17/07/13

Comunicado | Eletricidade produzida no primeiro semestre de 2013 foi 72% de origem renovável e com menos 25% de emissões de CO2



1º semestre 2013: 72% de eletricidade de fontes renováveis, queda de 25% nas emissões de CO2

Aposta nas renováveis ajuda sustentabilidade energética em Portugal


A produção total de energia elétrica a partir de fontes renováveis atingiu níveis recorde no primeiro semestre de 2013, chegando a 72% (um aumento absoluto de 34% em relação aos 38% verificados no período homólogo de 2012). Esta é uma das conclusões do balanço feito pela Quercus da produção de eletricidade em Portugal Continental no primeiro semestre de 2013, com base nos dados da REN – Redes Energéticas Nacionais.
Este aumento deveu-se, por um lado, à significativa potência instalada de renováveis, mas principalmente às condições climáticas verificadas, num ano que até agora tem sido mais húmido do que o normal, permitindo um maior recurso à utilização de energia hídrica, e também mais ventoso, resultando numa maior produção eólica. A produção da eletricidade de origem renovável em regime especial (a PRE-FER, que representa toda a produção renovável exceto a grande hídrica) aumentou, tendo sido responsável por 49% de toda a eletricidade produzida em Portugal Continental entre Janeiro e Junho de 2013.

Menor uso do carvão e mais renováveis levam a redução de emissões
Na eletricidade de origem fóssil, houve um recuo no uso de carvão da ordem dos 22%, o que, aliado ao muito maior peso da produção renovável, conduziu a uma redução de emissões entre os dois primeiros semestres de 2012 e 2013 de cerca de 1,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono (25% inferior em 2013 comparando com os primeiros seis meses de 2012). Apesar das centrais a carvão apresentarem baixos níveis de eficiência energética e elevadas emissões de dióxido de carbono (CO2) por kWh produzido, o elevado excedente de licenças de emissão de CO2 à escala europeia, resultante em parte da crise económica, traduz-se num preço do carbono muito mais baixo do que seria expectável. 
Tal diminui os custos de utilização destas centrais, infelizmente favorecendo-as em relação às centrais de ciclo combinado a gás natural, muito mais eficientes, com menores impactes ambientais e quase paradas nos últimos meses.
De destacar ainda que Portugal exportou mais 50% de eletricidade do que importou, o que é uma situação completamente contrária à verificada em 2012.
Consumo de eletricidade diminui mas não tanto como PIB
Enquanto ao longo de 2012 houve uma redução do consumo de eletricidade da ordem de 2,8% em relação ao ano anterior, no primeiro semestre de 2013 a redução foi menos acentuada (-1,7%, por comparação com igual período de 2012), estando o produto interno bruto (PIB) a recuar 2,7% de acordo com as estimativas mais recentes para o ano de 2013. Tal é um sinal preocupante, pois um dos objetivos em termos de eficiência energética é assegurar que a intensidade energética na eletricidade diminui, isto é, a energia elétrica necessária para gerar uma unidade de riqueza é cada vez menor, estando Portugal atualmente com a tendência inversa.
Aposta nas renováveis e na eficiência energética é caminho a seguir
A Quercus considera que Portugal tem um enorme potencial para o aproveitamento das energias renováveis, em particular aquelas com menor impacte ambiental como é o caso da energia solar, um recurso abundante no nosso país, e cujos custos de investimento e exploração têm vindo a descer de forma lenta. Tal facto, aliado a uma eficiência e poupança energéticas significativas que devem ser incentivadas em setores como o dos transportes, serviços e residencial, podem assegurar um menor dependência do exterior e uma maior sustentabilidade. A Quercus quer Portugal com 100% de eletricidade de fontes renováveis até ao ano de 2050.
Lisboa, 14 de julho de 2013
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


15/07/13

Noite Europeia das Borboletas Nocturnas 2013

No dia 12 de Julho fomos até aldeia dos Trinta para a realização de uma pequena atividade sobre Borboletas. O título teve como base: “As noites Europeias das Borboletas Noturnas 2013”. Este género de atividades é realizado em toda a Europa, todos os anos, podendo ser na Primavera ou no Verão, quando o número de borboletas é maior.

Começámos por falar um pouco sobre a quantidade de espécies existentes em Portugal e os nomes de cada uma delas (Notodontidae, Tricópio, Pantheidae, etc …). São cerca de 2600 as espécies de borboletas existentes no nosso país. Por cada ano de realização de atividades deste género, são descobertas cerca de mais de 30 novas espécies.

Depois de sabermos um pouco mais sobre este género de atividade, começamos por colocar o equipamento necessário para poder atrair as borboletas. O material usado foi um tripé, uma lâmpada e um lençol branco e uma máquina fotográfica. Feito este passo foi só esperar que as borboletas começassem a aparecer para as podermos fotografar.

As primeiras a aparecerem foram as espécies mais pequenas, aparecendo mais tarde espécies maiores. Foram fotografadas cerca de 50 ou mais géneros de borboletas. A olho nu a perceção dos pormenores de cada espécies é quase nula. Fotografadas algumas das espécies, conseguimos ver os detalhes mais minuciosos.

Foi a minha primeira vez que participei numa atividade deste género e, sem dúvida, gostei bastante. Torna-se uma experiencia diferente e muito agradável que irei repetir numa próxima oportunidade. Penso que há muita gente que não sabe da existência deste género de atividades, o que é uma pena, pois é uma experiencia fantástica.

[Obrigado João pelo artigo de imprensa]








14/07/13

Exposição Natureza em risco na BMEL

Está presente na BMEL (Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço da Guarda) a exposição “Natureza em risco” até ao final de julho.
 
A exposição é composta por 29 painéis contendo desenhos ilustrativos e informações didáticas, com destaque para as espécies em vias de extinção em Portugal, como lobo ibérico, cabra montês, lince ibérico, coelho bravo, bufo real, coruja do nabal, gralha-de-bico-vermelho, águia-real, falcão peregrino, entre outras.
 
Se puderem visitem.



13/07/13

Comunicado | Quercus exige apuramento de responsabilidades sobre incêndios em Alfândega da Fé, Mogadouro e Moncorvo‏



COMUNICADO DE IMPRENSA


Quercus exige apuramento de responsabilidades


Incêndios em Alfândega da Fé, Mogadouro e Moncorvo



Durante esta semana a zona do vale do rio Sabor e a sua envolvente nos concelhos de Alfândega da Fé, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta a Torre de Moncorvo (Distrito de Bragança) foram atingidas por fogos que destruíram floresta e áreas agrícolas, no total de mais de 14 000 hectares, provocando avultados prejuízos.

Os fogos que tiveram início em Picões, no concelho de Alfândega da Fé, e na Quinta das Quebradas, concelho de Mogadouro, no passado dia 9 de Julho, afetaram mais de 14.000 hectares no vale do rio Sabor e encostas envolventes, integradas na Zona de Protecção Especial para aves selvagens e Sítio de Importância Comunitária – Rios Sabor e Maçãs - ambos constituintes da Rede Natura 2000, onde estão a avançar as obras da albufeira e barragem do Baixo-Sabor, promovida pela EDP.

Dado que existe a afetação desta importante área classificada com habitats prioritários para a conservação, a Quercus exige que seja elaborado e divulgado um relatório detalhado da ocorrência, referindo as diversas questões ligadas à definição da estratégia de atuação e de prioridades de combate para defesa dos valores existentes. 

Sem prejuízo desta avaliação, é já evidente que estamos na presença de uma clara falha de todo o sistema de prevenção e de combate aos incêndios, em que as autoridades responsáveis demostraram a sua total inoperância em situações deste género.

Esta ocorrência é também a prova indesmentível do desinvestimento e das políticas erradas de ordenamento florestal, prevenção e combate promovidas pelos últimos governos.

É pois urgente apurar responsabilidades, pelo que há várias questões no ar que deverão ser respondidas por quem de direito:

- Os municípios implementaram o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra incêndios (obrigatório por lei) e executaram as ações de prevenção nele previsto?
- Como foi organizada a supressão do fogo nas diferentes fases?
- Que análise ao comportamento do fogo foi realizada e quais as estratégias delineadas?
- Como e por quem foram definidas as prioridades de defesa em termos de habitats prioritários a salvaguardar?
- Qual a integração nas estratégias de combate?
- Porque falharam as diversas oportunidades para parar a propagação do fogo nas estradas a norte da Quinta das Quebradas e sobretudo na N225?
- Quais os fatores que determinaram a forma final do perímetro do incêndio, o qual não parece corresponder nem à meteorologia, nem à orografia?
- Existiram manobras de uso de fogo de supressão? Quem foram os responsáveis pela sua execução, onde foram executadas e quais os resultados obtidos?
- Não deveriam existir equipas especializadas permanentes em áreas protegidas sensíveis para prevenção e combate, com conhecimentos técnicos e do território que facilitassem as decisões e as intervenções nestas situações?

A Quercus considera necessária uma estratégia de longo prazo com melhores políticas agro-florestais, que promova o investimento público na floresta autóctone , com recurso a diversas espécies mais resistentes ao fogo, como os carvalhos, sobreiros e outras adaptadas ao território.

Lisboa, 13 de julho de 2013

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

12/07/13

Noites Europeias das Borboletas Noturnas 2013


As Noites Europeias das Borboletas Noturnas 2013 começam já esta semana.
Este amplo evento tem vindo a crescer há vários anos e visa promover o conhecimento sobre este grupo de borboletas.
Estamos apoiar a organização de 3 noites na região da Guarda e de Manteigas, organizadas pelo Fernando Romão.
Deixamos o convite para participar nesta iniciativa


09/07/13

Comunicado | Conheça os automóveis mais eficientes no mercado português em Topten.pt


Quercus quer dados de consumo de combustível e emissões mais próximos da realidade
Conheça os automóveis mais eficientes no mercado português em Topten.pt


Os consumidores portugueses podem conhecer em www.topten.pt a lista atualizada de automóveis energeticamente mais eficientes do mercado português, sendo esta uma das categorias de produtos mais procuradas pelos consumidores portugueses nesta ferramenta online gerida pela Quercus.
No total foram selecionados 68 modelos, distribuídos por sete categorias, sendo a Toyota, a Ford e a Volkswagen as marcas com mais modelos representados, com 11, 8 e 6 respetivamente. Esta seleção com base na análise de parâmetros como as emissões de dióxido de carbono e de outros poluentes atmosféricos, o nível de ruído produzido e os recursos utilizados na produção dos veículos.

O Topten.pt está inserido no Euro-Topten Max, um projeto europeu financiado pelo Intelligent Energy Europe, que reúne 21 parceiros de 18 países com o intuito de mostrar aos consumidores que estes têm um papel ativo no combate às alterações climáticas, através das escolhas que fazem no seu dia-a-dia em termos de impacto ambiental. Esta pretende ser também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos à venda no mercado. Em Portugal, o projeto é gerido pela Quercus e apoiado pela ADENE – Agência para a Energia, podendo ser consultado em www.topten.pt.

Quercus exige mais transparência na divulgação de dados de consumo de combustível

De acordo com um estudo recente realizado pela Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E), existe uma discrepância entre os dados relativos ao consumo de combustível e emissões de CO2 divulgados por vários fabricantes europeus de automóveis e aqueles que se verificam depois em condições reais de condução(1).

Marcas automóveis como a BMW, Audi, Vauxhall/Opel (GM) e a Mercedes (Daimler) são as que apresentam maiores diferenças, tipicamente entre os 25% e os 30%. Outras marcas, como a Renault, a Peugeot Citroen (PSA) e a Toyota são as que apresentam menores diferenças, em média 15%. O estudo mostra ainda que os fabricantes automóveis com melhor desempenho ambiental (mais eficientes e com menores emissões poluentes) das suas frotas manipulam menos os resultados.

Em média, apenas 55% das melhorias obtidas em testes em laboratório resultaram em reduções efetivas de emissões poluentes e de consumo de combustível em condições reais de condução, comparando a evolução do mercado entre 2005 e 2011, com consequências ao nível da transparência e confiança dos consumidores nas marcas.

Indústria automóvel pode ajudar a criar mais de 1 milhão de postos de trabalho
A inovação da indústria automóvel pode ajudar a criar entre 500.000 e 1.1 milhões de novos empregos na União Europeia até 2030. É o que mostra outro estudo europeu, realizado recentemente por várias consultoras e especialistas na área dos transportes(2).

O setor poderá também contribuir para revitalizar a economia europeia através do desenvolvimento e da implementação de novas tecnologias para reduzir o consumo de combustível e de emissões de CO2 nos veículos. Esta melhoria tecnológica poderá ajudar a reduzir as importações de combustíveis fósseis para a Europa, com uma poupança que pode variar entre 58 e 83 mil milhões de euros por ano, dando um forte contributo para a mitigação das alterações climáticas.

Lisboa, 7 de julho de 2013
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

1 - Estudo publicado pela Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E) (março de 2013):
http://www.transportenvironment.org/publications/mind-gap-why-official-car-fuel-economy-figures-don%E2%80%99t-match-reality

2 - Estudo “Fuelling Europe’s Future: How auto innovation leads to EU jobs”, elaborado pela Cambridge Econometrics, em colaboração com as consultoras Ricardo-AEA, Element Energy e a participação de vários especialistas da área dos transportes (junho 2013): http://www.camecon.com/Europe/EnergyEnvironment/FuellingEuropesFuture.aspx



Para mais esclarecimentos contactar: 
Francisco Ferreira, Grupo de Energia e Alterações Climáticas | (+351) 937788470 | franciscoferreira@quercus.pt
Ana Rita Antunes, Grupo de Energia e Alterações Clim&aa cute;ticas | (+351) 934794359 | ritaantunes@quercus.pt

08/07/13

Visita ao viveiro florestal da serra da Malcata

No dia 28 de Junho, pelas 15 horas, o Presidente da direcção e três voluntários da Quercus visitaram o Viveiro Florestal da Reserva Natura da Serra da Malcata, situado no concelho do Sabugal.

Antes da visita ao viveiro, tivemos a oportunidade de visitar a zona da Malcata, onde se encontra a Reserva Natural e apreciar a magnitude extraordinária que a beleza da Natureza tem para nos oferecer e respirar todo o ar puro que só as árvores nos podem proporcionar.

No terreno do Viveiro, podemos ver a Estufa - o «Jardim de Infância» onde as plantas conseguem crescer num ambiente controlado e seguro-, o Túnel - a «Escola Primária» onde as plantas conseguem "viver" fora da zona de conforto e lidar com algumas "agressões" ambientais-, a Casa da Sombra - aqui as plantas já estão numa fase "adulta" -, e , por fim, o “Atemponamento” - onde as plantas acabam por ficar, uma vez que se encontram no seu último estágio.

O Viveiro colhe também algumas sementes para semear ; quem estiver interessado em obter as árvores/plantas podem adquiri-las no próprio Viveiro, por um preço bastante acessível.

O Viveiro Florestal possui um espaço de horticultura - a Horta Pedagógica - onde escolas, organizações, entidades podem trazer as suas crianças para que estas possam cultivar e, mais tarde ver o resultado final.
Costumamos ver as árvores grandes e adultas e adoramos a sua sombra, a sua tranquilidade e a sua grandiosidade e, esquecemos-nos de que são Vida, são o Ar que respiramos e há pessoas que dedicam a sua vida a criá-las, a amá-las! E cabe a cada um de nós saber valorizar e respeitar mais a Mãe Natureza e, para isso, a Quercus é o melhor sítio para te informares e te consciencializares!

Convém salientar que o Viveiro Florestal se encontra no Centro de Educação Ambiental da Sra. da Graça, freguesia de Aldeia de Santo António e concelho de Sabugal (junto à barragem).

Agradecemos a disponibilidade de toda as pessoas presentes e, esperamos por outras iniciativas!
   


[Obrigado Natasha Fernandes pelo artigo de imprensa] 




4.ª Caminhada pela Quercus 14 de Julho 2013 Fornos de Algodres [cancelada]

Olá,

Devido ao calor excessivo que se tem verificado nos últimos dias, com aviso laranja e com risco de incêndio muito elevado, a caminhada prevista para 14 de julho em Fornos de Algodres está cancelada.

Pedimos desculpas pelo incómodo.

P'la Direção do Núcleo Regional da Guarda da Quercus.

06/07/13

4.ª Caminhada pela Quercus 14 de Julho 2013 Fornos de Algodres


Comunicado | Associações consideram que a nova Política Agrícola Comum desvaloriza a agricultura sustentável


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Nova Política Agrícola Comum desvaloriza agricultura sustentável



O acordo sobre a reforma da Política Agrícola Comum (PAC), que foi alcançado a semana passada em Bruxelas, representa uma incapacidade dos decisores políticos europeus para cumprir as suas promessas de uma agricultura mais sustentável. Este é um rude golpe para os cidadãos europeus que defendiam uma política de futuro, que produzisse benefícios públicos para as pessoas e para o ambiente. Os vencedores desta “reforma” são os interesses ligados à agricultura intensiva, e o resultado é uma política agrícola que vai continuar a poluir os solos, a consumir demasiada água, a prejudicar a biodiversidade e a provocar o abandono dos meios rurais, apesar de consumir 40% do orçamento da União Europeia.
    
Um dos aspectos que mais expectativas criou nesta reforma da PAC foi a introdução de novos requisitos ambientais ligados a pagamentos diretos - o chamado greening. No final, estas medidas foram drasticamente diluídas pelo Conselho de Ministros da Agricultura e pelo Parlamento Europeu. Uma das medidas do greening era a introdução de áreas de foco ambiental (EFA), medida que tinha potencial para garantir espaço para a natureza nos meios agrícolas da Europa, algo muito importante se a PAC pretende desempenhar o seu papel em reverter o declínio actual da biodiversidade. Estas EFAs também podiam desempenhar um papel importante na prestação de serviços de ecossistema, vitais para a agricultura, como a polinização e a melhoria da qualidade dos solos. Contudo, para além de fixarem a área mínima de EFAs num valor muito baixo (5% das explorações agrícolas), os decisores expandiram a lista de tipos de uso do solo elegíveis para cultivos que não são benéficos para a biodiversidade e isentaram muitos agricultores desta obrigação.

Noutras áreas desta reforma da PAC, as perspectivas para uma agricultura mais sustentável também saíram goradas. Foram consideradas para financiamento, ao nível das medidas agro-ambientais, muitas medidas que são pouco mais do que um simples apoio ao rendimento e nunca deviam ter sido incluídas no bolo do investimento mínimo em ambiente. Pelo contrário, praticamente nenhuma provisão foi feita para sistemas agrícolas de elevado valor natural, que precisam urgentemente de mais apoio financeiro. Também peças-chave da legislação ambiental da UE, como a Directiva-Quadro da Água e a Directiva do Uso Sustentável dos Pesticidas foram deixados de fora das regras de condicionalidade, permitindo a continuação do apoio da PAC aos agricultores que não respeitem essa legislação básica.

Os Estados-Membros têm agora ainda alguma flexibilidade para implementar a “nova” regulamentação da PAC e é vital que o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território não aplique todo o dinheiro nos regadios do Alqueva e na agricultura intensiva do litoral. É sim muito importante que guarde uma grande fatia para apoiar os modos de produção sustentável e a Rede Natura 2000, sendo que a agricultura biológica e as áreas agrícolas com elevado valor natural devem ser mais apoiadas do que no quadro anterior. A Rede Natura 2000 representa mais de 20% da área agro-florestal nacional, e para haver justiça na distribuição das verbas disponíveis para a PAC, estas áreas deverão também receber cerca de 20% dos apoios totais. Não se trata apenas de canalizar estas verbas para o apoio a áreas prioritárias ao nível da biodiversidade, mas igualmente de apoiar agricultores em regiões mais remotas, com maiores dificuldades de produção e escoamento de produtos, para que estes possam produzir produtos de qualidade, criar emprego e bem-estar social em zonas de Portugal que seguramente precisam desse apoio.



Para mais informações contactar:


SPEA: Domingos Leitão, domingos.leitao@spea.pt, 969562381
Quercus: Nuno Sequeira, nunosequeira@quercus.pt, 937788474
LPN: João Camargo, lpn.intervencao@lpn.pt, 963367363
Agrobio: Jaime Ferreira, direccao@agrobio.pt, 91 223 7056

Saídas Ciência Viva no verão, 2013 promovidas pelo Núcleo


Comunicado | Novo projeto apoiado pelo Programa Life+ da União Europeia vai recuperar Bosquetes de Teixo da Serra da Estrela e da Peneda-Gerês

COMUNICADO DE IMPRENSA
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Novo projeto com o apoio do Programa Life+ da União Europeia

Bosquetes de Teixo da Serra da Estrela e da Peneda-Gerês vão ser recuperados



Foi aprovado o projeto LIFE TAXUS – Restaurar bosquetes de teixo [9580* Florestas mediterrânicas de Taxus baccata], co-financiado pelo Programa Life+ da União Europeia, cujo objetivo central consiste em conservar e aumentar a área de ocupação deste habitat prioritário em Portugal.

Os bosquetes de teixo (Taxus baccata) são um habitat prioritário ameaçado pelo fogo, o corte, o pastoreio e a invasão de espécies exóticas, pelo que o projeto pretende contribuir para a recuperação deste habitat nos únicos dois sítios onde ainda existe em Portugal: os Sítios de Importância Comunitária Peneda-Gerês e Serra da Estrela. Também se pretende sensibilizar os cidadãos para a necessidade de preservar um habitat florestal muito raro e extremamente vulnerável aos efeitos das alterações climáticas.

As ações decorrerão em terrenos do Estado, sob administração do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e em terrenos baldios, propriedade das comunidades locais, entre 2013 e 2016. 

Lisboa, 5 de julho de 2013
A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

03/07/13

WORKSHOP OBSERVAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE AVES


13 JULHO 2013
Espaço Educativo Florestal – Quinta da Maúnça
9h30 – 12h30
Conhecer um pouco melhor a biodiversidade das nossas florestas, nomeada­mente as espécies de aves que aí habitam, os seus hábitos e a importância que assumem no equilíbrio do ambiente natural é a proposta que apresentamos este mês, que poderá ser aproveitada para reportagem fotográfica.
Para mais informações e inscrições:
Telefone: 271237816

Comunicado | Campanha 'Do The Right Mix': Quercus sensibilizou mais de 2300 alunos em todo o país para uma mobilidade sustentável

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Campanha 'Do The Right Mix' promove mobilidade sustentável


Quercus sensibilizou mais de 2300 alunos em todo o país



A Quercus participou na campanha da Comissão Europeia ‘Do The Right Mix‘ (Faça o Mix Certo), que envolveu a realização de sessões de informação e sensibilização em escolas de todo o país, com o objetivo de promover uma nova cultura de mobilidade urbana sustentável. Entre Fevereiro e Junho , foram visitadas 27 escolas de norte a sul e realizadas 40 palestras sobre o tema, que contaram com a participação de 155 professores e 2.371 alunos de vários níveis de ensino (básico, secundário e profissional).

Nestas sessões, pretendeu-se chamar a atenção da comunidade escolar para os impactes sociais e ambientais dos transportes - com particular incidência no transporte rodoviário - as vantagens e desvantagens dos diferentes modos de transporte, bem como a importância de explorar as suas combinações e promover a adoção de novos hábitos de mobilidade nas cidades portuguesas. 

Alunos e professores foram sensibilizados para a contabilização dos custos associados com o automóvel (combustíveis, impostos, portagens, etc.) e comparação dos mesmos com o preço do passe mensal dos transportes públicos. Abordou-se também a utilização dos passes e bilhetes intermodais como forma de combinar vários modos de transporte (autocarro, elétrico, metro e comboio), não esquecendo as formas suaves de mobilidade, como a bicicleta e as deslocações a pé em pequenas distâncias, quer em lazer, quer nas deslocações entre casa e escola/trabalho. No contexto urbano, adquirir novos hábitos de mobilidade é cada vez mais o caminho a seguir para reduzir o consumo de energia e as emissões poluentes associadas ao tráfego automóvel e responsáveis pela poluição e as alterações climáticas. Aos benefícios ambientais junta-se também a promoção de um estilo de vida mais saudável.

No âmbito da Campanha ‘Do The Right Mix’, a Quercus distribuiu vários materiais informativos sobre a mesma, participou em conferências e feiras, e dedicou oito episódios da rubrica ‘Minuto Verde’ às temáticas em questão, que foram exibidos na RTP1, RTP Informação, RTP África e RTP Internacional. 

Os episódios estão disponíveis em http://www.quercus.pt/documentos/campanhas/do-the-right-mix.


Sobre a Campanha “Do The Right Mix”

Em Julho de 2012, a Comissão Europeia lançou esta iniciativa sobre mobilidade urbana sustentável (http://dotherightmix.eu/), com a duração de 3 anos, que pretende sensibilizar os cidadãos dos 27 Estados-Membros da União Europeia (UE), Noruega, Islândia, Liechtenstein e Croácia, e promover uma nova cultura de mobilidade urbana mais sustentável. A iniciativa é gerida pela Direção Geral de Mobilidade e Transportes da Comissão Europeia, e financiada pelo programa “Inteligent Energy Europe” (IEE). Sob o lema “Do The Right Mix” (Faça o Mix Certo), pretende-se informar e sensibilizar os cidadãos europeus para a possibilidade e combinação de vários modos de transporte nas suas deslocações diárias, sempre que possível e conveniente, com benefícios para a sua saúde, a economia e o ambiente. 

Lisboa, 3 de julho de 2013

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

26/06/13

Comunicado | Quercus divulga em Topten.pt os aparelhos de ar condicionado mais eficientes do mercado português

COMUNICADO DE IMPRENSA





Projeto Topten.pt lança nova categoria de produtos

Quercus divulga os aparelhos de ar condicionado mais eficientes do mercado português


O projeto Topten.pt lançou recentemente a sua décima primeira categoria de produtos, dando agora a conhecer os aparelhos de ar condicionado com maior eficiência energética do mercado nacional. Com a chegada do Verão, onde habitualmente se verifica uma subida acentuada na aquisição destes equipamentos, a informação agora disponibilizada em www.topten.pt permite aos consumidores avaliar, com antecedência e comparativamente, a oferta no mercado também segundo o seu desempenho energético, um critério importante que se refletirá numa maior poupança ao longo da utilização.



Nesta categoria, são assim apresentados os melhores modelos dentro das tipologias de mural e de chão, totalizando 51 equipamentos de aquecimento e arrefecimento com a classe de eficiência energética mínima de A+, o critério base considerado. Entre as seis marcas que figuram nesta seleção, a Mitsubishi Electric e a Daikin são as mais representadas, com 16 e 12 modelos respetivamente.

À semelhança do que acontece nas demais categorias, o consumidor pode encontrar conselhos orientadores a ter em conta na compra, utilização, manutenção e encaminhamento de aparelhos de ar condicionado. O seu cumprimento é extremamente importante como complemento a uma compra eficiente, de modo a garantir o baixo impacto ambiental e económico destes equipamentos durante a sua vida útil.

Estima-se que, em Portugal, os sistemas de climatização representem cerca de 17% do consumo energético global de uma habitação, marcando os aparelhos de ar condicionado uma presença cada vez mais acentuada em edifícios residenciais e de serviços.



Categorias de equipamentos de frio atualizadas


No âmbito deste projeto, a Quercus atualizou também recentemente as duas categorias relativas aos equipamentos de frio – frigoríficos e arcas/congeladores - de modo a manter a fiabilidade entre os modelos apresentados nas listagens Topten.pt e a oferta disponível do mercado, em constante renovação e aperfeiçoamento tecnológico.

No caso dos frigoríficos, verificou-se um aumento dos modelos e marcas com equipamentos com classe A+++, um factor relevante considerando que a pior classificação energética possível, para os equipamentos de frio, é de A+, de acordo com a legislação atual.

A categoria dos ‘Frigoríficos’ totaliza assim 72 modelos distribuídos por 11 subcategorias, estando cada uma subdividida em equipamentos A+++ e A++ , com exceção dos frigoríficos tipo americano. As marcas mais representadas, entre as 15 presentes, são a Liebherr (22 modelos), Bosch (11) e Siemens (8).


No que respeita às Arcas e Congeladores, depois desta atualização contabilizam-se 36 modelos no total, distribuídos por 5 subcategorias, estando cada uma também subdividida em A+++ e A++, com excepção dos congeladores de encastre. As marcas mais representadas são a Liebherr (11 modelos), Siemens (5) e Tensai (4), num total de 10 marcas.

Pretendeu-se, com a nova organização destas duas categorias, destacar os modelos com classe de eficiência energética máxima (A+++). Neste momento, são já 24 os modelos de frigoríficos (um terço do total representado) e 8 os modelos de arcas e congeladores (um quarto do total representado) com esta classificação. No caso das arcas e congeladores, apesar da evolução tecnológica estar a decorrer de forma mais lenta, ressalva-se a maior distribuição dos modelos A+++ pelas várias marcas representadas.

O Topten.pt está inserido no Euro-Topten Max, um projeto europeu financiado pelo Intelligent Energy Europe, que reúne 21 parceiros de 18 países com o intuito de mostrar aos consumidores que estes têm um papel ativo no combate às alterações climáticas, através das escolhas que fazem no seu dia-a-dia em termos de impacto ambiental. Esta pretende ser também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos fabricados. Em Portugal, o projeto é gerido pela Quercus e apoiado pela ADENE – Agência para a Energia, podendo ser consultado em www.topten.pt.




Lisboa, 26 de junho de 2013


A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

22/06/13

Comunicado | Avaliação de Impacte Ambiental: participação pública continua a ser dificultada por algumas entidades

COMUNICADO DE IMPRENSA

Avaliação de Impacte Ambiental 

Participação pública continua a ser dificultada por algumas entidades


A Quercus tem constatado uma enorme dificuldade em participar na consulta pública de alguns projetos sujeitos a avaliação de impacte ambiental, já que, das seis entidades que conduzem o processo administrativo — a Agência Portuguesa de Ambiente (APA) e as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), apenas três disponibilizam toda a documentação necessária à participação responsável por parte dos cidadãos.

No rol de entidades que se limitam a disponibilizar o Resumo Não Técnico estão as CCDR do Norte e do Algarve, bem como a APA, sendo que este último caso é particularmente grave pois esta entidade é também a Autoridade Nacional de Avaliação de Impacte Ambiental.

A Quercus tem mesmo constatado casos em que há necessidade de solicitar o pedido por escrito e outros em que há lugar à cobrança de 30 euros por um CD com informação que é pública e, mais ainda, produzida por terceiros. Chegam inclusivamente a existir casos em que é sugerido um pagamento pelas fotocópias dos documentos solicitados. Há pois uma evidente desatenção por parte dos dirigentes destas entidades em relação à necessidade de garantir uma efetiva participação dos cidadãos naquele que é um instrumento preventivo da política de ambiente e do ordenamento do território, que permite assegurar que as prováveis consequências de um determinado projeto de investimento sobre o ambiente sejam devidamente ponderadas no processo de decisão.

Esta situação lamentável contrasta com o desempenho positivo e irrepreensível das CCDR do Centro, de Lisboa e Vale do Tejo e do Alentejo, as quais disponibilizam adequadamente a informação nos seus sítios electrónicos sem que haja necessidade de deslocações inúteis por parte dos cidadãos e sem custos de acesso aos documentos.

Perante o descrito, a Quercus exige que as entidades que não estão a cumprir as suas obrigações, no que respeita à participação pública, reformulem de imediato os seus sítios electrónicos e passem a disponibilizar toda a informação técnica, pois não existe qualquer razão para que, na era digital, ainda existam entidades públicas que aconselhem a fotocópia como sendo a melhor forma de ter acesso a documentos públicos.

Lisboa, 21 de junho de 2013

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

21/06/13

1.º Concurso Nacional de Fotografia Quercus

Mais informação aqui:

Feira de Jovens Criadores Guarda 2013




O Núcleo vai estar presente......

Petição contra desflorestação em São Tomé



Movimento cívico quer ver esclarecida a legalidade das actividades de desflorestação em São Tomé

Enquadramento:

A empresa Agripalma tem desflorestado vastas áreas no sul da ilha de São Tomé, com o objectivo de aí instalar uma plantação de palmeira-dendém. Na passada sexta-feira, dia 7 de Junho, um movimento cívico entregou uma petição ao Procurador-geral da República de São Tomé e Príncipe, exigindo a suspensão do abate de floresta até que seja esclarecida a conformidade com a legislação santomense.

No ano de 2009 o Estado santomense fez uma concessão de 5000 hectares (5% da área de São Tomé e Príncipe) à empresa Agripalma, com o intuito de desenvolver plantações de palmeira-dendém e produzir óleo de palma para consumo interno e exportação. Também era intenção deste projecto contribuir para o desenvolvimento económico dos distritos do Caué e do Pagué. Esta concessão inicial previa a inclusão de áreas na roça Sundy, no Príncipe (cerca de 1000 hectares), e no interior do Parque Natural do Obô de São Tomé (cerca de 200 hectares), mas que foram excluídas do projecto sem nunca terem chegado a ser desflorestadas pela Agripalma.

No decorrer das actividades de desflorestação associadas à implementação do palmar terão ocorrido uma série de inconformidades com a legislação ambiental em vigor em São Tomé e Príncipe, nomeadamente com a Lei das Florestas (5/2001), a Lei de Bases do Ambiente (10/1999), a Lei da Conservação da Fauna, Flora e das Áreas Protegidas (11/1999) e o Regulamento do Processo de Avaliação de Impacto Ambiental (37/1999). Existem ainda indícios de que a Agripalma tem obstruído a via pública, impossibilitando o acesso não só às áreas que lhe foram concedidas, mas também a áreas adjacentes.

Na passada sexta-feira, a bastonária da ordem dos advogados, Dra. Celiza de Deus Lima, e o antigo Procurador-geral da República, Dr. Adelino Pereira, entregaram junto do Procurador-geral da República, Dr. Frederique Samba, uma petição do movimento cívico que exige a suspensão das actividades de desflorestação até que seja provada a conformidade destas com a legislação santomense. Este movimento cívico, de iniciativa santomense, mas com forte apoio internacional, está preocupado com os fortes indícios de crime ambiental, que podem comprometer a capacidade do Estado santomense em proteger o rico património natural da ilha e em cumprir compromissos internacionais, como a Convenção da Diversidade Biológica. Em especial, está em risco a sobrevivência de espécies endémicas e criticamente ameaçadas, cujos únicos exemplares se encontram no Parque Natural do Obô de São Tomé, em grande proximidade das plantações da Agripalma.

Não é de forma nenhuma intenção do movimento cívico travar o investimento que está a ser feito pela Agripalma, mas antes assegurar que os benefícios deste são maximizados, por forma a assegurar a viabilidade do investimento a longo prazo, bem como a efectiva melhoria das condições de vida das populações do Caué. Neste sentido, o movimento cívico julga ser do interesse da Agripalma que seja esclarecida a sua actual viabilidade económica, dada a impossibilidade de ocupar a área prevista pela concessão inicial. Seria também importante esclarecer as circunstâncias em que a Agripalma pretende adquirir novas áreas de plantio, uma vez que anteriores aquisições foram feitas de forma polémica e tem levantado preocupação junto dos proprietários de terras no Caué.


Agripalma recebe o apoio da sociedade de capital belga Socfinco, parte do grupo Bolloré, com gestão de milhares de hectares de palmar em África e Asia.



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Legenda: Desflorestação junto do Pico do Cão Grande, Ilha de São Tomé
Autoria: Quercus (Maio 2013)