16/11/12

Workshop de reutilização criativa - Natal | 8 de dezembro | 14h-19h| Quinta da Maunça

O workshop “reutilização criativa” dará a oportunidade aos participantes de olharem para os materiais do dia-a-dia, considerados muitas vezes lixo, como uma oportunidade para criarem algo de novo. O resultado será visível, palpável e útil, podendo ser levado para casa e utilizado.

Os participantes poderão trazer alguns materiais que tenham em casa ou que guardem até lá. A título de exemplo: tubos de rolo de papel, caricas, rolhas de cortiça, molas de roupa, retalhos, camisolas velhas, sacos de plástico, caixas de ovos, cápsulas de café, embalagens tetra pak, garrafas de plástico.

Nesta 1.ª edição do workshop de reutilização criativa será dado especial atenção ao Natal. Tendo os participantes a oportunidade de construírem eles próprios alguns presentes de Natal.

O evento realiza-se no dia 8 de dezembro entre as 14h e as 19h na Quinta da Maunça. O preço são 10€. Inscrições e/ou informações através do e-mail guarda@quercus.pt ou telemóvel 931 104 568.

15/11/12

Comunicado de Imprensa Conjunto | REN - Ministra Assunção Cristas Contra a Conservação da Natureza‏




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COMUNICADO DE IMPRENSA

Reserva Ecológica Nacional: Ministra Assunção Cristas
contra a Conservação da Natureza
As mais recentes declarações da Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, de que a “Reserva Ecológica Nacional vai desaparecer”, são uma afronta à conservação da natureza e ao ordenamento do território no país. A Liga para a Protecção da Natureza – LPN, abandonou em protesto na última reunião o seu assento na Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional, em representação da CPADA – Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente. As recentes declarações da Ministra só podem merecer o repúdio absoluto por parte das Organizações Ambientalistas subscritoras deste comunicado, na medida em que consideram que a eventual supressão de uma rede de protecção essencial como a Reserva Ecológica Nacional (REN), remetendo para futura legislação desarticulada entre si, é um erro grave e não funcionará. Qualquer tentativa de retirar competências à REN não é, na opinião das Organizações subscritoras – LPN, Quercus, GEOTA e FAPAS – eliminar redundâncias e burocracia existentes, mas sim contribuir decisivamente para eliminar a protecção de uma parte significativa das áreas com necessidade premente de um regime de conservação da Natureza.
O desmantelamento generalizado da legislação de protecção ambiental e de ordenamento do território em geral, e do regime da Reserva Ecológica Nacional em particular, levou a LPN a apresentar a sua demissão enquanto representante das Organizações Não-Governamentais de Ambiente e Ordenamento do Território (ONGAOT) na Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional. Esta Comissão deixará de ter qualquer papel, e os Municípios e as tutelas resolverão autonomamente entre si as desafectações e alterações a realizar à antiga REN, que deixará de ter qualquer papel relevante na preservação dos contínuos ecológicos e das zonas de protecção. Como o existe o perigo da restante legislação de protecção ambiental entrar também num processo de desmantelamento ou de alteração de fundo, poderá a breve prazo deixar de existir qualquer obstáculo à expansão urbanística desregulada, à especulação sobre o valor dos solos e ao caos urbanístico.
As ONGAs foram prudentes na sua relação com o novo Ministério do Ambiente, mas tornou-se há algum tempo claro que o novo formato governamental não funcionou senão para confirmar as piores expectativas: o Ambiente não só é o parente pobre neste Ministério como é, de forma reiterada, relegado para uma posição de pouco ou nenhum destaque. A decisão de acabar administrativamente com uma ferramenta de conservação, de protecção das comunidades e de ordenamento do território como a REN é só a mais recente das medidas que comprova esta situação de forma clara.
A actuação social das Organizações Ambientalistas tem como ponto principal, e objectivo máximo, a defesa da Natureza e dos patrimónios naturais. É nesse sentido que se tornou necessário abandonar um Órgão que já teve um papel importante, mas que com as actuais alterações deixará de ter qualquer relevância para os objectivos da conservação da natureza, segurança das habitações e dos cidadãos. Facto que as ONGAs contestam e que as leva a considerar que o Ministério do Ambiente continua infelizmente a tomar reiteradamente posições contra a Conservação da Natureza, a desrespeitar a legislação que prevê o diálogo com os parceiros, sem que exista uma mínima consulta prévia às ONGAs, legislando o Estado sem o mínimo envolvimento dos cidadãos e organizações na vida pública.
Assim, as ONGAs rejeitam, em bloco, o assento na Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional (CNREN) pois a continuação da sua presença seria dar aval e legitimidade a uma farsa, porque a REN está a ser intencionalmente destruída e a protecção que a mesma conferia é votada à irrelevância. O próprio ministério do ambiente neste momento apenas desmantela a conservação da Natureza e o ordenamento do território. As ONGAs subscritoras apelam ao que resta de bom senso do governo ou de algumas pessoas no mesmo, no sentido de evitar o avanço de mais uma medida tão prejudicial ao ambiente como esta.
Lisboa, 15 de Novembro de 2012

Comunicado | Portugal condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça pela má qualidade do ar‏


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Queixa da Quercus à Comissão Europeia em 2006
Portugal condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça pela má qualidade do ar



O Estado Português foi hoje condenado pelo Tribunal Europeu de Justiça (TEJ) por incumprimento dos valores‑limite de qualidade do ar ambiente relativos às partículas inaláveis (PM10), nas zonas e aglomerações de Braga, do Porto Litoral, da Área Metropolitana de Lisboa Norte e da Área Metropolitana de Lisboa Sul, uma situação que se verifica desde 2005(1).
Esta decisão do TEJ decorre de um processo que se iniciou com uma queixa à Comissão Europeia apresentada pela Quercus em 2006 por incumprimento dos valores-limite diários e/ou anuais de partículas inaláveis (PM10) no ar ambiente(2), segundo o disposto na legislação comunitária.
Apesar do TEJ reconhecer o incumprimento da legislação sobre qualidade do ar e este facto ser motivo de satisfação, a Quercus considera que a decisão final fica muito aquém das expectativas. Na leitura do Acórdão do TEJ, Portugal apenas é condenado pelo incumprimento ocorrido entre 2005 e 2007, o que não resulta em consequências práticas para já para o Estado Português, no que diz respeito a coimas ou medidas a serem implementadas a curto e médio prazo.

Para a Quercus, esta decisão é um passo fundamental para o Estado Português cumprir a legislação comunitária relativamente à gestão da qualidade do ar, nomeadamente as medidas que têm sido propostas no âmbito dos planos de melhoria de qualidade do ar, como as restrições de estacionamento automóvel no interior das cidades, a promoção do transporte público, os planos de mobilidade das empresas com grande número de trabalhadores (no centro das cidades ou mesmo as vias de alta ocupação).

Com a contínua violação dos valores-limite de partículas (PM10) e dióxido de azoto (NO2) ao longo dos últimos anos (depois já de 2007, último ano considerado na decisão de hoje), a Quercus considera que próximos casos levados a tribunal pela Comissão ou à justiça portuguesa eventualmente pela própria associação, deverão ser evitados pelo Governo e autarquias, que deverão esforçar-se efetivamente para salvaguardar a saúde dos portugueses que residem ou trabalham nas zonas mais poluídas.

Lisboa, 15 de novembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


10/11/12

Comunicado | Quercus atualiza categorias de máquinas de lavar roupa e loiça em www.topten.pt‏


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Aplicando critérios mais exigentes
Quercus atualiza categorias de máquinas de lavar roupa e loiça em www.topten.pt

Estão atualizadas as categorias de máquinas de lavar roupa e de lavar loiça para uso doméstico em www.topten.pt, uma ferramenta online, gerida pela Quercus, que permite aos consumidores conhecer os modelos mais eficientes à venda no mercado português, em várias categorias de produtos. 
Máquinas de Lavar Roupa: 23 produtos e 10 marcas
Com a atualização desta categoria, o Topten.pt passa a contar com 23 máquinas de lavar roupa, distribuídas por 10 marcas e três sub-categorias, de acordo com a sua capacidade de carga ser igual, inferior ou superior a 8 kg. A Míele, a LG e a AEG são as marcas mais representadas, numa seleção em que ficou patente uma maior capacidade das máquinas lançadas no mercado. Este fator acentua a necessidade de fazer uma compra ponderada e adequada à dimensão do agregado familiar, sendo que as máquinas com capacidade de carga superior a 8 kg são recomendadas apenas para famílias numerosas.
Em termos de critérios de seleção, esta atualização trouxe uma maior exigência, sendo as classes de eficiência energética das máquinas selecionadas de A++ e A+++ (a mais baixa no mercado é de A) e, na centrifugação, sempre de classe A.

Máquinas de Lavar Loiça: 70 produtos e 13 marcas
Outra categoria também atualizada foi a relativa às máquinas de lavar loiça, registando-se 70 produtos neste grupo, distribuídos por 13 marcas e também três sub-categorias, de acordo com o tipo de instalação e capacidade da máquina. Uma novidade nesta categoria é precisamente o maior número de subcategorias, permitindo adequar as listagens às diversas necessidades dos consumidores que consultem o Topten.pt.

A Fagor, a Míele e a Siemens são as marcas mais representadas após a atualização desta categoria, que envolveu também critérios mais exigentes na seleção dos produtos. As classes de eficiência energética dos produtos variam entre A++ e A+++ (sendo a mais baixa do mercado de A) e, na secagem, verifica-se sempre a classe A.

Conselhos também atualizados
Além da consulta dos produtos mais eficientes em cada categoria, os consumidores portugueses têm também à sua disposição um conjunto de conselhos específicos para cada tipo de produto, relativos aos cuidados a ter na compra, na utilização, e ainda na limpeza e manutenção, de modo a aumentar o tempo de vida das máquinas e minimizar o seu consumo energético.

Topten.pt está inserido no projeto europeu Euro-Topten Max, financiado pelo Intelligent Energy Europe, que reúne 21 parceiros de 18 países na tentativa de mostrar aos consumidores que estes têm um papel ativo no combate às alterações climáticas, através das escolhas que fazem no seu dia-a-dia em termos de impacto ambiental. Esta pretende ser também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos fabricados.
Em Portugal, o projeto é gerido pela Quercus e apoiado pela ADENE – Agência para a Energia, podendo ser consultado em www.topten.pt.

Comunicado | Quercus promove acção de apresentação do projecto LIFE+ “HIGRO” para conservar habitats prioritários de montanha‏


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Quercus promove acção de apresentação do projecto LIFE+ “HIGRO” para conservar habitats prioritários de montanha


 
No próximo dia 11 de novembro, a Quercus irá apresentar o projeto "HIGRO – Ações demonstrativas para a conservação dehabitats prioritários de montanha no norte de Portugal" em Vila Pouca de Aguiar (Afonsim), iniciativa que conta com ocofinanciamento do Programa Life+ da União Europeia. O projeto teve início em setembro de 2010 e termina em dezembro de 2013, estando a ser implementado em três Sítios da Rede Natura 2000: “Alvão-Marão”, Serra de Montemuro e “Serra de Arga”. A intervenção incide essencialmente sobre baldios comunitários distribuídos por sete Municípios (Vila Pouca de Aguiar, Mondim de Basto, Vila Real, Castro Daire, Resende, Viana do Castelo e Caminha), numa área total de cerca de 200 hectares. 

HIGRO tem como objetivo central definir uma metodologia que promova a restauração e a conservação ativa de dois habitats prioritários (urzais-tojais higrófilos e cervunais(1)), procurando avaliar as técnicas de gestão que induzem uma maior diversidade e promovem a conservação da flora RELAPE (espécies Raras, Endémicas, Localizadas, Ameaçadas ou em Perigo de Extinção) e de espécies da fauna ameaçada, das quais se destacam algumas plantas vasculares [e.g. genciana-das-turfeiras (Gentiana pneumonanthe) e arranha-lobos(Genista berberidea)] e invertebrados [e.g. borboleta-azul-das-turfeiras (Phengaris alcon) e libelinha-de-mercúrio (Coenagrion mercuriale)]. Pretende-se ainda testar que periodicidade e intensidade de cada intervenção promove o equilíbrio na representação dos dois habitats no mosaico, favorece a diversidade vegetal, a sua resiliência (capacidade de regeneração) e a sua resistência a perturbações externas, bem como avaliar de que forma a posição biogeográfica, as características climáticas e as condições ambientais locais (e.g. topografia, litologia, histórico de uso) devem influir no tipo de gestão a efetuar.

Gestão das áreas também envolve as populações locais 
As ações de gestão dos habitats previstas compreendem o controlo mecânico da vegetação arbustiva e herbácea, o restauro da hidrologia natural, a instalação de vedações amovíveis e a promoção do pastoreio de percurso através da celebração de contratos com diversos produtores de gado locais, dado que o maneio deste tipo de habitats está intimamente ligado à atividade tradicional de pastorícia em regime extensivo, algo que se encontra em franca regressão nas áreas montanhosas abrangidas pelo projeto. A implementação do projetopressupõe a prévia celebração de contratos de gestão com as entidades administradoras de baldios e particulares, com aplicação de mecanismos de compensação pela afetação destas áreas à conservação da natureza.
Desta forma, procura-se criar um complemento económico com base na manutenção da integridade dos habitats e da biodiversidade associada.

Um projeto que reúne vários parceiros 
projeto conta com o apoio de diversas entidades que integram a sua Comissão de Acompanhamento: ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas); ARH do Norte I.P. (Administração da Região Hidrográfica do Norte I.P.); Municípios de Vila Pouca de Aguiar, Mondim de Basto, Vila Real, Castro Daire, Resende, Viana do Castelo e Caminha; AGUIARFLORESTA (Associação Florestal e Ambiental de Vila Pouca de Aguiar); SBTMAD (Secretariado dos Baldios de Trás-os-Montes e Alto Douro); BALFLORA (Secretariado dos Baldios do Distrito de Viseu); ACEB (Associação para a Cooperação Entre Baldios); e FAPAS (Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens).

O acompanhamento científico está a cargo do CIBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos) da Universidade do Porto, do CIMO (Centro de Investigação de Montanha) da Escola Superior Agrária de Bragança e do TAGIS (Centro de Conservação das Borboletas de Portugal).

Lisboa, 6 de novembro de 2012

Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar Paulo Monteiro (93 9992188; higro@quercus) ou visite o sítio do projeto em http://higro.org/

(1) Habitats a conservar:
·      Urzais-tojais higrófilos [(4020) *Charnecas húmidas atlânticas temperadas de Erica ciliaris e Erica tetralix];
·      Cervunais [(6230) *Formações herbáceas de Nardus, ricas em espécies, em substratos silicosos das zonas montanas (das zonas submontanas da Europa continental)]

05/11/12

Comunicado | Recolha de animais mortos deixa aves selvagens protegidas e ameaçadas sem alimento‏


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Abutres passam fome

Recolha de animais mortos deixa aves protegidas e ameaçadas sem alimento

Aproveitando o facto de estar em discussão o Orçamento de Estado para 2013, a Quercus volta a alertar a Senhora Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, para a necessidade de ser revista a aplicação do SIRCA, em especial nas zonas fronteiriças e zonas de montanha onde as aves necrófagas ocorrem com maior frequência.

Uma decisão neste sentido permitiria poupanças significativas ao MAMAOT e, ao mesmo tempo, reduziria um dos principais fatores de ameaça às espécies necrófagas – a escassez de alimento - contribuindo assim para o cumprimento da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade e dos compromissos internacionais subscritos pelo Estado Português.


SIRCA - Sistema de Recolha de Animais Mortos nas Explorações - custa 23 milhões de euros e Governo pode poupar muito se proteger as aves necrófagas

O SIRCA foi regulado pelos Decretos Lei nº 76/2003 de 19 de abril, nº 244/2003 de 7 de outubro, nº 19/2011 de 7 de fevereiro e Resolução do Conselho de Ministros nº 119/2008 de 30 de julho, e dele são recolhidos das explorações pecuárias cerca de mil cadáveres de ovinos, bovinos, equídeos e caprinos por dia.

Em Portugal ocorrem três espécies de abutres - o Grifo (Gyps fulvus), o Abutre-negro (Aegypius monachus) e o Abutre do Egipto (Neophron percnopterus), bem como outras aves com hábitos necrófagos, nomeadamente a Águia–imperial (Aquila heliaca adalberti). À medida que as atividades agropecuárias foram alterando os ecossistemas naturais, reduzindo a abundância das presas destas aves (veado e o javali, entre outros), estas espécies adaptaram-se às disponibilidades alimentares criadas pelo Homem, representando os animais domésticos associados à agropecuária uma parte significativa da sua dieta alimentar.

À medida que as regras sanitárias se foram tornando cada vez mais restritivas, obrigando a que as carcaças dos animais mortos fossem retiradas dos campos para serem eliminadas, criou-se um problema grave de escassez de alimento para estas aves selvagens protegidas.

Quercus apela para que sejam novamente deixadas as carcaças nos campos

As novas regras da UE facilitam o processo, uma vez que países como Espanha já estão a aplicar as novas diretrizes europeias, nomeadamente o “Regulamento (UE) nº 142/2011 da Comissão, de 25 de fevereiro de 2011, que altera o Regulamento (CE) nº 1069/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho, e que se articula com a Diretiva 97/78/CE do Conselho, de 18 de dezembro, fixando os princípios relativos à organização dos controlos veterinários dos produtos provenientes de países terceiros introduzidos na Comunidade.

A alteração mais significativa tem impacte positivo na conservação destas espécies, pois possibilita a não remoção do material de categoria 1 do campo ou das explorações de gado, podendo as carcaças dos animais mortos permanecer nos locais onde os animais morreram, sempre que a autoridade competente assim o autorize.


Estratégia nacional de conservação de aves necrófagas continua na gaveta

O ICNF deveria ter colocado em setembro último em discussão pública a Estratégia Nacional de Conservação de Aves Necrófagas. Neste documento estão previstas algumas medidas para minimizar o grave problema da falta de alimento destas espécies protegidas, como a constituição de uma rede nacional de campos de alimentação de aves necrófagas. A Quercus apela a que este processo seja mais célere e que incorpore as novas diretrizes europeias, pois a solução não passará apenas pelos campos de alimentação.

Atualmente a Quercus mantém dois campos de alimentação no Tejo Internacional e está a colaborar com alguns municípios, zonas de caça e criadores de gado de forma a criar mais campos de alimentação nesta região, onde existem populações importantes destas espécies ameaçadas.


Lisboa, 5 de novembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar: Samuel Infante 96 294 64 25

04/11/12

À descoberta da Serra de S. Mamede - Marvão, 10 de Novembro de 2012‏

"À descoberta da Serra de S. Mamede" - Marvão, 10 de Novembro de 2012


Os Núcleos Regionais de Castelo Branco e de Portalegre da Quercus vão organizar, no próximo dia 10 de Novembro, uma saída de campo no Parque Natural da Serra de S. Mamede. Com esta actividade pretende-se tomar contacto com a beleza e diversidade das paisagens deste Parque Natural, bem como observar e identificar a sua diversidade florística e faunística.

Pretende-se também descobrir algumas das particularidades geológicas da região e comprovar a tipicidade das suas povoações e respectivas tradições culturais e históricas.
A actividade decorrerá ao longo de um percurso pedestre de cerca de 12 km com início em Castelo de Vide e final em Marvão, e passará por alguns locais de grande beleza do Parque Natural da Serra de São Mamede, permitindo assim um contacto muito directo dos participantes com o património natural e cultural desta Área Protegida.
Inscreva-se e participe na iniciativa!


Consulte o programa e ficha de inscrição em anexo.

Preços e Inscrições (até 8 de Novembro):

- 5 euros (sócios da Quercus); poderá tornar-se sócio aquando da inscrição na actividade.
- O preço inclui o seguro e o percurso guiado.
- Limite máximo de 20 inscrições


Notas:
- As refeições ficam a cargo dos participantes.
- O transporte ficará a cargo dos participantes, sendo a organização responsável por coordenar os meios, de forma a rentabilizá-los ao máximo;
- Os participantes devem levar binóculos, roupa e calçado confortável, adequado às condições atmosféricas e à natureza da actividade.

Contactos para mais informações:
Núcleo Regional de Portalegre da Quercus
E-mail: portalegre@quercus.pt

Núcleo Regional de Castelo Branco da Quercus     
E-mail: castelobranco@quercus.pt

Comunicado | Quercus apoia novas metas para reciclagem de 70% das embalagens em 2020‏


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Quercus apoia novas metas para reciclagem de 70% das embalagens em 2020



As novas metas de reciclagem de embalagens urbanas propostas pela Sociedade Ponto Verde apontam para um valor de 70% em 2020, objetivo este também apoiado pela Quercus.

Este apoio deve-se, por um lado, ao facto de uma maior taxa de reciclagem ter inegáveis vantagens ambientais e sociais, mas também porque esta meta é exequível, tendo em conta o cada vez maior envolvimento da população na recolha seletiva, os novos sistemas de recolha (como o porta-a-porta), assim como as novas tecnologias de triagem de embalagens entre as quais se destaca a do Tratamento Mecânico e Biológico de resíduos urbanos.

A proposta também aponta para a clara existência de metas de reciclagem separadas para as embalagens urbanas (de origem doméstica) e para as não urbanas (de origem industrial ou comercial), posição que a Quercus apoia como forma de tornar todo o processo mais transparente.

Esta proposta está agora a ser avaliada pelo Ministério do Ambiente, no âmbito da renovação da licença da atual entidade gestora de embalagens (Sociedade Ponto Verde) e da eventual atribuição de uma licença a outra entidade.

Para além destas questões, a Quercus também está a acompanhar outros aspetos desta licença, considerando fundamental que, no caso de se licenciar mais do que uma entidade gestora, sejam garantidas condições de concorrência leal entre as entidades, nomeadamente:

- Existência de obrigações iguais, em função da quota de mercado, para a receção por cada entidade gestora das embalagens urbanas e das não urbanas. Evitando-se assim que uma entidade se dedique mais às embalagens não urbanas, as mais fáceis de recolher, e abandone as urbanas.

- Existência de obrigações iguais, em função da quota de mercado, para a receção de embalagens urbanas provenientes das diversas fontes, nomeadamente da recolha seletiva, do tratamento mecânico e biológico e das escórias de incineração (metais).

- Preparação do Estado para auditar todo este sistema, de forma a saber-se com exatidão qual a quantidade de embalagens colocada no mercado pelas empresas e a correspondente quantidade que deve ser gerida por cada entidade. 

Lisboa, 2 de Novembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

02/11/12

Comunicado | Tribunal Central Administrativo Sul aceita o recurso apresentado pela Quercus no âmbito da providência cautelar da Cascata do Tâmega‏


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Plano Nacional de Barragens
Tribunal Central Administrativo Sul aceita o recurso apresentado pela Quercus
no âmbito da providência cautelar da Cascata do Tâmega


O Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS) decidiu favoravelmente relativamente ao recurso (interposto pela Quercus em Março) do indeferimento da Providência Cautelar para suspensão de eficácia da declaração de impacte ambiental favorável das barragens da Cascata do Tâmega (Gouvães, Alto Tâmega e Daivões), datada de 2010.

Na prática, esta decisão judicial impede, para já, a construção de 3 grandes barragens na bacia do Rio Tâmega a cargo da multinacional espanhola IBERDROLA.

A Quercus congratula-se com esta decisão e agradece o esforço de todos os que lutam contra a construção das barragens da Cascata do Tâmega, em especial os habitantes e autarquias locais que apoiaram esta acção.
Esta decisão judicial vem demonstrar que, neste caso concreto, o interesse das populações e da conservação da Natureza se sobrepôs aos interesses das grandes companhias energéticas.

Na opinião da Quercus, este projeto causaria prejuízos socioeconómicos diretos e indiretos na Região do Alto Tâmega, com especial impacto na agricultura (e em particular, na viticultura), pesca desportiva e turismo de natureza.

Por esse motivo, a Quercus apresentou, em Setembro de 2011, uma queixa formal à União Europeia relativa ao Projeto Hidroeléctrico do Sistema Electroprodutor do Tâmega (SET), por incumprimento da legislação comunitária – nomeadamente a Diretiva Quadro da Água e as Diretivas Aves e Habitats.

Com efeito, este projeto apresenta impactes ambientais muito significativos, entre os quais a transformação, fragmentação e degradação dos ecossistemas na bacia do rio Tâmega, incluindo a criação de barreiras incontornáveis para espécies migradoras como a enguia (já dizimada nas bacias do Douro e do Tâmega) e a degradação dos habitats de algumas das últimas alcateias do lobo, uma espécie prioritária, de acordo com a Diretiva Habitats, classificada ‘Em Perigo’ pelo LVVP, no caso em concreto a sub-espécie lobo-ibérico, Canis lupus signatus.

A Quercus considera pois que o Projeto Hidroeléctrico do SET apresenta um balanço negativo em termos ambientais e sociais, além de impactes gravosos, como as perdas irreversíveis de habitats de espécies ameaçadas; o 
desaparecimento do rio Tâmega enquanto meio lótico; a afetação de diversas espécies com estatuto de proteção; a afetação dos corredores de passagem do lobo. Em causa está também a integridade do Sítio de Importância Comunitário (SIC) Alvão-Marão e de espécies e habitats prioritários aí presentes, conforme reconhecido no próprio Estudo de Impacte Ambiental que refere que “as áreas a submergir implicam a afetação de extensas áreas de habitat com importante valor conservacionista”.

Mais concretamente, a construção da Cascata do Tâmega iria afetar diretamente o SIC “Alvão-Marão”, através da construção do aproveitamento hidroeléctrico (AH) de Gouvães e de uma pedreira do AH Alto Tâmega. Indiretamente, seriam afetados os seus valores, quer pelo impacto cumulativo dos vários AH deste projeto, quer pelo impacte cumulativo com outros projetos já existentes, aprovados ou em avaliação no SIC Alvão-Marão, impactes cumulativos esses que não foram avaliados.

Acresce que, de acordo com o n.º 10 do artigo 10.º do DL 49/2005, de 24 de Fevereiro, um projeto que tenha impactos significativos sobre um SIC ou ZPE, realizado dentro ou fora da área, só pode ser autorizado se não houver alternativas, o que não se verifica no caso vertente.

De resto, tanto o ICNB e, posteriormente, a CAIA, como o Município de Vila Pouca de Aguiar, manifestaram parecer desfavorável ao empreendimento, tendo este último aprovado uma moção que expressamente referia: “Os impactes negativos são inúmeros e significativos e estão diretamente relacionados com as alterações microclimáticas, a degradação da qualidade das águas superficiais, a redução do potencial de biodiversidade, a destruição e alteração profunda da paisagem, a submersão de explorações agrícolas, património histórico, etc.”.

Parcerias público-privadas e rendas às empresas energéticas

A construção destas barragens custará centenas de milhões de euros que acabarão por ser pagos pelos consumidores na factura da luz. Também são do conhecimento público as rendas pagas às empresas energéticas pela garantia de potência das barragens.

A Quercus considera que o Estado Português (através do então Secretário de Estado do Ambiente), ao aprovar a Declaração de Impacte Ambiental nos termos em que o fez, incorreu em violação flagrante de várias diretivas europeias e da legislação nacional, nomeadamente a Diretiva Quadro da Água, a Diretiva Aves e a Diretiva Habitats, bem como
 a Lei da Água e os instrumentos de gestão territorial aplicáveis, entendimento agora sufragado pelo TCAS.

Lisboa, 2 de novembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar 
João Branco, Vice-Presidente da Direção Nacional da Quercus | +351 937 788 472 begin_of_the_skype_highlighting            +351 937 788 472      end_of_the_skype_highlighting
Carla Graça, Vice-Presidente da Direção Nacional da Quercus | +351 938 600 252 begin_of_the_skype_highlighting            +351 938 600 252      end_of_the_skype_highlighting

01/11/12

Comunicado | AMIANTO - Governo parece brincar com a saúde dos Portugueses‏


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AMIANTO
Governo parece brincar com a saúde dos Portugueses



Continua AINDA por fazer a avaliação do estado de degradação dos materiais com amianto nos edifícios públicos. No passado mês de Fevereiro o Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso Paulo, garantiu ter a lista elaborada em Outubro.

Certamente que essa lista não está concluída por falta de lembrança, nomeadamente pela Quercus, que no dia 14 de Fevereiro denunciou publicamente o incumprimento da Lei n.º 2/2011 (onde está expressa a obrigação da referida avaliação – ver link).

Ainda no passado dia 24 de Maio a QUERCUS, ao apoiar a contestação da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB 2-3 Dr.º Rui Grácio de Montelavar que reclamava a análise do estado do fibrocimento do telhado da escola, voltou publicamente a exigir que a legislação fosse cumprida.

Mais recentemente, a 26 de Julho, a Quercus enviou uma comunicação para o Secretário de Estado, Pedro Afonso Paulo, a pedir informações sobre o assunto, nomeadamente todas as acções que já foram desenvolvidas desde 14 de Fevereiro do corrente ano. Passados 3 meses, a Quercus ainda está a aguardar uma resposta à referida comunicação.

Perante esta situação a Quercus não vê alternativa que não seja denunciar a situação ao Comité de Altos Responsáveis da Inspecção do Trabalho (CARIT). O CARIT tem por finalidade acompanhar a aplicação efectiva e harmonizada da legislação comunitária em matéria de segurança e saúde no trabalho e de analisar as questões práticas envolvidas nessa aplicação.

É demasiada a demora do Governo em resolver este problema de eventual gravidade para a saúde pública. Já a Resolução da Assembleia da República n.º 24/2003, publicada há quase uma década, recomendava ao Governo que se fizesse um levantamento em relação ao Amianto. A Quercus na altura também denunciou publicamente o não cumprimento da referida Resolução.

O amianto é um material constituído por fibras finas e facilmente inaláveis, que poderão causar problemas de saúde, como cancro do pulmão ou outras doenças respiratórias. Apesar de proibido, é ainda hoje possível encontrar amianto em diversas utilizações como no revestimento de paredes, alcatifas ou no isolamento de condutas e tectos.


Lisboa, 1 de Novembro de 2012

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Comunicado | Quercus aplaude obrigatoriedade da nova etiqueta europeia de pneus, a partir de hoje em vigor‏


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1 de novembro | Entra hoje em vigor

Quercus satisfeita com obrigatoriedade da nova etiqueta europeia de pneus

A partir de hoje, 1 de novembro, os novos pneus fabricados na União Europeia deverão obrigatoriamente conter uma etiqueta para cumprirem com a legislação em vigor(1) e assim tornar o transporte rodoviário mais eficiente, seguro e menos poluente, à semelhança do que já acontece com outros equipamentos de uso doméstico. Na nova etiqueta, o consumidor poderá encontrar informação harmonizada sobre as características técnicas dos pneus que estão a comprar, como o seu desempenho em termos de eficiência energética (poupança de combustível), aderência em piso molhado e o nível de ruído exterior.

A nova etiqueta europeia deverá ser aplicável a todos os pneus para veículos ligeiros de turismo (Classe C1), veículos comerciais ligeiros (Classe C2) e veículos comerciais pesados (Classe C3). As exceções serão os pneus recauchutados, pneus de competição, pneus sobressalentes, pneus cujo índice de velocidade é inferior a 80 km/h, pneus com pregos, pneus para utilização profissional fora de estrada, e pneus de veículos antigos.

O desempenho em termos de eficiência energética está classificado em 7 classes, medidas em termos de resistência ao rolamento, de A (mais eficiente) a G (menos eficiente). A diferença de eficiência entre as classes A e G pode resultar numa poupança de combustível até 7,5%, num conjunto completo de pneus, representando uma poupança de mais de 300 euros/ano, dependendo do veículo e das condições de condução.

A aderência em piso molhado está dividida em 7 classes, de A (menor distância de travagem) a G (maior distância de travagem). A diferença entre as classes A e G de aderência em piso molhado pode equivaler a uma distância de travagem até 18 metros mais curta, para uma velocidade média de 80 km/h e um conjunto completo de pneus com as mesmas características.

Os níveis de ruído exterior estão divididos em 3 categorias e são medidos em decibéis (dB), numa escala gráfica que é comparada com os novos níveis de ruído exterior para pneus europeus a serem introduzidos até 2016. Uma onda de som destacada a preto indica um pneu menos ruidoso e 3 dB inferior ao futuro limite europeu do Regulamento (CE) 661/2009, enquanto três ondas de som destacadas a preto indica um pneu mais ruidoso e em conformidade com o atual limite europeu em vigor no Regulamento (CE) 2001/43. A seta preta indica o nível de ruído em valor absoluto.

Francisco Ferreira da Quercus disse: “Tendo em conta que 20% das emissões de dióxido de carbono (CO2) dos veículos estão associadas à resistência causada pelos pneus, o que ainda é um contributo significativo, esta nova etiqueta vai permitir ajudar os consumidores a escolher os pneus mais eficientes e também com menor emissão de ruído, beneficiando o ambiente e também reduzindo os seus gastos com combustível. Com a manutenção dos pneus à pressão certa, os consumidores poderão ainda reduzir até 5% o consumo de combustível.”

A ACAP (Associação Automóvel de Portugal), em parceria com os fabricantes de pneus, está a promover uma campanha de sensibilização pública para a nova etiqueta europeia dos pneus(2), à qual se associaram o IMTT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres e a VALORPNEU – Sociedade de Gestão de Pneus que, através dos seus websites vão difundir informação sobre como melhorar a segurança, a eficiência económica e ambiental do transporte rodoviário.


Lisboa, 1 de novembro de 2012

A Direção Nacional da
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar:
Francisco Ferreira, Quercus
Telemóvel: 937 788 470 | E-mail: franciscoferreira@quercus.pt

Mafalda Sousa, Quercus
Telefone: 213 462 210 | E-mail: mafaldasousa@quercusancn.pt