29/04/13

1.ª Caminhada pela Quercus


O Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. realizou no passado dia 28 de Abril a primeira de uma série de saídas de campo para observação e registo da biodiversidade da região.

Aproveitando a Rota Natura da C. M. Guarda “Trilho entre linhas” e a participação de cerca de 20 voluntários, a primeira “Caminhada pela Quercus”, permitiu a observação de alguma fauna e flora e a identificação de alguns problemas ambientais.

No final, foi oferecida aos participantes uma pequena sessão de PNF-Chi pela Academia da Memória (parceira na actividade).

A próxima saída será no dia 26 de Maio sendo o ponte de encontro o Largo da Fonte no Folgosinho (Gouveia). A actividade terá início às 8:30h e recomenda-se aos participantes que levem calçado e vestuário confortável, máquina fotográfica, bloco de notas e farnel. Esta saída está integrada nos programas BioDiversity4All e GeObserver.
 





22/04/13

Caminhadas pela Quercus 2013



26 de Maio – Rota dos Galhardos – Folgosinho – Gouveia
Partida e chegada: Folgosinho.
Âmbito: Ambiental, Cultural e Desportivo.
Tipo de percurso: De pequena rota, por caminhos tradicionais.
Distância a percorrer: 11,2 Km.
Nível de dificuldade: Médio, acessível a todos.
Desníveis: Medianamente acentuados.

 As inscrições ou pedido de informações podem ser feitos através do tlm. 931 104 568 ou e-mail guarda@quercus.pt.

A “Rota dos Galhardos” é um percurso pedestre que aproveita em grande parte o troço de duas calçadas romanas, uma delas com a designação de Galhardos e a outra de Cantarinhos. É um percurso de Pequena Rota (PR) que se realiza em plena Serra da Estrela e que envolve apenas a freguesia de Folgosinho, como ponto de partida e de chegada.


Partindo do Largo da Fonte em direcção à Serra, logo chegamos ao Largo dos “lavadores públicos”. Aqui encontramos um painel referente ao percurso, que será de consulta obrigatória. É junto aos tanques que começa a denominada “Rota dos Galhardos”, nome de pequenos demónios que, segundo a lenda, fizeram a calçada numa noite, a qual devido à sua inclinação, só poderia ser obra sua. Na realidade trata-se de uma calçada construída durante a ocupação romana.

( ... Estes trechos de calçada fazem possivelmente parte da Via Romana que atravessava a Serra da Estrela. Vinda de Valhelhas e de Famalicão, a estrada cortaria direita da Quinta da Taberna a Folgosinho. O percurso da Calçada dos Galhardos deixa supor uma ligação em Gouveia, talvez contornando pelo sul a serra de S. Tiago ou descendo em linha recta de Folgosinho até aquela cidade.) – A Arqueologia da Serra da Estrela – Jorge de Alarcão

Partindo-se do “lavadouro” segue-se pela rua da Serra. Mais à frente vamos encontrar à esquerda um caminho asfaltado com a indicação de Viveiros de Folgosinho, que apesar de merecerem uma visita, ficam fora da nossa rota.
Continuando a rua da Serra e já fora do aglomerado urbano, vamos encontar uma cortada à esquerda. A sinalização indica-nos o sentido do percurso.

Após passarmos o campo de futebol e alguns metros depois, entramos verdadeiramente na Calçada dos Galhardos, encontrando a primeira das quatro casas de abrigo mandadas construir por João de Vasconcelos nos anos quarenta e que serviam de refúgio às intempéries a quem para, ou da serra, vinha com rebanhos e espigas de centeio, carregadas em carros puxados por bois.

Apesar de a subida ser íngreme, o trilho faz-se com alguma facilidade parando de quando em vez para contemplar os horizontes. A paisagem é soberba, quer se olhe a poente ou no sentido da serra.

Quase junto à segunda casa de abrigo, a calçada termina abruptamente e à direita surge-nos um pequeno bosque de bétulas, que nos irá acompanhar durante alguns metros até à Portela de Folgosinho.

Aqui, cruzam-se três vias: à direita para Folgosinho, em frente para os Casais e Assedasse e à desquerda para Videmonte. É neste último sentido que segue o percurso.

Esta estrada atravessa o planalto de Videmonte, que constitui uma linha natural de separação entre a serra virada ao Atlântico, beneficiando da humidade trazida pelos ventos e que determinam o tipo de vegetação existente nessas encostas e o outro lado, mais seco, onde eventualmente poderemos encontrar algumas espécies que nos dão a indicação de zonas micro - climáticas do tipo mediterrâneo.

Continuando por essa estrada, onde de resto se cruzam também duas Grandes Rotas, uma marcada pelo Parque Natural da Serra da Estrela e a outra integrada na rede de percursos das Aldeias Históricas da INATEL designada por GR 22, que seguiremos no caminho certo deste percurso de Pequena Rota.

Alguns afloramentos rochosos vão competindo com a vegetação. Um pouco afastado do caminho, mas devidamente assinalado, encontra-se um pequeno penhasco que o tempo moldou, dando-lhe a aparência da cabeça de um Faraó.

Contudo outros afloramentos igualmente esculpidos pela natureza, podem ser vistos ao longo do trilho: A Velha, a Pedra Furada e muitos outros, que não tendo uma designação em especial, poderão igualmente sugerir-nos outras formas e figuras.

Mais à frente, um pequeno bosque misto, onde predominam Bétulas e Pseudotsugas, presenteia-nos com tantas cores quanto as estações do ano, sendo agradável no pico do sol, uma pequena paragem para um merecido repouso aproveitando as suas sombras.

Um pouco antes do sítio do “Jogo da Bola”, deixamos a estrada e apanhamos o trilho à direita que nos dará conta de uma outra calçada, também ela romana: “ Calçada dos Cantarinhos” também designada por “Pé da Serra”.

O percurso entra aqui na sua fase descendente e será quase sempre assim até Folgosinho.

A descida proporciona-nos uma paisagem soberba, valendo sempre a pena pequenas paragens, para melhor a apreciar.

Já no fundo da encosta, cruzamos a Ribeira do Freixo e aí a calçada termina, fazendo-se o resto do percurso, por um caminho de terra batido até ao lugar designado por Moinhos do Forno.

Daqui à Vila será um “saltinho”. Por entre a sombra de castanheiros e carvalhos, podemos olhar ainda os campos sempre verdes e de quando em quando o trabalho árduo de homens e mulheres, que souberam com mestria buscar nas encostas um punhado de solo fértil para o pão de cada dia.

Por fim, é a chegada à Vila e depois de se reporem energias numa qualquer simpática tasquinha, para “esmoer”, vale sempre a pena uma última visita pelo povoado, que alguns acreditam ter sido o berço de Viriato.

FLORA

Em outras eras, todas estas encostas se encontravam cobertas de intensos carvalhais (Quercus pyrenaica). Contudo, o corte sistemático e o pastoreio intensivo desnudaram as serras que muitos anos depois viriam, no âmbito da política florestal do Estado Novo a serem povoadas por pinheiro bravo. Como consequência, a falta de pastos, levou a que muitas pessoas procurassem outros destinos para sobreviver, dando-se inicio à emigração.

Apesar dos incêndios ocorridos nos últimos anos, é ainda possível constatarmos a presença de manchas significativas de pinheiro bravo (Pinus pinaster), que constituem uma fonte de rendimento significativa. Para além desta espécie, podemos ainda presenciar pequenos núcleos de Pinheiro silvestre (Pinus sylvestris), vidoeiro (Betula pubescens), Pseudotsuga, e nas zonas mais baixas e com alguma humidade, o castanheiro (Castanea sativa).

As comunidades arbustivas não são especialmente ricas, contudo podem ser observadas a urze branca ( Erica arborea), a urgeira (Erica australis), sargaços (Halimium alyssoides) e muitas outras espécies.

No Outono, ao longo das veredas e em especial nos bosques caducifólios, podem ainda ser observados algumas espécies de cogumelos, nomeadamente boletos e amanitas.

FAUNA

Longe vão os tempos em que o lobo dominava as serranias, povoando o imaginário popular.

Hoje em dia, este predador constitui já um mito e na falta dele, o javali viu aumentar nos últimos anos os seus efectivos, constituindo um problema para as populações locais que vêm as suas culturas destruídas.

O texugo, a gineta e a raposa são ainda espécies que com alguma frequência podem ser vistos, ainda que de forma fugidia.

Algumas espécies cinegéticas, nomeadamente a perdiz, o coelho e a lebre são observadas com alguma assiduidade. Lá no alto, a águia de asa redonda (Buteo buteo), paira sobre as encostas aproveitando as correntes ascendentes.



Comunicado | ONG Portuguesas alertam para riscos ambientais da nova Política Agrícola Comum



 

22 de Abril, Dia da Terra
ONG Portuguesas alertam para riscos ambientais da nova Política Agrícola Comum

Quatro ONG Portuguesas (Agrobio, LPN, Quercus e SPEA) decidiram aliar-se e neste dia 22 de Abril, Dia da Terra, divulgam a sua posição relativa à nova Política Agrícola Comum 2014-2020, alertando para os riscos que a mesma poderá ter ao nível dos recursos naturais e da sustentabilidade do continente europeu.

A proposta inicial da Comissão Europeia para a nova Política Agrícola Comum 2014-2020 era uma proposta com um tímido carácter progressista para o desenvolvimento de uma PAC que respeitasse as boas práticas ambientais, a qualidade dos produtos agrícolas produzidos e a aplicação adequada do dinheiro dos contribuintes europeus numa actividade económica fundamental como é a agricultura.

Considerando as Organizações Não-Governamentais subscritoras que a actividade agrícola e o desenvolvimento das áreas rurais são bastante relevantes e que devem merecer apoios comunitários, não podem no entanto deixar de tornar bastante clara a posição de que estes apoios comunitários têm de observar as regras comunitárias, devem produzir bens de qualidade sem destruir o ambiente nos quais são produzidos e têm de dar perspectivas a longo-prazo, sob pena de se estar a financiar a inviabilidade a médio e longo-prazo da agricultura e do rural na Europa. Nesse sentido as propostas avançadas após a discussão inicial da nova PAC, nomeadamente na proposta feita pela Comissão de Agricultura ao Parlamento Europeu e posteriormente pelo próprio Parlamento Europeu deixam-nos a certeza de que é necessário alterar o sentido das propostas maioritárias em Bruxelas, que produzem exactamente o contrário do que deveria ser produzido por incentivos comunitários.

Anteriormente à votação no Plenário em Estrasburgo, as ONGA nacionais portuguesas, assim como outras da União Europeia e as organizações internacionais como o European Environmental Bureau, Birdlife, WWF e IFOAM EU, apelaram aos eurodeputados que votassem por uma PAC com futuro, em que:

- se garantisse que os agricultores teriam que usar boas práticas agrícolas respeitando o ambiente, em troca dos subsídios directos da PAC (as medidas do greening);
- se rejeitassem os duplos pagamentos ilegais propostos pela Comissão de Agricultura, pagando duas vezes aos agricultores pela mesma actividade;
- se reintroduzisse a obrigatoriedade dos agricultores que recebem subsídios da EU obedecerem às leis da comunidade sobre ambiente, segurança alimentar, saúde animal e saúde pública (o que é um pedido que revela a distorção da PAC, ao propor que os cidadãos que praticam a agricultura não tenham que obedecer às leis gerais da EU);
- se apoiassem os sistemas de Elevado Valor Natural e a Agricultura Biológica.

Após o chumbo do Parlamento Europeu ao Orçamento Europeu, muitas das propostas da PAC terão que ser novamente discutidas. A reunião do Conselho de Agricultura confirmou a insistência deste órgão da Comissão Europeia na insustentabilidade e na destruição do ambiente como proposta de financiamento da PAC. A proposta defendida neste Conselho pela Ministra portuguesa, Assunção Cristas, acaba com a vertente ambiental da PAC. Apesar de terem sido chumbadas várias destas propostas na última sessão plenária do Parlamento Europeu, voltou a proposta dos duplos pagamentos ilegais aos agricultores, rejeitaram-se as três práticas ambientais obrigatórias (pastagens permanentes, diversificação / rotação de culturas, áreas de enfoque ecológico) e a necessidade dos agricultores obedecerem à legislação europeia no que diz respeito ao ambiente, segurança alimentar, saúde animal e saúde pública para receberem subsídios à produção.

Portugal tem defendido propostas incompatíveis com uma agricultura ambientalmente sustentada, nomeadamente insistindo na introdução do regadio massivo no Alentejo, processo que acelerará a desertificação com a destruição de solos e depleção dos recursos hídricos, e a viragem do 2º pilar (desenvolvimento rural) para financiamento estrito de actividades produtivas, o que rejeita o próprio intuito desse financiamento, e acelera o despovoamento, travando o desenvolvimento de um meio rural vivo e viável.

Neste sentido as Organizações Não-Governamentais solicitaram uma reunião com carácter de urgência à Ministra Assunção Cristas, para analisar a nova PAC em discussão e uma política pública comunitária que garanta a viabilidade futura da agricultura e do ambiente, sustentável para os agricultores e para os habitantes do mundo rural, que produza bens agrícolas e ambientais responsáveis e úteis à sociedade e à natureza.

Lisboa, 22 de Abril de 2013
A Direcção Nacional da Agrobio – Associação Nacional de Agricultura Biológica
A Direcção Nacional da LPN - Liga para a Protecção da Natureza
A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direcção Nacional da SPEA – Sociedade para o Estudo das Aves

Encontro de agricultura de 21 de abril

Realizou-se hoje mais um encontro de agricultura, desta vez nos terrenos do participante de Panóias.
Foi uma tarde bem passada e com muita troca de conhecimentos entre todos os participantes.

Preparam-se novidades para estes "Encontros de agricultura". Esteja atento.
Mais informações através do mail guarda@quercus.pt ou tlm. 931 104 568.









21/04/13

Vedação da micro-reserva de Prados

Realizou-se ontem a vedação da micro-reserva de Prados, freguesia do concelho de Celorico da Beira, distrito da Guarda.

O objetivo da ação foi proteger a espécie com estatuto ameaçado e em perigo de extinção – o narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis (nome vulgar: narciso-de-trombeta).
 
Ficam algumas fotografias da ação.

Obrigado a todos os envolvidos.







 
 

17/04/13

Dia de Voluntariado Vedação da micro-reserva de Prados





Realiza-se no próximo sábado, dia 20 de abril, a vedação da micro-reserva de Prados. O objetivo desta ação é proteger uma espécie de flora com estatuto ameaçado ou em perigo de extinção – narciso-de-trombeta Narcissus pseudonarcissus subsp. nobilis.

A rede de micro-reservas criada pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza através do Fundo para a Conservação da Natureza consiste na gestão de espaços onde se concentram valores naturais relevantes ou mesmo espécies únicas.

Este conceito foi proposto e implementado desde 1992 na Comunidade Valenciana, onde já foram criadas mais de uma centena de micro-reservas e tem sido adotado um pouco por toda a Europa.

O Núcleo Regional da Guarda lança o desafio a todos os interessados em participarem na colocação da vedação inscreverem-se através dos contactos habituais (tlm. 931 104 568 ou guarda@quercus.pt).

O programa previsto é o seguinte:
09h00 Chegada ao local
09h15 Breve apresentação da micro-reserva (pelo coordenador do grupo de trabalho da biodiversidade da Quercus)
09h30 Início dos trabalhos
12h30 Pausa para almoço
14h00 Recomeço dos trabalhos (caso não tenham terminado de manhã)
17h00 Fim dos trabalhos

Recomenda-se aos participantes trazerem botas de borracha e o almoço. 

12/04/13

Caminhadas pela Quercus


Comunicado | Incorporação obrigatória de materiais reciclados em obras públicas não é controlada pelo Ministério do Ambiente


logo


Incorporação obrigatória de materiais reciclados em obras públicas não é controlada pelo Ministério do Ambiente



O Ministério do Ambiente não está a controlar a incorporação de materiais reciclados em Obras Públicas, não estando assim a ser cumprido o Decreto-Lei n.º73/2011 de 17 de Junho que obrigava a incorporar pelo menos 5% de reciclados a partir de 2011.

Esta medida previa, para além da aplicação de melhores práticas ambientais, o escoamento dos materiais reciclados produzidos pelos recicladores nacionais, bem como a preparação do mercado nacional para o cumprimento da meta comunitária que estipula um aumento mínimo para 70% no total reciclado de resíduos de obras até 2020.  

A incorporação de materiais reciclados deverá ser efetuada de acordo com a totalidade da matéria-prima utilizada em Obra, devendo esta informação constar no Projeto de Execução (no documento referente a gestão de resíduos – Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos de Construção e Demolição). Os quantitativos incorporados devem ser comunicados posteriormente, através do registo eletrónico na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na plataforma SIRAPA.

Contudo, ao que a Quercus conseguiu apurar, não existe qualquer controlo, aliás muitas das obras públicas como as municipais, não fazem qualquer tipo de incorporação de materiais reciclados, fato que não é verificado pela APA, não havendo controlo da sua aplicação.

Apesar de haver obrigatoriedade de escoamento de materiais reciclados em obras públicas, esta medida não está a ser aplicada, pese embora os benefícios ambientais e económicos da mesma, dado que estes materiais são na sua maioria mais baratos. Por outro lado, sem este tipo de reforço as metas de reciclagem estabelecidas não serão certamente cumpridas em 2020, dado que segundo contas da Quercus com base nos números nacionais, as taxas de reciclagem não ultrapassarão os 5 a 10%. 


Lisboa, 11 de Abril de 2013

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

11/04/13

Comunicado | Quercus apela a eurodeputados portugueses e ao Governo: é fundamental recalibrar o Comércio Europeu de Licenças de Emissão



Alterações climáticas

Quercus apela a eurodeputados portugueses e ao Governo


É fundamental recalibrar o Comércio Europeu de Licenças de Emissão


O mercado europeu de emissões de carbono, elemento extremamente importante da política climática, não está a ter os resultados esperados. A crise económico-financeira e o decréscimo da produção industrial, bem como o uso de créditos de compensação (muito deles associados a projetos duvidosos fora da União Europeia), conduziu a um enorme excedente de licenças de emissão. No final da década prevê-se que o excesso de emissões no mercado atinja 2 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono (ver figura).
grafico

Com uma oferta muito maior que a procura, o preço atual e expectável do carbono é muito baixo. As instalações incluídas no comércio europeu de licenças de emissão (CELE), entre as quais estão centrais térmicas para produção de eletricidade, refinarias, cimenteiras, fábricas de pasta de papel entre outras, pagam muito pouco pelas suas emissões de CO2 e não têm incentivo para mudar para combustíveis menos poluentes ou apostar na inovação e em tecnologias mais limpas. Em Portugal, um uso ainda considerável do carvão em detrimento do gás natural na produção térmica de eletricidade é sem dúvida uma consequência também do baixo preço do carbono. 

É assim fundamental corrigir ou recalibrar o comércio europeu de licenças de emissão, retirando temporariamente oferta do sistema. A Quercus considera assim que a proposta de atrasar o leilão de 900 milhões de toneladas de licenças de emissão, o denominado back-loading em inglês, tem todo o sentido de forma a reequilibrar o CELE. Este adiamento, mas não cancelamento, de oferta de emissões entre 2013 e 2015, reentrando depois o mercado entre 2019 e 2020, é para a Quercus um passo importante no sentido de uma reforma do mercado de emissões e da política climática, que deverá equacionar o cancelamento permanente das emissões e uma trajetória de redução de emissões mais ambiciosa. Estas ações deverão estar em linha com um roteiro para reduzir em 30% as emissões domésticas (europeias) até 2020 em relação a 1990, e em 80 a 95% até 2050. Só assim será possível promover investimentos sustentáveis e impedir que se tomem iniciativas à escala nacional que distorçam a consistência das regras à escala europeia. Um aspeto importante a ter em consideração, é o facto de não haver risco de deslocalização da indústria para fora da Europa, dado que os sectores mais expostos á competição internacional continuarão a gozar de oferta das licenças. Por outro lado, ao haver menor oferta de licenças de emissão, o preço do carbono será mais elevado, promovendo maiores receitas para os Estados-Membros angariando verbas para uma utilização relacionada com a política climática, como está estabelecido por exemplo no caso de Portugal.

Os Deputados do Parlamento Europeu vão votar uma proposta da Comissão Europeia onde se pretende dar-lhe mandato para mudar as regras de leilão associadas ao comércio europeu de licenças de emissão. A Quercus e a Rede Europeia de Ação climática apelam a cada um dos eurodeputados portugueses para apoiarem esta proposta, no dia 16 de Abril em Plenário, corrigindo desde já, e numa primeira fase, o mercado europeu de carbono, eixo fundamental da política climática europeia. O mesmo apelo se estende ao Governo Português em relação aos próximos Conselhos Europeus onde esta matéria estiver em discussão.

Lisboa, 10 de Abril de 2013

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

Descobrir o Trilho da Barca

Inauguração do Trilho da Barca

Vamos recuperar uma antigo caminho
No dia 27 de Abril a Associação Transumância e Natureza (ATN) dinamiza uma caminhada na Reserva da Faia Brava, aberta a todos os interessados. Trata-se de um trilho que vai até ao Rio Côa, outrora muito utilizado pela comunidade, terminando no local onde existia uma barca que fazia a travessia entre a margem de Cidadelhe e Algodres.

A ATN está neste momento a estudar propostas para reconstruir uma barca e devolver à região um marco local histórico. Esta atividade vai marcar a inauguração oficial do trilho, que foi recentemente desmatado. O maior açude da Reserva encontra-se também nesse local. A descida (e consequentemente subida) é bastante acentuada e o caminho acidentado, por isso não é recomendado a crianças com menos de 8 anos.
Indicações
Partida: Vale de Afonsinho (Largo da Igreja), às 9h30.
Tipo de Percurso: Circular, com alguma exigência física.
Chegada: Vale de Afonsinho, às 16h30.

Material: Levar roupa e calçado confortável, chapéu, garrafa de água e snack matinal
A visita inclui guia, seguro de acidentes pessoais, almoço ligeiro, uma inscrição de sócio da ATN
e tem o preço de 19€ por pessoa.
As inscrições devem ser feitas até dia 25 de Abril, 
para silvia.lorga@atnatureza.org,
ou através do nº 271 311 202.
Copyright © 2013 Associação Transumância e Natureza, All rights reserved.
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Our mailing address is:
Associação Transumância e Natureza
Travessa Serpa Pinto, 3
Figueira de Castelo Rodrigo 6440-118
Portugal

Visita à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor



No próximo dia 27 de Abril de 2013, um sábado, o Núcleo Regional de Aveiro da Quercus organiza uma visita à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor, nomeadamente à Mata da Margaraça e à Fraga da Pena, importante espaço natural que urge conhecer e preservar.
A Mata da Margaraça, localizada próximo da povoação de Pardieiros, ocupa cerca de 68ha numa vertente com exposição N-NW, entre os 600-850m de altitude. Esta mata constitui uma das raras amostras ainda existentes da vegetação natural das encostas xistosas do centro de Portugal tal como existiria séculos atrás e destaca-se na paisagem alterada pelos fogos florestais da Serra do Açor. Apresenta-se como uma floresta muito antiga dominada por castanheiro e carvalho-alvarinho, que coexistem com outras espécies de interesse como o azereiro, o loureiro, o azevinho, entre muitas outras. Os diferentes habitats da Mata da Margaraça permitem o crescimento de comunidades muito diversificadas, nomeadamente de fungos, briófitos e animais que encontram aqui o seu habitat preferencial.
A Fraga da Pena localiza-se num pequeno desvio da estrada que liga Benfeita a Pardieiros. Resulta de um acidente geológico que origina um conjunto de várias quedas de água ao longo de um curso de água permanente, constituindo um local de grande importância paisagística. As margens da linha de água conservam ainda alguns exemplares antigos de carvalho-alvarinho, azereiro, azevinho, castanheiro, aderno, entre outras.
Percurso pedestre
Durante a visita à Mata da Margaraça terá lugar um pequeno percurso pedestre, de forma a dar a conhecer a diversidade florística e a avifauna locais.
Distância a Percorrer: cerca de 1,5 Km
Duração do Percurso: cerca de 1,5 Horas
Nível de Dificuldade: baixo/médio, com desníveis pouco significativos
Informações importantes
O objectivo desta actividade é promover o contacto com a Natureza, ajudando a conhecer o património natural e tradicional desta região, promovendo ao mesmo tempo a confraternização entre todos os participantes.
         
Aconselhamos a levar roupa e calçado apropriados, protecção contra o sol, água e eventualmente comida leve. Não existe seguro de grupo para esta actividade, os interessados devem tratar do mesmo a título pessoal.
O ponto de encontro é às 7.45 Horas na sede da Quercus-Aveiro, Urb. de Santiago, Bl. 25, em Aveiro. O ponto de encontro alternativo é às 08.45 Horas na beira-rio em Coimbra (perto da estação de Coimbra - A). O transporte de e para o local da visita deve ser próprio ou partilhado.
A inscrição é obrigatória, podendo ser efectuada através do telefone 966551372 ou do e-mail aveiro@quercus.pt, até ao dia 25/04/2013. Esta atividade é destinada a associados da Quercus, sendo que os não associados poderão participar como acompanhantes ou caso o número limite de inscritos assim o permita. Atenção que o número de participantes é limitado!
Após a visita e o percurso pedestre, terá lugar um almoço de confraternização em forma de piquenique partilhado, para o qual desde já solicitamos a adesão de todos os participantes.
Núcleo Regional de Aveiro da Quercus - A.N.C.N.
Correio-p: Apartado 363; 3811-905 AVEIRO;
Correio-e: aveiro@quercus.pt;
W.W.W.: http://aveiro.quercus.pt/;
Facebook: https://www.facebook.com/Quercus-Aveiro;
Sede: Rua de Espinho, Bl. 30 - R/C F, Aveiro;
Tel.: 966551372.

09/04/13

XXII Jornadas de Ambiente da Quercus decorrem a 12 de Abril, em Fátima, debatendo o tema “Energia para Todos”




Nota de Agenda


 




Realizam-se, no próximo dia 12 de Abril, as XXII Jornadas de Ambiente da Quercus, subordinadas ao tema “Energia para Todos”. O evento, organizado pelo Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, decorrerá no D. Gonçalo Hotel & Spa, em Fátima, surgindo no contexto de encerramento daquele que foi decretado pelas Nações Unidas como o “Ano Internacional da Energia Sustentável para todos” (2012).

Estas Jornadas têm como propósito realçar a necessidade de Portugal definir uma estratégia de longo prazo, até 2050, de modo a atingir a meta de 100% de eletricidade proveniente de fontes renováveis, e ainda mostrar como isso poderá ser conseguido salvaguardando os interesses de conservação da natureza e da biodiversidade.
 
A iniciativa pretende também salientar a importância dos Planos Nacionais de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) e de Ação para as Energias Renováveis (PNAER), bem como de que modo estes podem articular-se devidamente com o Roteiro Nacional de Baixo Carbono para 2030 e 2050.
 
O encontro irá contemplar dois painéis de debate, que terão a participação de vários especialistas nacionais na área da energia, sendo uma oportunidade única para a divulgação e partilha de conhecimento nesta matéria. Durante a manhã, o primeiro painel irá abordar a temática das energias provenientes de fontes renováveis e o segundo, que decorrerá da parte da tarde, terá como tema a eficiência energética.
 
As XXII Jornadas de Ambiente da Quercus destinam-se a todos os que desenvolvem ações nesta área ou que apresentem interesse por esta temática, encontrando-se, desta forma, abertas ao público em geral.
 
A inscrição, apesar de gratuita, é obrigatória, devendo ser dirigida a ribatejoestremadura@quercus.pt, com indicação do nome, contacto telefónico e entidade, se aplicável. O programa poderá ser consultado em baixo. 
 
Fátima, 8 de Abril de 2013
 
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza



Programa


09h00 – Recepção

09h30 – Sessão de Abertura
Dr. Paulo Lemos, Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território*
Dr. Artur Trindade, Secretário de Estado da Energia*
Dr. Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém*
Dr. Nuno Sequeira, Presidente da Quercus

PAINEL 1 – ENERGIAS RENOVÁVEIS PARA TODOSModerador: Dr. Nuno Sequeira (Presidente da Quercus)

10h00 - “Importância das Energias Renováveis”
Eng.º António Sá da Costa (Presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias
Renováveis)

10h30 – “O projecto eólico WindFloat”
Eng.º João Gonçalo Maciel (Director da EDP Inovação)

11h00 - Coffee-Break

11h15 - “Martifer Solar - Projectos de Minigeração e gestão da eficiência da energia fotovoltaica”Luís Gomes da Silva (Director de Minigeração e Desenvolvimento) e Marco Alves (Director Serviços O&M)

11h45 - “Energia e Ambiente – o agravamento do cenário das alterações climáticas e dos riscos ambientais”Eng.º Carlos Pimenta

12h15 – Debate

PAINEL 2 – EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PARA TODOS
Moderador: Eng. Ana Rita Antunes (Quercus)

14h45 - “Portugal pode ser 100% renovável em 2050?”
Eng.º Francisco Ferreira, Quercus

15h15 – “A Construção Sustentável está ao alcance de todos?”
Eng.º João Encarnação, Energaia – Agência de Energia do Sul da Área Metropolitana do Porto

15h45 - “Certificação energética de edifícios - potencialidades para o consumidor”
Eng.º Filipe Vasconcelos, ADENE – Agência para a Energia

16h15 - “Água e Energia - As duas eficiências são possíveis?”
Professor Armando Silva Afonso, ANQIP – Associação Nacional Para a Qualidade nas Instalações Prediais

16h45 – Debate

17h00 – Encerramento

• oradores a confirmar

Irregularidades nas EDP



O Ministério da Economia denunciou à Comissão Europeia alegadas irregularidades em contratos celebrados pelo anterior Governo com a EDP. O prolongamento da concessão de duas dezenas de barragens sem concurso púbico é um dos aspetos mais criticados num relatório a que a TVI teve acesso.

No quadro de uma investigação de Bruxelas, o Governo denuncia que, em 2007, o Governo de José Sócrates violou a legislação comunitária por ter alargado por 26 anos, sem concurso público, o prazo de concessão à EDP de duas dezenas de barragens. A Endesa, maior barragista em Espanha, critica ter sido excluída dessa negociação.

A EDP pagou ao Estado 759 milhões de euros pelo alargamento da concessão, um preço que os ministros Manuel Pinho e Nunes Correia fundamentaram em avaliações da Caixa Banco de Investimento e do Crédit Suisse. Mas, segundo o atual Governo, que cita informação produzida na mesma altura pela REN, estima que o Estado podia ter encaixado mais 581 milhões de euros.

A TVI procurou, sem sucesso, reações dos ex-ministros da Economia e do Ambiente. Fonte próxima rejeitou qualquer razão à posição do Governo português, garantindo que a decisão passou pelo crivo da direção-geral europeia para a concorrência. No relatório, o Governo afirma que a Comissão Europeia não foi devidamente informada.

O ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, não tem dúvidas de que os contratos são ilegais.

O interesse da Comissão Europeia foi desencadeado por uma queixa apresentada em Bruxelas por diversas personalidades, entre os quais o deputado do CDS Ribeiro e Castro, e dois homens que estiveram envolvidos na legislação sobre o mercado de energia: Cardoso e Cunha, ex-comissário europeu, e Sampaio Nunes, ex-secretário de Estado.

A EDP não comenta esta informação, mas o seu presidente, António Mexia, tem negado que a empresa beneficie de qualquer renda excessiva ou ilegal.

01/04/13

Comunicado | Quercus apresenta queixa à Comissão Europeia devido a qualidade do ar não monitorizada e acima dos valores limite em Lisboa


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Quercus vai apresentar queixa à Comissão Europeia

Qualidade do ar sem monitorização e com ultrapassagem de valores limite em Lisboa



Em pleno “Ano Europeu do Ar” a decorrer em 2013 - uma iniciativa da Comissão Europeia para sensibilizar cidadãos e governos europeus para a poluição atmosférica e os seus impactes na saúde
(1) - a Quercus alerta que a qualidade do ar na Área Metropolitana de Lisboa Norte (AML Norte) não está a ser convenientemente monitorizada desde há vários meses. Esta é uma situação grave, que desrespeita o dever de informação ao público, ameaça a saúde pública e constitui uma infração à legislação nacional e europeia, a acrescentar ao facto de em 2012, de acordo com dados ainda provisórios, se ter registado a ultrapassagem a vários valores limite, nomeadamente no caso paradigmático da Avenida da Liberdade.

A Quercus analisou os dados disponibilizados pela Base de Dados Online QualAr da Agência Portuguesa do Ambiente(2), no que diz respeito à medição das concentrações de vários poluentes na AML Norte durante o ano de 2012.

Pela análise desta base de dados, verificou-se que algumas estações da AML Norte encontram-se a funcionar com graves falhas de comunicação de dados desde há vários meses, estando algumas mesmo desligadas ou com problemas de funcionamento dos seus equipamentos de medição (como são o caso das estações da Reboleira, Cascais-Mercado, Beato, Santa Cruz de Benfica, Odivelas-Ramada).

A Quercus pediu oficialmente explicações sobre o que está a suceder mas calcula que esta situação esteja relacionada com a ausência de manutenção dos equipamentos de medição, consequência da falta de recursos financeiros que se está a verificar em diversos sistemas de monitorização da responsabilidade do Ministério do Ambiente, incluindo também a área dos recursos hídricos.

Qualidade do ar a Norte da AML em risco

Em Portugal, a gestão e manutenção da rede de qualidade do ar é responsabilidade das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) que pertencem ao Ministério do Ambiente. O bom funcionamento das redes de medida da qualidade do ar é de fundamental importância para verificar o cumprimento da legislação europeia e nacional sobre qualidade do ar.

A Quercus apela assim às autoridades competentes – nomeadamente à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo - para garantir o cumprimento das suas obrigações no que diz respeito à monitorização da qualidade do ar, em particular a garantia de manutenção das estações de qualidade do ar e de comunicação de dados dentro da rede. Sem esta garantia, o Estado Português põe em causa a comunicação de dados sobre qualidade do ar à Comissão Europeia e a avaliação do cumprimento dos valores limite e objetivos de longo prazo impostos pela legislação em vigor, bem como a informação ao público relativa à qualidade do ar ambiente.

Benzeno sem dados na AML Norte

Na região da AML Norte, não existem dados sobre o poluente benzeno em nenhuma estação de qualidade do ar desde há vários meses. A monitorização do benzeno, um composto cancerígeno, tem um carácter obrigatório segundo a legislação europeia e nacional. A Quercus considera esta situação preocupante para a saúde pública, pois apesar do histórico de dados apontar para valores que deverão ser inferiores ao valor limite, as populações poderão estar expostas a níveis elevados de benzeno, sem terem conhecimento disso, numa região com elevado tráfego rodoviário, uma das suas principais fontes de emissão.

Ultrapassagens aos valores limite de PM10 e NO2 de proteção à saúde continuam a verificar-se na Avenida da Liberdade

A Quercus avaliou também as ultrapassagens aos valores limite de proteção à saúde humana para alguns poluentes – como partículas inaláveis PM10 e dióxido de azoto NO2 emitidos pelos escapes dos veículos - na estação da Avenida da Liberdade em Lisboa, durante o ano de 2012. Este foi um ano particularmente importante, dado que se implementaram algumas medidas de melhoria da qualidade do ar (como a Zona de Emissões Reduzidas e algumas alterações à circulação do tráfego rodoviário), propostas no âmbito dos Planos e Programas de Melhoria da Qualidade do Ar da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Relativamente às PM10 e para o ano de 2012, foram ultrapassadas 74 vezes o valor limite diário na estação da Avenida da Liberdade (35 é o número máximo anual de ultrapassagens permitidas). Apesar disso, a média anual medida foi de 38 µg/m3 abaixo do valor limite anual de proteção da saúde humana (40,0 µg/m3).

No que diz respeito ao NO2 e para o mesmo ano, a média anual da estação da Avenida da Liberdade foi de 58 µg/m3, acima do valor limite anual de proteção da saúde humana (40,0 µg/m3). Em 2012, foram ultrapassadas 13 vezes o valor limite horário de proteção à saúde humana (são permitidas um máximo anual de 18 ultrapassagens).

Quercus apresenta queixa junto da União Europeia

A Quercus vai apresentar uma queixa junto da Comissão Europeia (CE) para obrigar o Estado Português a tomar medidas mais exigentes e efetivas para cumprir a legislação europeia e nacional sobre qualidade do ar(3). Esta legislação tem sido violada desde 2005 por ultrapassagem dos valores limite diários e/ou anuais relativos às partículas inaláveis (PM10), e desde 2008 por ultrapassagem dos valores limite diários e/ou anuais relativos ao óxidos de azoto (NOx). A queixa incluirá também a componente relativa às falhas de monitorização anteriormente referidas.

Relembre-se que o Estado Português foi condenado em Novembro de 2012 pelo Tribunal Europeu de Justiça por incumprimento dos valores limite de PM10, nas zonas e aglomerações de Braga, do Porto Litoral, da Área Metropolitana de Lisboa Norte e da Área Metropolitana de Lisboa Sul(4), uma decisão que decorreu de um longo processo que se iniciou com uma queixa à CE apresentada pela Quercus em 2006.

Lisboa, 31 de março de 2013
 
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Notas para os editores:

(1)  Comunicado da Comissão Europeia sobre o Ano Europeu do Ar, de 15 janeiro de 2013:
http://cordis.europa.eu/fetch?CALLER=EN_NEWS&ACTION=D&RCN=35438

(2)  Base de Dados On-line QualAr da Agência Portuguesa do Ambiente: www.qualar.org

(3)  O Decreto-Lei nº 102/2010, de 23 de setembro transpõe para o direito nacional a Diretiva 2004/107/CE de 15 de dezembro e a Diretiva 2008/50/CE de 21 de maio.

(4)  Comunicado Quercus de 15 de novembro de 2012:
http://www.quercus.pt/comunicados/2012/comunicadosnovembro/248-portugal-condenado-pelo-tribunal-europeu-de-justica-pela-ma-qualidade-do-ar

Nota de Imprensa | Associações de Defesa do Ambiente reúnem amanhã, 2 de Abril, em Lisboa, com o novo Secretário de Estado do Ambiente


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2 de Abril de 2013
 
Associações de Defesa do Ambiente reúnem em Lisboa com o novo Secretário de Estado do Ambiente




As Organizações não-Governamentais de Ambiente FAPAS, GEOTA, LPN, Quercus e SPEA reúnem com o novo Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dr. Paulo Lemos, amanhã, dia 2 de Abril, pelas 9.30h, no MAMAOT, na Praça do Comércio, em Lisboa. Este encontro decorre depois de um longo período de reestruturação organizativa e funcional do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, que incluiu entre outros a substituição de dois Secretários de Estado, e numa fase em que se continuam a colocar dúvidas sobre a capacidade de acção do MAMAOT face às necessidades que existem em Portugal na área do Ambiente.
 
A reunião terá como objetivo fazer o ponto da situação relativamente a diversas temáticas ambientais que têm marcado a ordem do dia e conhecer as posições e principais prioridades da Secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, no quadro da nova orgânica do Ministério. As Associações de Defesa do Ambiente esperam com esta reunião conseguir entender melhor algumas das medidas que o MAMAOT tem anunciado publicamente e poder debater como essas medidas serão operacionalizadas, assim como que meios e acções serão postas em prática para gerir de modo mais eficiente muitos dos dossiers ambientais que estão neste momento em discussão.
 
Entre alguns dos pontos que se esperam debater na reunião estão os seguintes:
 
1) Política de Recursos Hídricos;
2) Exploração de minérios em Portugal;
3) Alteração da legislação de proteção ambiental;
4) Reserva Ecológica Nacional;
5) Reserva Agrícola Nacional;
6) Lei de bases do território, dos solos, do ordenamento e do urbanismo;
7) Lagoa dos Salgados e Empreendimento Turístico da Praia Grande.
 
Lisboa, 1 de Abril de 2013
 
A Direção Nacional do FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens
A Direção Nacional do GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
A Direção Nacional da LPN - Liga para a Protecção da Natureza
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

29/03/13

Participação na iniciativa "Museu à noite"

No âmbito da iniciativa Museu à Noite promovida pela Câmara Municipal de Pinhel o Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. participou ontem numa conferência sobre a água neste que é o ano “internacional da cooperação pela água”.

A conferência realizou-se no Salão Nobre da Câmara Municipal de Pinhel e procurou trazer a debate a necessidade de se olhar para a água como um bem/recurso a preservar, tendo sido dados exemplos de redução dos consumos que cada pessoa pode (e deve) fazer.

Curso de Identificação de Aves de Montanha








Atividade da Birds e Nature em parceria com a quercus
Parte prática: Parque Natural da Serra da Estrela
Parte teórica: Hotel dos Carqueijais (Serra da Estrela, Covilhã)
Data: 8 e 9 de Junho
Nível: Iniciação/Intermédio
Preço: 70 euros (1 inscrição); 60 euros (cada inscrição, no caso de duas ou mais inscrições)
Sócios da Quercus tem um desconto de 10% no valor da inscrição.

Programa e inscrições


Evento no Facebook https://www.facebook.com/events/576516739039787/