22/11/12

Congresso Internacional “Condomínio da Terra – Um novo património para uma nova economia”


Caro vizinho global,

É com grande satisfação que a Quercus, o Município de Gaia e os parceiros do projeto “Condomínio da Terra”, o convidam a participar no Congresso Internacional “Condomínio da Terra – Um novo património para uma nova economia”, que se irá realizar nos dias 16 e 17 de janeiro de 2013 no Parque Biológico de Gaia
Queremos que este congresso seja um espaço de discussão aberta sobre as características do objeto legal que justificam a constituição dos sistemas climático e oceânico como um Património Natural Intangível da Humanidade (PNIH). Iremos, também, considerar as consequências da constituição do PNIH para os modelos de negociação internacional, os desafios para sua gestão e governança, e quadro instituicional mundial associado.

Em quatro sessões serão debatidos temas variados temas, entre os quais património mundial, limites do planeta, externalidades económicas, mercados falhados, direitos das gerações futuras, organização mundial do ambiente, etc.


Tradução simultânea português-inglês e inglês-português.

Lugares limitados, não adie a sua inscrição.

Participação gratuita! 

Convite e Press Release | Quercus e AXA organizam Conferência-Debate sobre 'Responsabilidade Ambiental na Sociedade' - 28 novembro 2012, Lisboa‏


Nota de Imprensa | ‘Brigada do Ambiente’ da Quercus vai calcular a Pegada Ecológica dos portugueses - 24 e 25 de Novembro, Porto


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24 e 25 de Novembro - Arrábida Shopping
 
‘Brigada do Ambiente’ da Quercus vai calcular a Pegada Ecológica dos portugueses


O Núcleo Regional da Quercus irá promover, em parceria com o Arrábida Shopping, uma campanha de sensibilização ambiental junto da população no fim-de-semana de 24 e 25 de Novembro. Através da ‘Brigada do Ambiente’, que estará presente no local devidamente identificada, a Quercus convida todos os interessados a preencher um breve questionário de modo a calcular a sua pegada ecológica, um índice que permite estimar quantos planetas são necessários para sustentar o nosso estilo de vida atual.

Além de conhecer o impacto dos hábitos quotidianos de utilização de recursos, o objetivo desta iniciativa será também apresentar soluções para reduzir a pegada ecológica de cada cidadão, demonstrando que há uma relação direta entre as suas escolhas diárias e a sustentabilidade do planeta.

A Quercus convida assim todos os interessados a participar nesta campanha, assumindo um compromisso coletivo com a preservação do ambiente.

Porto, 22 de Novembro de 2012



Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

Comunicado | Quercus dá a conhecer os televisores mais eficientes do mercado português em Topten.pt‏


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Nova categoria de produtos em Topten.pt

Quercus dá a conhecer os televisores mais eficientes do mercado português
 
Através da nova categoria lançada pelo projeto Topten.pt, os portugueses já podem conhecer os televisores energeticamente mais eficientes do mercado português, sendo este um equipamento utilizado, em média, 3 horas e meia por dia. Esta é uma ferramenta online gerida pela Quercus que pretende orientar os consumidores na compra de eletrodomésticos, equipamentos e automóveis, dando a conhecer os modelos e marcas com melhor desempenho energético.


‘Televisores’ é a nona categoria Topten
Com o lançamento dos ‘Televisores’, passam a ser nove as categorias apresentadas em www.topten.pt. Nesta nova categoria, a classe energética mínima é a de A+ na seleção de produtos , preenchidos na totalidade com televisores LCD-LED, os mais eficientes no mercado, com um consumo energético inferior cerca de 18% face a um LCD convencional.

Os modelos encontram-se organizados em 6 subcategorias, divididas em função do tamanho da diagonal do ecrã. São também disponibilizadas várias recomendações ao consumidor relacionadas com a compra, utilização e manutenção destes equipamentos, sendo um deles a importância de adequar o tamanho do televisor à distância entre o ecrã e o telespectador.
Philips, Panasonic e LG são as mais representadas
No total, selecionaram-se 66 modelos de televisores todos da tecnologia LCD-LED, sendo a Philips, a Panasonic e a LG as marcas mais representadas. Nesta categoria, estão também presentes televisores das marcas Samsung, Sharp, Sony, Thomson e Toshiba.

Nos local de venda, os televisores estão já classificados através da sua etiqueta de eficiência energética e neste momento podem ser encontrados televisores à venda entre as classes energéticas A++ e D. A consulta da mesma é um critério decisivo para uma maior poupança ao longo da utilização. 
Ao preferir um televisor de classe A+ em detrimento de um televisor de classe B, é possível poupar cerca 14 euros por ano em ecrãs de 46 e 47 polegadas.

99% das habitações com televisor em Portugal
Em Portugal, o televisor está presente em 99% das habitações e, em média, cada alojamento tem dois. Estudos recentes comprovam que este é um equipamento regularmente utilizado a nível doméstico, estimando-se que, em 2011, cada português tenha visto mais de três horas e meia de televisão por dia.

Estes hábitos de utilização já se repercutem na fatura energética das famílias, sendo os televisores responsáveis por uma fatia de 9% do consumo de eletricidade de uma habitação europeia. Assim, torna-se fundamental uma compra responsável que privilegie equipamentos de elevada eficiência energética, de modo a optimizar a sua utilização e reduzir as emissões poluentes associadas ao seu funcionamento.

Euro-Topten Max reúne 21 parceiros internacionais
O Topten.pt está inserido no projeto europeu Euro-Topten Max, que reúne 21 parceiros de 18 países na tentativa de mostrar aos consumidores que estes têm um papel ativo no combate às alterações climáticas, através das escolhas que fazem no seu dia-a-dia em termos de impacto ambiental. Esta pretende ser também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos fabricados. Em Portugal, o projeto é gerido pela Quercus e financiado pelo programa europeu Intelligent Energy Europe e pela ADENE – Agência para a Energia.

Lisboa, 22 de novembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

21/11/12

Comunicado | Quercus denunciou hoje que Portugal não cumpre legislação em vigor sobre ruído ambiente‏

Quercus pondera queixa à Comissão Europeia Portugal não cumpre legislação em vigor sobre ruído ambiente A Quercus alertou hoje de manhã, numa ação pública que decorreu no Campo Grande, em Lisboa, para o incumprimento muito grave da legislação em vigor sobre ruído ambiente, com risco de exposição a níveis elevados de ruído, prejuízo para a saúde e qualidade de vida das populações, com particular incidência nas zonas urbanas. Numa parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL), a Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E) e o apoio da Brüel & Kjaer, a Quercus está a realizar uma campanha de sensibilização pública sobre o ruído, através de medições de ruído em vários pontos críticos de exposição ao ruído na cidade de Lisboa e de inquéritos de rua. A exposição prolongada a níveis elevados de ruído tem efeitos graves sobre a saúde, desde logo a surdez, mas também stress, perturbações do sono, irritabilidade, dificuldades de concentração e comunicação, entre outros. Estudos europeus apontam a ocorrência anual de 50 mil mortes prematuras devido a ataques cardíacos e 245 mil casos de doenças cardiovasculares na Europa, relacionados diretamente com a exposição ao ruído, sobretudo de tráfego(1). A Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que os europeus perdem anualmente um milhão de anos de vida saudáveis devido a perturbações do sono e irritação causados pelo ruído de tráfego(2). Mapas de ruído e planos de redução de ruído ainda não foram elaborados para a larga maioria dos municípios portugueses Em Portugal, o ruído ambiente está abrangido por um novo quadro legal desde 2007(3), o qual estabeleceu novas regras e reafirmou a obrigação de todos os municípios elaborarem mapas de ruído integrados nos seus planos de ordenamento. No caso de ultrapassagem de valores-limite, estabeleceu também a necessidade de efetuarem planos municipais de redução de ruído, aos quais devem estar associados medidas concretas a implementar. De acordo com dados disponibilizados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e atualizados em setembro de 2012, apenas 68 do total de 308 municípios de Portugal Continental aprovaram em Assembleia Municipal e entregaram formalmente à APA os seus mapas de ruído. No caso das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, a maioria dos mapas municipais de ruído não foram sequer elaborados ou não foram atualizados de acordo com o novo Regulamento Geral do Ruído. No que diz respeito aos planos municipais de redução de ruído, nenhum plano foi submetido à APA e às Direções Regionais do Ambiente da Madeira e dos Açores, sendo este passo importante para reduzir os elevados níveis de ruído nas áreas identificadas, onde a exposição é mais crítica. Diretiva sobre Ruído Ambiente: atrasos na elaboração e aprovação dos mapas estratégicos de ruído e respetivos planos de ação A Diretiva sobre ruído ambiente de 2002 obriga os Estados-Membros à elaboração e aprovação de mapas estratégicos de ruído (MER) para as principais aglomerações, grandes aeroportos e grandes eixos rodoviários ou ferroviários. A mesma Diretiva obriga à elaboração e aprovação de planos de ação (PA), a fim de prevenir e reduzir o ruído ambiente, sempre que necessário e, em especial, quando os níveis de exposição são suscetíveis de provocar efeitos nocivos para a saúde. Na primeira fase de implementação da Diretiva, foram elaborados os primeiros MER relativos a 2006. De acordo com informação disponibilizada pela APA, a Diretiva apenas se aplicava nesta primeira fase ao município de Lisboa e o seu MER já foi submetido. Foi também submetido o mapa relativo ao único aeroporto abrangido nesta fase, o de Lisboa, e a um conjunto de rodovias e ferrovias com elevado tráfego. Já no que diz respeito aos PA, apenas um plano foi submetido e aprovado pela APA relativo à A22/IC4-IP1 Portimão/Faro, estando Lisboa em falta no que respeita a este instrumento. Os MER e os PA da primeira fase são reavaliados e alterados de cinco em cinco anos a contar da data da sua elaboração, aos quais acrescem MER e PA para as novas aglomerações e grandes rodovias, ferrovias e aeroportos por alargamento dos critérios de seleção na segunda fase, os quais deverão ter por base o ano de 2011. No caso das aglomerações, os municípios do Porto, Lisboa, Matosinhos, Amadora, Oeiras e Odivelas deveriam ter elaborado e aprovado em Assembleia Municipal os seus MER, e enviado à APA até março de 2012. Para as grandes rodovias, ferrovias e aeroportos (onde se inclui também o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto), os MER deveriam ter sido elaborados e enviados à APA até fevereiro de 2012, que os deveria ter aprovado até junho de 2012. De acordo com o sítio internet da APA, e para esta segunda fase, nenhum MER foi ainda aprovado e está disponível para consulta ao público. Desta análise pode-se concluir que Portugal está em incumprimento face ao disposto na Diretiva sobre o ruído ambiente, traduzindo-se acima de tudo num prejuízo significativo para a saúde de muitos portugueses. A Quercus aguardará até final de março de 2013, um ano após a data prevista a nível nacional e 9 meses depois do prazo estabelecido na Diretiva, para apresentar uma queixa à Comissão Europeia. Quercus mede o ruído em vários pontos críticos de Lisboa A Quercus está a realizar medições de ruído em alguns locais críticos de exposição ao ruído de tráfego (rodoviário, ferroviário e aéreo) na cidade de Lisboa. Na última semana de Outubro, foram realizadas medições de ruído na Avenida Fontes Pereira de Melo durante um período contínuo de três dias. Esta avenida é um dos principais corredores rodoviários da cidade. É durante o período diurno (das 07h-20h) que se verificam os níveis mais elevados de ruído. O LDEN, indicador de ruído diurno-entardecer-noturno, medido ao longo de 24 horas, variou entre os 76,8 dB(A) e os 77,6 dB(A) (máximo é 65 dB(A), quase quatro vezes mais do permitido, considerando que as unidades em causa têm uma escala logarítmica). Já no período noturno, o LN (indicador de ruído noturno) variou entre os 68,8 dB(A) e os 70,4 dB(A), mas o máximo permitido é 55 dB(A). O nível máximo de ruído medido foi de 106 dB(A), um valor considerado preocupante quando comparado com os 120 dB(A), o limiar de dor para o ouvido humano. A Quercus vai realizar outras medições de ruído em outros pontos críticos da cidade, nomeadamente nas zonas de Entrecampos, Campo Grande e Braço de Prata. O ruído é reconhecido como um problema de saúde pública pela OMS. Nas principais cidades europeias (com mais de 250 mil habitantes), cerca de 60 milhões de pessoas estão expostas diariamente a níveis de ruído Lden superiores a 55 dB(A), enquanto durante o período noturno, 40 milhões de pessoas estão expostas a níveis Ln superiores a 50 dB(A) devido ao ruído de tráfego rodoviário. A Quercus reconhece a dificuldade de implementação de muitas das medidas de redução necessárias, mas considera que este tem sido um problema sistematicamente esquecido pelas autoridades competentes e ignorado pela população. Lisboa, 21 de novembro de 2012 A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

20/11/12

Convite - Fundação Mata do Buçaco e QUERCUS firmam protocolo


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Vimos por este meio convidar o V. prestigiado órgão de comunicação social a estar presente na assinatura de Protocolo de Colaboração entre a Fundação Mata do Buçaco e a QUERCUS.
A sessão vai decorrer no próximo dia 23 de novembro, sexta-feira, (Dia Nacional da Floresta Autóctone) pelas 16h30, nas Garagens do Palace Hotel do Bussaco, na Mata Nacional do Buçaco.
O Protocolo prevê o reforço da colaboração de ambas as entidades no que respeita à conservação da biodiversidade da Mata Nacional do Bussaco, estabelecendo para o efeito como linhas específicas e prioritárias de trabalho:
a)      em articulação com o projeto BRIGHT e dentro das respetivas linhas orientadoras, colaboração da QUERCUS em ações para a conservação e recuperação de habitats autóctones, incluindo a definição e integração de duas parcelas da Mata Nacional do Buçaco na Rede de Micro-Reservas da QUERCUS (uma dirigida à conservação de adernal e briófitos e outra à recuperação e conservação de áreas de azereiral e medronhal)
b)      Parceria dos viveiros da Mata Nacional do Buçaco com a iniciativa “Criar Bosques”, num conjunto de atividades relacionadas com a recolha e propagação de sementes, utilização de plantas em ações de conservação e disponibilização de áreas para ações de conservação com incidência prioritária nas espécies Aderno, Medronheiro, Azereiro;
c)       Participação, sempre que possível, de voluntários e associados da QUERCUS em ações de voluntariado do projeto BRIGHT.
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16/11/12

Workshop de reutilização criativa - Natal | 8 de dezembro | 14h-19h| Quinta da Maunça

O workshop “reutilização criativa” dará a oportunidade aos participantes de olharem para os materiais do dia-a-dia, considerados muitas vezes lixo, como uma oportunidade para criarem algo de novo. O resultado será visível, palpável e útil, podendo ser levado para casa e utilizado.

Os participantes poderão trazer alguns materiais que tenham em casa ou que guardem até lá. A título de exemplo: tubos de rolo de papel, caricas, rolhas de cortiça, molas de roupa, retalhos, camisolas velhas, sacos de plástico, caixas de ovos, cápsulas de café, embalagens tetra pak, garrafas de plástico.

Nesta 1.ª edição do workshop de reutilização criativa será dado especial atenção ao Natal. Tendo os participantes a oportunidade de construírem eles próprios alguns presentes de Natal.

O evento realiza-se no dia 8 de dezembro entre as 14h e as 19h na Quinta da Maunça. O preço são 10€. Inscrições e/ou informações através do e-mail guarda@quercus.pt ou telemóvel 931 104 568.

15/11/12

Comunicado de Imprensa Conjunto | REN - Ministra Assunção Cristas Contra a Conservação da Natureza‏




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COMUNICADO DE IMPRENSA

Reserva Ecológica Nacional: Ministra Assunção Cristas
contra a Conservação da Natureza
As mais recentes declarações da Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, de que a “Reserva Ecológica Nacional vai desaparecer”, são uma afronta à conservação da natureza e ao ordenamento do território no país. A Liga para a Protecção da Natureza – LPN, abandonou em protesto na última reunião o seu assento na Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional, em representação da CPADA – Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente. As recentes declarações da Ministra só podem merecer o repúdio absoluto por parte das Organizações Ambientalistas subscritoras deste comunicado, na medida em que consideram que a eventual supressão de uma rede de protecção essencial como a Reserva Ecológica Nacional (REN), remetendo para futura legislação desarticulada entre si, é um erro grave e não funcionará. Qualquer tentativa de retirar competências à REN não é, na opinião das Organizações subscritoras – LPN, Quercus, GEOTA e FAPAS – eliminar redundâncias e burocracia existentes, mas sim contribuir decisivamente para eliminar a protecção de uma parte significativa das áreas com necessidade premente de um regime de conservação da Natureza.
O desmantelamento generalizado da legislação de protecção ambiental e de ordenamento do território em geral, e do regime da Reserva Ecológica Nacional em particular, levou a LPN a apresentar a sua demissão enquanto representante das Organizações Não-Governamentais de Ambiente e Ordenamento do Território (ONGAOT) na Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional. Esta Comissão deixará de ter qualquer papel, e os Municípios e as tutelas resolverão autonomamente entre si as desafectações e alterações a realizar à antiga REN, que deixará de ter qualquer papel relevante na preservação dos contínuos ecológicos e das zonas de protecção. Como o existe o perigo da restante legislação de protecção ambiental entrar também num processo de desmantelamento ou de alteração de fundo, poderá a breve prazo deixar de existir qualquer obstáculo à expansão urbanística desregulada, à especulação sobre o valor dos solos e ao caos urbanístico.
As ONGAs foram prudentes na sua relação com o novo Ministério do Ambiente, mas tornou-se há algum tempo claro que o novo formato governamental não funcionou senão para confirmar as piores expectativas: o Ambiente não só é o parente pobre neste Ministério como é, de forma reiterada, relegado para uma posição de pouco ou nenhum destaque. A decisão de acabar administrativamente com uma ferramenta de conservação, de protecção das comunidades e de ordenamento do território como a REN é só a mais recente das medidas que comprova esta situação de forma clara.
A actuação social das Organizações Ambientalistas tem como ponto principal, e objectivo máximo, a defesa da Natureza e dos patrimónios naturais. É nesse sentido que se tornou necessário abandonar um Órgão que já teve um papel importante, mas que com as actuais alterações deixará de ter qualquer relevância para os objectivos da conservação da natureza, segurança das habitações e dos cidadãos. Facto que as ONGAs contestam e que as leva a considerar que o Ministério do Ambiente continua infelizmente a tomar reiteradamente posições contra a Conservação da Natureza, a desrespeitar a legislação que prevê o diálogo com os parceiros, sem que exista uma mínima consulta prévia às ONGAs, legislando o Estado sem o mínimo envolvimento dos cidadãos e organizações na vida pública.
Assim, as ONGAs rejeitam, em bloco, o assento na Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CNREN) pois a continuação da sua presença seria dar aval e legitimidade a uma farsa, porque a REN está a ser intencionalmente destruída e a protecção que a mesma conferia é votada à irrelevância. O próprio ministério do ambiente neste momento apenas desmantela a conservação da Natureza e o ordenamento do território. As ONGAs subscritoras apelam ao que resta de bom senso do governo ou de algumas pessoas no mesmo, no sentido de evitar o avanço de mais uma medida tão prejudicial ao ambiente como esta.
Lisboa, 15 de Novembro de 2012

Comunicado | Portugal condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça pela má qualidade do ar‏


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Queixa da Quercus à Comissão Europeia em 2006
Portugal condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça pela má qualidade do ar



O Estado Português foi hoje condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça (TEJ) por incumprimento dos valores‑limite de qualidade do ar ambiente relativos às partículas inaláveis (PM10), nas zonas e aglomerações de Braga, do Porto Litoral, da Área Metropolitana de Lisboa Norte e da Área Metropolitana de Lisboa Sul, uma situação que se verifica desde 2005(1).
Esta decisão do TEJ decorre de um processo que se iniciou com uma queixa à Comissão Europeia apresentada pela Quercus em 2006 por incumprimento dos valores-limite diários e/ou anuais de partículas inaláveis (PM10) no ar ambiente(2), segundo o disposto na legislação comunitária.
Apesar do TEJ reconhecer o incumprimento da legislação sobre qualidade do ar e este facto ser motivo de satisfação, a Quercus considera que a decisão final fica muito aquém das expectativas. Na leitura do Acórdão do TEJ, Portugal apenas é condenado pelo incumprimento ocorrido entre 2005 e 2007, o que não resulta em consequências práticas para já para o Estado Português, no que diz respeito a coimas ou medidas a serem implementadas a curto e médio prazo.

Para a Quercus, esta decisão é um passo fundamental para o Estado Português cumprir a legislação comunitária relativamente à gestão da qualidade do ar, nomeadamente as medidas que têm sido propostas no âmbito dos planos de melhoria de qualidade do ar, como as restrições de estacionamento automóvel no interior das cidades, a promoção do transporte público, os planos de mobilidade das empresas com grande número de trabalhadores (no centro das cidades ou mesmo as vias de alta ocupação).

Com a contínua violação dos valores-limite de partículas (PM10) e dióxido de azoto (NO2) ao longo dos últimos anos (depois já de 2007, último ano considerado na decisão de hoje), a Quercus considera que próximos casos levados a tribunal pela Comissão ou à justiça portuguesa eventualmente pela própria associação, deverão ser evitados pelo Governo e autarquias, que deverão esforçar-se efetivamente para salvaguardar a saúde dos portugueses que residem ou trabalham nas zonas mais poluídas.

Lisboa, 15 de novembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


10/11/12

Comunicado | Quercus atualiza categorias de máquinas de lavar roupa e loiça em www.topten.pt‏


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Aplicando critérios mais exigentes
Quercus atualiza categorias de máquinas de lavar roupa e loiça em www.topten.pt

Estão atualizadas as categorias de máquinas de lavar roupa e de lavar loiça para uso doméstico em www.topten.pt, uma ferramenta online, gerida pela Quercus, que permite aos consumidores conhecer os modelos mais eficientes à venda no mercado português, em várias categorias de produtos. 
Máquinas de Lavar Roupa: 23 produtos e 10 marcas
Com a atualização desta categoria, o Topten.pt passa a contar com 23 máquinas de lavar roupa, distribuídas por 10 marcas e três sub-categorias, de acordo com a sua capacidade de carga ser igual, inferior ou superior a 8 kg. A Míele, a LG e a AEG são as marcas mais representadas, numa seleção em que ficou patente uma maior capacidade das máquinas lançadas no mercado. Este fator acentua a necessidade de fazer uma compra ponderada e adequada à dimensão do agregado familiar, sendo que as máquinas com capacidade de carga superior a 8 kg são recomendadas apenas para famílias numerosas.
Em termos de critérios de seleção, esta atualização trouxe uma maior exigência, sendo as classes de eficiência energética das máquinas selecionadas de A++ e A+++ (a mais baixa no mercado é de A) e, na centrifugação, sempre de classe A.

Máquinas de Lavar Loiça: 70 produtos e 13 marcas
Outra categoria também atualizada foi a relativa às máquinas de lavar loiça, registando-se 70 produtos neste grupo, distribuídos por 13 marcas e também três sub-categorias, de acordo com o tipo de instalação e capacidade da máquina. Uma novidade nesta categoria é precisamente o maior número de subcategorias, permitindo adequar as listagens às diversas necessidades dos consumidores que consultem o Topten.pt.

A Fagor, a Míele e a Siemens são as marcas mais representadas após a atualização desta categoria, que envolveu também critérios mais exigentes na seleção dos produtos. As classes de eficiência energética dos produtos variam entre A++ e A+++ (sendo a mais baixa do mercado de A) e, na secagem, verifica-se sempre a classe A.

Conselhos também atualizados
Além da consulta dos produtos mais eficientes em cada categoria, os consumidores portugueses têm também à sua disposição um conjunto de conselhos específicos para cada tipo de produto, relativos aos cuidados a ter na compra, na utilização, e ainda na limpeza e manutenção, de modo a aumentar o tempo de vida das máquinas e minimizar o seu consumo energético.

Topten.pt está inserido no projeto europeu Euro-Topten Max, financiado pelo Intelligent Energy Europe, que reúne 21 parceiros de 18 países na tentativa de mostrar aos consumidores que estes têm um papel ativo no combate às alterações climáticas, através das escolhas que fazem no seu dia-a-dia em termos de impacto ambiental. Esta pretende ser também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos fabricados.
Em Portugal, o projeto é gerido pela Quercus e apoiado pela ADENE – Agência para a Energia, podendo ser consultado em www.topten.pt.

Comunicado | Quercus promove acção de apresentação do projecto LIFE+ “HIGRO” para conservar habitats prioritários de montanha‏


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Quercus promove acção de apresentação do projecto LIFE+ “HIGRO” para conservar habitats prioritários de montanha


 
No próximo dia 11 de novembro, a Quercus irá apresentar o projeto "HIGRO – Ações demonstrativas para a conservação dehabitats prioritários de montanha no norte de Portugal" em Vila Pouca de Aguiar (Afonsim), iniciativa que conta com ocofinanciamento do Programa Life+ da União Europeia. O projeto teve início em setembro de 2010 e termina em dezembro de 2013, estando a ser implementado em três Sítios da Rede Natura 2000: “Alvão-Marão”, Serra de Montemuro e “Serra de Arga”. A intervenção incide essencialmente sobre baldios comunitários distribuídos por sete Municípios (Vila Pouca de Aguiar, Mondim de Basto, Vila Real, Castro Daire, Resende, Viana do Castelo e Caminha), numa área total de cerca de 200 hectares. 

HIGRO tem como objetivo central definir uma metodologia que promova a restauração e a conservação ativa de dois habitats prioritários (urzais-tojais higrófilos e cervunais(1)), procurando avaliar as técnicas de gestão que induzem uma maior diversidade e promovem a conservação da flora RELAPE (espécies Raras, Endémicas, Localizadas, Ameaçadas ou em Perigo de Extinção) e de espécies da fauna ameaçada, das quais se destacam algumas plantas vasculares [e.g. genciana-das-turfeiras (Gentiana pneumonanthe) e arranha-lobos(Genista berberidea)] e invertebrados [e.g. borboleta-azul-das-turfeiras (Phengaris alcon) e libelinha-de-mercúrio (Coenagrion mercuriale)]. Pretende-se ainda testar que periodicidade e intensidade de cada intervenção promove o equilíbrio na representação dos dois habitats no mosaico, favorece a diversidade vegetal, a sua resiliência (capacidade de regeneração) e a sua resistência a perturbações externas, bem como avaliar de que forma a posição biogeográfica, as características climáticas e as condições ambientais locais (e.g. topografia, litologia, histórico de uso) devem influir no tipo de gestão a efetuar.

Gestão das áreas também envolve as populações locais 
As ações de gestão dos habitats previstas compreendem o controlo mecânico da vegetação arbustiva e herbácea, o restauro da hidrologia natural, a instalação de vedações amovíveis e a promoção do pastoreio de percurso através da celebração de contratos com diversos produtores de gado locais, dado que o maneio deste tipo de habitats está intimamente ligado à atividade tradicional de pastorícia em regime extensivo, algo que se encontra em franca regressão nas áreas montanhosas abrangidas pelo projeto. A implementação do projetopressupõe a prévia celebração de contratos de gestão com as entidades administradoras de baldios e particulares, com aplicação de mecanismos de compensação pela afetação destas áreas à conservação da natureza.
Desta forma, procura-se criar um complemento económico com base na manutenção da integridade dos habitats e da biodiversidade associada.

Um projeto que reúne vários parceiros 
projeto conta com o apoio de diversas entidades que integram a sua Comissão de Acompanhamento: ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas); ARH do Norte I.P. (Administração da Região Hidrográfica do Norte I.P.); Municípios de Vila Pouca de Aguiar, Mondim de Basto, Vila Real, Castro Daire, Resende, Viana do Castelo e Caminha; AGUIARFLORESTA (Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar); SBTMAD (Secretariado dos Baldios de Trás-os-Montes e Alto Douro); BALFLORA (Secretariado dos Baldios do Distrito de Viseu); ACEB (Associação para a Cooperação Entre Baldios); e FAPAS (Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens).

O acompanhamento científico está a cargo do CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos) da Universidade do Porto, do CIMO (Centro de Investigação de Montanha) da Escola Superior Agrária de Bragança e do TAGIS (Centro de Conservação das Borboletas de Portugal).

Lisboa, 6 de novembro de 2012

Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar Paulo Monteiro (93 9992188; higro@quercus) ou visite o sítio do projeto em http://higro.org/

(1) Habitats a conservar:
·      Urzais-tojais higrófilos [(4020) *Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix];
·      Cervunais [(6230) *Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos silicosos das zonas montanas (das zonas submontanas da Europa continental)]

05/11/12

Comunicado | Recolha de animais mortos deixa aves selvagens protegidas e ameaçadas sem alimento‏


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Abutres passam fome

Recolha de animais mortos deixa aves protegidas e ameaçadas sem alimento

Aproveitando o facto de estar em discussão o Orçamento de Estado para 2013, a Quercus volta a alertar a Senhora Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, para a necessidade de ser revista a aplicação do SIRCA, em especial nas zonas fronteiriças e zonas de montanha onde as aves necrófagas ocorrem com maior frequência.

Uma decisão neste sentido permitiria poupanças significativas ao MAMAOT e, ao mesmo tempo, reduziria um dos principais fatores de ameaça às espécies necrófagas – a escassez de alimento - contribuindo assim para o cumprimento da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e dos compromissos internacionais subscritos pelo Estado Português.


SIRCA - Sistema de Recolha de Animais Mortos nas Explorações - custa 23 milhões de euros e Governo pode poupar muito se proteger as aves necrófagas

O SIRCA foi regulado pelos Decretos Lei nº 76/2003 de 19 de abril, nº 244/2003 de 7 de outubro, nº 19/2011 de 7 de fevereiro e Resolução do Conselho de Ministros nº 119/2008 de 30 de julho, e dele são recolhidos das explorações pecuárias cerca de mil cadáveres de ovinos, bovinos, equídeos e caprinos por dia.

Em Portugal ocorrem três espécies de abutres - o Grifo (Gyps fulvus), o Abutre-negro (Aegypius monachus) e o Abutre do Egipto (Neophron percnopterus), bem como outras aves com hábitos necrófagos, nomeadamente a Águia–imperial (Aquila heliaca adalberti). À medida que as atividades agropecuárias foram alterando os ecossistemas naturais, reduzindo a abundância das presas destas aves (veado e o javali, entre outros), estas espécies adaptaram-se às disponibilidades alimentares criadas pelo Homem, representando os animais domésticos associados à agropecuária uma parte significativa da sua dieta alimentar.

À medida que as regras sanitárias se foram tornando cada vez mais restritivas, obrigando a que as carcaças dos animais mortos fossem retiradas dos campos para serem eliminadas, criou-se um problema grave de escassez de alimento para estas aves selvagens protegidas.

Quercus apela para que sejam novamente deixadas as carcaças nos campos

As novas regras da UE facilitam o processo, uma vez que países como Espanha já estão a aplicar as novas diretrizes europeias, nomeadamente o “Regulamento (UE) nº 142/2011 da Comissão, de 25 de fevereiro de 2011, que altera o Regulamento (CE) nº 1069/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, e que se articula com a Diretiva 97/78/CE do Conselho, de 18 de dezembro, fixando os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos produtos provenientes de países terceiros introduzidos na Comunidade.

A alteração mais significativa tem impacte positivo na conservação destas espécies, pois possibilita a não remoção do material de categoria 1 do campo ou das explorações de gado, podendo as carcaças dos animais mortos permanecer nos locais onde os animais morreram, sempre que a autoridade competente assim o autorize.


Estratégia nacional de conservação de aves necrófagas continua na gaveta

O ICNF deveria ter colocado em setembro último em discussão pública a Estratégia Nacional de Conservação de Aves Necrófagas. Neste documento estão previstas algumas medidas para minimizar o grave problema da falta de alimento destas espécies protegidas, como a constituição de uma rede nacional de campos de alimentação de aves necrófagas. A Quercus apela a que este processo seja mais célere e que incorpore as novas diretrizes europeias, pois a solução não passará apenas pelos campos de alimentação.

Atualmente a Quercus mantém dois campos de alimentação no Tejo Internacional e está a colaborar com alguns municípios, zonas de caça e criadores de gado de forma a criar mais campos de alimentação nesta região, onde existem populações importantes destas espécies ameaçadas.


Lisboa, 5 de novembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar: Samuel Infante 96 294 64 25

04/11/12

À descoberta da Serra de S. Mamede - Marvão, 10 de Novembro de 2012‏

"À descoberta da Serra de S. Mamede" - Marvão, 10 de Novembro de 2012


Os Núcleos Regionais de Castelo Branco e de Portalegre da Quercus vão organizar, no próximo dia 10 de Novembro, uma saída de campo no Parque Natural da Serra de S. Mamede. Com esta actividade pretende-se tomar contacto com a beleza e diversidade das paisagens deste Parque Natural, bem como observar e identificar a sua diversidade florística e faunística.

Pretende-se também descobrir algumas das particularidades geológicas da região e comprovar a tipicidade das suas povoações e respectivas tradições culturais e históricas.
A actividade decorrerá ao longo de um percurso pedestre de cerca de 12 km com início em Castelo de Vide e final em Marvão, e passará por alguns locais de grande beleza do Parque Natural da Serra de São Mamede, permitindo assim um contacto muito directo dos participantes com o património natural e cultural desta Área Protegida.
Inscreva-se e participe na iniciativa!


Consulte o programa e ficha de inscrição em anexo.

Preços e Inscrições (até 8 de Novembro):

- 5 euros (sócios da Quercus); poderá tornar-se sócio aquando da inscrição na actividade.
- O preço inclui o seguro e o percurso guiado.
- Limite máximo de 20 inscrições


Notas:
- As refeições ficam a cargo dos participantes.
- O transporte ficará a cargo dos participantes, sendo a organização responsável por coordenar os meios, de forma a rentabilizá-los ao máximo;
- Os participantes devem levar binóculos, roupa e calçado confortável, adequado às condições atmosféricas e à natureza da actividade.

Contactos para mais informações:
Núcleo Regional de Portalegre da Quercus
E-mail: portalegre@quercus.pt

Núcleo Regional de Castelo Branco da Quercus     
E-mail: castelobranco@quercus.pt

Comunicado | Quercus apoia novas metas para reciclagem de 70% das embalagens em 2020‏


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Quercus apoia novas metas para reciclagem de 70% das embalagens em 2020



As novas metas de reciclagem de embalagens urbanas propostas pela Sociedade Ponto Verde apontam para um valor de 70% em 2020, objetivo este também apoiado pela Quercus.

Este apoio deve-se, por um lado, ao facto de uma maior taxa de reciclagem ter inegáveis vantagens ambientais e sociais, mas também porque esta meta é exequível, tendo em conta o cada vez maior envolvimento da população na recolha seletiva, os novos sistemas de recolha (como o porta-a-porta), assim como as novas tecnologias de triagem de embalagens entre as quais se destaca a do Tratamento Mecânico e Biológico de resíduos urbanos.

A proposta também aponta para a clara existência de metas de reciclagem separadas para as embalagens urbanas (de origem doméstica) e para as não urbanas (de origem industrial ou comercial), posição que a Quercus apoia como forma de tornar todo o processo mais transparente.

Esta proposta está agora a ser avaliada pelo Ministério do Ambiente, no âmbito da renovação da licença da atual entidade gestora de embalagens (Sociedade Ponto Verde) e da eventual atribuição de uma licença a outra entidade.

Para além destas questões, a Quercus também está a acompanhar outros aspetos desta licença, considerando fundamental que, no caso de se licenciar mais do que uma entidade gestora, sejam garantidas condições de concorrência leal entre as entidades, nomeadamente:

- Existência de obrigações iguais, em função da quota de mercado, para a receção por cada entidade gestora das embalagens urbanas e das não urbanas. Evitando-se assim que uma entidade se dedique mais às embalagens não urbanas, as mais fáceis de recolher, e abandone as urbanas.

- Existência de obrigações iguais, em função da quota de mercado, para a receção de embalagens urbanas provenientes das diversas fontes, nomeadamente da recolha seletiva, do tratamento mecânico e biológico e das escórias de incineração (metais).

- Preparação do Estado para auditar todo este sistema, de forma a saber-se com exatidão qual a quantidade de embalagens colocada no mercado pelas empresas e a correspondente quantidade que deve ser gerida por cada entidade. 

Lisboa, 2 de Novembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza