11/04/13

Visita à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor



No próximo dia 27 de Abril de 2013, um sábado, o Núcleo Regional de Aveiro da Quercus organiza uma visita à Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor, nomeadamente à Mata da Margaraça e à Fraga da Pena, importante espaço natural que urge conhecer e preservar.
A Mata da Margaraça, localizada próximo da povoação de Pardieiros, ocupa cerca de 68ha numa vertente com exposição N-NW, entre os 600-850m de altitude. Esta mata constitui uma das raras amostras ainda existentes da vegetação natural das encostas xistosas do centro de Portugal tal como existiria séculos atrás e destaca-se na paisagem alterada pelos fogos florestais da Serra do Açor. Apresenta-se como uma floresta muito antiga dominada por castanheiro e carvalho-alvarinho, que coexistem com outras espécies de interesse como o azereiro, o loureiro, o azevinho, entre muitas outras. Os diferentes habitats da Mata da Margaraça permitem o crescimento de comunidades muito diversificadas, nomeadamente de fungos, briófitos e animais que encontram aqui o seu habitat preferencial.
A Fraga da Pena localiza-se num pequeno desvio da estrada que liga Benfeita a Pardieiros. Resulta de um acidente geológico que origina um conjunto de várias quedas de água ao longo de um curso de água permanente, constituindo um local de grande importância paisagística. As margens da linha de água conservam ainda alguns exemplares antigos de carvalho-alvarinho, azereiro, azevinho, castanheiro, aderno, entre outras.
Percurso pedestre
Durante a visita à Mata da Margaraça terá lugar um pequeno percurso pedestre, de forma a dar a conhecer a diversidade florística e a avifauna locais.
Distância a Percorrer: cerca de 1,5 Km
Duração do Percurso: cerca de 1,5 Horas
Nível de Dificuldade: baixo/médio, com desníveis pouco significativos
Informações importantes
O objectivo desta actividade é promover o contacto com a Natureza, ajudando a conhecer o património natural e tradicional desta região, promovendo ao mesmo tempo a confraternização entre todos os participantes.
         
Aconselhamos a levar roupa e calçado apropriados, protecção contra o sol, água e eventualmente comida leve. Não existe seguro de grupo para esta actividade, os interessados devem tratar do mesmo a título pessoal.
O ponto de encontro é às 7.45 Horas na sede da Quercus-Aveiro, Urb. de Santiago, Bl. 25, em Aveiro. O ponto de encontro alternativo é às 08.45 Horas na beira-rio em Coimbra (perto da estação de Coimbra - A). O transporte de e para o local da visita deve ser próprio ou partilhado.
A inscrição é obrigatória, podendo ser efectuada através do telefone 966551372 ou do e-mail aveiro@quercus.pt, até ao dia 25/04/2013. Esta atividade é destinada a associados da Quercus, sendo que os não associados poderão participar como acompanhantes ou caso o número limite de inscritos assim o permita. Atenção que o número de participantes é limitado!
Após a visita e o percurso pedestre, terá lugar um almoço de confraternização em forma de piquenique partilhado, para o qual desde já solicitamos a adesão de todos os participantes.
Núcleo Regional de Aveiro da Quercus - A.N.C.N.
Correio-p: Apartado 363; 3811-905 AVEIRO;
Correio-e: aveiro@quercus.pt;
W.W.W.: http://aveiro.quercus.pt/;
Facebook: https://www.facebook.com/Quercus-Aveiro;
Sede: Rua de Espinho, Bl. 30 - R/C F, Aveiro;
Tel.: 966551372.

09/04/13

XXII Jornadas de Ambiente da Quercus decorrem a 12 de Abril, em Fátima, debatendo o tema “Energia para Todos”




Nota de Agenda


 




Realizam-se, no próximo dia 12 de Abril, as XXII Jornadas de Ambiente da Quercus, subordinadas ao tema “Energia para Todos”. O evento, organizado pelo Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, decorrerá no D. Gonçalo Hotel & Spa, em Fátima, surgindo no contexto de encerramento daquele que foi decretado pelas Nações Unidas como o “Ano Internacional da Energia Sustentável para todos” (2012).

Estas Jornadas têm como propósito realçar a necessidade de Portugal definir uma estratégia de longo prazo, até 2050, de modo a atingir a meta de 100% de eletricidade proveniente de fontes renováveis, e ainda mostrar como isso poderá ser conseguido salvaguardando os interesses de conservação da natureza e da biodiversidade.
 
A iniciativa pretende também salientar a importância dos Planos Nacionais de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) e de Ação para as Energias Renováveis (PNAER), bem como de que modo estes podem articular-se devidamente com o Roteiro Nacional de Baixo Carbono para 2030 e 2050.
 
O encontro irá contemplar dois painéis de debate, que terão a participação de vários especialistas nacionais na área da energia, sendo uma oportunidade única para a divulgação e partilha de conhecimento nesta matéria. Durante a manhã, o primeiro painel irá abordar a temática das energias provenientes de fontes renováveis e o segundo, que decorrerá da parte da tarde, terá como tema a eficiência energética.
 
As XXII Jornadas de Ambiente da Quercus destinam-se a todos os que desenvolvem ações nesta área ou que apresentem interesse por esta temática, encontrando-se, desta forma, abertas ao público em geral.
 
A inscrição, apesar de gratuita, é obrigatória, devendo ser dirigida a ribatejoestremadura@quercus.pt, com indicação do nome, contacto telefónico e entidade, se aplicável. O programa poderá ser consultado em baixo. 
 
Fátima, 8 de Abril de 2013
 
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza



Programa


09h00 – Recepção

09h30 – Sessão de Abertura
Dr. Paulo Lemos, Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território*
Dr. Artur Trindade, Secretário de Estado da Energia*
Dr. Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém*
Dr. Nuno Sequeira, Presidente da Quercus

PAINEL 1 – ENERGIAS RENOVÁVEIS PARA TODOSModerador: Dr. Nuno Sequeira (Presidente da Quercus)

10h00 - “Importância das Energias Renováveis”
Eng.º António Sá da Costa (Presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias
Renováveis)

10h30 – “O projecto eólico WindFloat”
Eng.º João Gonçalo Maciel (Director da EDP Inovação)

11h00 - Coffee-Break

11h15 - “Martifer Solar - Projectos de Minigeração e gestão da eficiência da energia fotovoltaica”Luís Gomes da Silva (Director de Minigeração e Desenvolvimento) e Marco Alves (Director Serviços O&M)

11h45 - “Energia e Ambiente – o agravamento do cenário das alterações climáticas e dos riscos ambientais”Eng.º Carlos Pimenta

12h15 – Debate

PAINEL 2 – EFICIÊNCIA ENERGÉTICA PARA TODOS
Moderador: Eng. Ana Rita Antunes (Quercus)

14h45 - “Portugal pode ser 100% renovável em 2050?”
Eng.º Francisco Ferreira, Quercus

15h15 – “A Construção Sustentável está ao alcance de todos?”
Eng.º João Encarnação, Energaia – Agência de Energia do Sul da Área Metropolitana do Porto

15h45 - “Certificação energética de edifícios - potencialidades para o consumidor”
Eng.º Filipe Vasconcelos, ADENE – Agência para a Energia

16h15 - “Água e Energia - As duas eficiências são possíveis?”
Professor Armando Silva Afonso, ANQIP – Associação Nacional Para a Qualidade nas Instalações Prediais

16h45 – Debate

17h00 – Encerramento

• oradores a confirmar

Irregularidades nas EDP



O Ministério da Economia denunciou à Comissão Europeia alegadas irregularidades em contratos celebrados pelo anterior Governo com a EDP. O prolongamento da concessão de duas dezenas de barragens sem concurso púbico é um dos aspetos mais criticados num relatório a que a TVI teve acesso.

No quadro de uma investigação de Bruxelas, o Governo denuncia que, em 2007, o Governo de José Sócrates violou a legislação comunitária por ter alargado por 26 anos, sem concurso público, o prazo de concessão à EDP de duas dezenas de barragens. A Endesa, maior barragista em Espanha, critica ter sido excluída dessa negociação.

A EDP pagou ao Estado 759 milhões de euros pelo alargamento da concessão, um preço que os ministros Manuel Pinho e Nunes Correia fundamentaram em avaliações da Caixa Banco de Investimento e do Crédit Suisse. Mas, segundo o atual Governo, que cita informação produzida na mesma altura pela REN, estima que o Estado podia ter encaixado mais 581 milhões de euros.

A TVI procurou, sem sucesso, reações dos ex-ministros da Economia e do Ambiente. Fonte próxima rejeitou qualquer razão à posição do Governo português, garantindo que a decisão passou pelo crivo da direção-geral europeia para a concorrência. No relatório, o Governo afirma que a Comissão Europeia não foi devidamente informada.

O ex-secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, não tem dúvidas de que os contratos são ilegais.

O interesse da Comissão Europeia foi desencadeado por uma queixa apresentada em Bruxelas por diversas personalidades, entre os quais o deputado do CDS Ribeiro e Castro, e dois homens que estiveram envolvidos na legislação sobre o mercado de energia: Cardoso e Cunha, ex-comissário europeu, e Sampaio Nunes, ex-secretário de Estado.

A EDP não comenta esta informação, mas o seu presidente, António Mexia, tem negado que a empresa beneficie de qualquer renda excessiva ou ilegal.

01/04/13

Comunicado | Quercus apresenta queixa à Comissão Europeia devido a qualidade do ar não monitorizada e acima dos valores limite em Lisboa


logo

Quercus vai apresentar queixa à Comissão Europeia

Qualidade do ar sem monitorização e com ultrapassagem de valores limite em Lisboa



Em pleno “Ano Europeu do Ar” a decorrer em 2013 - uma iniciativa da Comissão Europeia para sensibilizar cidadãos e governos europeus para a poluição atmosférica e os seus impactes na saúde
(1) - a Quercus alerta que a qualidade do ar na Área Metropolitana de Lisboa Norte (AML Norte) não está a ser convenientemente monitorizada desde há vários meses. Esta é uma situação grave, que desrespeita o dever de informação ao público, ameaça a saúde pública e constitui uma infração à legislação nacional e europeia, a acrescentar ao facto de em 2012, de acordo com dados ainda provisórios, se ter registado a ultrapassagem a vários valores limite, nomeadamente no caso paradigmático da Avenida da Liberdade.

A Quercus analisou os dados disponibilizados pela Base de Dados Online QualAr da Agência Portuguesa do Ambiente(2), no que diz respeito à medição das concentrações de vários poluentes na AML Norte durante o ano de 2012.

Pela análise desta base de dados, verificou-se que algumas estações da AML Norte encontram-se a funcionar com graves falhas de comunicação de dados desde há vários meses, estando algumas mesmo desligadas ou com problemas de funcionamento dos seus equipamentos de medição (como são o caso das estações da Reboleira, Cascais-Mercado, Beato, Santa Cruz de Benfica, Odivelas-Ramada).

A Quercus pediu oficialmente explicações sobre o que está a suceder mas calcula que esta situação esteja relacionada com a ausência de manutenção dos equipamentos de medição, consequência da falta de recursos financeiros que se está a verificar em diversos sistemas de monitorização da responsabilidade do Ministério do Ambiente, incluindo também a área dos recursos hídricos.

Qualidade do ar a Norte da AML em risco

Em Portugal, a gestão e manutenção da rede de qualidade do ar é responsabilidade das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) que pertencem ao Ministério do Ambiente. O bom funcionamento das redes de medida da qualidade do ar é de fundamental importância para verificar o cumprimento da legislação europeia e nacional sobre qualidade do ar.

A Quercus apela assim às autoridades competentes – nomeadamente à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo - para garantir o cumprimento das suas obrigações no que diz respeito à monitorização da qualidade do ar, em particular a garantia de manutenção das estações de qualidade do ar e de comunicação de dados dentro da rede. Sem esta garantia, o Estado Português põe em causa a comunicação de dados sobre qualidade do ar à Comissão Europeia e a avaliação do cumprimento dos valores limite e objetivos de longo prazo impostos pela legislação em vigor, bem como a informação ao público relativa à qualidade do ar ambiente.

Benzeno sem dados na AML Norte

Na região da AML Norte, não existem dados sobre o poluente benzeno em nenhuma estação de qualidade do ar desde há vários meses. A monitorização do benzeno, um composto cancerígeno, tem um carácter obrigatório segundo a legislação europeia e nacional. A Quercus considera esta situação preocupante para a saúde pública, pois apesar do histórico de dados apontar para valores que deverão ser inferiores ao valor limite, as populações poderão estar expostas a níveis elevados de benzeno, sem terem conhecimento disso, numa região com elevado tráfego rodoviário, uma das suas principais fontes de emissão.

Ultrapassagens aos valores limite de PM10 e NO2 de proteção à saúde continuam a verificar-se na Avenida da Liberdade

A Quercus avaliou também as ultrapassagens aos valores limite de proteção à saúde humana para alguns poluentes – como partículas inaláveis PM10 e dióxido de azoto NO2 emitidos pelos escapes dos veículos - na estação da Avenida da Liberdade em Lisboa, durante o ano de 2012. Este foi um ano particularmente importante, dado que se implementaram algumas medidas de melhoria da qualidade do ar (como a Zona de Emissões Reduzidas e algumas alterações à circulação do tráfego rodoviário), propostas no âmbito dos Planos e Programas de Melhoria da Qualidade do Ar da Região de Lisboa e Vale do Tejo.

Relativamente às PM10 e para o ano de 2012, foram ultrapassadas 74 vezes o valor limite diário na estação da Avenida da Liberdade (35 é o número máximo anual de ultrapassagens permitidas). Apesar disso, a média anual medida foi de 38 µg/m3 abaixo do valor limite anual de proteção da saúde humana (40,0 µg/m3).

No que diz respeito ao NO2 e para o mesmo ano, a média anual da estação da Avenida da Liberdade foi de 58 µg/m3, acima do valor limite anual de proteção da saúde humana (40,0 µg/m3). Em 2012, foram ultrapassadas 13 vezes o valor limite horário de proteção à saúde humana (são permitidas um máximo anual de 18 ultrapassagens).

Quercus apresenta queixa junto da União Europeia

A Quercus vai apresentar uma queixa junto da Comissão Europeia (CE) para obrigar o Estado Português a tomar medidas mais exigentes e efetivas para cumprir a legislação europeia e nacional sobre qualidade do ar(3). Esta legislação tem sido violada desde 2005 por ultrapassagem dos valores limite diários e/ou anuais relativos às partículas inaláveis (PM10), e desde 2008 por ultrapassagem dos valores limite diários e/ou anuais relativos ao óxidos de azoto (NOx). A queixa incluirá também a componente relativa às falhas de monitorização anteriormente referidas.

Relembre-se que o Estado Português foi condenado em Novembro de 2012 pelo Tribunal Europeu de Justiça por incumprimento dos valores limite de PM10, nas zonas e aglomerações de Braga, do Porto Litoral, da Área Metropolitana de Lisboa Norte e da Área Metropolitana de Lisboa Sul(4), uma decisão que decorreu de um longo processo que se iniciou com uma queixa à CE apresentada pela Quercus em 2006.

Lisboa, 31 de março de 2013
 
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Notas para os editores:

(1)  Comunicado da Comissão Europeia sobre o Ano Europeu do Ar, de 15 janeiro de 2013:
http://cordis.europa.eu/fetch?CALLER=EN_NEWS&ACTION=D&RCN=35438

(2)  Base de Dados On-line QualAr da Agência Portuguesa do Ambiente: www.qualar.org

(3)  O Decreto-Lei nº 102/2010, de 23 de setembro transpõe para o direito nacional a Diretiva 2004/107/CE de 15 de dezembro e a Diretiva 2008/50/CE de 21 de maio.

(4)  Comunicado Quercus de 15 de novembro de 2012:
http://www.quercus.pt/comunicados/2012/comunicadosnovembro/248-portugal-condenado-pelo-tribunal-europeu-de-justica-pela-ma-qualidade-do-ar

Nota de Imprensa | Associações de Defesa do Ambiente reúnem amanhã, 2 de Abril, em Lisboa, com o novo Secretário de Estado do Ambiente


logos

2 de Abril de 2013
 
Associações de Defesa do Ambiente reúnem em Lisboa com o novo Secretário de Estado do Ambiente




As Organizações não-Governamentais de Ambiente FAPAS, GEOTA, LPN, Quercus e SPEA reúnem com o novo Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dr. Paulo Lemos, amanhã, dia 2 de Abril, pelas 9.30h, no MAMAOT, na Praça do Comércio, em Lisboa. Este encontro decorre depois de um longo período de reestruturação organizativa e funcional do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, que incluiu entre outros a substituição de dois Secretários de Estado, e numa fase em que se continuam a colocar dúvidas sobre a capacidade de acção do MAMAOT face às necessidades que existem em Portugal na área do Ambiente.
 
A reunião terá como objetivo fazer o ponto da situação relativamente a diversas temáticas ambientais que têm marcado a ordem do dia e conhecer as posições e principais prioridades da Secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, no quadro da nova orgânica do Ministério. As Associações de Defesa do Ambiente esperam com esta reunião conseguir entender melhor algumas das medidas que o MAMAOT tem anunciado publicamente e poder debater como essas medidas serão operacionalizadas, assim como que meios e acções serão postas em prática para gerir de modo mais eficiente muitos dos dossiers ambientais que estão neste momento em discussão.
 
Entre alguns dos pontos que se esperam debater na reunião estão os seguintes:
 
1) Política de Recursos Hídricos;
2) Exploração de minérios em Portugal;
3) Alteração da legislação de proteção ambiental;
4) Reserva Ecológica Nacional;
5) Reserva Agrícola Nacional;
6) Lei de bases do território, dos solos, do ordenamento e do urbanismo;
7) Lagoa dos Salgados e Empreendimento Turístico da Praia Grande.
 
Lisboa, 1 de Abril de 2013
 
A Direção Nacional do FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens
A Direção Nacional do GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
A Direção Nacional da LPN - Liga para a Protecção da Natureza
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

29/03/13

Participação na iniciativa "Museu à noite"

No âmbito da iniciativa Museu à Noite promovida pela Câmara Municipal de Pinhel o Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. participou ontem numa conferência sobre a água neste que é o ano “internacional da cooperação pela água”.

A conferência realizou-se no Salão Nobre da Câmara Municipal de Pinhel e procurou trazer a debate a necessidade de se olhar para a água como um bem/recurso a preservar, tendo sido dados exemplos de redução dos consumos que cada pessoa pode (e deve) fazer.

Curso de Identificação de Aves de Montanha








Atividade da Birds e Nature em parceria com a quercus
Parte prática: Parque Natural da Serra da Estrela
Parte teórica: Hotel dos Carqueijais (Serra da Estrela, Covilhã)
Data: 8 e 9 de Junho
Nível: Iniciação/Intermédio
Preço: 70 euros (1 inscrição); 60 euros (cada inscrição, no caso de duas ou mais inscrições)
Sócios da Quercus tem um desconto de 10% no valor da inscrição.

Programa e inscrições


Evento no Facebook https://www.facebook.com/events/576516739039787/

28/03/13

Rolhas de cortiça das nossas garrafas para a indústria aeroespecial

Rolhas de cortiça: das nossas garrafas para a indústria aeroespecial (com VÍDEO)

Conhece o Green Cork, o programa de reciclagem que dá uma segunda oportunidade às rolhas de cortiça, permitindo, no processo, a plantação de novas árvores?

O programa é simples e conta com a sua ajuda, caro leitor. Quando acaba de beber uma garrafa de vinho, pode guardar a rolha de cortiça e entregá-la nos escuteiros, na Quercus ou no balcão de apoio a clientes de todos os hipermercados Continente.
Este simples acto está a ajudar a floresta, a reduzir a quantidade de lixo nos aterros e a construir um novo produto.
Depois de recolhidas, as rolhas chegam à Corticeira Amorim, passam por um processo de selecção, são trituradas e transformadas em novos produtos – mas nunca novas rolhas, curiosamente. A indústria automóvel, construção ou aeroespacial estão na linha da frente das novas utilizações da cortiça reciclada.
Hoje, Portugal recicla entre 6 e 7% das rolhas colocadas no mercado, sendo que a Corticeira Amorim acredita que em 2013 poderemos reciclar cerca de 10%. Estaríamos a falar de 120 toneladas de rolhas recicladas e 60 ou 70 mil árvores plantadas.
Até agora, o projecto Green Cork já reciclou 18 milhões de rolhas, ou seja, já foram plantadas 41.563 árvores.
O Green Cork foi criado pela Quercus e tem o apoio do Continente, Ecological e Corticeira Amorim. Conheça-o melhor este episódio.


27/03/13

IV.ª Edição do Workshop de cozinha vegetariana







Se tem curiosidade em aprender a convencionar pratos que o farão ver os vegetais com outros olhos, todos eles convencionados com amor e dedicação, e muito saudáveis, venha participar na IV.º edição do workshop organizado pelo Núcleo Regional da Guarda da Quercus e verá as vantagens do vegetariano.

Serão convencionados 2 pratos diferentes e 1 sobremesa. No final do workshop será servido um jantar com os pratos convencionados, pelos participantes

É já no próximo dia 6 de Abril entre as 14h30 e as 22h00 na Quinta da Maúnça.

O preço 15,00€ já incluiu todos os alimentos necessários.

Inscrições e/ou informações através do e-mail guarda@quercus.ptou telemóvel 931 104 568.

Faça a sua inscrição pois este workshop é uma sugestão de cozinha saudável.

Guarda, 28 de Março de 2013
A direcção do Núcleo Regional da Guarda
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar Ricardo Nabais, dirigente do Núcleo, através do telemóvel 963270140 ou do e-mail: guarda@quercus.pt

Projeto AARC – Atlantic Aquatic Resource Conservation chega a alunos e professores


logos  
Programa educativo já está nas escolas

Projeto AARC – Atlantic Aquatic Resource Conservation 
chega a alunos e professores



Iniciam-se, no próximo dia 2 de Abril, as ações educativas do projeto AARC – Atlantic Resource Conservation, as quais serão executadas pela AADLAP – Associação de Desenvolvimento do Dão, Lafões e Alto Paiva, em colaboração com a Quercus e com o Instituto Politécnico de Viseu.

Após uma primeira fase, que consistiu essencialmente na caracterização das comunidades aquáticas da bacia do Vouga e das sub-bacias do Paiva e do Dão e na avaliação do grau de perturbação a que estão sujeitos os cursos de água da região, trabalho que foi levado a cabo pela Escola Superior Agrária de Viseu/ IPV, o projeto contempla agora as iniciativas de sensibilização junto das escolas da região que foram englobadas no Programa Educativo “Um rio com vida”.

O Programa Educativo “Um rio com vida”, cujo conteúdo foi concebido pela Quercus, é representado pela sua mascote, a Célia, uma lontra-europeia (Lutra lutra), espécie que ocorre na bacia do Vouga, e destina-se a todos os alunos que frequentem o ensino básico (1º, 2º e 3º ciclos) em estabelecimentos de ensino público e privado,  localizados na área coincidente com os cinco concelhos da área de abrangência da ADDLAP: Viseu, Vila Nova de Paiva, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades. 

Pretende-se com esta iniciativa sensibilizar a comunidade escolar para a necessidade de conservar os habitats ribeirinhos, tendo para tal sido produzidos diversos conteúdos, nomeadamente uma apresentação multimédia, um jogo de chão, uma história para crianças que será dinamizada com recurso a fantoches, bem como um guião de exploração pedagógica, materiais que ajudam os alunos e professores a conhecerem os valores naturais dos cursos de água, assim como as diversas vertentes de intervenção do projeto AARC.

Viseu, 26 de Março de 2013


Para mais informações contactar: Paulo Lucas (Quercus) – 933 060 1123


O que é o AARC?
Este é um projecto desenvolvido por vários parceiros no Espaço Atlântico, cujo temas centrais do projecto dizem respeito à gestão integrada dos recursos hídricos, bem como à associação da protecção dos recursos a um desenvolvimento económico sustentável, aplicando um modelo de Pagamento dos Serviços dos Ecossistemas, de acordo com as recomendações do Millennium Ecosystem Assessment e da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (sigla em inglês IUCN).

Seminário Águas Residuais da Hotelaria e Restauração. Implicações dos Óleos e Gorduras na Gestão de Coletores e Sistemas de Tratamento




11 de Abril de 2013

 
Exmos(as). Senhores(as),

A SIMLIS – Saneamento Integrado dos Municípios do Lis, SA e a Câmara Municipal de Ourém, com o apoio da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA), através da sua Comissão Especializada de Águas Residuais (CEAR), estão a organizar um Seminário intitulado “Águas Residuais da Hotelaria e Restauração. Implicações de Óleos e Gorduras na Gestão de Coletores e Sistemas de Tratamento”, que terá lugar no dia 11 de abril de 2013, às 14h, no Auditório da Câmara Municipal de Ourém.

Esta iniciativa pretende realçar a importância para as entidades gestoras da resolução a montante dos sistemas de coleta e tratamento, deste tipo de águas residuais, bem como sensibilizar as unidades hoteleiras e similares para as implicações da descarga sem tratamento de óleos e gorduras nos coletores municipais.

Este evento insere-se no âmbito da comemoração do 25.º aniversário da APDA.

Clique em "saber mais" para mais informações.
 

APDA - Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas
Av. de Berlim, 15 - 1800-031 Lisboa - Portugal
Tel.: (+351) 218 551 359 - Fax (+351) 218 551 359
www.apda.pt; www.facebook.com/apda.pt

26/03/13

Curso de Design em Permacultura


Um pedido de divulgação do curso...

Queria divulgar o nosso curso de Design em Permacultura a realizar-se entre 11 a 26 de Maio, com a Sílvia Floresta.
Este é um curso certificado pela Associação de Permacultura a nível internacional, vai ser lecionado em Inglês, já que temos participantes de fora. Mas queriamos fazer uma oferta especial para participantes locais que estejam interessados num modo de vida mais sustentável, e por isso queriamos oferecer o curso a um custo reduzido de 250€, apenas para cobrar os custos da professora, Sílvia Floresta, e de alimentação para as duas semanas do curso. Bem-haja !!!
Aqui vai o link para divulgarem... agradecemos que não publiquem o preço especial, pois o preço real é de 350€.

25/03/13

Conservação de organismos fluviais: peixes reproduzidos em cativeiro voltam ao meio natural


COMUNICADO DE IMPRENSA

logos

Conservação de organismos fluviais

Peixes reproduzidos em cativeiro voltam ao meio natural



Durante o mês de Março e Abril, o Aquário Vasco da Gama, o Centro de Biociências do ISPA e a Quercus vão proceder à libertação no meio natural de alguns milhares de peixes reproduzidos em cativeiro, acções que ocorrerão em diversos cursos de água do Oeste (Torres Vedras) e Sul do País (Odemira e Silves). 

Este projecto, que tem ainda como parceiros a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, e que teve a EDP e a UNICRE como mecenas, está em curso desde 2008 com o objectivo reproduzir e manter populações ex situ de algumas das espécies de peixes de água doce mais ameaçadas no nosso país, como o ruivaco-do-Oeste (Achondrostoma occidentale), a boga-portuguesa (Iberochondrostoma lusitanicum), o escalo-do-Mira (Squalius torgalensis), o escalo-do-Arade (Squalius aradensis) e a boga-do-Sudoeste (Iberochondrostoma almacai). 

Os repovoamentos serão efectuados em troços dos rios de origem (dos indivíduos inicialmente capturados para reprodutores) que apresentem características favoráveis à sobrevivência e reprodução dos peixes. Sempre que possível, estes troços encontram-se associados a projectos de recuperação de linhas de água,  envolvendo cidadãos e entidades que localmente efectuam uma monitorização mais ou menos formal destas bacias hidrográficas.

O projecto de reprodução em cativeiro está a ser desenvolvido em instalações do ICNF, localizadas em Campelo, concelho de Figueiró dos Vinhos, geridas pela Quercus, e no Aquário Vasco da Gama, em Algés.

Cursos de água invadidos e degradados = extinção de espécies!

Os cursos de água nacionais encontram-se sob forte pressão, estando muitos deles sujeitos a uma degradação extrema. Aos efeitos combinados das descargas de poluentes, urbanos e industriais, que contaminam os cursos de água com excesso de nutrientes e alguns químicos tóxicos, juntam-se verões prolongados e com pouca chuva, muitas vezes devastadores para os organismos fluviais. Adicionalmente, a proliferação de espécies invasoras, vegetais e animais, e as más-práticas de intervenção nos habitats ribeirinhos, contribuem também para aumentar os riscos a que se encontram sujeitos, em termos de conservação, as nossas espécies de peixes dulçaquícolas. 

Lisboa, 25 de Março de 2013

24/03/13

Quercus elege novos orgãos: Nuno Sequeira reeleito Presidente da Quercus‏

logo


Quercus elege novos orgãos

Nuno Sequeira reeleito Presidente da Quercus

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza realizou hoje, dia 23 de Março, em Lisboa, uma Assembleia Geral onde foram eleitos os membros dos novos Órgãos associativos nacionais (Direcção Nacional, Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Comissão Arbitral), para um mandato de dois anos.
 
Apresentou-se apenas uma lista candidata, tendo como Presidente da Direção Nacional, Nuno Sequeira (Presidente da Direção Nacional cessante), que foi eleita com 91% de votos a favor.

Nuno Sequeira encabeça a nova Direcção Nacional da Quercus, que tem como Vice-Presidentes Carla Graça e João Branco. Da Direção Nacional fazem igualmente parte: Bruno Almeida como Tesoureiro, Paulo Lucas como Secretário e Ricardo Marques, Ana Cristina Figueiredo, João Carlos Baptista e Alexandra Azevedo como Vogais. Ana Cristina Costa e José Janela integram também esta Direção como Vogais suplentes.

Nuno Sequeira tem 40 anos, vive em Avis, e é professor e biólogo.

Lisboa, 23 de Março de 2013

21/03/13

primavera e saldos no CERAS‏


Chegou a primavera! e o SALDOS ao CERAS!! desde hoje (20 de Março) até o 12 de Abril, 
TODAS as T-Shirts do CERAS a 5 euros!! Velas e porta-chaves a 1 euro!!!! Passa pela sede da Quercus de Castelo Branco, ou realiza o teu pedido por e-mail !! Recebe a primavera com uma T-Shirt do CERAS !!!!


Já temos à venda as T-shirts do CERAS !!! Não fiques sem a tua!!!

CORES: rosa, light yellow, azul céu, lima e laranja. TAMANHOS 3-4 anos, 5-6 anos, 7-8 anos
CORES: turquoise, denim, rosa fucsia , burgundy, laranja, azul royal, verde floresta, areia e preto. TAMANHOS
9-11 anos, 12-14 anos, S, M, L, XL

O preço único das t-shirts é de 8 € cada uma + portes de envio (correio nacional)
Pagamento de 1 porte por pedido, a pagar nos correios quando for levantar a t-shirt (preços aproximados, consultar web dos ctt):
• 2,76 € ate 500 gr
• 4,75 € de 500gr até 2 Kg
* Cada t-shirt pesa cerca de 150 gr

Cómo realizar o pedido: Envia um e-mail com o teu pedido (indicando cor e tamanho) para ceras.quercus@gmail.com, espera a nossa confirmação, realiza o pagamento da t-shirt e em breve receberás nos correios o teu pedido!!!
Para pedidos internacionais consultar as condições
T-shirts também a venda na sede da Quercus Castelo Branco !!

Modo de Pagamento no valor da t-shirt (8 €)
• Cheque em nome de Quercus ANCN, endereçado a:
Quercus A.N.C.N.
R. Dr. João Frade Correia Lote 7, loja direita,
6000-352 Castelo Branco
• Transferência bancária,
NIB: 003502220004601703083
Banco: Caixa Geral de Depósitos
*O comprovativo deve ser enviado para o e-mail acima referido.
Mais informações:

20/03/13

Nota de Imprensa 20 de Março de 2013



logo
21 de Março de 2013, o primeiro “Dia Internacional das Florestas”

Problemas da floresta persistem sem serem resolvidos


O Dia da Árvore ou Dia Mundial da Floresta, 21 de março, estava instituído na sociedade há décadas, mas agora a ONU lançou mais uma iniciativa visando chamar a atenção para a problemática das florestas no Mundo: a partir deste ano, 21 de março será o Dia Internacional das Florestas. A questão que várias organizações não-governamentais colocam é se esta iniciativa vai ajudar a contribuir para a conservação da floresta, dada a falta de medidas efetivas dos diversos governos para conseguir travar a destruição das florestas ao nível mundial.

A Quercus alerta para a necessidade de melhorar o ordenamento e gestão da floresta portuguesa

A Quercus tem alertado há vários anos para a persistência de diversos problemas da floresta portuguesa que passam essencialmente pela falta de ordenamento e de gestão sustentável, com consequências evidentes na propagação dos incêndios e na falta de controlo de doenças como o Nemátodo da Madeira do Pinheiro, a qual está a provocar uma elevada mortalidade do pinhal-bravo em algumas áreas e também o declínio dos povoamentos de sobreiro e azinheira.

A Quercus, para além da arborização com espécies portuguesas, defende a promoção da gestão da regeneração natural das espécies autóctones bem adaptadas aos nossos solos e clima, como o pinheiro-bravo, o pinheiro-manso, o carvalho-alvarinho, o carvalho-negral; o carvalho-português, o sobreiro, a azinheira, a cerejeira-brava, o freixo, entre outras, e o seu incremento através da sua plantação, de forma a diversificar a nossa floresta e as atividades económicas associadas ao sector florestal.

Suspensão dos Planos Regionais de Ordenamento Florestais contraria ordenamento

No passado dia 19 de fevereiro foi publicada a Portaria n.º 78/2013, a qual identifica a ocorrência de factos relevantes que impõem uma revisão dos Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF) em vigor em Portugal continental, bem como a suspensão parcial desses Planos, com efeitos retroativos a 7 de Fevereiro.

Para a Quercus, a questão principal é que não existem factos relevantes que viabilizem a suspensão de alguns artigos dos PROF, como seriam o planeamento e execução em zonas críticas na Defesa da Floresta Contra Incêndios ou a edificação em zonas de elevado risco de incêndio, também previstos noutra regulamentação específica.

O que é facto é que foram suspensas as “metas de arborização” que, após estudos e discussão nas comissões de acompanhamento dos PROF, tinham sido estabelecidas pelos serviços da Autoridade Florestal Nacional, as únicas normas que verdadeiramente condicionavam o aumento de arborizações com eucalipto em determinadas áreas do território, ou impunham mesmo o seu decréscimo. Neste contexto, só fará sentido que as mesmas tenham sido suspensas apenas para dar cobertura aos interesses das celuloses e da fileira do eucalipto, até porque praticamente todas as outras espécies florestais não tiveram crescimento acentuado e, portanto, as metas poderiam e deveriam ter sido mantidas, com revisão pontual fundamentada para cada situação.

Apenas o surgimento de novas unidades de transformação de biomassa para produção de energia é uma tendência mais recente, mas este ocorre sem a devida integração na Estratégia Nacional para as Florestas e resulta de uma incorreta política de incentivos à produção de energia com origem na biomassa por parte do Ministério da Economia.

O Conselho Diretivo do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e o Governo, ao pretenderem promover uma revisão geral dos PROF, numa conjuntura em que o Estado não tem recursos humanos e financeiros para o efeito, acabam apenas por levar a cabo uma tentativa de ludibriar os cidadãos para uma questão que não é prioritária em matéria de política florestal.

Desafectações do Regime Florestal em diversos Perímetros Florestais

O Governo tem promovido desafectações do Regime Florestal em diversos Perímetros Florestais no País e o caso do núcleo do Monte do Prado, em 46 hectares no interior do perímetro florestal das Serras do Soajo e Peneda, em Melgaço, com cerca de 1 Km da margem do Rio Minho é preocupante.

O Governo através do Decreto n.º 2/2013 de 19 de Fevereiro, argumenta que os baldios do perímetro florestal das Serras do Soajo e Peneda foram devolvidos ao uso e fruição dos compartes, a assembleia de compartes dos baldios da freguesia do Prado, a qual deliberou, por unanimidade, extinguir uma parcela de terreno baldio com a área de 462750m2, situado no Monte do Prado, passando a integrar o domínio privado da freguesia de Prado, após desafectação do Regime Florestal.

Estas desafectações estão relacionadas com a especulação imobiliária e neste caso do Monte do Prado visa a execução de uma unidade operativa de planeamento e gestão para viabilizar uma proposta na revisão do PDM de Melgaço, tendo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas dado parecer favorável, o que é manifestamente incongruente.

A Quercus espera que o primeiro Dia Internacional da Floresta ajude na reflexão sobre a necessidade de implementação de uma estratégia florestal que adote medidas regulamentares para conservar as espécies da nossa floresta autóctone e que o Governo não aprove a nova proposta de regime de arborização e rearborização, a qual apenas promove a expansão desregrada das monoculturas de eucaliptal.

Lisboa, 20 de Março de 2013

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

19/03/13

QUERCUS ALERTA PARA PERIGO DE EXTINÇÃO A CURTO PRAZO DO LOBO-IBÉRICO NO PARQUE NATURAL DO ALVÃO


NOTA DE IMPRENSA
19 de Março de 2013
logo
A Quercus vem alertar para possibilidade de virmos a assistir, a muito curto prazo, à extinção da população de lobos no Sítio de Importância Comunitária Alvão-Marão e no Parque Natural do Alvão, dado que a espécie está em iminente risco de desaparecer nestas duas áreas.

Neste momento, as alcateias sobreviventes no SIC Alvão-Marão e no PN do Alvão estão isoladas e o seu sucesso reprodutivo tem sido praticamente nulo. Esta situação teve como principal causa a proliferação de infraestruturas, como vias de comunicação, parques eólicos e seus acessos, as quais provocaram a fragmentação do habitat da espécie e a sua perturbação, através do aumento da presença humana e de veículos automóveis nos seus territórios de caça e de reprodução.

Nova estrada no Parque Natural do Alvão agravará ainda mais a situação

A construção de mais uma nova estrada no Parque Natural do Alvão, promovida pelo Município de Vila Real, é mais uma infraestrutura que trará efeitos negativos nas já ameaçadas alcateias, com a previsível passagem de milhares de carros por ano em locais que atualmente têm uma intensidade quase nula de tráfego automóvel.

Apesar da Lei de Proteção do lobo-ibérico referir que cabe ao Estado “adotar uma política de ordenamento que não desfigure os habitats da espécie e possibilite a recuperação onde ela for possível…” e proibir “a destruição ou deterioração do respectivo habitat” e mesmo a sua “perturbação”, a verdade é que a existência de legislação em nada impede que o Estado Português continue a promover a construção de novas estradas dentro de áreas protegidas, neste caso através de um Município que se apresenta publicamente como grande defensor da conservação da biodiversidade no Alvão-Marão, nomeadamente da acarinhada borboleta-azul.

Talvez por ironia do destino, esta estrada atravessará também uma área de ocorrência da borboleta-azul (Phengaris alcon), pelo que poderá afetar significativamente uma população destas raras borboletas.

Esta estrada acabará ainda com o último percurso pedestre entre Lamas de Olo e Fisgas do Ermelo, o qual é possível fazer atualmente sem a presença significativa de trânsito automóvel. Por outro lado, passará praticamente por cima de um local muito apreciado para a prática balnear, junto à ponte de pedra sobre o Rio Olo.

Deste modo, a Quercus apela ao Município de Vila Real que escolha a proteção da Biodiversidade e que anuncie publicamente o cancelamento do projeto de construção da nova estrada em questão.

Lisboa, 19 de Março de 2013
A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

15/03/13

Comunicado | Dia Internacional de Luta pelos Rios e Contra as Barragens: organizações alertam para impacto social, económico e ambiental se Portugal insistir na construção de barragens‏

logos


Dia Internacional de Luta pelos Rios e Contra as BarragensOrganizações signatárias alertam para impacto social, económico e ambiental se Portugal insistir na construção de barragens


Lisboa, 14 de Março de 2013: No Dia Internacional de Luta pelos Rios e Contra as Barragens, as organizações signatárias alertam para as consequências sociais, económicas e ambientais inerentes à construção de novas barragens, que os sucessivos governos têm vindo a ignorar, ao insistir na promoção de barragens caras e comprovadamente inúteis.

No âmbito do Programa Nacional de Barragens têm sido muitos os atentados ambientais já denunciados e comunicados ao Governo, que insiste em ignorar o impacte ambiental irreversível provocado pelas novas grandes barragens: degradação da qualidade da água, destruição de solos agrícolas, alteração de paisagens únicas e de ecossistemas raros. 

Não obstante as supostas vantagens alegadas pela EDP, principal beneficiária deste Programa, este representará um acréscimo mínimo de 10% na factura da electricidade do consumidor. Do ponto de vista energético, o resultado é irrelevante: acrescenta somente 0,5% à energia já produzida no país, a um custo 10 vezes superior ao de medidas equivalentes de eficiência energética. Com os reforços de potência já aprovados, sem nenhuma nova barragem, ultrapassa-se a meta de potência de hidroeléctrica instalada: 7000 MW.

O Programa de Barragens pressupunha um crescimento de consumo por tempo indeterminado, de cerca de 2% ao ano; mas o actual contexto económico e o início da aplicação de medidas de eficiência fizeram com que o consumo de electricidade de 2012 igualasse o de 2007; só em 2012 o consumo caiu 3% e esta tendência persiste em 2013.

Impõe-se destacar a construção da barragem de Foz Tua e o iminente despovoamento da região, já de si empobrecida. Se esta barragem avançar, serão destruídos valores com um potencial turístico e patrimonial inestimável, nomeadamente no Vale e linha do Tua. Parar a construção da barragem de Foz Tua agora é 30 (trinta) vezes mais barato do que deixá-la avançar e pagar à posteriori os custos de uma electricidade inútil e caríssima. Se a construção de barragens trouxesse de facto desenvolvimento, a região Norte e o Alto Douro seriam já hoje uma das regiões mais desenvolvidas no país. 

Neste dia de luta, as Associações signatárias anunciam um conjunto de acções que visam parar a construção da barragem de Foz Tua:  


- Intentar uma acção em tribunal reafirmando a inutilidade deste investimento e o atentado ambiental directo desta obra;

- Renovar o pedido de audiência com o Primeiro-Ministro;

- Demonstrar perante a UNESCO que o Estado português não vai cumprir os compromissos no caso de Foz Tua e do Alto Douro Vinhateiro;

- Submeter as petições em curso às instituições nacionais e comunitárias;

- Realizar uma actividade de canoagem/rafting nos rios Sabor e Tua, entre 25 e 28 de Abril.

10/03/13

Comunicado | Hidrofluorcarbonos: Emissões aumentarem quase 20 vezes, Quercus quer regulamentação europeia forte



logos quercus eeb

Hidrofluorcarbonos: Quercus quer regulamentação europeia forte

Emissões em Portugal aumentaram quase 20 vezes entre 1995 e 2010



Os gases fluorados, ou “gases F” como são habitualmente designados, têm tido um contributo crescente, na Europa, para as emissões de gases com efeito de estufa causadoras do aquecimento global. Os poluentes em causa correspondem, na sua maioria, aos hidrofluorcarbonos (HFCs), que são fluidos refrigerantes utilizados principalmente em equipamentos de frio e ar condicionado.

Em Portugal, entre 1995 e 2010, verificou-se um aumento de emissões de 66 para 1232 milhares de toneladas de CO2 equivalente, ou seja quase 20 vezes. Mesmo representando apenas cerca de 2% do total de emissões de gases com efeito de estufa, é uma tendência que deverá ser invertida com urgência.

Está atualmente em discussão na União Europeia, ao nível do Parlamento Europeu e Conselho Europeu, uma proposta de revisão da legislação europeia sobre gases fluorados, tendo por base uma proposta da Comissão Europeia (1) que as organizações não governamentais de ambiente consideraram abaixo do possível e necessário.

O projeto de relatório apresentado pelo eurodeputado holandês Verde Bas Eickhout ultrapassa a falha na proposta da Comissão, sugerindo banir a colocação no mercado de equipamentos baseados em HFCs, super gases de efeito estufa com um potencial de aquecimento global centenas ou milhares de vezes maior do que o do dióxido de carbono. No mercado existem já alternativas seguras, custo-eficazes e eficientes em termos energéticos. O relatório insere a proibição de novos equipamentos baseados em HFC em todos os setores principais, incluindo refrigeração, ar condicionado e espumas – sempre que haja alternativas que possam atender plenamente à procura do mercado.

O relator propõe também apertar o cronograma de retirada do mercado que a Comissão tinha proposto para reduzir gradualmente a quantidade de HFC vendidos na União Europeia, a fim de acabar com a alocação excessiva de licenças HFC dadas a empresas. Além disso, os produtores e importadores serão obrigados a pagar uma taxa de alocação para as licenças de emissão de HFC que necessitarem - em consonância com o princípio do poluidor pagador.

Susanna Ala-Kurikka, Diretora de Política de Energia e Clima do European Environment Bureau (EEB) reagiu afirmando que "os direitos ao uso de HFCs são um bem valioso e não deve ser distribuído gratuitamente. O produto pode ser usado para ajudar os governos que precisam de dinheiro para implementar a legislação e para apoiar as pequenas empresas nos seus esforços de conformidade."

Ala-Kurikka acrescenta ainda que “depois da dececionante proposta da Comissão, a proposta do relator proporciona uma boa base para o arranque do debate no Parlamento. Os deputados devem agora usar os próximos meses no sentido de promover a ambição necessária para a regulamentação garantir que a Europa pode colher os benefícios económicos e as vantagens para o clima de uma indústria forte de substâncias alternativas”.

Para Francisco Ferreira, coordenador das áreas de energia e clima da Quercus, “este é um dossier muito importante onde quer o Governo, quer os eurodeputados portugueses, quer a indústria portuguesa comercializadora e utilizadora de hidrofluorcarbonos podem dar passos importantes na prevenção das alterações climáticas”.


Lisboa, 10 de Março de 2013

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza