28/05/13

Comunicado | Abate de olival tradicional no Ribatejo revela desprezo pela sua conservação e valorização

 

Quercus defende a proteção do olival tradicional
Abate de olival tradicional no Ribatejo revela desprezo pela sua conservação e valorização
A Quercus foi alertada para o corte de milhares de oliveiras, agora na Quint a do Bonflorido no concelho de Torres Novas, com o objectivo de converter a área em cultura de regadio, desprezando o potencial existente para produção de azeitona e azeite de qualidade e afectando a produção do ano e a biodiversidade existente em plena Primavera.
A Quercus tem recebido denúncias sobre o aumento das autorizações de abate de olival tradicional pelas Direcções Regionais de Agricultura do MAMAOT e, depois do Alentejo, o Ribatejo parece agora estar sujeito a esta mesma pressão devido à frágil regulamentação de proteção e à procura de subsídios comunitários por parte de alguns agricultores, sem compatibilização das culturas existentes, revelando uma enorme ausência de políticas de conservação e valorização do olival tradicional por parte do Ministério da Agricultura.
Existem pedidos e autorizações para diversas áreas com elevada incidência no Ribatejo, nos concelhos de Torres Novas e Santarém que totalizam centenas de hectares de corte raso com milhares de oliveiras, muitas delas seculares, mas em produção, as quais são cortadas e arrancadas para conversão em culturas de regadio. Existem pretensões junto de áreas protegidas com autorização para abate de olival tradicional em dezenas de hectares como na envolvente à Reserva Natural do Paul do Boquilobo.
Só no caso da Quinta do Bonflorido foi dada autorização para o arranque de 1420 oliveiras em cerca de uma dezena de hectares pela Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste à Sociedade Agrícola do Bonflorido, começando o corte das oliveiras nestes dias em plena Primavera, com as oliveiras em floração e quando os animais silvestres, nomeadamente as aves estão em nidificação, constituindo uma acção destrutiva da biodiversidade associada aos olivais tradicionais.
A Quercus exige que o Ministério da Agricultura defina políticas claras sobre a valorização do olival tradicional, revendo também a regulamentação (DL n.º 120/86, de 28 de Maio), dado que é um regime demasiado permissivo e tem levado às situações de delapidação deste património nacional a que lamentavelmente vimos a assistir.
Lisboa, 28 de Maio de 2013
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direcção do Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza 

27/05/13

Quercus defende rápida transposição da Diretiva REEE e faz propostas de melhoria

ecocasa lampada

Face a alguns problemas que atualmente existem na gestão de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) a Quercus enviou para o Ministério do Ambiente uma proposta de transposição da DIRETIVA 2012/19/UE relativa a este fluxo de resíduos.

Das principais medidas incluídas nesta proposta, devemos destacar as seguintes:

1. Antecipação da transposição da DIRETIVA 2012/19/UE – relativa aos REEE; sendo a data limite de 14 de Fevereiro de 2014;
2. Criação de mecanismos de compensação que respondam ao esforço real realizado pelas duas entidades gestoras para o cumprimento das metas nacionais de recolha;
3. Criação de metas específicas por Categoria de REEE de forma a garantir maiores taxas de recolha dos REEE com componentes perigosos;
4. Cruzamento de dados, das diferentes entidades (sociedades gestoras e operadores de gestão de resíduos), de uma forma sistemática, nomeadamente em relação às substâncias perigosas (em particular gases de refrigeração – ex.: CFCs – e resíduos com mercúrio);
5. Criação de mecanismos de fiscalização envolvendo, nomeadamente, as várias forças policiais (incluindo policias municipais) e sensibilizando a população, para impedir as operações ilegais de recolha e/ou desmantelamento de REEE (em particular frigoríficos e televisores) na via pública e em locais não autorizados;
6. Retoma de campanhas de sensibilização eficazes para combater uma eventual diminuição de REEE recolhidos, nomeadamente devido ao aumento da actividade ilegal de recolha e/ou desmantelamento de REEE, e diminuição de venda de novos EEE;
7. Visible fee passar a ser obrigatória.

Estas medidas visam, por exemplo, que algumas Categorias de REEE cuja recolha atualmente quase não tem expressão, casos das lâmpadas fluorescentes (Categoria 5), ferramentas eletrónicas (Categoria 6) e brinquedos (Categoria 7) passem a ser recolhidas em quantidades mais significativas de forma a diminuir o seu impacto no ambiente e tornar mais justo todo o modelo de gestão dos REEE. De referir que o cumprimentos das metas tem sido feito à custa praticamente de duas das 10 Categorias existentes, concretamente as Categorias 1 e 3 (respectivamente, "Grandes Eletrodomésticos e "Equipamento Informático e Telecomunicações").

Esta proposta também visa obstar ao aparente descontrolo existente em Portugal em relação às substâncias perigosas existentes nos REEE. De relembrar que recentemente a Quercus, por falta de resposta do Ministério do Ambiente (em mais de meio ano), foi obrigada a fazer uma queixa, na Comissão Europeia e na Organização das Nações Unidas, contra o Estado Português em relação à falta de controlo no tratamento de CFCs.

Por outro lado, pensamos ser possível aumentar significativamente as recolhas de REEE e combater a actividade ilegal que está a lesar o Estado Português em impostos e criação de emprego, representando um grave perigo para o ambiente, segurança e saúde públicas.
Lisboa, 27 de Maio de 2013

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Curso de Identificação de Aves de Montanha dia 8 e 9 de Junho 2013


25/05/13

Quercus organiza Concurso Nacional de Fotografia - Candidaturas abertas entre 1 Junho e 20 Agosto

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O 1º Concurso Nacional de Fotografia da Quercus abre candidaturas no dia 1 de Junho. Destinado a fotógrafos amadores e profissionais, o concurso tem como objetivo promover a observação e a proteção da natureza através da atividade fotográfica.

A iniciativa conta com o apoio do Parque Biológico de Gaia, Sociedade Ponto Verde (Mecenas Exclusivo), portal SAPO e Worten.

O dossier de candidatura deve ser submetido até ao dia 20 de Agosto, podendo os participantes submeter entre uma e dez fotografias inéditas, em cinco categorias possíveis e num máximo de duas fotografias em cada categoria.

Categoria 1 - Água (Vida, Natureza e Paisagem)
Categoria 2 - Reciclagem de Embalagens – Prémio Especial Sociedade Ponto Verde
Categoria 3 - Atentados e Boas Práticas Ambientais
Categoria 4 - Fauna Selvagem
Categoria 5 - Fotografias obtidas com telemóvel

Para concorrer é necessário realizar a inscrição prévia e pagamento da taxa de participação. Toda a documentação necessária que deve integrar o dossier de candidatura, bem como o regulamento do concurso, estão disponíveis nos links me baixo.

O júri, composto por João Cosme, fotógrafo de natureza, Joaquim Peixoto, da Quercus, Mário Raposo, da Sociedade Ponto Verde, e Dinis Cortes, fotógrafo de natureza, escolherá as 11 melhores fotografias dentro das categorias 1, 2, 3 e 4, e as 6 melhores relativas à categoria 5.

Os finalistas, escolhidos de entre os que se destacarem pela sua qualidade e inovação, serão divulgados na cerimónia de entrega de prémios a realizar no Parque Biológico de Gaia, a 21 de Setembro.

O Parque acolherá também em exposição, até meados de Outubro, as 50 melhores fotografias a concurso. Aquando da exposição serão divulgados os vencedores em cada categoria, que levarão para casa um prémio do valor de 1000 euros ou, no caso do autor das melhores fotografias captadas por telemóvel, um montante de 500 euros.

Todos os finalistas terão também direito a um exemplar do ‘Guia fotográfico Quercus – Anfíbios de Portugal’, recebendo os segundos, terceiros e quartos classificados ainda a coleção completa de ‘Árvores e Florestas de Portugal’.



Lisboa, 16 de Maio de 2013

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza



Para mais informações contactar:
E-mail: concurso.fotografia@quercus.pt | Telefone: +351 217 788 474

Links directos para acesso a documentos:
Regulamento | Cartaz principal | Cartaz Prémio SPV | Ficha de Inscrição


Parceiros

logotipos parceiros concurso


20/05/13


22 de Maio – Dia Internacional da Biodiversidade



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22 de Maio – Dia Internacional da Biodiversidade


Quercus apresenta história com final feliz para uma planta em perigo de extinção


No próximo dia 22 de Maio, Dia Internacional da Biodiversidade, a Quercus fará a apresentação pública na nova Microrreserva da Quercus, destinada à preservação da Leuzea longifolia, uma planta endémica de Portugal, que levou à criação do Sítio de Importância Comunitária "Azabuxo-Leiria", no concelho de Leiria. Este evento que contará com a presença do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, também irá homenagear Andrée Goubet, uma benemérita da Quercus, cujo apoio tem sido fundamental para adquirir terrenos para criação de microrreservas.

leuzeaTrata-se de um exemplo de como entidades públicas (ICNF, Município de Leiria e Junta de Freguesia de Pousos) e privados (proprietário e Quercus) evitaram a destruição da totalidade da população da espécie através de uma mobilização de solo para plantação de uma espécie florestal. 

Leuzea longifolia é uma planta endémica de Portugal, raríssima, em perigo de extinção, que consta do Anexo II da Directiva 92/43/CEE. Conhecem-se apenas alguns núcleos geograficamente afastados, e portanto isolados biologicamente, compostos por um número muito reduzido de indivíduos, o que, a juntar ao isolamento e à perturbação a que o homem os sujeita, contribui decisivamente para a vulnerabilidade desta planta. Em Portugal foi designado um único Sítio de Importância Comunitária – PTCON0046 “Azabuxo-Leiria” - para preservar uma população de Leuzea longifolia existente nos arredores da cidade de Leiria, a qual se encontra confinada a cerca de 1 hectare.

Corria o ano de 2009 quando, por mero acaso, foi detectado que o proprietário do terreno de ocorrência da planta se preparava para mobilizar o solo e plantar eucaliptos com recurso a maquinaria pesada, situação que destruiria por completo a totalidade da população da espécie no Sítio. Só o alerta da Quercus e a pronta intervenção das autoridades – Serviço de Proteção da Natureza da GNR, ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Município de Leiria e Junta de Freguesia de Pousos – permitiram colocar um ponto final no atentado que estava em curso.

O processo que se seguiu, que culminou na aquisição de um terreno de 10.500 m2 por parte da Quercus para constituição de uma Microrreserva, garantiu a sobrevivência dos cerca de 1.000 espécimes que se presume existirem no local, já que os mesmos se encontram agora a salvo no interior de uma vedação entretanto instalada e beneficiam de ações de gestão do habitat da espécie (4020 *Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix).

Quando tudo levava a crer que este era já o final feliz – só possível porque todas as partes concertaram posições, inclusive o próprio proprietário e o seu representante legal – eis senão que, numa visita recente o local, ainda nos estava reservada uma derradeira surpresa: existia uma rua com um nome diferente do habitual. A sugestão do Presidente da Junta de Freguesia de Pousos, Fernando Antunes, de criar a Rua Rede Natura tinha sido bem acolhida junto do Município de Leiria e lá estava a placa junto à Microrreserva. Uma singela forma não só de comemorar esta pequena vitória, mas também de homenagear todos aqueles que no dia a dia se esforçam por preservar a biodiversidade na Rede Natura 2000.


Lisboa, 20 de maio de 2013



Programa previsto:

10.00h | Encontro na nova Microrreserva do Azabuxo-Leiria (Localização: Longitude: -8.765734; Latitude: 39.748609)
10.10h | Intervenção do Presidente da Direção Nacional da Quercus, Dr. Nuno Sequeira
10.15h | Intervenção do Responsável do Fundo de Conservação da Natureza da Quercus, Paulo Lucas
10.20h | Visita à Microrreserva do Azabuxo-Leiria, dinamizada pela Eng.ª Dalila Espírito Santo, da ALFA - Associação Lusitana de Fitossociologia
10.50h | Intervenção do Vereador do Pelouro do planeamento e ordenamento do território da Câmara Municipal de Leiria, Lino Pereira, e do Presidente da Junta de Freguesia de Pousos, Fernando Antunes
11.00h | Intervenção do Sr. Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Prof. Doutor Francisco Gomes da Silva
11.10h | Homenagem a Andrée Goubet

19/05/13

Caminhada pelo trilho dos sobreiros


O Núcleo da Guarda da Quercus, lançou este ano uma programa de caminhadas, uma em cada concelho do distrito, em Figueira de Castelo Rodrigo escolheram um trilho na ZIF de Algodres e Vale de Afonsinho e da Reserva Faia Brava , para dar a conhecer a maior mancha de sobreiros do distrito, e o trabalho que se tem feito na reserva.
Assim  juntaram se a esta iniciativa várias entidades que colaboram na divulgação

Venha dai conhecer este trilho no próximo dia 16 de Junho.

13/05/13

Nota de imprensa: Uma linha ferroviária esquecida


O Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. juntou-se na manhã de sábado aos cidadãos que na Guarda decidiram apoiar a iniciativa lançada na Assembleia Municipal da Covilhã de contestação da permanência do encerramento da linha da Beira Baixa (Guarda-Covilhã).


A caminhada já tinha começado quando o Núcleo Regional da Guarda se juntou ao grupo no desativado apeadeiro do Barracão. Foram percorridos sensivelmente 16 km até ao apeadeiro de Benespera. Os grupos da Guarda e da Covilhã acabaram por não se encontrar frutos de barreiras existentes na linha.

Mesmo sem os grupos se encontrarem há razões para perguntar quais os motivos pelo qual, mesmo depois de obras de requalificação, a linha permanecer desativada?

Exige-se uma aposta série nos transportes coletivos, com todas as vantagens que daí advêm, e nomeadamente para a cidade que no passado dia 10 de maio assinalou o Dia Municipal do Ar e que se orgulha disso.

Exige-se igualmente uma alternativa válida ao transporte de mercadorias.

Num momento em que toda a Europa está a inverter para a ferrovia e na construção da Rede Transeuropeia de Transportes para reduzir o consumo de energia e depender menos do petróleo Portugal parece continuar com rumo contrário.




Para mais informações contactar:
Bruno Almeida
931 104 568 

12/05/13

Curso de Introdução à Observação de Aves em Montesinho já nos dias 18 e 19 de Maio


O Núcleo Regional da Quercus de Bragança vai promover, nos dias 18 e 19 de Maio, um Curso de Introdução à Identificação de Aves em Montesinho.
Esta iniciativa, dirigida ao público em geral, destina-se a aprofundar o conhecimento sobre as diferentes espécies de avifauna patentes no Parque Natural de Montesinho, abordando as técnicas propícias à sua observação e contribuindo para uma maior compreensão dos seus habitats e das principais ameaças que afectam as mesmas.
Agradecemos a divulgação deste evento através dos V. contactos.
 
 
PROGRAMA CURSO DE INTRODUÇÃO À IDENTIFICAÇÃO DE AVES EM MONTESINHO
 
Sábado, dia 18 de Maio

09h00 - Recepção de participantes na sede da Quercus, em Bragança. Sessão teórica:
- Introdução às aves de Portugal
- Topologia das aves, formas e funções
- Técnicas na observação de aves

10h30 - Paragem para café
- Classificação das aves: principais espécies de aves presentes na zona
- Breve visita a habitat ripícola (Rio Fervença)

12h30 - Paragem para almoço

14h00 - Sessão prática
- Saída de campo em habitat florestal para observação de aves (Serra de Nogueira)

18h00 - Encerramento da actividade

20h00 - Jantar convívio com participantes


Domingo, dia 19 de Maio

07h00 - Sessão prática:
- Saída de campo em habitat de altitude (Serra de Montesinho)
- Saída de campo em habitat ripícola (aldeia de Rabal)

12h30 - Almoço convívio

14h00 - Reflexão final

16h00 - Encerramento da actividade


FORMADOR: Paulo Cortez (Coordenador do Departamento de Recursos de Ambiente e Recursos Naturais - Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança).

INSCRIÇÕES: sara.quercus@gmail.com ou 00351 96 787 67 20 ou 00351 93 468 85 43

CUSTO: 10 euros/participante

OBSERVAÇÕES: 
1) A deslocação dos participantes aos vários locais destinados às saídas de campo é assegurada pelos mesmos, nos seus carros particulares. Cada participante terá direito a um diploma de participação na actividade.
2) Os participantes interessados em fazer as suas refeições em conjunto com a organização do evento deverão manifestar essa vontade aquando da sua inscrição, para podermos efectuar previamente a sua marcação no restaurante.
3) Os participantes deverão munir-se de roupa e calçado confortáveis e adequados às condições climatéricas, e, se possível, fazerem-se acompanhar dos seus binóculos e guias de observação.


Workshop de construção de fornos solares, dias 17 e 18 de maio, em Almeida e na Guarda




O Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. em conjunto com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda vão realizar 2 workshop’s de fornos solares durante mês de maio.

O primeiro agendado para o dia 17 de maio no largo 25 de abril em Almeida em parceria também com o Agrupamento de Escolas de Almeida e o segundo no dia 18 de maio será no jardim José de Lemos na Guarda.

Estes workshops surgem no âmbito das comemorações do Dias Europeus do Sol que a APISOLAR (Associação Portuguesa da Indústria Solar) têm vindo a desenvolver nos últimos 6 anos. Este ano os Dias Europeus do Sol realizam-se de 1 a 19 de maio .

Pretende-se que os participantes construam o seu próprio forno solar e o utilizem como meio para preparar refeições durante os meses mais quentes, nomeadamente no verão. Apresenta-se em baixo a listagem de materiais para 2 tipos de fornos solares diferentes. Qualquer esclarecimento pode ser feito através dos contactos habituais tlm. 931 104 568 ou e-mail guarda@quercus.pt.

Tipo caixa
- 1 caixa de cartão
- material isolante (placas de cortiça, roofmate ou esferovite)
- papel aluminizado para forrar a caixa
- 1 vidro para cobrir a parte de cima da caixa
- 1 panela preta para cozinhar os alimentos
- 2 recipientes de vidro para colocar a panela preta por dentro e criar efeito de estufa

Tipo funil
- 2 placas de polipropileno alveolar (90x65 cm2) com espessura entre 3 a 5 mm
- papel aluminizado para forrar as placas
- 1 panela preta para cozinhar os alimentos
- 2 recipientes de vidro para colocar a panela preta por dentro e criar o efeito de estufa

Programa do dia 17 de maio
09h30 Inicio da exposição_ aquecimento dos fornos
10h00 Organização dos alimentos e sua preparação
10h15 inicio da confeção dos alimentos
10h30 atividades com o sol _ 3º Ciclo
13h00 Almoço
14h00 Regresso à escola
14h30 Oficina de fornos Solares _ 10º e 11º Ano aberto à comunidade*
* Inscrição gratuita mas sujeita a inscrição até dia 14 de maio E-mail proffq1011@gmail.com Tlf. 271 574 112


Programa do dia 18 de maio
09h00 Receção dos participantes
09h30 Início da construção de fornos solares
10h00 Confeção de uma refeição nos fornos solares já preparados
13h00 Almoço solar
14h00 Fim da atividade


O workshop do dia 18 de maio tem um custo de 5€.
Inscrições e informações guarda@quercus.pt

09/05/13

Comunicado | Revisão da Diretiva sobre combustíveis pode reduzir emissões equivalentes a retirar 7 milhões de carros das estradas europeias


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Segundo estudo divulgado em Bruxelas

Revisão da Diretiva sobre combustíveis pode reduzir emissões equivalentes a retirar
7 milhões de carros das estradas europeias



Um estudo(1) divulgado em Bruxelas pela Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E) - da qual a Quercus faz parte - e realizado pelas consultoras Carbon Matters e CE Delft, mostra que a proposta de revisão da Diretiva sobre a Qualidade dos Combustíveis(2) apresentada pela Comissão Europeia é crucial para deslocar os investimentos das petrolíferas para fontes de petróleo menos poluentes. Esta proposta introduz valores diferenciados de emissão de gases de efeito de estufa (GEE) para todos os combustíveis fósseis, o que poderia conduzir a uma redução das emissões associadas na ordem das 19 milhões de toneladas (Mton) de CO2 por ano, o equivalente a retirar mais de 7 milhões de automóveis das estradas europeias por ano.

O estudo mostra que, a serem introduzidos valores diferenciados de emissão de GEE para todos os combustíveis fósseis na revisão da Diretiva sobre a Qualidade dos Combustíveis (FQD, da sigla em inglês), esse facto geraria uma diferença de preços entre o petróleo produzido a partir de fontes não convencionais e mais poluentes (como as areias betuminosas) e o petróleo extraído de modo convencional, da ordem dos 60 dólares por barril (46 EUR, à taxa de câmbio atual). Tendo em conta apenas os investimentos existentes e futuros e sem considerar a flutuação do preço do petróleo no mercado mundial (difícil de prever), este diferencial evitaria emissões de 19 Mton CO2 por ano, um valor que mostra a reduzida viabilidade das fontes não convencionais de petróleo. 


Este estudo foi divulgado na mesma semana em que o Ministro dos Recursos Naturais do Canadá, Joe Oliver, realizou uma visita oficial a Paris, Bruxelas e Londres(3) no sentido de pressionar os Estados Membros e a Comissão Europeia a não alinharem na diferenciação ambiental (em termos de emissões de GEE) entre as fontes convencionais e não convencionais de petróleo que a revisão da FQD poderá implicar, caso seja aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho. As areias betuminosas do Canadá são a maior reserva comprovada de petróleo não convencional do mundo e, por esta razão, o Governo deste país tem manifestado a sua oposição veemente face à liderança da política de ação climática da União Europeia.

A Diretiva FQD, em vigor desde 2009, estabelece como objetivo a redução da intensidade de carbono (ou seja, as suas emissões de GEE) dos combustíveis convencionais (gasolina e gasóleo) em 6% até 2020, a cumprir pelas empresas petrolíferas. Em outubro de 2011, a Comissão Europeia propôs novas regras para implementação desta meta e introduziu valores de emissão específicos, tendo por base o seu ciclo de vida (extração, processamento e combustão) para diferentes fontes de combustíveis fósseis, incluindo os mais poluentes como as areias betuminosas, o gás e petróleo de xisto. Por exemplo, o valor de emissão para as areias betuminosas (ou betume natural, na designação técnica) é 23% maior do que o valor de emissão do petróleo convencional, porque a extração do petróleo a partir das areias betuminosas do Canadá é mais poluente e requer mais energia.

O estudo salienta ainda que poderiam ser evitadas mais 60 Mton CO2 por ano se o mercado europeu evoluísse no sentido do fornecimento de combustíveis mais limpos como resultado da meta da FQD. São ainda desmistificados alguns dos argumentos mais usados pelas petrolíferas(4), para as quais a revisão da FQD poderá acabar com as refinarias europeias.

Na Europa, apenas as refinarias espanholas alteraram recentemente o seu processo de extração e estão preparadas para extrair petróleo a partir de algumas fontes não convencionais (por exemplo, as areias betuminosas da Venezuela, país com as segundas maiores reservas em todo o mundo, mas com fortes limitações em termos de exportação para a Europa devido ao contexto político instável). Por esta razão, a revisão da FQD teria um impacto praticamente nulo para as refinarias europeias. 

De acordo com Nusa Urbancic, da T&E, “vários estudos científicos têm mostrado o impacto climático das areias betuminosas. A introdução de valores de emissão específicos por tipo de combustível fóssil, incluindo os mais poluentes, poderá evitar mais emissões de GEE no sector dos combustíveis rodoviários, o que dá um forte sinal aos investidores de que as areias betuminosas e outros combustíveis fósseis altamente poluentes não são compatíveis com a política climática da União Europeia, sendo necessário que a Comissão mantenha a sua determinação sobre a proposta de revisão da FQD”.

Para Mafalda Sousa, da Quercus, “este estudo é importante porque, a manter-se a proposta inicial da Comissão para a revisão da FQD, os distribuidores de combustíveis serão obrigados a comunicar as emissões de GEE associadas a todos os combustíveis fósseis que circulam no mercado europeu, independentemente da sua origem, processo de extração e refinação. Esta transparência constitui um poderoso incentivo para que as petrolíferas comecem a investir em combustíveis de baixas emissões de carbono. Faz todo o sentido manter estes valores diferenciados de emissão para todos os combustíveis fósseis, se levarmos a sério o combate às alterações climáticas a nível global.”


Atualmente, são importadas para a Europa pequenas quantidades de areias betuminosas a partir do Canadá e da Venezuela, para produzir petróleo. Este cenário poderá mudar rapidamente, se for aumentada a capacidade dos oleodutos e gasodutos, o que levaria à entrada massiva das areias betuminosas nos mercados mundiais. O mais importante é o controverso oleoduto Keystone XL, com 1.600 km de extensão e que levaria petróleo produzido a partir das areias betuminosas da província de Alberta, no Canadá, até ao Golfo do México, atravessando o território americano de Norte a Sul. Esta decisão está nas mãos do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. Entretanto, continuam as pressões do Governo canadiano sobre os Estados Unidos da América e a União Europeia(5). A Comissão Europeia está a preparar uma avaliação de impacto sobre a revisão da FQD, a qual é esperada antes do verão de 2013.


Lisboa, 9 maio de 2013

A Direção Nacional da Quercus Associação Nacional de Conservação da Natureza

29/04/13

1.ª Caminhada pela Quercus


O Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. realizou no passado dia 28 de Abril a primeira de uma série de saídas de campo para observação e registo da biodiversidade da região.

Aproveitando a Rota Natura da C. M. Guarda “Trilho entre linhas” e a participação de cerca de 20 voluntários, a primeira “Caminhada pela Quercus”, permitiu a observação de alguma fauna e flora e a identificação de alguns problemas ambientais.

No final, foi oferecida aos participantes uma pequena sessão de PNF-Chi pela Academia da Memória (parceira na actividade).

A próxima saída será no dia 26 de Maio sendo o ponte de encontro o Largo da Fonte no Folgosinho (Gouveia). A actividade terá início às 8:30h e recomenda-se aos participantes que levem calçado e vestuário confortável, máquina fotográfica, bloco de notas e farnel. Esta saída está integrada nos programas BioDiversity4All e GeObserver.
 





22/04/13

Caminhadas pela Quercus 2013



26 de Maio – Rota dos Galhardos – Folgosinho – Gouveia
Partida e chegada: Folgosinho.
Âmbito: Ambiental, Cultural e Desportivo.
Tipo de percurso: De pequena rota, por caminhos tradicionais.
Distância a percorrer: 11,2 Km.
Nível de dificuldade: Médio, acessível a todos.
Desníveis: Medianamente acentuados.

 As inscrições ou pedido de informações podem ser feitos através do tlm. 931 104 568 ou e-mail guarda@quercus.pt.

A “Rota dos Galhardos” é um percurso pedestre que aproveita em grande parte o troço de duas calçadas romanas, uma delas com a designação de Galhardos e a outra de Cantarinhos. É um percurso de Pequena Rota (PR) que se realiza em plena Serra da Estrela e que envolve apenas a freguesia de Folgosinho, como ponto de partida e de chegada.


Partindo do Largo da Fonte em direcção à Serra, logo chegamos ao Largo dos “lavadores públicos”. Aqui encontramos um painel referente ao percurso, que será de consulta obrigatória. É junto aos tanques que começa a denominada “Rota dos Galhardos”, nome de pequenos demónios que, segundo a lenda, fizeram a calçada numa noite, a qual devido à sua inclinação, só poderia ser obra sua. Na realidade trata-se de uma calçada construída durante a ocupação romana.

( ... Estes trechos de calçada fazem possivelmente parte da Via Romana que atravessava a Serra da Estrela. Vinda de Valhelhas e de Famalicão, a estrada cortaria direita da Quinta da Taberna a Folgosinho. O percurso da Calçada dos Galhardos deixa supor uma ligação em Gouveia, talvez contornando pelo sul a serra de S. Tiago ou descendo em linha recta de Folgosinho até aquela cidade.) – A Arqueologia da Serra da Estrela – Jorge de Alarcão

Partindo-se do “lavadouro” segue-se pela rua da Serra. Mais à frente vamos encontrar à esquerda um caminho asfaltado com a indicação de Viveiros de Folgosinho, que apesar de merecerem uma visita, ficam fora da nossa rota.
Continuando a rua da Serra e já fora do aglomerado urbano, vamos encontar uma cortada à esquerda. A sinalização indica-nos o sentido do percurso.

Após passarmos o campo de futebol e alguns metros depois, entramos verdadeiramente na Calçada dos Galhardos, encontrando a primeira das quatro casas de abrigo mandadas construir por João de Vasconcelos nos anos quarenta e que serviam de refúgio às intempéries a quem para, ou da serra, vinha com rebanhos e espigas de centeio, carregadas em carros puxados por bois.

Apesar de a subida ser íngreme, o trilho faz-se com alguma facilidade parando de quando em vez para contemplar os horizontes. A paisagem é soberba, quer se olhe a poente ou no sentido da serra.

Quase junto à segunda casa de abrigo, a calçada termina abruptamente e à direita surge-nos um pequeno bosque de bétulas, que nos irá acompanhar durante alguns metros até à Portela de Folgosinho.

Aqui, cruzam-se três vias: à direita para Folgosinho, em frente para os Casais e Assedasse e à desquerda para Videmonte. É neste último sentido que segue o percurso.

Esta estrada atravessa o planalto de Videmonte, que constitui uma linha natural de separação entre a serra virada ao Atlântico, beneficiando da humidade trazida pelos ventos e que determinam o tipo de vegetação existente nessas encostas e o outro lado, mais seco, onde eventualmente poderemos encontrar algumas espécies que nos dão a indicação de zonas micro - climáticas do tipo mediterrâneo.

Continuando por essa estrada, onde de resto se cruzam também duas Grandes Rotas, uma marcada pelo Parque Natural da Serra da Estrela e a outra integrada na rede de percursos das Aldeias Históricas da INATEL designada por GR 22, que seguiremos no caminho certo deste percurso de Pequena Rota.

Alguns afloramentos rochosos vão competindo com a vegetação. Um pouco afastado do caminho, mas devidamente assinalado, encontra-se um pequeno penhasco que o tempo moldou, dando-lhe a aparência da cabeça de um Faraó.

Contudo outros afloramentos igualmente esculpidos pela natureza, podem ser vistos ao longo do trilho: A Velha, a Pedra Furada e muitos outros, que não tendo uma designação em especial, poderão igualmente sugerir-nos outras formas e figuras.

Mais à frente, um pequeno bosque misto, onde predominam Bétulas e Pseudotsugas, presenteia-nos com tantas cores quanto as estações do ano, sendo agradável no pico do sol, uma pequena paragem para um merecido repouso aproveitando as suas sombras.

Um pouco antes do sítio do “Jogo da Bola”, deixamos a estrada e apanhamos o trilho à direita que nos dará conta de uma outra calçada, também ela romana: “ Calçada dos Cantarinhos” também designada por “Pé da Serra”.

O percurso entra aqui na sua fase descendente e será quase sempre assim até Folgosinho.

A descida proporciona-nos uma paisagem soberba, valendo sempre a pena pequenas paragens, para melhor a apreciar.

Já no fundo da encosta, cruzamos a Ribeira do Freixo e aí a calçada termina, fazendo-se o resto do percurso, por um caminho de terra batido até ao lugar designado por Moinhos do Forno.

Daqui à Vila será um “saltinho”. Por entre a sombra de castanheiros e carvalhos, podemos olhar ainda os campos sempre verdes e de quando em quando o trabalho árduo de homens e mulheres, que souberam com mestria buscar nas encostas um punhado de solo fértil para o pão de cada dia.

Por fim, é a chegada à Vila e depois de se reporem energias numa qualquer simpática tasquinha, para “esmoer”, vale sempre a pena uma última visita pelo povoado, que alguns acreditam ter sido o berço de Viriato.

FLORA

Em outras eras, todas estas encostas se encontravam cobertas de intensos carvalhais (Quercus pyrenaica). Contudo, o corte sistemático e o pastoreio intensivo desnudaram as serras que muitos anos depois viriam, no âmbito da política florestal do Estado Novo a serem povoadas por pinheiro bravo. Como consequência, a falta de pastos, levou a que muitas pessoas procurassem outros destinos para sobreviver, dando-se inicio à emigração.

Apesar dos incêndios ocorridos nos últimos anos, é ainda possível constatarmos a presença de manchas significativas de pinheiro bravo (Pinus pinaster), que constituem uma fonte de rendimento significativa. Para além desta espécie, podemos ainda presenciar pequenos núcleos de Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris), vidoeiro (Betula pubescens), Pseudotsuga, e nas zonas mais baixas e com alguma humidade, o castanheiro (Castanea sativa).

As comunidades arbustivas não são especialmente ricas, contudo podem ser observadas a urze branca ( Erica arborea), a urgeira (Erica australis), sargaços (Halimium alyssoides) e muitas outras espécies.

No Outono, ao longo das veredas e em especial nos bosques caducifólios, podem ainda ser observados algumas espécies de cogumelos, nomeadamente boletos e amanitas.

FAUNA

Longe vão os tempos em que o lobo dominava as serranias, povoando o imaginário popular.

Hoje em dia, este predador constitui já um mito e na falta dele, o javali viu aumentar nos últimos anos os seus efectivos, constituindo um problema para as populações locais que vêm as suas culturas destruídas.

O texugo, a gineta e a raposa são ainda espécies que com alguma frequência podem ser vistos, ainda que de forma fugidia.

Algumas espécies cinegéticas, nomeadamente a perdiz, o coelho e a lebre são observadas com alguma assiduidade. Lá no alto, a águia de asa redonda (Buteo buteo), paira sobre as encostas aproveitando as correntes ascendentes.



Comunicado | ONG Portuguesas alertam para riscos ambientais da nova Política Agrícola Comum



 

22 de Abril, Dia da Terra
ONG Portuguesas alertam para riscos ambientais da nova Política Agrícola Comum

Quatro ONG Portuguesas (Agrobio, LPN, Quercus e SPEA) decidiram aliar-se e neste dia 22 de Abril, Dia da Terra, divulgam a sua posição relativa à nova Política Agrícola Comum 2014-2020, alertando para os riscos que a mesma poderá ter ao nível dos recursos naturais e da sustentabilidade do continente europeu.

A proposta inicial da Comissão Europeia para a nova Política Agrícola Comum 2014-2020 era uma proposta com um tímido carácter progressista para o desenvolvimento de uma PAC que respeitasse as boas práticas ambientais, a qualidade dos produtos agrícolas produzidos e a aplicação adequada do dinheiro dos contribuintes europeus numa actividade económica fundamental como é a agricultura.

Considerando as Organizações Não-Governamentais subscritoras que a actividade agrícola e o desenvolvimento das áreas rurais são bastante relevantes e que devem merecer apoios comunitários, não podem no entanto deixar de tornar bastante clara a posição de que estes apoios comunitários têm de observar as regras comunitárias, devem produzir bens de qualidade sem destruir o ambiente nos quais são produzidos e têm de dar perspectivas a longo-prazo, sob pena de se estar a financiar a inviabilidade a médio e longo-prazo da agricultura e do rural na Europa. Nesse sentido as propostas avançadas após a discussão inicial da nova PAC, nomeadamente na proposta feita pela Comissão de Agricultura ao Parlamento Europeu e posteriormente pelo próprio Parlamento Europeu deixam-nos a certeza de que é necessário alterar o sentido das propostas maioritárias em Bruxelas, que produzem exactamente o contrário do que deveria ser produzido por incentivos comunitários.

Anteriormente à votação no Plenário em Estrasburgo, as ONGA nacionais portuguesas, assim como outras da União Europeia e as organizações internacionais como o European Environmental Bureau, Birdlife, WWF e IFOAM EU, apelaram aos eurodeputados que votassem por uma PAC com futuro, em que:

- se garantisse que os agricultores teriam que usar boas práticas agrícolas respeitando o ambiente, em troca dos subsídios directos da PAC (as medidas do greening);
- se rejeitassem os duplos pagamentos ilegais propostos pela Comissão de Agricultura, pagando duas vezes aos agricultores pela mesma actividade;
- se reintroduzisse a obrigatoriedade dos agricultores que recebem subsídios da EU obedecerem às leis da comunidade sobre ambiente, segurança alimentar, saúde animal e saúde pública (o que é um pedido que revela a distorção da PAC, ao propor que os cidadãos que praticam a agricultura não tenham que obedecer às leis gerais da EU);
- se apoiassem os sistemas de Elevado Valor Natural e a Agricultura Biológica.

Após o chumbo do Parlamento Europeu ao Orçamento Europeu, muitas das propostas da PAC terão que ser novamente discutidas. A reunião do Conselho de Agricultura confirmou a insistência deste órgão da Comissão Europeia na insustentabilidade e na destruição do ambiente como proposta de financiamento da PAC. A proposta defendida neste Conselho pela Ministra portuguesa, Assunção Cristas, acaba com a vertente ambiental da PAC. Apesar de terem sido chumbadas várias destas propostas na última sessão plenária do Parlamento Europeu, voltou a proposta dos duplos pagamentos ilegais aos agricultores, rejeitaram-se as três práticas ambientais obrigatórias (pastagens permanentes, diversificação / rotação de culturas, áreas de enfoque ecológico) e a necessidade dos agricultores obedecerem à legislação europeia no que diz respeito ao ambiente, segurança alimentar, saúde animal e saúde pública para receberem subsídios à produção.

Portugal tem defendido propostas incompatíveis com uma agricultura ambientalmente sustentada, nomeadamente insistindo na introdução do regadio massivo no Alentejo, processo que acelerará a desertificação com a destruição de solos e depleção dos recursos hídricos, e a viragem do 2º pilar (desenvolvimento rural) para financiamento estrito de actividades produtivas, o que rejeita o próprio intuito desse financiamento, e acelera o despovoamento, travando o desenvolvimento de um meio rural vivo e viável.

Neste sentido as Organizações Não-Governamentais solicitaram uma reunião com carácter de urgência à Ministra Assunção Cristas, para analisar a nova PAC em discussão e uma política pública comunitária que garanta a viabilidade futura da agricultura e do ambiente, sustentável para os agricultores e para os habitantes do mundo rural, que produza bens agrícolas e ambientais responsáveis e úteis à sociedade e à natureza.

Lisboa, 22 de Abril de 2013
A Direcção Nacional da Agrobio – Associação Nacional de Agricultura Biológica
A Direcção Nacional da LPN - Liga para a Protecção da Natureza
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direcção Nacional da SPEA – Sociedade para o Estudo das Aves

Encontro de agricultura de 21 de abril

Realizou-se hoje mais um encontro de agricultura, desta vez nos terrenos do participante de Panóias.
Foi uma tarde bem passada e com muita troca de conhecimentos entre todos os participantes.

Preparam-se novidades para estes "Encontros de agricultura". Esteja atento.
Mais informações através do mail guarda@quercus.pt ou tlm. 931 104 568.