturnas 2013 começam já esta semana.
Este amplo evento tem vindo a crescer há vários anos e visa promover o conhecimento sobre este grupo de borboletas.
Estamos apoiar a organização de 3 noites na região da Guarda e de Manteigas, organizadas pelo Fernando Romão.
Deixamos o convite para participar nesta iniciativa


09/07/13

Comunicado | Conheça os automóveis mais eficientes no mercado português em Topten.pt


Quercus quer dados de consumo de combustível e emissões mais próximos da realidade
Conheça os automóveis mais eficientes no mercado português em Topten.pt


Os consumidores portugueses podem conhecer em www.topten.pt a lista atualizada de automóveis energeticamente mais eficientes do mercado português, sendo esta uma das categorias de produtos mais procuradas pelos consumidores portugueses nesta ferramenta online gerida pela Quercus.
No total foram selecionados 68 modelos, distribuídos por sete categorias, sendo a Toyota, a Ford e a Volkswagen as marcas com mais modelos representados, com 11, 8 e 6 respetivamente. Esta seleção com base na análise de parâmetros como as emissões de dióxido de carbono e de outros poluentes atmosféricos, o nível de ruído produzido e os recursos utilizados na produção dos veículos.

O Topten.pt está inserido no Euro-Topten Max, um projeto europeu financiado pelo Intelligent Energy Europe, que reúne 21 parceiros de 18 países com o intuito de mostrar aos consumidores que estes têm um papel ativo no combate às alterações climáticas, através das escolhas que fazem no seu dia-a-dia em termos de impacto ambiental. Esta pretende ser também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos à venda no mercado. Em Portugal, o projeto é gerido pela Quercus e apoiado pela ADENE – Agência para a Energia, podendo ser consultado em www.topten.pt.

Quercus exige mais transparência na divulgação de dados de consumo de combustível

De acordo com um estudo recente realizado pela Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E), existe uma discrepância entre os dados relativos ao consumo de combustível e emissões de CO2 divulgados por vários fabricantes europeus de automóveis e aqueles que se verificam depois em condições reais de condução(1).

Marcas automóveis como a BMW, Audi, Vauxhall/Opel (GM) e a Mercedes (Daimler) são as que apresentam maiores diferenças, tipicamente entre os 25% e os 30%. Outras marcas, como a Renault, a Peugeot Citroen (PSA) e a Toyota são as que apresentam menores diferenças, em média 15%. O estudo mostra ainda que os fabricantes automóveis com melhor desempenho ambiental (mais eficientes e com menores emissões poluentes) das suas frotas manipulam menos os resultados.

Em média, apenas 55% das melhorias obtidas em testes em laboratório resultaram em reduções efetivas de emissões poluentes e de consumo de combustível em condições reais de condução, comparando a evolução do mercado entre 2005 e 2011, com consequências ao nível da transparência e confiança dos consumidores nas marcas.

Indústria automóvel pode ajudar a criar mais de 1 milhão de postos de trabalho
A inovação da indústria automóvel pode ajudar a criar entre 500.000 e 1.1 milhões de novos empregos na União Europeia até 2030. É o que mostra outro estudo europeu, realizado recentemente por várias consultoras e especialistas na área dos transportes(2).

O setor poderá também contribuir para revitalizar a economia europeia através do desenvolvimento e da implementação de novas tecnologias para reduzir o consumo de combustível e de emissões de CO2 nos veículos. Esta melhoria tecnológica poderá ajudar a reduzir as importações de combustíveis fósseis para a Europa, com uma poupança que pode variar entre 58 e 83 mil milhões de euros por ano, dando um forte contributo para a mitigação das alterações climáticas.

Lisboa, 7 de julho de 2013
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

1 - Estudo publicado pela Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E) (março de 2013):
http://www.transportenvironment.org/publications/mind-gap-why-official-car-fuel-economy-figures-don%E2%80%99t-match-reality

2 - Estudo “Fuelling Europe’s Future: How auto innovation leads to EU jobs”, elaborado pela Cambridge Econometrics, em colaboração com as consultoras Ricardo-AEA, Element Energy e a participação de vários especialistas da área dos transportes (junho 2013): http://www.camecon.com/Europe/EnergyEnvironment/FuellingEuropesFuture.aspx



Para mais esclarecimentos contactar: 
Francisco Ferreira, Grupo de Energia e Alterações Climáticas | (+351) 937788470 | franciscoferreira@quercus.pt
Ana Rita Antunes, Grupo de Energia e Alterações Clim&aa cute;ticas | (+351) 934794359 | ritaantunes@quercus.pt

08/07/13

Visita ao viveiro florestal da serra da Malcata

No dia 28 de Junho, pelas 15 horas, o Presidente da direcção e três voluntários da Quercus visitaram o Viveiro Florestal da Reserva Natura da Serra da Malcata, situado no concelho do Sabugal.

Antes da visita ao viveiro, tivemos a oportunidade de visitar a zona da Malcata, onde se encontra a Reserva Natural e apreciar a magnitude extraordinária que a beleza da Natureza tem para nos oferecer e respirar todo o ar puro que só as árvores nos podem proporcionar.

No terreno do Viveiro, podemos ver a Estufa - o «Jardim de Infância» onde as plantas conseguem crescer num ambiente controlado e seguro-, o Túnel - a «Escola Primária» onde as plantas conseguem "viver" fora da zona de conforto e lidar com algumas "agressões" ambientais-, a Casa da Sombra - aqui as plantas já estão numa fase "adulta" -, e , por fim, o “Atemponamento” - onde as plantas acabam por ficar, uma vez que se encontram no seu último estágio.

O Viveiro colhe também algumas sementes para semear ; quem estiver interessado em obter as árvores/plantas podem adquiri-las no próprio Viveiro, por um preço bastante acessível.

O Viveiro Florestal possui um espaço de horticultura - a Horta Pedagógica - onde escolas, organizações, entidades podem trazer as suas crianças para que estas possam cultivar e, mais tarde ver o resultado final.
Costumamos ver as árvores grandes e adultas e adoramos a sua sombra, a sua tranquilidade e a sua grandiosidade e, esquecemos-nos de que são Vida, são o Ar que respiramos e há pessoas que dedicam a sua vida a criá-las, a amá-las! E cabe a cada um de nós saber valorizar e respeitar mais a Mãe Natureza e, para isso, a Quercus é o melhor sítio para te informares e te consciencializares!

Convém salientar que o Viveiro Florestal se encontra no Centro de Educação Ambiental da Sra. da Graça, freguesia de Aldeia de Santo António e concelho de Sabugal (junto à barragem).

Agradecemos a disponibilidade de toda as pessoas presentes e, esperamos por outras iniciativas!
   


[Obrigado Natasha Fernandes pelo artigo de imprensa] 




4.ª Caminhada pela Quercus 14 de Julho 2013 Fornos de Algodres [cancelada]

Olá,

Devido ao calor excessivo que se tem verificado nos últimos dias, com aviso laranja e com risco de incêndio muito elevado, a caminhada prevista para 14 de julho em Fornos de Algodres está cancelada.

Pedimos desculpas pelo incómodo.

P'la Direção do Núcleo Regional da Guarda da Quercus.

06/07/13

4.ª Caminhada pela Quercus 14 de Julho 2013 Fornos de Algodres


Comunicado | Associações consideram que a nova Política Agrícola Comum desvaloriza a agricultura sustentável


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Nova Política Agrícola Comum desvaloriza agricultura sustentável



O acordo sobre a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), que foi alcançado a semana passada em Bruxelas, representa uma incapacidade dos decisores políticos europeus para cumprir as suas promessas de uma agricultura mais sustentável. Este é um rude golpe para os cidadãos europeus que defendiam uma política de futuro, que produzisse benefícios públicos para as pessoas e para o ambiente. Os vencedores desta “reforma” são os interesses ligados à agricultura intensiva, e o resultado é uma política agrícola que vai continuar a poluir os solos, a consumir demasiada água, a prejudicar a biodiversidade e a provocar o abandono dos meios rurais, apesar de consumir 40% do orçamento da União Europeia.
    
Um dos aspectos que mais expectativas criou nesta reforma da PAC foi a introdução de novos requisitos ambientais ligados a pagamentos diretos - o chamado greening. No final, estas medidas foram drasticamente diluídas pelo Conselho de Ministros da Agricultura e pelo Parlamento Europeu. Uma das medidas do greening era a introdução de áreas de foco ambiental (EFA), medida que tinha potencial para garantir espaço para a natureza nos meios agrícolas da Europa, algo muito importante se a PAC pretende desempenhar o seu papel em reverter o declínio actual da biodiversidade. Estas EFAs também podiam desempenhar um papel importante na prestação de serviços de ecossistema, vitais para a agricultura, como a polinização e a melhoria da qualidade dos solos. Contudo, para além de fixarem a área mínima de EFAs num valor muito baixo (5% das explorações agrícolas), os decisores expandiram a lista de tipos de uso do solo elegíveis para cultivos que não são benéficos para a biodiversidade e isentaram muitos agricultores desta obrigação.

Noutras áreas desta reforma da PAC, as perspectivas para uma agricultura mais sustentável também saíram goradas. Foram consideradas para financiamento, ao nível das medidas agro-ambientais, muitas medidas que são pouco mais do que um simples apoio ao rendimento e nunca deviam ter sido incluídas no bolo do investimento mínimo em ambiente. Pelo contrário, praticamente nenhuma provisão foi feita para sistemas agrícolas de elevado valor natural, que precisam urgentemente de mais apoio financeiro. Também peças-chave da legislação ambiental da UE, como a Directiva-Quadro da Água e a Directiva do Uso Sustentável dos Pesticidas foram deixados de fora das regras de condicionalidade, permitindo a continuação do apoio da PAC aos agricultores que não respeitem essa legislação básica.

Os Estados-Membros têm agora ainda alguma flexibilidade para implementar a “nova” regulamentação da PAC e é vital que o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território não aplique todo o dinheiro nos regadios do Alqueva e na agricultura intensiva do litoral. É sim muito importante que guarde uma grande fatia para apoiar os modos de produção sustentável e a Rede Natura 2000, sendo que a agricultura biológica e as áreas agrícolas com elevado valor natural devem ser mais apoiadas do que no quadro anterior. A Rede Natura 2000 representa mais de 20% da área agro-florestal nacional, e para haver justiça na distribuição das verbas disponíveis para a PAC, estas áreas deverão também receber cerca de 20% dos apoios totais. Não se trata apenas de canalizar estas verbas para o apoio a áreas prioritárias ao nível da biodiversidade, mas igualmente de apoiar agricultores em regiões mais remotas, com maiores dificuldades de produção e escoamento de produtos, para que estes possam produzir produtos de qualidade, criar emprego e bem-estar social em zonas de Portugal que seguramente precisam desse apoio.



Para mais informações contactar:


SPEA: Domingos Leitão, domingos.leitao@spea.pt, 969562381
Quercus: Nuno Sequeira, nunosequeira@quercus.pt, 937788474
LPN: João Camargo, lpn.intervencao@lpn.pt, 963367363
Agrobio: Jaime Ferreira, direccao@agrobio.pt, 91 223 7056

Saídas Ciência Viva no verão, 2013 promovidas pelo Núcleo


Comunicado | Novo projeto apoiado pelo Programa Life+ da União Europeia vai recuperar Bosquetes de Teixo da Serra da Estrela e da Peneda-Gerês

COMUNICADO DE IMPRENSA
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Novo projeto com o apoio do Programa Life+ da União Europeia

Bosquetes de Teixo da Serra da Estrela e da Peneda-Gerês vão ser recuperados



Foi aprovado o projeto LIFE TAXUS – Restaurar bosquetes de teixo [9580* Florestas mediterrânicas de Taxus baccata], co-financiado pelo Programa Life+ da União Europeia, cujo objetivo central consiste em conservar e aumentar a área de ocupação deste habitat prioritário em Portugal.

Os bosquetes de teixo (Taxus baccata) são um habitat prioritário ameaçado pelo fogo, o corte, o pastoreio e a invasão de espécies exóticas, pelo que o projeto pretende contribuir para a recuperação deste habitat nos únicos dois sítios onde ainda existe em Portugal: os Sítios de Importância Comunitária Peneda-Gerês e Serra da Estrela. Também se pretende sensibilizar os cidadãos para a necessidade de preservar um habitat florestal muito raro e extremamente vulnerável aos efeitos das alterações climáticas.

As ações decorrerão em terrenos do Estado, sob administração do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e em terrenos baldios, propriedade das comunidades locais, entre 2013 e 2016. 

Lisboa, 5 de julho de 2013
A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

03/07/13

WORKSHOP OBSERVAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE AVES


13 JULHO 2013
Espaço Educativo Florestal – Quinta da Maúnça
9h30 – 12h30
Conhecer um pouco melhor a biodiversidade das nossas florestas, nomeada­mente as espécies de aves que aí habitam, os seus hábitos e a importância que assumem no equilíbrio do ambiente natural é a proposta que apresentamos este mês, que poderá ser aproveitada para reportagem fotográfica.
Para mais informações e inscrições:
Telefone: 271237816

Comunicado | Campanha 'Do The Right Mix': Quercus sensibilizou mais de 2300 alunos em todo o país para uma mobilidade sustentável

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Campanha 'Do The Right Mix' promove mobilidade sustentável


Quercus sensibilizou mais de 2300 alunos em todo o país



A Quercus participou na campanha da Comissão Europeia ‘Do The Right Mix‘ (Faça o Mix Certo), que envolveu a realização de sessões de informação e sensibilização em escolas de todo o país, com o objetivo de promover uma nova cultura de mobilidade urbana sustentável. Entre Fevereiro e Junho , foram visitadas 27 escolas de norte a sul e realizadas 40 palestras sobre o tema, que contaram com a participação de 155 professores e 2.371 alunos de vários níveis de ensino (básico, secundário e profissional).

Nestas sessões, pretendeu-se chamar a atenção da comunidade escolar para os impactes sociais e ambientais dos transportes - com particular incidência no transporte rodoviário - as vantagens e desvantagens dos diferentes modos de transporte, bem como a importância de explorar as suas combinações e promover a adoção de novos hábitos de mobilidade nas cidades portuguesas. 

Alunos e professores foram sensibilizados para a contabilização dos custos associados com o automóvel (combustíveis, impostos, portagens, etc.) e comparação dos mesmos com o preço do passe mensal dos transportes públicos. Abordou-se também a utilização dos passes e bilhetes intermodais como forma de combinar vários modos de transporte (autocarro, elétrico, metro e comboio), não esquecendo as formas suaves de mobilidade, como a bicicleta e as deslocações a pé em pequenas distâncias, quer em lazer, quer nas deslocações entre casa e escola/trabalho. No contexto urbano, adquirir novos hábitos de mobilidade é cada vez mais o caminho a seguir para reduzir o consumo de energia e as emissões poluentes associadas ao tráfego automóvel e responsáveis pela poluição e as alterações climáticas. Aos benefícios ambientais junta-se também a promoção de um estilo de vida mais saudável.

No âmbito da Campanha ‘Do The Right Mix’, a Quercus distribuiu vários materiais informativos sobre a mesma, participou em conferências e feiras, e dedicou oito episódios da rubrica ‘Minuto Verde’ às temáticas em questão, que foram exibidos na RTP1, RTP Informação, RTP África e RTP Internacional. 

Os episódios estão disponíveis em http://www.quercus.pt/documentos/campanhas/do-the-right-mix.


Sobre a Campanha “Do The Right Mix”

Em Julho de 2012, a Comissão Europeia lançou esta iniciativa sobre mobilidade urbana sustentável (http://dotherightmix.eu/), com a duração de 3 anos, que pretende sensibilizar os cidadãos dos 27 Estados-Membros da União Europeia (UE), Noruega, Islândia, Liechtenstein e Croácia, e promover uma nova cultura de mobilidade urbana mais sustentável. A iniciativa é gerida pela Direção Geral de Mobilidade e Transportes da Comissão Europeia, e financiada pelo programa “Inteligent Energy Europe” (IEE). Sob o lema “Do The Right Mix” (Faça o Mix Certo), pretende-se informar e sensibilizar os cidadãos europeus para a possibilidade e combinação de vários modos de transporte nas suas deslocações diárias, sempre que possível e conveniente, com benefícios para a sua saúde, a economia e o ambiente. 

Lisboa, 3 de julho de 2013

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

26/06/13

Comunicado | Quercus divulga em Topten.pt os aparelhos de ar condicionado mais eficientes do mercado português

COMUNICADO DE IMPRENSA





Projeto Topten.pt lança nova categoria de produtos

Quercus divulga os aparelhos de ar condicionado mais eficientes do mercado português


O projeto Topten.pt lançou recentemente a sua décima primeira categoria de produtos, dando agora a conhecer os aparelhos de ar condicionado com maior eficiência energética do mercado nacional. Com a chegada do Verão, onde habitualmente se verifica uma subida acentuada na aquisição destes equipamentos, a informação agora disponibilizada em www.topten.pt permite aos consumidores avaliar, com antecedência e comparativamente, a oferta no mercado também segundo o seu desempenho energético, um critério importante que se refletirá numa maior poupança ao longo da utilização.



Nesta categoria, são assim apresentados os melhores modelos dentro das tipologias de mural e de chão, totalizando 51 equipamentos de aquecimento e arrefecimento com a classe de eficiência energética mínima de A+, o critério base considerado. Entre as seis marcas que figuram nesta seleção, a Mitsubishi Electric e a Daikin são as mais representadas, com 16 e 12 modelos respetivamente.

À semelhança do que acontece nas demais categorias, o consumidor pode encontrar conselhos orientadores a ter em conta na compra, utilização, manutenção e encaminhamento de aparelhos de ar condicionado. O seu cumprimento é extremamente importante como complemento a uma compra eficiente, de modo a garantir o baixo impacto ambiental e económico destes equipamentos durante a sua vida útil.

Estima-se que, em Portugal, os sistemas de climatização representem cerca de 17% do consumo energético global de uma habitação, marcando os aparelhos de ar condicionado uma presença cada vez mais acentuada em edifícios residenciais e de serviços.



Categorias de equipamentos de frio atualizadas


No âmbito deste projeto, a Quercus atualizou também recentemente as duas categorias relativas aos equipamentos de frio – frigoríficos e arcas/congeladores - de modo a manter a fiabilidade entre os modelos apresentados nas listagens Topten.pt e a oferta disponível do mercado, em constante renovação e aperfeiçoamento tecnológico.

No caso dos frigoríficos, verificou-se um aumento dos modelos e marcas com equipamentos com classe A+++, um factor relevante considerando que a pior classificação energética possível, para os equipamentos de frio, é de A+, de acordo com a legislação atual.

A categoria dos ‘Frigoríficos’ totaliza assim 72 modelos distribuídos por 11 subcategorias, estando cada uma subdividida em equipamentos A+++ e A++ , com exceção dos frigoríficos tipo americano. As marcas mais representadas, entre as 15 presentes, são a Liebherr (22 modelos), Bosch (11) e Siemens (8).


No que respeita às Arcas e Congeladores, depois desta atualização contabilizam-se 36 modelos no total, distribuídos por 5 subcategorias, estando cada uma também subdividida em A+++ e A++, com excepção dos congeladores de encastre. As marcas mais representadas são a Liebherr (11 modelos), Siemens (5) e Tensai (4), num total de 10 marcas.

Pretendeu-se, com a nova organização destas duas categorias, destacar os modelos com classe de eficiência energética máxima (A+++). Neste momento, são já 24 os modelos de frigoríficos (um terço do total representado) e 8 os modelos de arcas e congeladores (um quarto do total representado) com esta classificação. No caso das arcas e congeladores, apesar da evolução tecnológica estar a decorrer de forma mais lenta, ressalva-se a maior distribuição dos modelos A+++ pelas várias marcas representadas.

O Topten.pt está inserido no Euro-Topten Max, um projeto europeu financiado pelo Intelligent Energy Europe, que reúne 21 parceiros de 18 países com o intuito de mostrar aos consumidores que estes têm um papel ativo no combate às alterações climáticas, através das escolhas que fazem no seu dia-a-dia em termos de impacto ambiental. Esta pretende ser também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos fabricados. Em Portugal, o projeto é gerido pela Quercus e apoiado pela ADENE – Agência para a Energia, podendo ser consultado em www.topten.pt.




Lisboa, 26 de junho de 2013


A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza