24/09/12

Comunicado | Projeto Escolas Amigas da Água no Algarve: escolas participantes podem poupar em média 420€/ano‏



Projeto Escolas Amigas da Água no Algarve 
Escolas participantes podem poupar em média 420€/ano

420€ por ano é a poupança média, na fatura da água, que cada uma das 11 escolas1 participantes no projeto Escolas Amigas da Água, na região do Algarve, pode alcançar se aplicar as medidas de redução do consumo identificadas. Esta é uma das conclusões obtidas após analisados os dados da segunda edição deste projeto, que foi desenvolvido em parceria pela Quercus e a Águas do Algarve, durante o ano letivo 2011/2012.

O projeto abrangeu cerca de 552 alunos, cujos hábitos de consumo de água nas respetivas instituições de ensino se traduziram num valor médio diário de 10 m3 ou 25 litros/aluno.

Ao nível dos dispositivos, verificou-se que as torneiras presentes nas instalações sanitárias e cozinhas registavam valores médios de caudal superiores aos das torneiras de classificação A, a mais eficiente possível de aplicar nestes casos, pois desconhece-se se a instalação predial permite a instalação de dispositivos de classe A+.
Por outro lado, registou-se um tempo médio de abertura das torneiras superior a cinco segundos (duração considerada suficiente). Quanto aos autoclismos, verificou-se ainda a existência dos de descarga completa e uma utilização incorreta dos de dupla descarga.

Estas conclusões permitiram aferir um potencial de poupança de água, para o total das 11 escolas, de cerca de 14,7 m3/dia, o equivalente a 4.630€/ano, correspondendo a uma redução de 9,7% da fatura. A partir daqui, chega-se ao valor médio que cada escola pode poupar (420€/ano), economizando 1,3 m3/dia, ou seja, 2,4 litros/aluno por dia.

Parte desta poupança implica um investimento por parte das escolas em novos dispositivos (torneiras e autoclismos), que em média será de 450 euros, com um tempo de retorno variável entre os 6 meses e 4 anos.

A nível nacional, a segunda edição do projeto “Escolas Amigas da Água” (ano letivo 2011/2012) abrangeu 24 escolas em três regiões: Algarve, Coimbra e Ribatejo, resultando de uma parceria da Quercus com a Águas do Algarve, a Águas de Coimbra e a Águas do Ribatejo E.I.M, respetivamente. A totalidade das escolas envolvidas no projeto, em termos nacionais, teve um consumo médio diário de água de 9 m3, que corresponde a um consumo médio de 21 litros/aluno por dia.

Lisboa, 24 de Setembro de 2012

A Direção Nacional da

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

1- Escolas participantes na região do Algarve: EB1 de Alto de Rodes, EB23 D. Martim Fernandes, EB23 Jacinto Correia, EB23 Poeta Emiliano da Costa, EB1/JI da Correeira, EBI de Ferreiras, ES Poeta António Aleixo, EBS da Bemposta, Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, ES Dr. Francisco Fernandes Lopes, ES Drª Laura Ayres.

Para mais informações contactar:
 
Ana Rita Antunes, Quercus 
Tlm:             934794359                                                                  
E-mail: ritaantunes@quercusancn.pt 

Teresa Fernandes, Águas do Algarve

Tlm:             932698558       
E-mail: t.fernandes@aguasdoalgarve.pt 

Comunicado | Inscrições abertas 3ª edição do Projeto Escolas Amigas da Água no Ribatejo‏



Após balanço positivo em 2011/2012
Inscrições abertas 3ª edição do Projeto Escolas Amigas da Água no Ribatejo

Estão abertas, até ao dia 30 de setembro, as inscrições para a terceira edição do Projeto Escolas Amigas da Água na região do Ribatejo, dinamizado pela Quercus em parceria com a Águas do Ribatejo, E.M. Poderão participar todas as escolas de ensino básico (1º, 2º e 3º ciclos) e secundário dos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas. 
As inscrições devem ser feitas pelo endereço de correio eletrónico escolas.agua@quercusancn.pt ou pelo telefone             213462210      , indicando os seguintes dados: nome da escola; número de alunos; valências da escola (refeitório, ginásio, etc.); característica do espaço exterior (relvado ou pátio); planta da escola (se possível); professor de contacto e/ou professor que concretizará o projeto e respetivos contactos de diretos e contactos da escola (morada, telefone e correio eletrónico).

Segunda edição aferiu potencial de poupança total de 6000€/ano

Desenvolvido nesta região pela Quercus em parceria com a Águas do Ribatejo, este projeto tem assim continuidade após o balanço positivo da segunda edição no ano letivo 2011/2012, na qual participaram seis escolas e 538 alunos.

Depois de analisados os consumos de água em cada escola, o consumo médio diário registado foi de 8 m3 ou 14 litros/aluno por dia.

Ao nível dos dispositivos, verificou-se que as torneiras presentes nas instalações sanitárias e cozinhas registavam valores médios de caudal superiores aos das torneiras de classificação A. Por outro lado, registou-se um tempo médio de abertura das torneiras superior a cinco segundos (duração considerada suficiente). Quanto aos autoclismos, verificou-se existirem ainda os de descarga completa e uma utilização incorreta dos de dupla descarga.

A partir destes dados, foi possível aferir um potencial de poupança, para o total das 6 escolas, de cerca de 7,4 m3/dia, o equivalente a 6.000 €/ano, correspondendo a 16% da fatura. Em média cada escola poderá poupar 991€/ano, economizando 1,2 m3/dia, ou seja, 2,3 litros/aluno por dia.

Parte desta poupança implica um investimento por parte das escolas em novos dispositivos (torneiras e autoclismos), que em média será de 170 euros, com um tempo de retorno variável entre pouco mais de um mês e 2 anos.

A nível nacional, a segunda edição do projeto “Escolas Amigas da Água” (ano letivo 2011/2012) abrangeu 24 escolas em três regiões: Algarve, Coimbra e Ribatejo, resultando de uma parceria da Quercus com a Águas do Algarve, a Águas de Coimbra e a Águas do Ribatejo E.M, respetivamente. A totalidade das escolas analisadas teve um consumo médio diário de 9 m3, que corresponde a um consumo médio de 21 litros/aluno por dia.
Lisboa, 24 de setembro de 2012

A Direção Nacional da 
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar:

Ana Rita Antunes, Quercus 
Tlm:             934 794 359                                                                  
E-mail: ritaantunes@quercusancn.pt

Nelson Lopes, Águas do Ribatejo
Tlm:             927 803 302      
E-mail: nelson.lopes@aguasdoribatejo.com

23/09/12

Estudo científico publicado hoje demonstra que milho transgénico causa tumores e morte


Plataforma Transgénicos Fora
2012/09/19
Comunicado

Todos os transgénicos estão em causa - Governo tem de tomar medidas
ESTUDO CIENTÍFICO PUBLICADO HOJE DEMONSTRA QUE MILHO TRANSGÉNICO CAUSA TUMORES E MORTE

Foi hoje publicado na prestigiada revista internacional Food and Chemical Toxicology(1) um estudo(2) sobre milho geneticamente modificado que aponta para efeitos tóxicos "alarmantes"(3) até agora desconhecidos. Trata-se da primeira vez a nível mundial que são investigados os efeitos de longo prazo dos transgénicos na saúde.

O milho geneticamente modificado utilizado na alimentação dos animais de laboratório foi o NK603 da multinacional Monsanto, tolerante ao herbicida Roundup produzido pela mesma empresa. Foi considerado seguro e autorizado para a alimentação humana pela Comissão Europeia já em 3 de Março de 2005 e tem circulado na Europa desde então.

Os investigadores, liderados pelo Prof Séralini da universidade francesa de Caen, verificaram que os animais alimentados pelo milho transgénico (num regime alimentar oficialmente considerado seguro) sofreram de morte prematura, para além de tumores e danos em múltiplos órgãos vitais.(4)

A Plataforma Transgénicos Fora considera que, à luz destes resultados e ao contrário do que a própria Monsanto afirma(5), os alimentos transgénicos em circulação não podem mais ser considerados seguros. O governo deve pois tomar imediatamente medidas de emergência e precaução (previstas aliás na diretiva quadro dos transgénicos 2001/18):
- Suspensão imediata de todos os transgénicos em uso na alimentação e nas rações animais; e
- Proibição imediata do cultivo de milho transgénico em Portugal.

Enquanto não forem publicados mais dados científicos com estudos de longo prazo sobre todos os transgénicos já autorizados que demonstrem a sua segurança efetiva, a eliminação da sua produção e consumo é a única forma de garantir a proteção dos consumidores portugueses.


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NOTAS
(1) Pertence ao 1º quartil mundial das revistas científicas da sua área temática.
(2) Séralini, G.-E., et al. Long term toxicity of a Roundup herbicide and a Roundup-tolerant genetically modified maize. Food Chem. Toxicol. (2012) http://dx.doi.org/10.1016/j.fct.2012.08.005
O artigo (que contém fotos dos tumores) pode ser descarregado em http://tinyurl.com/seralini
(3) De acordo com declarações do autor principal deste estudo: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=592540
(4) Os resultados do estudo, que avaliou dez grupos de animais (cada um com dez machos e dez fêmeas) ao longo de um ciclo de vida completo (dois anos) foram os seguintes:
- Nos ratos fêmea houve 2 a 3 vezes mais mortes (e mortes mais rápidas) do que seria normal. Nos ratos macho isso também sucedeu, embora apenas em três dos dez grupos.
- As fêmeas desenvolveram quase sempre grandes tumores mamários mais frequentemente e antes do que seria normal. A pituitária foi o segundo órgão mais afetado. O equilíbrio das hormonas sexuais também foi alterado.
- Nos machos a congestão e necrose hepáticas sucederam 2,5 a 5,5 vezes acima do normal. Também apresentavam quatro vezes mais grandes tumores palpáveis do que esperado, para além de que eles apareciam até 600 dias mais cedo do que normal.
- Em ambos os sexos foram detetadas deficiências renais crónicas muito significativas. De todos os parâmetros alterados, 76% estavam relacionados com os rins.
- Em termos de mortalidade, 30% dos machos de controle e 20% das fêmeas de controle morreram prematuramente. Em alguns dos grupos de teste a mortalidade prematura atingiu os 50% dos machos e 70% das fêmeas.
(5) Ver por exemplo em http://www.monsanto.com/newsviews/Pages/food-safety.aspx#q1

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A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (AGROBIO, Associação Portuguesa de Agricultura Biológica; CAMPO ABERTO, Associação de Defesa do Ambiente; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Ação e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; Associação IN LOCO; LPN, Liga para a Proteção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente e QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza) e apoiada por dezenas de outras. Para mais informações contactar info@stopogm.net ouwww.stopogm.net

Mais de 10 mil cidadãos portugueses reiteraram já por escrito a sua oposição aos transgénicos.

Comunicado | Empresa destrói habitat de águia-imperial-ibérica no Tejo Internacional através de corte ilegal‏



Empresa efetua corte ilegal e desrespeita área de nidificação
Habitat de águia-imperial-ibérica destruído no Tejo Internacional

A Empresa Floponor, uma empresa de exploração florestal, foi contratada para executar um corte de eucaliptal e pinhal numa propriedade privada onde nidifica um casal de águia-imperial-ibérica, destruindo toda a área circundante aos ninhos que têm sido até agora ocupados.


De salientar que quer o proprietário, quer a empresa, haviam sido notificados pelo ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - em janeiro deste ano, acerca das condicionantes e cuidados a ter durante o processo de corte e de retirada de madeira do local. 

Foram definidas e marcadas cartograficamente e no terreno, zonas de salvaguarda onde os trabalhos não poderiam decorrer durante o período de nidificação da espécie, e uma outra zona de proteção à nidificação, onde estava interdito o corte de árvores, situação que não foi cumprida, tendo mesmo esta última área sido destruída quase na sua totalidade.

Ilegalidades começaram na primavera

Já em março deste ano a Quercus foi obrigada a intervir no local e a sensibilizar a Floponor para respeitar o período de nidificação da espécie, de acordo com as exigências do ICNB, pois o disposto no Decreto-Lei 140/1999, de 24 de abril, alterado pelo Decreto-Lei 49/2005, de 24 de fevereiro, proíbe a perturbação das aves neste período.


Após a sensibilização da Quercus, os trabalhos pararam e dois dias depois o casal regressou ao ninho para iniciar o período de nidificação, tendo neste ano criado com sucesso 3 crias.

Novas ilegalidades destroem habitat

Hoje, dia 21 de setembro, a Quercus constatou no local que a empresa violou o acordado, cortando ilegalmente as árvores na mancha de proteção à nidificação definida pelo ICNB. Ao que a Quercus apurou, este Instituto já se encontra a acompanhar a situação e estará iminente o levantamento de um auto de notícia à FLOPONOR. Como esta destruição do habitat de nidificação poderá pôr em causa a continuidade deste casal no local, a Quercus irá acompanhar a situação em conjunto com as autoridades.

habitat1  habitat2
Local onde foram abatidas as árvores em zona de proteção à nidificação

Águia-imperial-ibérica – Uma espécie em perigo

A águia-imperial é uma espécie endémica do Oeste do Mediterrâneo, estando atualmente restrita à Península Ibérica, onde nidificam cerca de 250 casais. Devido à pequena dimensão desta população, e constituindo uma espécie de rapina rara no mundo, encontra-se hoje classificada como Vulnerável pela Lista Vermelha da IUCN (IUCN, 2008) e como Criticamente em Perigo pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal (Cabral et al., 2005). 


Em Portugal tem procriado com regularidade na proximidade do Parque Natural do Tejo Internacional, também classificado como Zona de Protecção Especial (ZPE), e nas ZPE de Moura, Mourão, Barrancos e de Castro Verde.


Atualmente a população portuguesa é de apenas 9 casais. Em 2012 criaram com sucesso apenas 4 casais. As principais ameaças a esta espécie são a destruição de habitat, os envenenamentos, a electrocussão e colisão com linhas eléctricas, o abate ilegal e o declínio das populações de coelho.

Lisboa, 21 de setembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar: Samuel Infante -             96 294 64 25      

22 de setembro | Dia Europeu Sem Carros




Em tempo de crise, mobilidade sustentável merecia mais protagonismo: só 42 cidades aderem à iniciativa

Decorre, entre 16 a 22 de setembro, em quase duas mil cidades espalhadas pelo mundo, mais uma edição da Semana Europeia da Mobilidade (SEM), este ano subordinada ao tema “Avançando na Direção Certa”. Perante o cenário de crise económica que o país atravessa, a Quercus alerta que governo e autarquias estão a avançar em contracorrente do tema de 2012, dado que os transportes e a mobilidade urbana sustentável deixaram de ser uma prioridade na agenda política. Este facto é evidenciado pelo reduzido número de cidades portuguesas que este ano são consideradas participantes na Semana Europeia da Mobilidade e que é de apenas 24. Em relação ao Dia Sem Carros, há também só 42 cidades participantes.
 
Desde 2002 que a SEM tem procurado sensibilizar as pessoas que vivem nas cidades para os problemas associados com os transportes e a mobilidade em geral. Para isso, é necessário explorar soluções concretas para enfrentar os desafios com que as zonas urbanas hoje se deparam, como a poluição do ar, o ruído e o congestionamento, e estimular a mudança de comportamentos para soluções de mobilidade mais sustentáveis.
 
Na SEM, as autoridades locais são convidadas a lançar e promover medidas de carácter permanente, para promover soluções de mobilidade mais amigas do ambiente e que proporcionem uma vivência da cidade mais saudável e sustentável, em detrimento do automóvel.
 
Apesar dos esforços das autarquias locais em promover anualmente a SEM, pouco tem sido feito para promover de facto uma mobilidade mais sustentável. A Quercus salienta que o Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE), na sua versão de 2008, contemplava como uma das suas medidas, a elaboração de planos de mobilidade urbana para todas as capitais de distrito para promover a eficiência energética no setor dos transportes, mas praticamente nenhum destes planos foi ainda elaborado. Estes planos deveriam conter um conjunto de medidas para minimizar a utilização do automóvel, melhorando a acessibilidade, e reduzindo a fatura dos transportes no orçamento das famílias.
 
Em Portugal, a política de transportes não tem evoluído no sentido de incentivar o transporte público em detrimento do automóvel, e de melhorar os serviços já existentes, o que traria benefícios ambientais (com menos congestionamento, poluição, emissões de CO2 e ruído) e energéticos (redução de importação e consumo de energia, maior eficiência energética) para o país.
A Quercus considera ainda que tem sido esquecida a promoção da bicicleta e dos modos suaves de mobilidade, bem como os seus benefícios ambientais na redução da poluição, do ruído e do consumo de energia no setor dos transportes, a melhoria da qualidade de vida nas cidades e a promoção da segurança rodoviária.
 
Ao longo dos últimos anos, as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto têm revelado ultrapassagens dos limites legais relativos à qualidade do ar, sobretudo partículas inaláveis (PM10) e dióxido de azoto (NO2).
 
Assim, a Semana Europeia da Mobilidade e o Dia Europeu sem Carros, assumem cada vez mais apenas um espírito comemorativo e pontual, sem que daí resultem medidas permanentes e com efeitos substanciais na melhoria da qualidade do ar e do ruído, e que afetam muitas centenas de milhares de pessoas nos maiores centros urbanos do país.
 
Em tempo de crise, quando seria fundamental apoiar a mobilidade de quem tem menos recursos, persistem elevados preços de bilhetes para utilizadores esporádicos, aumentou-se o houve uma redução muito significativa da comparticipação em alguns tipos de passes sociais, há falta de articulação entre os diferentes modos de transporte público nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, ou verificam-se ainda grandes deficiências de oferta em muitos concelhos com menor população, nomeadamente no interior do país.
 
Lisboa, 21 de setembro de 2012
 
A Direção Nacional da
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar:Francisco Ferreira, Quercus
Telemóvel: 937 788 470 | E-mail: franciscoferreira@quercus.pt
 
Mafalda Sousa, Quercus
Telefone: 213 462 210 | E-mail: mafaldasousa@quercusancn.pt

Jornadas Voluntárias de Outono



Depois de uma última jornada de Verão que não se chegou a realizar, anunciam-se agora as Jornadas Voluntárias de Outono no Cabeço Santo.
A primeira terá lugar já no dia 6 de Outubro e será integrada na Semana Europeia da Custódia do Território (http://www.landlifeweek.eu). Será uma jornada dedicada à sementeira de bolotas e à recolha de frutos de outras plantas nativas, em particular o lentisco. A sementeira, contudo, só se poderá realizar se as condições do solo forem favoráveis, isto é, se já estiver húmido. Este dia terminará com o enfrascamento dos primeiros frascos de mel Cabeço Santo e a oferta aos voluntários dos primeiros frascos de 150g da colheita de 2012!
Nas restantes jornadas continuarão os trabalhos de acompanhamento das áreas sob intervenção do projecto, que consistem sobretudo na remoção de plantas de espécies invasoras e a protecção das árvores já introduzidas. Também se fará uma avaliação da acção de plantação de estacas de salgueiro realizada no ano passado, que será complementada, se necessário.
Eis os dias planeados para as Jornadas de Outono de 2012:
Outubro: 6 [integrado na Semana Europeia da Custódia do Território], 27
Novembro: 17
Dezembro: 1
Este documento detalha alguns aspectos destas Jornadas de Outono.
Eis finalmente a foto “oficial” da participação na Semana Europeia da Custódia do Território, que, não tendo sido rigorosamente obtida no Cabeço Santo, foi-o 3 km a jusante no Ribeiro de Belazaima e pretende ilustrar como poderá ficar o mesmo Ribeiro no Cabeço Santo dentre de 10 ou 15 anos!

Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores



Liga para a Protecção da Natureza e Quercus lançam hoje petição contra nova proposta de regime de arborizações

Dia 21 de setembro, comemora-se o “Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores”, que tem como objetivo principal alertar a opinião pública para os impactes asociados à alteração do uso do solo, como a afetação da flora e fauna locais, erosão dos solos e assoreamento de linhas de água.

Em Portugal, a principal espécie de árvore utilizada para plantações em monocultura é o eucalipto, cultivado para produção de pasta de papel, o qual apresenta, segundo o Inventário Florestal Nacional em 2005-06, uma área de cerca de 740 mil hectares e com tendência a aumentar.
Liga para a Protecção da Natureza e Quercus lançam petição
No seguimento da proposta de novo regime de arborizações e rearborizações, que esteve em consulta pública recentemente, e dada a gravidade da desregulação que esta proposta apresenta, a LPN e a Quercus apresentaram e lançaram hoje uma petição “Contra a eucaliptização - proposta de revisão da legislação das arborizações”, onde fundamentam os seus motivos para a oposição a esta proposta.
A petição estará disponível para assinatura nos sítios electrónicos das duas Associações, bem como no sítio http://www.peticaopublica.com/?pi=PCE2012
Espera-se com esta iniciativa mobilizar a sociedade portuguesa no seu todo para tomar posição em relação à referida proposta e incentivar o Governo a efectuar na mesma as necessárias alterações.

Lisboa, 21 de setembro de 2012

A Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar:

LPN
Eugénio Sequeira: 965336320
João Camargo: 963367363

Quercus
Nuno Sequeira: 93 778 84 74
Domingos Patacho: 937 515 218