12/05/13

Curso de Introdução à Observação de Aves em Montesinho já nos dias 18 e 19 de Maio


O Núcleo Regional da Quercus de Bragança vai promover, nos dias 18 e 19 de Maio, um Curso de Introdução à Identificação de Aves em Montesinho.
Esta iniciativa, dirigida ao público em geral, destina-se a aprofundar o conhecimento sobre as diferentes espécies de avifauna patentes no Parque Natural de Montesinho, abordando as técnicas propícias à sua observação e contribuindo para uma maior compreensão dos seus habitats e das principais ameaças que afectam as mesmas.
Agradecemos a divulgação deste evento através dos V. contactos.
 
 
PROGRAMA CURSO DE INTRODUÇÃO À IDENTIFICAÇÃO DE AVES EM MONTESINHO
 
Sábado, dia 18 de Maio

09h00 - Recepção de participantes na sede da Quercus, em Bragança. Sessão teórica:
- Introdução às aves de Portugal
- Topologia das aves, formas e funções
- Técnicas na observação de aves

10h30 - Paragem para café
- Classificação das aves: principais espécies de aves presentes na zona
- Breve visita a habitat ripícola (Rio Fervença)

12h30 - Paragem para almoço

14h00 - Sessão prática
- Saída de campo em habitat florestal para observação de aves (Serra de Nogueira)

18h00 - Encerramento da actividade

20h00 - Jantar convívio com participantes


Domingo, dia 19 de Maio

07h00 - Sessão prática:
- Saída de campo em habitat de altitude (Serra de Montesinho)
- Saída de campo em habitat ripícola (aldeia de Rabal)

12h30 - Almoço convívio

14h00 - Reflexão final

16h00 - Encerramento da actividade


FORMADOR: Paulo Cortez (Coordenador do Departamento de Recursos de Ambiente e Recursos Naturais - Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança).

INSCRIÇÕES: sara.quercus@gmail.com ou 00351 96 787 67 20 ou 00351 93 468 85 43

CUSTO: 10 euros/participante

OBSERVAÇÕES: 
1) A deslocação dos participantes aos vários locais destinados às saídas de campo é assegurada pelos mesmos, nos seus carros particulares. Cada participante terá direito a um diploma de participação na actividade.
2) Os participantes interessados em fazer as suas refeições em conjunto com a organização do evento deverão manifestar essa vontade aquando da sua inscrição, para podermos efectuar previamente a sua marcação no restaurante.
3) Os participantes deverão munir-se de roupa e calçado confortáveis e adequados às condições climatéricas, e, se possível, fazerem-se acompanhar dos seus binóculos e guias de observação.


Workshop de construção de fornos solares, dias 17 e 18 de maio, em Almeida e na Guarda




O Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. em conjunto com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda vão realizar 2 workshop’s de fornos solares durante mês de maio.

O primeiro agendado para o dia 17 de maio no largo 25 de abril em Almeida em parceria também com o Agrupamento de Escolas de Almeida e o segundo no dia 18 de maio será no jardim José de Lemos na Guarda.

Estes workshops surgem no âmbito das comemorações do Dias Europeus do Sol que a APISOLAR (Associação Portuguesa da Indústria Solar) têm vindo a desenvolver nos últimos 6 anos. Este ano os Dias Europeus do Sol realizam-se de 1 a 19 de maio .

Pretende-se que os participantes construam o seu próprio forno solar e o utilizem como meio para preparar refeições durante os meses mais quentes, nomeadamente no verão. Apresenta-se em baixo a listagem de materiais para 2 tipos de fornos solares diferentes. Qualquer esclarecimento pode ser feito através dos contactos habituais tlm. 931 104 568 ou e-mail guarda@quercus.pt.

Tipo caixa
- 1 caixa de cartão
- material isolante (placas de cortiça, roofmate ou esferovite)
- papel aluminizado para forrar a caixa
- 1 vidro para cobrir a parte de cima da caixa
- 1 panela preta para cozinhar os alimentos
- 2 recipientes de vidro para colocar a panela preta por dentro e criar efeito de estufa

Tipo funil
- 2 placas de polipropileno alveolar (90x65 cm2) com espessura entre 3 a 5 mm
- papel aluminizado para forrar as placas
- 1 panela preta para cozinhar os alimentos
- 2 recipientes de vidro para colocar a panela preta por dentro e criar o efeito de estufa

Programa do dia 17 de maio
09h30 Inicio da exposição_ aquecimento dos fornos
10h00 Organização dos alimentos e sua preparação
10h15 inicio da confeção dos alimentos
10h30 atividades com o sol _ 3º Ciclo
13h00 Almoço
14h00 Regresso à escola
14h30 Oficina de fornos Solares _ 10º e 11º Ano aberto à comunidade*
* Inscrição gratuita mas sujeita a inscrição até dia 14 de maio E-mail proffq1011@gmail.com Tlf. 271 574 112


Programa do dia 18 de maio
09h00 Receção dos participantes
09h30 Início da construção de fornos solares
10h00 Confeção de uma refeição nos fornos solares já preparados
13h00 Almoço solar
14h00 Fim da atividade


O workshop do dia 18 de maio tem um custo de 5€.
Inscrições e informações guarda@quercus.pt

09/05/13

Comunicado | Revisão da Diretiva sobre combustíveis pode reduzir emissões equivalentes a retirar 7 milhões de carros das estradas europeias


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Segundo estudo divulgado em Bruxelas

Revisão da Diretiva sobre combustíveis pode reduzir emissões equivalentes a retirar
7 milhões de carros das estradas europeias



Um estudo(1) divulgado em Bruxelas pela Federação Europeia para os Transportes e Ambiente (T&E) - da qual a Quercus faz parte - e realizado pelas consultoras Carbon Matters e CE Delft, mostra que a proposta de revisão da Diretiva sobre a Qualidade dos Combustíveis(2) apresentada pela Comissão Europeia é crucial para deslocar os investimentos das petrolíferas para fontes de petróleo menos poluentes. Esta proposta introduz valores diferenciados de emissão de gases de efeito de estufa (GEE) para todos os combustíveis fósseis, o que poderia conduzir a uma redução das emissões associadas na ordem das 19 milhões de toneladas (Mton) de CO2 por ano, o equivalente a retirar mais de 7 milhões de automóveis das estradas europeias por ano.

O estudo mostra que, a serem introduzidos valores diferenciados de emissão de GEE para todos os combustíveis fósseis na revisão da Diretiva sobre a Qualidade dos Combustíveis (FQD, da sigla em inglês), esse facto geraria uma diferença de preços entre o petróleo produzido a partir de fontes não convencionais e mais poluentes (como as areias betuminosas) e o petróleo extraído de modo convencional, da ordem dos 60 dólares por barril (46 EUR, à taxa de câmbio atual). Tendo em conta apenas os investimentos existentes e futuros e sem considerar a flutuação do preço do petróleo no mercado mundial (difícil de prever), este diferencial evitaria emissões de 19 Mton CO2 por ano, um valor que mostra a reduzida viabilidade das fontes não convencionais de petróleo. 


Este estudo foi divulgado na mesma semana em que o Ministro dos Recursos Naturais do Canadá, Joe Oliver, realizou uma visita oficial a Paris, Bruxelas e Londres(3) no sentido de pressionar os Estados Membros e a Comissão Europeia a não alinharem na diferenciação ambiental (em termos de emissões de GEE) entre as fontes convencionais e não convencionais de petróleo que a revisão da FQD poderá implicar, caso seja aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho. As areias betuminosas do Canadá são a maior reserva comprovada de petróleo não convencional do mundo e, por esta razão, o Governo deste país tem manifestado a sua oposição veemente face à liderança da política de ação climática da União Europeia.

A Diretiva FQD, em vigor desde 2009, estabelece como objetivo a redução da intensidade de carbono (ou seja, as suas emissões de GEE) dos combustíveis convencionais (gasolina e gasóleo) em 6% até 2020, a cumprir pelas empresas petrolíferas. Em outubro de 2011, a Comissão Europeia propôs novas regras para implementação desta meta e introduziu valores de emissão específicos, tendo por base o seu ciclo de vida (extração, processamento e combustão) para diferentes fontes de combustíveis fósseis, incluindo os mais poluentes como as areias betuminosas, o gás e petróleo de xisto. Por exemplo, o valor de emissão para as areias betuminosas (ou betume natural, na designação técnica) é 23% maior do que o valor de emissão do petróleo convencional, porque a extração do petróleo a partir das areias betuminosas do Canadá é mais poluente e requer mais energia.

O estudo salienta ainda que poderiam ser evitadas mais 60 Mton CO2 por ano se o mercado europeu evoluísse no sentido do fornecimento de combustíveis mais limpos como resultado da meta da FQD. São ainda desmistificados alguns dos argumentos mais usados pelas petrolíferas(4), para as quais a revisão da FQD poderá acabar com as refinarias europeias.

Na Europa, apenas as refinarias espanholas alteraram recentemente o seu processo de extração e estão preparadas para extrair petróleo a partir de algumas fontes não convencionais (por exemplo, as areias betuminosas da Venezuela, país com as segundas maiores reservas em todo o mundo, mas com fortes limitações em termos de exportação para a Europa devido ao contexto político instável). Por esta razão, a revisão da FQD teria um impacto praticamente nulo para as refinarias europeias. 

De acordo com Nusa Urbancic, da T&E, “vários estudos científicos têm mostrado o impacto climático das areias betuminosas. A introdução de valores de emissão específicos por tipo de combustível fóssil, incluindo os mais poluentes, poderá evitar mais emissões de GEE no sector dos combustíveis rodoviários, o que dá um forte sinal aos investidores de que as areias betuminosas e outros combustíveis fósseis altamente poluentes não são compatíveis com a política climática da União Europeia, sendo necessário que a Comissão mantenha a sua determinação sobre a proposta de revisão da FQD”.

Para Mafalda Sousa, da Quercus, “este estudo é importante porque, a manter-se a proposta inicial da Comissão para a revisão da FQD, os distribuidores de combustíveis serão obrigados a comunicar as emissões de GEE associadas a todos os combustíveis fósseis que circulam no mercado europeu, independentemente da sua origem, processo de extração e refinação. Esta transparência constitui um poderoso incentivo para que as petrolíferas comecem a investir em combustíveis de baixas emissões de carbono. Faz todo o sentido manter estes valores diferenciados de emissão para todos os combustíveis fósseis, se levarmos a sério o combate às alterações climáticas a nível global.”


Atualmente, são importadas para a Europa pequenas quantidades de areias betuminosas a partir do Canadá e da Venezuela, para produzir petróleo. Este cenário poderá mudar rapidamente, se for aumentada a capacidade dos oleodutos e gasodutos, o que levaria à entrada massiva das areias betuminosas nos mercados mundiais. O mais importante é o controverso oleoduto Keystone XL, com 1.600 km de extensão e que levaria petróleo produzido a partir das areias betuminosas da província de Alberta, no Canadá, até ao Golfo do México, atravessando o território americano de Norte a Sul. Esta decisão está nas mãos do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. Entretanto, continuam as pressões do Governo canadiano sobre os Estados Unidos da América e a União Europeia(5). A Comissão Europeia está a preparar uma avaliação de impacto sobre a revisão da FQD, a qual é esperada antes do verão de 2013.


Lisboa, 9 maio de 2013

A Direção Nacional da Quercus Associação Nacional de Conservação da Natureza

29/04/13

1.ª Caminhada pela Quercus


O Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. realizou no passado dia 28 de Abril a primeira de uma série de saídas de campo para observação e registo da biodiversidade da região.

Aproveitando a Rota Natura da C. M. Guarda “Trilho entre linhas” e a participação de cerca de 20 voluntários, a primeira “Caminhada pela Quercus”, permitiu a observação de alguma fauna e flora e a identificação de alguns problemas ambientais.

No final, foi oferecida aos participantes uma pequena sessão de PNF-Chi pela Academia da Memória (parceira na actividade).

A próxima saída será no dia 26 de Maio sendo o ponte de encontro o Largo da Fonte no Folgosinho (Gouveia). A actividade terá início às 8:30h e recomenda-se aos participantes que levem calçado e vestuário confortável, máquina fotográfica, bloco de notas e farnel. Esta saída está integrada nos programas BioDiversity4All e GeObserver.
 





22/04/13

Caminhadas pela Quercus 2013



26 de Maio – Rota dos Galhardos – Folgosinho – Gouveia
Partida e chegada: Folgosinho.
Âmbito: Ambiental, Cultural e Desportivo.
Tipo de percurso: De pequena rota, por caminhos tradicionais.
Distância a percorrer: 11,2 Km.
Nível de dificuldade: Médio, acessível a todos.
Desníveis: Medianamente acentuados.

 As inscrições ou pedido de informações podem ser feitos através do tlm. 931 104 568 ou e-mail guarda@quercus.pt.

A “Rota dos Galhardos” é um percurso pedestre que aproveita em grande parte o troço de duas calçadas romanas, uma delas com a designação de Galhardos e a outra de Cantarinhos. É um percurso de Pequena Rota (PR) que se realiza em plena Serra da Estrela e que envolve apenas a freguesia de Folgosinho, como ponto de partida e de chegada.


Partindo do Largo da Fonte em direcção à Serra, logo chegamos ao Largo dos “lavadores públicos”. Aqui encontramos um painel referente ao percurso, que será de consulta obrigatória. É junto aos tanques que começa a denominada “Rota dos Galhardos”, nome de pequenos demónios que, segundo a lenda, fizeram a calçada numa noite, a qual devido à sua inclinação, só poderia ser obra sua. Na realidade trata-se de uma calçada construída durante a ocupação romana.

( ... Estes trechos de calçada fazem possivelmente parte da Via Romana que atravessava a Serra da Estrela. Vinda de Valhelhas e de Famalicão, a estrada cortaria direita da Quinta da Taberna a Folgosinho. O percurso da Calçada dos Galhardos deixa supor uma ligação em Gouveia, talvez contornando pelo sul a serra de S. Tiago ou descendo em linha recta de Folgosinho até aquela cidade.) – A Arqueologia da Serra da Estrela – Jorge de Alarcão

Partindo-se do “lavadouro” segue-se pela rua da Serra. Mais à frente vamos encontrar à esquerda um caminho asfaltado com a indicação de Viveiros de Folgosinho, que apesar de merecerem uma visita, ficam fora da nossa rota.
Continuando a rua da Serra e já fora do aglomerado urbano, vamos encontar uma cortada à esquerda. A sinalização indica-nos o sentido do percurso.

Após passarmos o campo de futebol e alguns metros depois, entramos verdadeiramente na Calçada dos Galhardos, encontrando a primeira das quatro casas de abrigo mandadas construir por João de Vasconcelos nos anos quarenta e que serviam de refúgio às intempéries a quem para, ou da serra, vinha com rebanhos e espigas de centeio, carregadas em carros puxados por bois.

Apesar de a subida ser íngreme, o trilho faz-se com alguma facilidade parando de quando em vez para contemplar os horizontes. A paisagem é soberba, quer se olhe a poente ou no sentido da serra.

Quase junto à segunda casa de abrigo, a calçada termina abruptamente e à direita surge-nos um pequeno bosque de bétulas, que nos irá acompanhar durante alguns metros até à Portela de Folgosinho.

Aqui, cruzam-se três vias: à direita para Folgosinho, em frente para os Casais e Assedasse e à desquerda para Videmonte. É neste último sentido que segue o percurso.

Esta estrada atravessa o planalto de Videmonte, que constitui uma linha natural de separação entre a serra virada ao Atlântico, beneficiando da humidade trazida pelos ventos e que determinam o tipo de vegetação existente nessas encostas e o outro lado, mais seco, onde eventualmente poderemos encontrar algumas espécies que nos dão a indicação de zonas micro - climáticas do tipo mediterrâneo.

Continuando por essa estrada, onde de resto se cruzam também duas Grandes Rotas, uma marcada pelo Parque Natural da Serra da Estrela e a outra integrada na rede de percursos das Aldeias Históricas da INATEL designada por GR 22, que seguiremos no caminho certo deste percurso de Pequena Rota.

Alguns afloramentos rochosos vão competindo com a vegetação. Um pouco afastado do caminho, mas devidamente assinalado, encontra-se um pequeno penhasco que o tempo moldou, dando-lhe a aparência da cabeça de um Faraó.

Contudo outros afloramentos igualmente esculpidos pela natureza, podem ser vistos ao longo do trilho: A Velha, a Pedra Furada e muitos outros, que não tendo uma designação em especial, poderão igualmente sugerir-nos outras formas e figuras.

Mais à frente, um pequeno bosque misto, onde predominam Bétulas e Pseudotsugas, presenteia-nos com tantas cores quanto as estações do ano, sendo agradável no pico do sol, uma pequena paragem para um merecido repouso aproveitando as suas sombras.

Um pouco antes do sítio do “Jogo da Bola”, deixamos a estrada e apanhamos o trilho à direita que nos dará conta de uma outra calçada, também ela romana: “ Calçada dos Cantarinhos” também designada por “Pé da Serra”.

O percurso entra aqui na sua fase descendente e será quase sempre assim até Folgosinho.

A descida proporciona-nos uma paisagem soberba, valendo sempre a pena pequenas paragens, para melhor a apreciar.

Já no fundo da encosta, cruzamos a Ribeira do Freixo e aí a calçada termina, fazendo-se o resto do percurso, por um caminho de terra batido até ao lugar designado por Moinhos do Forno.

Daqui à Vila será um “saltinho”. Por entre a sombra de castanheiros e carvalhos, podemos olhar ainda os campos sempre verdes e de quando em quando o trabalho árduo de homens e mulheres, que souberam com mestria buscar nas encostas um punhado de solo fértil para o pão de cada dia.

Por fim, é a chegada à Vila e depois de se reporem energias numa qualquer simpática tasquinha, para “esmoer”, vale sempre a pena uma última visita pelo povoado, que alguns acreditam ter sido o berço de Viriato.

FLORA

Em outras eras, todas estas encostas se encontravam cobertas de intensos carvalhais (Quercus pyrenaica). Contudo, o corte sistemático e o pastoreio intensivo desnudaram as serras que muitos anos depois viriam, no âmbito da política florestal do Estado Novo a serem povoadas por pinheiro bravo. Como consequência, a falta de pastos, levou a que muitas pessoas procurassem outros destinos para sobreviver, dando-se inicio à emigração.

Apesar dos incêndios ocorridos nos últimos anos, é ainda possível constatarmos a presença de manchas significativas de pinheiro bravo (Pinus pinaster), que constituem uma fonte de rendimento significativa. Para além desta espécie, podemos ainda presenciar pequenos núcleos de Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris), vidoeiro (Betula pubescens), Pseudotsuga, e nas zonas mais baixas e com alguma humidade, o castanheiro (Castanea sativa).

As comunidades arbustivas não são especialmente ricas, contudo podem ser observadas a urze branca ( Erica arborea), a urgeira (Erica australis), sargaços (Halimium alyssoides) e muitas outras espécies.

No Outono, ao longo das veredas e em especial nos bosques caducifólios, podem ainda ser observados algumas espécies de cogumelos, nomeadamente boletos e amanitas.

FAUNA

Longe vão os tempos em que o lobo dominava as serranias, povoando o imaginário popular.

Hoje em dia, este predador constitui já um mito e na falta dele, o javali viu aumentar nos últimos anos os seus efectivos, constituindo um problema para as populações locais que vêm as suas culturas destruídas.

O texugo, a gineta e a raposa são ainda espécies que com alguma frequência podem ser vistos, ainda que de forma fugidia.

Algumas espécies cinegéticas, nomeadamente a perdiz, o coelho e a lebre são observadas com alguma assiduidade. Lá no alto, a águia de asa redonda (Buteo buteo), paira sobre as encostas aproveitando as correntes ascendentes.



Comunicado | ONG Portuguesas alertam para riscos ambientais da nova Política Agrícola Comum



 

22 de Abril, Dia da Terra
ONG Portuguesas alertam para riscos ambientais da nova Política Agrícola Comum

Quatro ONG Portuguesas (Agrobio, LPN, Quercus e SPEA) decidiram aliar-se e neste dia 22 de Abril, Dia da Terra, divulgam a sua posição relativa à nova Política Agrícola Comum 2014-2020, alertando para os riscos que a mesma poderá ter ao nível dos recursos naturais e da sustentabilidade do continente europeu.

A proposta inicial da Comissão Europeia para a nova Política Agrícola Comum 2014-2020 era uma proposta com um tímido carácter progressista para o desenvolvimento de uma PAC que respeitasse as boas práticas ambientais, a qualidade dos produtos agrícolas produzidos e a aplicação adequada do dinheiro dos contribuintes europeus numa actividade económica fundamental como é a agricultura.

Considerando as Organizações Não-Governamentais subscritoras que a actividade agrícola e o desenvolvimento das áreas rurais são bastante relevantes e que devem merecer apoios comunitários, não podem no entanto deixar de tornar bastante clara a posição de que estes apoios comunitários têm de observar as regras comunitárias, devem produzir bens de qualidade sem destruir o ambiente nos quais são produzidos e têm de dar perspectivas a longo-prazo, sob pena de se estar a financiar a inviabilidade a médio e longo-prazo da agricultura e do rural na Europa. Nesse sentido as propostas avançadas após a discussão inicial da nova PAC, nomeadamente na proposta feita pela Comissão de Agricultura ao Parlamento Europeu e posteriormente pelo próprio Parlamento Europeu deixam-nos a certeza de que é necessário alterar o sentido das propostas maioritárias em Bruxelas, que produzem exactamente o contrário do que deveria ser produzido por incentivos comunitários.

Anteriormente à votação no Plenário em Estrasburgo, as ONGA nacionais portuguesas, assim como outras da União Europeia e as organizações internacionais como o European Environmental Bureau, Birdlife, WWF e IFOAM EU, apelaram aos eurodeputados que votassem por uma PAC com futuro, em que:

- se garantisse que os agricultores teriam que usar boas práticas agrícolas respeitando o ambiente, em troca dos subsídios directos da PAC (as medidas do greening);
- se rejeitassem os duplos pagamentos ilegais propostos pela Comissão de Agricultura, pagando duas vezes aos agricultores pela mesma actividade;
- se reintroduzisse a obrigatoriedade dos agricultores que recebem subsídios da EU obedecerem às leis da comunidade sobre ambiente, segurança alimentar, saúde animal e saúde pública (o que é um pedido que revela a distorção da PAC, ao propor que os cidadãos que praticam a agricultura não tenham que obedecer às leis gerais da EU);
- se apoiassem os sistemas de Elevado Valor Natural e a Agricultura Biológica.

Após o chumbo do Parlamento Europeu ao Orçamento Europeu, muitas das propostas da PAC terão que ser novamente discutidas. A reunião do Conselho de Agricultura confirmou a insistência deste órgão da Comissão Europeia na insustentabilidade e na destruição do ambiente como proposta de financiamento da PAC. A proposta defendida neste Conselho pela Ministra portuguesa, Assunção Cristas, acaba com a vertente ambiental da PAC. Apesar de terem sido chumbadas várias destas propostas na última sessão plenária do Parlamento Europeu, voltou a proposta dos duplos pagamentos ilegais aos agricultores, rejeitaram-se as três práticas ambientais obrigatórias (pastagens permanentes, diversificação / rotação de culturas, áreas de enfoque ecológico) e a necessidade dos agricultores obedecerem à legislação europeia no que diz respeito ao ambiente, segurança alimentar, saúde animal e saúde pública para receberem subsídios à produção.

Portugal tem defendido propostas incompatíveis com uma agricultura ambientalmente sustentada, nomeadamente insistindo na introdução do regadio massivo no Alentejo, processo que acelerará a desertificação com a destruição de solos e depleção dos recursos hídricos, e a viragem do 2º pilar (desenvolvimento rural) para financiamento estrito de actividades produtivas, o que rejeita o próprio intuito desse financiamento, e acelera o despovoamento, travando o desenvolvimento de um meio rural vivo e viável.

Neste sentido as Organizações Não-Governamentais solicitaram uma reunião com carácter de urgência à Ministra Assunção Cristas, para analisar a nova PAC em discussão e uma política pública comunitária que garanta a viabilidade futura da agricultura e do ambiente, sustentável para os agricultores e para os habitantes do mundo rural, que produza bens agrícolas e ambientais responsáveis e úteis à sociedade e à natureza.

Lisboa, 22 de Abril de 2013
A Direcção Nacional da Agrobio – Associação Nacional de Agricultura Biológica
A Direcção Nacional da LPN - Liga para a Protecção da Natureza
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direcção Nacional da SPEA – Sociedade para o Estudo das Aves

Encontro de agricultura de 21 de abril

Realizou-se hoje mais um encontro de agricultura, desta vez nos terrenos do participante de Panóias.
Foi uma tarde bem passada e com muita troca de conhecimentos entre todos os participantes.

Preparam-se novidades para estes "Encontros de agricultura". Esteja atento.
Mais informações através do mail guarda@quercus.pt ou tlm. 931 104 568.









21/04/13

Vedação da micro-reserva de Prados

Realizou-se ontem a vedação da micro-reserva de Prados, freguesia do concelho de Celorico da Beira, distrito da Guarda.

O objetivo da ação foi proteger a espécie com estatuto ameaçado e em perigo de extinção – o narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis (nome vulgar: narciso-de-trombeta).
 
Ficam algumas fotografias da ação.

Obrigado a todos os envolvidos.







 
 

17/04/13

Dia de Voluntariado Vedação da micro-reserva de Prados





Realiza-se no próximo sábado, dia 20 de abril, a vedação da micro-reserva de Prados. O objetivo desta ação é proteger uma espécie de flora com estatuto ameaçado ou em perigo de extinção – narciso-de-trombeta Narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis.

A rede de micro-reservas criada pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza através do Fundo para a Conservação da Natureza consiste na gestão de espaços onde se concentram valores naturais relevantes ou mesmo espécies únicas.

Este conceito foi proposto e implementado desde 1992 na Comunidade Valenciana, onde já foram criadas mais de uma centena de micro-reservas e tem sido adotado um pouco por toda a Europa.

O Núcleo Regional da Guarda lança o desafio a todos os interessados em participarem na colocação da vedação inscreverem-se através dos contactos habituais (tlm. 931 104 568 ou guarda@quercus.pt).

O programa previsto é o seguinte:
09h00 Chegada ao local
09h15 Breve apresentação da micro-reserva (pelo coordenador do grupo de trabalho da biodiversidade da Quercus)
09h30 Início dos trabalhos
12h30 Pausa para almoço
14h00 Recomeço dos trabalhos (caso não tenham terminado de manhã)
17h00 Fim dos trabalhos

Recomenda-se aos participantes trazerem botas de borracha e o almoço. 

12/04/13

Caminhadas pela Quercus


Comunicado | Incorporação obrigatória de materiais reciclados em obras públicas não é controlada pelo Ministério do Ambiente


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Incorporação obrigatória de materiais reciclados em obras públicas não é controlada pelo Ministério do Ambiente



O Ministério do Ambiente não está a controlar a incorporação de materiais reciclados em Obras Públicas, não estando assim a ser cumprido o Decreto-Lei n.º73/2011 de 17 de Junho que obrigava a incorporar pelo menos 5% de reciclados a partir de 2011.

Esta medida previa, para além da aplicação de melhores práticas ambientais, o escoamento dos materiais reciclados produzidos pelos recicladores nacionais, bem como a preparação do mercado nacional para o cumprimento da meta comunitária que estipula um aumento mínimo para 70% no total reciclado de resíduos de obras até 2020.  

A incorporação de materiais reciclados deverá ser efetuada de acordo com a totalidade da matéria-prima utilizada em Obra, devendo esta informação constar no Projeto de Execução (no documento referente a gestão de resíduos – Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos de Construção e Demolição). Os quantitativos incorporados devem ser comunicados posteriormente, através do registo eletrónico na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na plataforma SIRAPA.

Contudo, ao que a Quercus conseguiu apurar, não existe qualquer controlo, aliás muitas das obras públicas como as municipais, não fazem qualquer tipo de incorporação de materiais reciclados, fato que não é verificado pela APA, não havendo controlo da sua aplicação.

Apesar de haver obrigatoriedade de escoamento de materiais reciclados em obras públicas, esta medida não está a ser aplicada, pese embora os benefícios ambientais e económicos da mesma, dado que estes materiais são na sua maioria mais baratos. Por outro lado, sem este tipo de reforço as metas de reciclagem estabelecidas não serão certamente cumpridas em 2020, dado que segundo contas da Quercus com base nos números nacionais, as taxas de reciclagem não ultrapassarão os 5 a 10%. 


Lisboa, 11 de Abril de 2013

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

11/04/13

Comunicado | Quercus apela a eurodeputados portugueses e ao Governo: é fundamental recalibrar o Comércio Europeu de Licenças de Emissão



Alterações climáticas

Quercus apela a eurodeputados portugueses e ao Governo


É fundamental recalibrar o Comércio Europeu de Licenças de Emissão


O mercado europeu de emissões de carbono, elemento extremamente importante da política climática, não está a ter os resultados esperados. A crise económico-financeira e o decréscimo da produção industrial, bem como o uso de créditos de compensação (muito deles associados a projetos duvidosos fora da União Europeia), conduziu a um enorme excedente de licenças de emissão. No final da década prevê-se que o excesso de emissões no mercado atinja 2 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono (ver figura).
grafico

Com uma oferta muito maior que a procura, o preço atual e expectável do carbono é muito baixo. As instalações incluídas no comércio europeu de licenças de emissão (CELE), entre as quais estão centrais térmicas para produção de eletricidade, refinarias, cimenteiras, fábricas de pasta de papel entre outras, pagam muito pouco pelas suas emissões de CO2 e não têm incentivo para mudar para combustíveis menos poluentes ou apostar na inovação e em tecnologias mais limpas. Em Portugal, um uso ainda considerável do carvão em detrimento do gás natural na produção térmica de eletricidade é sem dúvida uma consequência também do baixo preço do carbono. 

É assim fundamental corrigir ou recalibrar o comércio europeu de licenças de emissão, retirando temporariamente oferta do sistema. A Quercus considera assim que a proposta de atrasar o leilão de 900 milhões de toneladas de licenças de emissão, o denominado back-loading em inglês, tem todo o sentido de forma a reequilibrar o CELE. Este adiamento, mas não cancelamento, de oferta de emissões entre 2013 e 2015, reentrando depois o mercado entre 2019 e 2020, é para a Quercus um passo importante no sentido de uma reforma do mercado de emissões e da política climática, que deverá equacionar o cancelamento permanente das emissões e uma trajetória de redução de emissões mais ambiciosa. Estas ações deverão estar em linha com um roteiro para reduzir em 30% as emissões domésticas (europeias) até 2020 em relação a 1990, e em 80 a 95% até 2050. Só assim será possível promover investimentos sustentáveis e impedir que se tomem iniciativas à escala nacional que distorçam a consistência das regras à escala europeia. Um aspeto importante a ter em consideração, é o facto de não haver risco de deslocalização da indústria para fora da Europa, dado que os sectores mais expostos á competição internacional continuarão a gozar de oferta das licenças. Por outro lado, ao haver menor oferta de licenças de emissão, o preço do carbono será mais elevado, promovendo maiores receitas para os Estados-Membros angariando verbas para uma utilização relacionada com a política climática, como está estabelecido por exemplo no caso de Portugal.

Os Deputados do Parlamento Europeu vão votar uma proposta da Comissão Europeia onde se pretende dar-lhe mandato para mudar as regras de leilão associadas ao comércio europeu de licenças de emissão. A Quercus e a Rede Europeia de Ação climática apelam a cada um dos eurodeputados portugueses para apoiarem esta proposta, no dia 16 de Abril em Plenário, corrigindo desde já, e numa primeira fase, o mercado europeu de carbono, eixo fundamental da política climática europeia. O mesmo apelo se estende ao Governo Português em relação aos próximos Conselhos Europeus onde esta matéria estiver em discussão.

Lisboa, 10 de Abril de 2013

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

Descobrir o Trilho da Barca

Inauguração do Trilho da Barca

Vamos recuperar uma antigo caminho
No dia 27 de Abril a Associação Transumância e Natureza (ATN) dinamiza uma caminhada na Reserva da Faia Brava, aberta a todos os interessados. Trata-se de um trilho que vai até ao Rio Côa, outrora muito utilizado pela comunidade, terminando no local onde existia uma barca que fazia a travessia entre a margem de Cidadelhe e Algodres.

A ATN está neste momento a estudar propostas para reconstruir uma barca e devolver à região um marco local histórico. Esta atividade vai marcar a inauguração oficial do trilho, que foi recentemente desmatado. O maior açude da Reserva encontra-se também nesse local. A descida (e consequentemente subida) é bastante acentuada e o caminho acidentado, por isso não é recomendado a crianças com menos de 8 anos.
Indicações
Partida: Vale de Afonsinho (Largo da Igreja), às 9h30.
Tipo de Percurso: Circular, com alguma exigência física.
Chegada: Vale de Afonsinho, às 16h30.

Material: Levar roupa e calçado confortável, chapéu, garrafa de água e snack matinal
A visita inclui guia, seguro de acidentes pessoais, almoço ligeiro, uma inscrição de sócio da ATN
e tem o preço de 19€ por pessoa.
As inscrições devem ser feitas até dia 25 de Abril, 
para silvia.lorga@atnatureza.org,
ou através do nº 271 311 202.
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Associação Transumância e Natureza
Travessa Serpa Pinto, 3
Figueira de Castelo Rodrigo 6440-118
Portugal

Visita à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor



No próximo dia 27 de Abril de 2013, um sábado, o Núcleo Regional de Aveiro da Quercus organiza uma visita à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor, nomeadamente à Mata da Margaraça e à Fraga da Pena, importante espaço natural que urge conhecer e preservar.
A Mata da Margaraça, localizada próximo da povoação de Pardieiros, ocupa cerca de 68ha numa vertente com exposição N-NW, entre os 600-850m de altitude. Esta mata constitui uma das raras amostras ainda existentes da vegetação natural das encostas xistosas do centro de Portugal tal como existiria séculos atrás e destaca-se na paisagem alterada pelos fogos florestais da Serra do Açor. Apresenta-se como uma floresta muito antiga dominada por castanheiro e carvalho-alvarinho, que coexistem com outras espécies de interesse como o azereiro, o loureiro, o azevinho, entre muitas outras. Os diferentes habitats da Mata da Margaraça permitem o crescimento de comunidades muito diversificadas, nomeadamente de fungos, briófitos e animais que encontram aqui o seu habitat preferencial.
A Fraga da Pena localiza-se num pequeno desvio da estrada que liga Benfeita a Pardieiros. Resulta de um acidente geológico que origina um conjunto de várias quedas de água ao longo de um curso de água permanente, constituindo um local de grande importância paisagística. As margens da linha de água conservam ainda alguns exemplares antigos de carvalho-alvarinho, azereiro, azevinho, castanheiro, aderno, entre outras.
Percurso pedestre
Durante a visita à Mata da Margaraça terá lugar um pequeno percurso pedestre, de forma a dar a conhecer a diversidade florística e a avifauna locais.
Distância a Percorrer: cerca de 1,5 Km
Duração do Percurso: cerca de 1,5 Horas
Nível de Dificuldade: baixo/médio, com desníveis pouco significativos
Informações importantes
O objectivo desta actividade é promover o contacto com a Natureza, ajudando a conhecer o património natural e tradicional desta região, promovendo ao mesmo tempo a confraternização entre todos os participantes.
         
Aconselhamos a levar roupa e calçado apropriados, protecção contra o sol, água e eventualmente comida leve. Não existe seguro de grupo para esta actividade, os interessados devem tratar do mesmo a título pessoal.
O ponto de encontro é às 7.45 Horas na sede da Quercus-Aveiro, Urb. de Santiago, Bl. 25, em Aveiro. O ponto de encontro alternativo é às 08.45 Horas na beira-rio em Coimbra (perto da estação de Coimbra - A). O transporte de e para o local da visita deve ser próprio ou partilhado.
A inscrição é obrigatória, podendo ser efectuada através do telefone 966551372 ou do e-mail aveiro@quercus.pt, até ao dia 25/04/2013. Esta atividade é destinada a associados da Quercus, sendo que os não associados poderão participar como acompanhantes ou caso o número limite de inscritos assim o permita. Atenção que o número de participantes é limitado!
Após a visita e o percurso pedestre, terá lugar um almoço de confraternização em forma de piquenique partilhado, para o qual desde já solicitamos a adesão de todos os participantes.
Núcleo Regional de Aveiro da Quercus - A.N.C.N.
Correio-p: Apartado 363; 3811-905 AVEIRO;
Correio-e: aveiro@quercus.pt;
W.W.W.: http://aveiro.quercus.pt/;
Facebook: https://www.facebook.com/Quercus-Aveiro;
Sede: Rua de Espinho, Bl. 30 - R/C F, Aveiro;
Tel.: 966551372.

09/04/13

XXII Jornadas de Ambiente da Quercus decorrem a 12 de Abril, em Fátima, debatendo o tema “Energia para Todos”




Nota de Agenda


 




Realizam-se, no próximo dia 12 de Abril, as XXII Jornadas de Ambiente da Quercus, subordinadas ao tema “Energia para Todos”. O evento, organizado pelo Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, decorrerá no D. Gonçalo Hotel & Spa, em Fátima, surgindo no contexto de encerramento daquele que foi decretado pelas Nações Unidas como o “Ano Internacional da Energia Sustentável para todos” (2012).

Estas Jornadas têm como propósito realçar a necessidade de Portugal definir uma estratégia de longo prazo, até 2050, de modo a atingir a meta de 100% de eletricidade proveniente de fontes renováveis, e ainda mostrar como isso poderá ser conseguido salvaguardando os interesses de conservação da natureza e da biodiversidade.
 
A iniciativa pretende também salientar a importância dos Planos Nacionais de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) e de Ação para as Energias Renováveis (PNAER), bem como de que modo estes podem articular-se devidamente com o Roteiro Nacional de Baixo Carbono para 2030 e 2050.
 
O encontro irá contemplar dois painéis de debate, que terão a participação de vários especialistas nacionais na área da energia, sendo uma oportunidade única para a divulgação e partilha de conhecimento nesta matéria. Durante a manhã, o primeiro painel irá abordar a temática das energias provenientes de fontes renováveis e o segundo, que decorrerá da parte da tarde, terá como tema a eficiência energética.
 
As XXII Jornadas de Ambiente da Quercus destinam-se a todos os que desenvolvem ações nesta área ou que apresentem interesse por esta temática, encontrando-se, desta forma, abertas ao público em geral.
 
A inscrição, apesar de gratuita, é obrigatória, devendo ser dirigida a ribatejoestremadura@quercus.pt, com indicação do nome, contacto telefónico e entidade, se aplicável. O programa poderá ser consultado em baixo. 
 
Fátima, 8 de Abril de 2013
 
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza



Programa


09h00 – Recepção

09h30 – Sessão de Abertura
Dr. Paulo Lemos, Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território*
Dr. Artur Trindade, Secretário de Estado da Energia*
Dr. Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém*
Dr. Nuno Sequeira, Presidente da Quercus

PAINEL 1 – ENERGIAS RENOVÁVEIS PARA TODOSModerador: Dr. Nuno Sequeira (Presidente da Quercus)

10h00 - “Importância das Energias Renováveis”
Eng.º António Sá da Costa (Presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias
Renováveis)

10h30 – “O projecto eólico WindFloat”
Eng.º João Gonçalo Maciel (Director da EDP Inovação)

11h00 - Coffee-Break

11h15 - “Martifer Solar - Projectos de Minigeração e gestão da eficiência da energia fotovoltaica”Luís Gomes da Silva (Director de Minigeração e Desenvolvimento) e Marco Alves (Director Serviços O&M)

11h45 - “Energia e Ambiente – o agravamento do cenário das alterações climáticas e dos riscos ambientais”Eng.º Carlos Pimenta

12h15 – Debate

PAINEL 2 – EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PARA TODOS
Moderador: Eng. Ana Rita Antunes (Quercus)

14h45 - “Portugal pode ser 100% renovável em 2050?”
Eng.º Francisco Ferreira, Quercus

15h15 – “A Construção Sustentável está ao alcance de todos?”
Eng.º João Encarnação, Energaia – Agência de Energia do Sul da Área Metropolitana do Porto

15h45 - “Certificação energética de edifícios - potencialidades para o consumidor”
Eng.º Filipe Vasconcelos, ADENE – Agência para a Energia

16h15 - “Água e Energia - As duas eficiências são possíveis?”
Professor Armando Silva Afonso, ANQIP – Associação Nacional Para a Qualidade nas Instalações Prediais

16h45 – Debate

17h00 – Encerramento

• oradores a confirmar