23/09/12

Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores



Liga para a Protecção da Natureza e Quercus lançam hoje petição contra nova proposta de regime de arborizações

Dia 21 de setembro, comemora-se o “Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores”, que tem como objetivo principal alertar a opinião pública para os impactes asociados à alteração do uso do solo, como a afetação da flora e fauna locais, erosão dos solos e assoreamento de linhas de água.

Em Portugal, a principal espécie de árvore utilizada para plantações em monocultura é o eucalipto, cultivado para produção de pasta de papel, o qual apresenta, segundo o Inventário Florestal Nacional em 2005-06, uma área de cerca de 740 mil hectares e com tendência a aumentar.
Liga para a Protecção da Natureza e Quercus lançam petição
No seguimento da proposta de novo regime de arborizações e rearborizações, que esteve em consulta pública recentemente, e dada a gravidade da desregulação que esta proposta apresenta, a LPN e a Quercus apresentaram e lançaram hoje uma petição “Contra a eucaliptização - proposta de revisão da legislação das arborizações”, onde fundamentam os seus motivos para a oposição a esta proposta.
A petição estará disponível para assinatura nos sítios electrónicos das duas Associações, bem como no sítio http://www.peticaopublica.com/?pi=PCE2012
Espera-se com esta iniciativa mobilizar a sociedade portuguesa no seu todo para tomar posição em relação à referida proposta e incentivar o Governo a efectuar na mesma as necessárias alterações.

Lisboa, 21 de setembro de 2012

A Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza
A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza


Para mais informações contactar:

LPN
Eugénio Sequeira: 965336320
João Camargo: 963367363

Quercus
Nuno Sequeira: 93 778 84 74
Domingos Patacho: 937 515 218

Comunicado | Alterações climáticas: estudo do Governo confirma viabilização de metas ambiciosas para 2020 e 2050‏


Alterações climáticas

Estudo do Governo confirma viabilização de metas ambiciosas para 2020 e 2050

A Quercus considera que o Roteiro Nacional de Baixo Carbono 2050 (RNBC) cuja consulta pública terminou no passado dia 15 de Setembro e em que a Associação participou, constitui um exercício exploratório relevante, permitindo equacionar de forma mais clara os futuros trabalhos essenciais da política climática portuguesa na área da mitigação, bem como o posicionamento político do país no contexto Europeu.
Neste sentido, e como se refere, o RNBC deve ser considerado como uma fase preliminar e de suporte, desde já, ao Plano Nacional de Alterações Climáticas para 2020 e, também, aos Planos Setoriais de Baixo Carbono. Estes últimos instrumentos, cujo tempo de elaboração se restringe a pouco mais de três meses e que deverão ter em conta uma visão futura (pós-2020), terão de integrar muitas das suposições que têm vindo a ser assumidas, nomeadamente associadas à área da energia, no Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) e no Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis (PNAER), cujas versões finais, após a consulta pública de um documento preliminar, ainda se desconhecem.

Os benefícios adicionais de uma trajetória de baixo carbono para Portugal, nomeadamente em matéria de emissões atmosféricas, e variáveis macroeconómicas como PIB e empregos, mesmo que avaliados e explicitados com precaução, são suficientemente positivos para assegurar um apoio a uma economia com um paradigma diferente do atual. É preciso que uma próxima abordagem, ainda para 2020 ou até mesmo 2030, considere visões concretas e plausíveis de virem a ocorrer no futuro do País.

Roteiro mostra que é possível Portugal apenas aumentar 20% as suas emissões até 2020 e reduzir em pelo menos 70% até 2050 (em relação a 1990)

Através da análise detalhada que a Quercus efetuou do Roteiro Nacional de Baixo Carbono 2050, há três conclusões fundamentais que o Governo deve assumir e integrar nos próximos documentos em matéria de alterações climáticas e particularmente no sector da energia: 

- Existe viabilidade económica e tecnológica para a implementação em Portugal de uma trajetória de baixo carbono, em linha com o objetivo da União Europeia de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 80-95% em 2050, face aos níveis de 1990 que permitem ao país fixar desde já uma meta global ambiciosa de redução de pelo menos 70% em relação ao ano-base de 1990.

- Portugal deve fixar uma meta global de aumento das emissões de 20% ou inferior para 2020 em relação a 1990, no sentido de antecipar o caminho para uma economia de baixo carbono (cerca de 10% abaixo do que está por agora fixado pela União Europeia); não apenas o modelo do RNBC menciona que sem incentivos se poderá atingir um aumento de apenas 12% em 2020 em relação a 1990, como os níveis atingidos no período 2008-2012 estão abaixo dos compromissos de Quioto e com tendência decrescente persistente.

- Em ambos os cenários estudados em que foram consideradas restrições de carbono consegue atingir-se, em 2050, 88% de eletricidade proveniente de fontes renováveis. Neste contexto, a Quercus considera que através de um planeamento antecipado e incentivos que não foram considerados no modelo, é viável Portugal atingir o objetivo proclamado pela nossa Associação de fornecimento de 100% de eletricidade renovável nessa altura, com metas intermédias a definir para 2030 e 2040.
  
Lisboa, 23 de Setembro de 2012

A Direção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar Francisco Ferreira, telemóvel             96-9078564       ou             93-7788470       ou Ana Rita Antunes,            93-4794359      .

17/09/12

Comunicado | Portucel avança com expansão de novos eucaliptais, aumentando as monoculturas existentes‏




Quercus recebeu várias denúncias


Portucel avança com expansão de novos eucaliptais, aumentando as monoculturas existentes


A Quercus tem vindo a receber diversas denúncias alertando para a expansão descontrolada de novas plantações de eucalipto, nomeadamente através da conversão de áreas de pinhal, terrenos agrícolas de cereal, inclusive em áreas sensíveis, aumentando a falta de compartimentação das monoculturas de eucalipto e o consequente risco de incêndio.

Na sequência destas denúncias, e depois de ter realizado visitas aos locais que comprovaram a veracidade dos factos relatados, a Quercus alertou atempadamente a Portucel Soporcel Florestal para os problemas detetados.

Estado permite expansão na envolvente da Albufeira do Castelo do Bode

Um caso paradigmático ocorreu recentemente no Perímetro Florestal do Castro em Ferreira do Zêzere, uma área de 252 hectares afetos ao Regime Florestal, em Reserva Ecológica Nacional, que teve a sua gestão transferida da Administração Central (ex - Autoridade Florestal Nacional, hoje ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas) para o Município de Ferreira do Zêzere em julho de 2009. Uma parcela deste perímetro com 52 hectares foi depois arrendada à Portucel Soporcel Florestal, tendo os serviços da AFN, inexplicavelmente, autorizado a conversão do pinhal existente num novo eucaliptal em fevereiro de 2011, numa área de 44,2 ha. Consideramos esta situação de destruição da regeneração natural de pinheiro-bravo existente, um exemplo de gestão danosa do Regime Florestal quer por parte dos serviços da ex-Autoridade Florestal Nacional quer da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere que alienaram parte do património público em favorecimento de uma indústria, num concelho em que a monocultura de eucalipto é já dominante. No pressuposto que o Regime Florestal também visa promover o “revestimento florestal dos terrenos cuja arborização seja de utilidade pública, e conveniente ou necessária para o bom regime das águas”, teria toda a lógica que se investisse numa floresta com gestão de baixa intensidade, pois a mesma é essencial para a proteção das encostas e para garantir o abastecimento da Albufeira de Castelo do Bode.

Existem também outros projetos de rearborização em propriedades da Portucel Soporcel Florestal junto à Albufeira do Castelo do Bode, nomeadamente em Casal da Luísa, onde o terreno foi recentemente mobilizado e plantado com eucaliptal, em área condicionada pelo POACB – Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode. Esta operação converteu uma área de floresta natural de proteção e intervencionou linhas de água sem licença, o que originou a elaboração de um Auto de Notícia por Contraordenação por parte do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR, tendo o mesmo sido remetido para a Administração da Região Hidrográfica do Tejo, entidade instrutora do processo. Estranhamente a empresa prevaricadora nunca foi notificada!

Eucaliptal de regadio na Beira Interior gera controvérsia

A Quercus foi também alertada para a instalação de eucaliptal de regadio na Beira Interior na Quinta da Caneca, concelho do Fundão numa área de ensaio com cerca de 38 hectares. Apesar da água aí usada, de acordo com fontes da empresa, ser proveniente do Circuito Hidráulico do Sabugal-Meimoa e ser disponibilizada pela respetiva Associação de Regantes, o uso de água para rega de eucaliptal em pleno verão tem gerado contestação social, devido à escassez de água disponível na região. A expansão do eucaliptal de regadio no País com elevado consumo de água é algo que nos gera preocupação, pois pode colocar em causa o desenvolvimento sustentável da agricultura para abastecimento alimentar às populações.

Expansão dos eucaliptais para áreas agrícolas no Litoral Alentejano

Existem também novos projetos para expansão das monoculturas de eucalipto em terrenos de produção agrícola de cereal no Litoral Alentejano, situação que está a gerar alguma controvérsia junto das populações afetadas.

No Monte dos Pereiros, uma área agrícola junto da Aldeia do Cano, na freguesia de Cercal do Alentejo, concelho de Santiago do Cacém, o terreno está a ser preparado com maquinaria pesada para a plantação de um novo eucaliptal, tendo o projeto de arborização sido aprovado pelos serviços florestais, sem que a Câmara Municipal de Santiago do Cacém se tenha pronunciado sobre o mesmo.

Na Herdade da Corte do Meio, junto da localidade de S. Luís, no concelho de Odemira, numa área agrícola em produção, o ICNF - Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas já aprovou o projeto de arborização no Sítio de Importância Comunitária da Costa Sudoeste, incluído na Rede Natura 2000, numa área em que deveria existir um processo de Avaliação de Impacte Ambiental prévio.

A expansão de novas plantações de eucalipto sobre as áreas agrícolas vai criar monoculturas mais extensas, ocupando faixas de contenção aos incêndios próximo das localidades, o que contraria as medidas da Defesa da Floresta Contra Incêndios, colocando em risco pessoas e bens.

Mais, esta expansão em determinadas situações coloca em causa o cumprimento das normas de certificação de gestão florestal sustentável, pelo que a Quercus espera que a Portucel e as outras celuloses invistam na melhoria da produtividade nas áreas já existentes, evitando a expansão dos eucaliptais para áreas agrícolas e para zonas sensíveis, como as áreas classificadas, como o preconizado pelo Manifesto das ONG’s ibéricas sobre a problemática dos eucaliptais.


Lisboa, 17 de setembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar:

Domingos Patacho: 937 515 218 begin_of_the_skype_highlighting            937 515 218      end_of_the_skype_highlighting - Coordenador para a Área das Florestas da Quercus
Nuno Sequeira: 93 778 84 74 begin_of_the_skype_highlighting            93 778 84 74      end_of_the_skype_highlighting – Presidente da Direção Nacional da Quercus

Fotografias relacionadas com este assunto podem consultadas no site da Quercus.

16/09/12

Comunicado | Quercus comprova abate ilegal de centenas Sobreiros e Carvalhos-portugueses no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina‏



Património Nacional em Causa

Abate ilegal de centenas Sobreiros e Carvalhos-portugueses no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

A Quercus foi alertada recentemente para o abate ilegal de centenas de sobreiros na área protegida do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina a decorrer há várias semanas, sem que as autoridades conseguissem travar a destruição de uma importante zona de floresta mediterrânica.

Após recebermos a denúncia do abate de sobreiros na Herdade do Leonardo, numa área de cerca de 120 hectares, junto a Troviscais, no concelho de Odemira, foram alertados de imediato o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, pois apesar de alegadamente a situação ser do conhecimento destas entidades, o abate prosseguia sem que fosse apreendida a maquinaria utilizada na ação.

A Herdade do Leonardo está localizada no interior do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em área de proteção parcial Tipo II. Também integra o Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000 - Costa Sudoeste, onde existem os Habitats 6310 -  Montados de Quercus spp de folha perene e 9330  Florestas de Quercus suber.

Dada a gravidade da situação, a Quercus deslocou-se ao local e confirmou o abate do arvoredo, tendo-se constatado a existência de vários sobreiros verdes cintados pelo proprietário, que serviam de indicação para o prestador de serviço efetuar o corte, mesmo sem qualquer autorização legal.

Não obstante termos conhecimento da existência de uma autorização para abate de 120 sobreiros secos, verificámos que foram abatidos pelo menos cerca de 300 sobreiros verdes sem qualquer autorização e também diversos carvalhos-portugueses, alguns dos quais presentes num semi-reboque carregado de troncos de sobreiros, com folhagem verde, que não foi preventivamente apreendido pelas autoridades conforme o disposto na legislação.

Quercus apela ao reforço da fiscalização na área do Ambiente

Esta situação é muito grave e evidencia o descontrole da atividade de comércio de lenhas que hoje é pouco ou nada fiscalizado pelas autoridades. A Quercus exige assim a atuação imediata das entidades competentes para repor a legalidade, dando uma especial atenção à verificação da eventual atribuição de apoios públicos a projetos agroflorestais a decorrer na Herdade do Leonardo.

Relembramos que a Assembleia da República classificou recentemente o sobreiro como a “Árvore Nacional de Portugal”, mas este atentado revela, mais uma vez, a falta de fiscalização efetiva para impedir os abates da floresta protegida, assim como a incapacidade do Estado para travar algumas ações ilegais que infelizmente ainda se continuam a verificar em território nacional.

A Quercus vai acompanhar este processo apelando às autoridades responsabilizem devidamente o promotor desta acção.

Lisboa, 10 de setembro de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar:

Domingos Patacho  - Coordenador para a Área das Florestas da Quercus -             937 515 218 begin_of_the_skype_highlighting            937 515 218      end_of_the_skype_highlighting      
Nuno Sequeira - Presidente da Direcção Nacional da Quercus – 93 778 84 74

13/09/12

Exposição sobre o desenvolvimento sustentável e outra sobre alterações climáticas


Está decorrer entre 12 e 30 de setembro uma exposição sobre o desenvolvimento sustentável e outra sobre alterações climáticas na central de camionagem da cidade da Guarda.




Com a primeira exposição pretende-se informar a população pública em geral sobre os níveis de desenvolvimento atuais. Em contrapeso com um desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades (conceito de desenvolvimento sustentável definido em 1987). Significa ainda possibilitar às pessoas, agora e no futuro, atingirem um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da Terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

Com a segunda  exposição relativa às alterações climáticas pretende-se alertar a população para a variação do clima numa escala global ao longo do tempo. Estas variações dizem fundamentalmente respeito a mudanças de temperatura, precipitação, nebulosidade e outros fenómenos climáticos.

As referidas exposições estão cedidas a título de empréstimo ao Núcleo Regional da Guarda da Quercus ANCN pela Agência Portuguesa do Ambiente.

-----------------------------------------------------------------------------------------
Para mais informações:
Bruno Almeida – 931 104 568

Semana Europeia da Mobilidade Guarda


30/08/12

As aves rupícolas e aquáticas (Fim de semana Europeu de Observação de Aves)

Data:2012-10-06
Data de Conclusão:2012-10-06
Hora:09:00:00
Hora de Conclusão:16:00:00
Regiões:Norte
Descricao: 
A SPEA junta-se mais uma vez à organização, em Portugal, do Fim de semana Europeu de Observação de Aves/EuroBirdwatch 2012, organizado anualmente pela BirdLife International desde 1993. Participe nas atividades da SPEA e dos parceiros e junte-se aos milhares de europeus fascinados pelas aves e pela migração.
Organização: Associação Transumância e Natureza; Quercus Guarda; Associação Transcudânia

Locais: Reserva da Faia Brava e Barragem de Almofala (Figueira de Castelo Rodrigo)
Guia: Eduardo Realinho e Ricardo Nabais
Descrição: Observação de aves em dois habitats distintos. Pela manhã na Reserva da Faia Brava junto ao vale do rio Coa (aves rupicolas e florestais), à tarde na barragem de Almofala (aves aquáticas)
Destinatários: Todos os interessados em observar aves e conhecer a paisagem natural da região

Nº participantes: Máx. 14 

Ponto de encontro: 9 horas - junto à Casa da Cultura de Figueira de Castelo Rodrigo
Preço: Participação gratuita
Recomendações: Calçado e roupa adequada à época do ano; água e almoço volante; binóculos e máquina fotográfica se possuirem

Inscrições:
r.nabais@atnatureza.org            963270140      
transcudania@gmail.com 






Grifos Gyps fulvus © Eduardo Realinho