28/05/12

Comunicado | 29 de Maio, Dia Nacional da Energia: Atrasos e desconhecimento de estratégia de longo prazo não dão razões para comemorar‏


Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos tem sido ignorado

Apesar do esforço das Nações Unidas de procurar dar relevo às questões da política energética e da sua sustentabilidade e envolver as populações numa discussão crucial sobre a utilização dos recursos naturais e o papel da energia no desenvolvimento sustentável e na melhoria da qualidade de vida, em Portugal o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos tem sido completamente ignorado do ponto de vista institucional. Os anos internacionais são sempre uma oportunidade de balanço, reflexão e de projeção do futuro e dois dos objetivos traçados são cruciais para o nosso país – o aumento da eficiência energética e o aumento da percentagem de energia fornecida por fontes renováveis. Em Portugal, se o problema do défice tarifário e as chamadas “rendas excessivas” têm marcado a agenda, tal é extremamente limitante num país que depende em 75% da importação de combustíveis fósseis e que, por isso mesmo, deve ter uma estratégia de fundo para resolver este problema em sectores chave como os transportes ou o fornecimento de eletricidade.

O Governo, bem como a sociedade civil, deverão usar os restantes meses deste Ano Internacional para proporcionar informação, promover debates, e investir na educação ambiental relacionada com a área da energia, para além de apresentar uma estratégia de longo prazo (2050), onde o objetivo de se atingir 100% de eletricidade a partir de fontes renováveis deveria ser uma das metas a considerar. Atualmente cerca de 50% da energia elétrica é fornecida a partir de fontes consideradas renováveis, apesar de nem sempre sustentáveis, como é o caso da grande hídrica, em particular de algumas das atuais novas barragens em construção (Sabor e Tua).


Planos de Energia Renovável, Eficiência Energética e Roteiro de Baixo Carbono – quando estarão devidamente finalizados para discussão pública?

O Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE) e o Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis (PNAER), são planos muito importantes, no quadro das obrigações perante a União Europeia e no sinal que Portugal pretende dar para a promoção de uma economia mais sustentável. O PNAEE, com metas relativas ao ano de 2015, devia ter sido revisto e atualizado até Maio de 2011, com a comunicação à Comissão Europeia sobre os três primeiros anos de implementação do mesmo.

A Diretiva (2006/32/CE) estabeleceu a meta de redução do consumo de energia em 10%, até 2016. Neste momento está em discussão entre o Parlamento e o Conselho a nova Diretiva de eficiência energética que irá estabelecer metas para 2020. O PNAEE, aprovado em 2008, definiu a meta de reduzir em 9,8% o consumo de energia final até 2015. Este plano é fundamental para reduzir a dependência de Portugal dos combustíveis fósseis e alavancar uma maior expressão das energias renováveis na produção de energia. A revisão deste plano faz todo o sentido que apresente metas para 2016 e 2020, com vista ao cumprimento da atual e futura Diretivas.

O PNAER, com metas até 2020, tem como objetivo produzir por fontes renováveis 31% do consumo final de energia, no qual se insere o objetivo de 60% da eletricidade produzida e 10% do consumo de energia no sector dos transportes.


Durante alguns dias estiveram disponíveis na internet, no sítio da Direção Geral de Energia e Geologia, um conjunto de diapositivos para discussão pública, que depois viriam a ser retirados. A Quercus considera que é positiva a discussão conjunta e articulada dos dois planos (PNAEE e PNAER), mas realça que o conteúdo disponibilizado foram apenas linhas de orientação de revisão dos Planos, sendo fundamental conhecer-se o seu conteúdo completo. Além disso, tendo a política energética uma íntima ligação com as medidas de mitigação relativas às alterações climáticas, nomeadamente pelo necessário esforço continuado de redução do uso de combustíveis fósseis, é fundamental a articulação entre os dois planos referidos e o Roteiro Nacional de Baixo Carbono para 2030 e 2050 inicialmente previsto para Dezembro de 2011, mas que ainda está por ser conhecido.


Lisboa, 28 de Maio de 2012

A Direção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza 

25/05/12

Comunicado | Atlantic Aquatic Resource Conservation - Projecto pretende preservar ecossistemas ribeirinhos na região do Dão, Lafões e Alto Paiva


AARC – Atlantic Aquatic Resource Conservation
Projecto pretende preservar ecossistemas ribeirinhos na região do Dão, Lafões e Alto Paiva

A ADDLAP – Associação de Desenvolvimento do Dão, Lafões e Alto Paiva é um dos parceiros europeus no projeto AARC -Atlantic Aquatic Resource Conservation, Conservação dos Recursos Aquáticos do Atlântico, o qual pretende conceber e aplicar estratégias de gestão integrada de recursos hídricos. A Quercus e a Escola Superior Agrária de Viseu/ IPV colaboram na execução de algumas das acções previstas.
Em Portugal, um dos espaços a intervir é a bacia hidrográfica do Rio Vouga, na área coincidente com os cinco concelhos da área de abrangência da ADDLAP: Viseu, Vila Nova de Paiva, São Pedro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades.
Neste território pretende-se efectuar uma caracterização das comunidades aquáticas da bacia do Vouga, em particular das populações de peixes e definir estratégias para a exploração dos recursos piscícolas, mediante a definição não só de programas de recuperação e valorização dos ecossistemas ribeirinhos, como também da reabilitação das populações piscícolas com interesse económico para a região. No projecto, a componente de sensibilização ambiental terá um papel fulcral, com a concepção de um programa de educação para a sustentabilidade, com enfoque, na preservação das espécies migradoras e dos seus habitats, o qual será promovido junto das escolas da área de intervenção da ADDLAP e junto dos utilizadores dos cursos de água, em especial os pescadores, prevendo-se que os resultados desta experiência possam vir a ser replicados a nível nacional.
O que é o AARC?
Este é um projecto desenvolvido por vários parceiros no Espaço Atlântico, cujo temas centrais do projecto dizem respeito à gestão integrada dos recursos hídricos, bem como à associação da protecção dos recursos a um desenvolvimento económico sustentável, aplicando um modelo de Pagamento dos Serviços dos Ecossistemas, de acordo com as recomendações do Millennium Ecosystem Assessment e da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (sigla em inglês IUCN).
Após uma primeira fase que consistiu essencialmente na caracterização das comunidades aquáticas da bacia do Vouga e das sub-bacias do Paiva e do Dão e da avaliação do grau de perturbação a que estão sujeitos os cursos de água da região, trabalho que foi levado a cabo pela Escola Superior Agrária de Viseu/ IPV o projeto entra agora numa fase decisiva com a realização de iniciativas de sensibilização junto das comunidades locais, em particular junto de alunos e professores das escolas da região. As acções previstas para os meses de Maio e Junho são:
23 e 25 de Maio, mês de Junho | Viseu
Local: Rio Pavia – Parque Linear, Rio Dão – Alcafache e Rio Vouga, pelas 09:30 horas.
Destinatários: Escola Secundário de Viriato, entre outras e público em geral

28 – Maio e 11 Junho | Vouzela
Local: Rio Alfusqueiro, na Freguesia de Cambra, pelas 14:15 Horas, e a Ribeira de Ribamá, na Freguesia de Fataunços, pelas 14:15 Horas.
Destinatários: Escola Secundária de Vouzela, Escolas Profissionais, público em geral

31 – Maio | São Pedro do Sul
Local: Auditório Rainha Dona Amélia – 15:00 Horas - Termas São Pedro do Sul, local próximo de pesca
Destinatários: Escolas de São Pedro do Sul e público em geral

4 - Junho | Oliveira de Frades
Local: Rio Alfusqueiro, pelas 09:30 Horas
Destinatários: Entidades do concelho de Frades de Frades e público em geral

8 - Junho | Vila Nova Paiva
Local: Rio Paiva, Lugar do Canal, pelas 10:00 Horas.
Destinatários: Escola Secundária de Vila Nova de Paiva e público em geral

O projecto integra ainda um conjunto de tarefas a executar pela Quercus, como a criação de uma rede de micro-reservas biológicas, edição de publicações relacionadas com a temática, nomeadamente um guião de exploração pedagógica para alunos das escolas, a colocação de painéis informativos junto a praias fluviais e a realização de um workshop temático sobre a gestão de sistemas fluviais a realizar em Outubro.
Viseu, 25 de Maio de 2012

20/05/12

Jornadas de Animação: A IMPORTÂNCIA DA ANIMAÇÃO TURÍSTICA PARA OS TERRITÓRIOS DA SERRA DA ESTRELA"




28 e 29 de Maio de 2012 na ESTG/IPG
A diversidade da oferta mundial vem proporcionando, faz com que as pessoas deixem de encarar uma proposta comum como um investimento aliciante. Para ir ao encontro deste público insatisfeito, urge reinventar, diversificar, ir além do sol e praia. Os novos desafios são os bens culturais, de interesse histórico, arqueológico e arquitetónicos. 

Ao longo dos últimos anos, a experiência turística deixou de se basear na passividade e deu lugar à ação e à participação dos turistas, que assim vão interagir em maior grau com o meio envolvente. Os turistas são cada vez mais exigentes na sua procura por experiências diferentes e únicas. A Animação Turística surge assim no setor turismo pelo surgimento/ despertar do perfil do novo turista, cada vez mais exigente e mais ativo, que obriga a reinventar a forma como "apresentamos o turismo nacional." Surgem assim cada vez mais atividades de animação dentro do espaço de lazer, criando um novo conceito de turismo ativo

Neste contexto a Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia, vai levar a cabo as Jornadas de Animação, intituladas a IMPORTÂNCIA DA ANIMAÇÃO TURÍSTICA PARA OS TERRITÓRIOS DA SERRA DA ESTRELA" nos dias 28 e 29 de Maio de 2012 Esta iniciativa tem como principais objetivos : Esclarecer a aplicação dos procedimentos administrativos para o Pedido de Declaração de Interesse para o Turismo ; Orientar a criação de empresas de animação turística ; Criar cenários de discussão sobre o novo perfil do Animador Turístico ; Refletir sobre os desafios que se colocam às EAT e Informar sobre a atividade da Animação Turística na região Centro; 

Esta actiidade contará ainda com uma vertente mais prática, nomeadamente um Workshop de gastronomia, que pretende alertar os participantes para a importãncia da Gastronomia com o vetor da animação turística. Por volta das 21h30 os alunos da ESTH irão levar a cabo um percurso pedestre ao longo do centro histórico de Seia, uma iniciativa que pretende conjugar as diferentes artes , com o objetivo de estimular e dando um significado único e diferente a este espaço. Uma iniciativa que se vale de uma variedade de meios e materias, como a música, a pintura, o teatro, entre outras.

Uma actividade organizada pelos alunos do Curso de Especialização Tecnológica em Gestão de Animação Turística. As inscrições para esta ação deverão ser efetuadas na secretaria ESTH/IPG ou para o correio eletrónico: (cet_gat_2012@hotmail.com)
 
Programa: 
 

9h30 - Recepção e entrega da documentação 
 
10h00 - Sessão de abertura 
 
Representante Turismo Centro 
 
Representante da ESTH ou IPG 
 
Representante do Município de Seia 
 
10h30 - A animação turística: natureza, conceitos e vertentes - APECATE 
 
11h00 Profissionais do Turismo: O perfil do administrador - APTP - DR. Paulo Vaz
 
11h30 Coffee-break 
 
11h45 - A animação turística em Turismo de Aventura - Promóbidos - Aquilino Gamboa 
 
12h15 - Animação e os eventos em Óbidos - Empresa Municipal de Óbidos 
 
13h00 - Almoço 
 
O empreendimento da animação turística 
 
14h30 - A animação Turística  e as empresas - Turismo de Portugal 
 
15h00 - Declaração de Interesse para o Turismo - Procedimentos administrativos - Turismo de Portugal
 
15h30 - A animação turística nos centros históricos - Doutor Moutinho Borges - ESTH/IPG 
 
16h00 - A animação turística em sítios Património da Humanidade - Fundação Guimarães 
 
16h30 - Animação em espaços naturais - Bird & Nature 
 
17h00 - Debate 
 
17h30 - Encerramento 
 
19h00 - A Gastronomia como vetor de  animação turística  - degustação gastrómica (sujeito a pagamento de 5 euros)
 
21h30 - À DESCOBERTA DO CENTRO HISTÓRICO DE Seia. 

Quercus convida para segunda das "5 Saídas Verdes para a Crise" com presença da Ministra do Ambiente | 21 Maio, 17.00h, Mozelos/Aveiro‏


No próximo dia 21 de Maio, 2ª feira, pelas 17.00h, a Quercus promove uma visita coordenada com a Amorim Cork Composites e uma pequena sessão sobre o tema Floresta na fábrica da empresa localizada em Mozelos/Aveiro.
A exploração da cortiça é uma referência a nível mundial de convivência da economia com o ambiente. De facto, a cortiça é um material natural, é 100% biodegradável e reciclável. E não só se gasta muito menos energia na produção de rolhas como a exploração de cortiça mantém florestas de sobreiro que capturam CO2 (4,8 milhões de toneladas por ano só em Portugal) e ainda mantêm a biodiversidade.
Este sector foi ameaçado pelo surgimento de vedantes de plástico e alumínio, e as vantagens ambientais e o bom desempenho técnico deste vedante natural, foram determinantes para a inversão da tendência. Durante esta visita será inaugurada uma nova linha de aglomeração de cortiça, que representa o maior investimento no sector a nível mundial, e que vai poder potenciar a reciclagem de rolhas de cortiça.
O programa da visita, que pode ser consultado no documento em anexo, contará com a presença Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Dra. Assunção Cristas, e terminará com um pequeno debate.

Esta acção tem um tempo previsto total de uma hora, já incluído apresentação e resposta a eventuais perguntas. Em anexo encontra-se o mapa de acesso ao local.

Esta é a segunda visita da iniciativa da Quercus “5 Saídas Verdes para a Crise”, que pretende chamar a atenção para a Conferencia Rio+20 e mostrar alguns dos sectores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país.

A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de Junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta. 


Lisboa, 18 de Maio de 2012
A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

15/05/12

Nota de Imprensa | Congresso Internacional "EcoSaldo – A Contabilidade da Economia Verde" - 17 e 18 Maio, em Gaia‏


Congresso Internacional "EcoSaldo – A Contabilidade da Economia Verde"

NOS DIAS 17 e 18 DE MAIO, EM GAIA, DIVERSOS CIENTISTAS DE RENOME INTERNACIONAL DISCUTEM SOLUÇÕES PARA UMA ECONOMIA VERDE E HUMANA
A Quercus, em parceria com a C.M. Gaia, convida V. Excelência a participar no Congresso Internacional “EcoSaldo – A Contabilidade da Economia Verde”, que se irá realizar nos dias 17 e 18 de maio de 2012 no Parque Biológico de Gaia. Estarão presentes cientistas de renome internacional e o Congresso conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência O Presidente da República.
Este congresso está integrado na campanha intitulada “O que nos une a todos”, no âmbito da realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, que decorre no Rio de Janeiro, Brasil, de 20 a 22 de junho deste ano.
Vinte anos após a primeira Cimeira da Terra – Rio 92, Governos, instituições internacionais, ONG e sociedade civil de todo o mundo irão participar na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS ou "Rio+20"). O foco central da conferência é a transição para uma economia verde global no contexto da erradicação da pobreza e de uma governança para o desenvolvimento sustentável. A Rio+20 confronta-se com o duplo desafio de desconstruir a fatalidade da “Tragédia Comum” e viabilizar um projeto coletivo de recuperação da biocapacidade do planeta. Mas como é que seremos capazes de criar um enquadramento novo para avançarmos rumo a uma economia verde e humana? 
O Congresso Internacional EcoSaldo – A Contabilidade da Economia Verde é co-financiado pelo ON2 - O Novo Norte e QREN, através do Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional, em 66 mil e 254 euros. A organização deste congresso tem um investimento eligível de 94 mil e 648 euros.
CONVIDAMOS TODOS OS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL A PARTICIPAR E A DIVULGAR O CONGRESSO INTERNACIONAL ECOSALDO – A CONTABILIDADE DA ECONOMIA VERDE
Lisboa, 15 de Maio de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Comunicado | Iniciativa “5 Saídas Verdes para a Crise” - Energia: Mais renováveis, Maior eficiência, Mais emprego‏


No caminho para a Conferência Rio+20
Iniciativa “5 Saídas Verdes para a Crise”

Energia: Mais renováveis, Maior eficiência,   Mais emprego


Rio+20 – Como resolver as crises alimentar, energética climática e financeira?
A Conferência Rio+20 terá lugar no Rio de Janeiro entre 20 e 22 de junho e reunirá primeiros-ministros e chefes de Estado de todo o mundo. Ao mesmo tempo, e durante duas semanas, terá lugar na mesma cidade, a Cúpula dos Povos, uma reunião de organizações não governamentais aberta a toda a população que procurará fazer eco das ideias da sociedade civil sobre o futuro do planeta. Depois do sucesso da ECO/92 há vinte anos com a aprovação de uma agenda mundial para a sustentabilidade (Agenda 21) e três Convenções das Nações Unidas (clima, desertificação e biodiversidade), a Rio+20 que terá lugar num ambiente de pessimismo e preocupação generalizado é também uma forma de inspiração, de mudança de paradigma, de uma sociedade que deve apostar verdadeiramente num desenvolvimento sustentável e não apenas no crescimento.
Para ultrapassarmos as várias crises que marcam o mundo (alimentação, energia, clima e finanças) necessitamos de uma ação coordenada rumo a uma redução da pegada ecológica, principalmente dos países mais desenvolvidos, através da aposta em fontes renováveis e num uso o mais eficiente possível dos materiais e da energia.
A iniciativa da Quercus “5 Saídas Verdes para a Crise” pretende mostrar alguns dos setores-chave em Portugal (energia, agricultura, florestas, pescas e reabilitação urbana), onde o estímulo e o investimento não podem ser esquecidos pela oportunidade de criação de emprego, assegurando uma maior independência e sustentabilidade do país.

Quercus quer Portugal com 100% de eletricidade renovável em 2050 e reposição de incentivos fiscais à água quente solar
Em dezembro de 2011, a Comissão Europeia adotou o Roteiro para a Energia 2050, um programa de longo prazo que analisa os vários cenários para alcançar o objetivo da União Europeia de descarbonização até 2050.
A contribuição das energias renováveis para a descarbonização da economia europeia é fundamental e incontornável. Neste Roteiro as projeções apontam para as renováveis representarem pelo menos 55% do consumo final de energia em toda a europa (que à data do Roteiro representava 10%). No consumo de energia elétrica o peso das renováveis varia entre de 64% a 97%, dependendo dos cenários.
Portugal comprometeu-se a atingir uma quota de 31% de energia renovável no consumo final de energia em 2020. Para este objetivo, será alcançada uma meta de cerca 60% de consumo de eletricidade por fonte de energia renovável já em 2020.
Face às necessárias políticas de mitigação das alterações climáticas, é fundamental para Portugal, num cenário de descarbonização da economia, de independência energética e da criação de emprego verde, definir uma meta de 100% de energia elétrica renovável para 2050. Esta é uma meta ambiciosa, mas realista. Para tal, é necessário desenvolver e apoiar as redes inteligentes e de ligar a produção de energias renováveis nas redes europeias. Num horizonte de 40 anos conseguiremos ultrapassar os desafios da intermitência de produção de algumas renováveis, proporcionando soluções de armazenamento da eletricidade. Note-se que um objetivo desta magnitude já foi assumido pelos governos da Alemanha e Dinamarca e seria uma meta relevante a traçar neste Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.
No que respeita à produção de energia primária de fontes renováveis com outras utilizações que não eletricidade, a Quercus considera que a água quente solar requer a reposição de incentivos fiscais, mesmo em tempo de crise, pelos benefícios imediatos e de médio e longo prazo que proporciona à economia e ao ambiente, aproveitando as mais de 3300 horas de sol que privilegiam o nosso país.

Setor energético deverá ser líder no emprego verde
O conceito de empregos verdes é uma tentativa de olhar para sinergias nas áreas do emprego, energia e ambiente. O uso da energia e as pressões sobre o ambiente atingiram uma escala sem precedentes. Apesar dos esforços de se estabelecer um sistema energético de baixo carbono, tal ainda está longe de se atingir á escala global. As energias renováveis mais modernas (excluindo as barragens e o uso de biomassa), representam apenas 1% da energia primária à escala mundial e as emissões de dióxido de carbono não param de acelerar.
A energia é o setor onde o emprego pode vir a ter maior expressão num contexto de desenvolvimento sustentável. As energias renováveis têm 5 a 40 vezes mais empregos por MW que o aproveitamento dos combustíveis fósseis. A produção de eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos está associada a 10 vezes mais empregos por GWh que numa central térmica a combustíveis fósseis. Em termos de empregos por Euro gasto, o recurso à energia eólica e à combustão de biomassa também revelam um maior número por comparação com o recurso a combustíveis fósseis.
O Programa das Nações Unidas para o Ambiente estima que número de empregos verdes associados às energias renováveis deverá ser da ordem de 750 mil por ano. Numa estimativa de mais longo prazo, considera-se que uma ação global coordenada no quadro da sustentabilidade do planeta, deverá levar à criação média no mundo de 13 milhões de novos postos de trabalho verdes por ano até 2050.
Em Portugal, já para 2015, prevê-se cerca de 61 mil empregos relacionados com o setor das energias renováveis, sendo cerca de 6 mil empregos diretos. A contribuição total do setor das energias renováveis para o PIB nacional em 2008 era de 2,1%, prevendo-se que atinja 4,1% em 2015.

Cacia/Aveiro, 15 de maio de 2012
A Direção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

02/05/12

Comunicado | Quercus e Oikos pedem a Durão Barroso que dê prioridade aos biocombustíveis com menor impacte climático‏


Comissários Europeus discutem hoje, em Bruxelas, biocombustíveis e impactes sobre usos do solo

Quercus e Oikos pedem a Durão Barroso que dê prioridade aos biocombustíveis com menor impacte climático



Os Comissários Europeus discutem hoje, em Bruxelas, uma proposta que visa reforçar a implementação das Diretivas sobre as Energias Renováveis (RED, na sigla em inglês)(1) e sobre a Qualidade dos Combustíveis (FQD, na sigla em inglês)(2). Está sob discussão a alteração da metodologia de cálculo de emissões de gases com efeito de estufa (GEE) para os biocombustíveis, no âmbito do disposto por estas duas Diretivas.

Numa ação conjunta, a Quercus e a Oikos enviaram na semana passada uma carta ao Presidente da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso, alertando para a absoluta necessidade da Comissão tomar decisões que levem em consideração todos os potenciais impactes dos biocombustíveis, excluindo aqueles que não são ambientalmente ou socialmente sustentáveis. As duas organizações consideram que, sobretudo numa altura de crise económica, é obrigatório garantir de que os incentivos à produção de biocombustíveis, existentes diversos países europeus, sejam aplicados na promoção daqueles que garantam um impacte ambiental e social mais positivo à escala global.

Nos últimos anos, os biocombustíveis têm sido apontados como a solução para a redução da dependência energética externa em relação aos combustíveis fósseis e das emissões de GEE no sector dos transportes. Em 2009, a União Europeia estabeleceu a sua política sobre os biocombustíveis. Na Diretiva sobre as Energias Renováveis, os Estados-Membros comprometeram-se a atingir a meta de 10% de incorporação de energias renováveis nos combustíveis rodoviários - sobretudo à custa de biocombustíveis - até 2020. A RED estabelece ainda que os biocombustíveis teriam de obedecer a critérios de sustentabilidade, sobretudo em termos de redução das emissões de GEE relativamente aos combustíveis fósseis, para serem comercializados no mercado europeu. Estes critérios de redução de emissões apenas contabilizam as alterações diretas de uso do solo, não tendo a Comissão Europeia definido até ao presente momento qualquer metodologia de contabilização das emissões de GEE associadas com as alterações indiretas de uso do solo (ILUC, na sigla em inglês).

Vários estudos europeus evidenciaram a necessidade de implementar medidas urgentes, alertando para a magnitude das emissões de GEE que resultam do efeito ILUC, as quais estão relacionadas com a conversão de novas áreas florestais e de pastagens para a produção agroalimentar como resultado da procura crescente de biocombustíveis. Um estudo em particular(3), realizado para a própria Comissão, refere que os impactes ambientais da produção de biocombustíveis, considerando todo o seu ciclo de vida desde à produção até ao consumo, podem ser ainda mais graves do que os dos combustíveis fósseis, se for considerado o efeito ILUC.

Em Dezembro de 2010 a Comissão Europeia deveria ter submetido ao Parlamento Europeu um relatório de avaliação do impacto das emissões associadas ao ILUC(4). A proposta, sob discussão no Colégio dos Comissários Europeus, vem ultrapassar este impasse e visa introduzir fatores específicos de emissão de GEE associados ao ILUC, por tipo de cultura agrícola destinada à produção de biocombustíveis (por exemplo, soja, colza e palma).

A Quercus e a Oikos, em parceria com outras associações de defesa do ambiente e de desenvolvimento a nível europeu, consideram absolutamente crucial garantir que o cumprimento das metas europeias de biocombustíveis e de redução das emissões de GEE no sector dos transportes não se realize à custa dos impactes ambientais sobre o uso do solo decorrentes da sua produção – nos quais se incluem a desflorestação, a destruição de ecossistemas e áreas de armazenamento de carbono como florestas primárias e turfeiras, em diferentes partes do Mundo – contribuindo para as alterações climáticas a nível global. Além disso, o aumento da procura de biocombustíveis decorrentes das metas europeiastambém pode prejudicar o abastecimento de alimentos no mercado, ampliando o risco de uma crise agrícola e alimentar, sobretudo em países em desenvolvimento. Acresce ainda que a produção industrial de biocombustíveis requer grandes quantidades de terra e outros recursos naturais como a água, que devem ser utilizados para satisfazer as necessidades básicas das populações locais, e não para sustentar o cumprimento das metas europeias de biocombustíveis.
Neste sentido, a Quercus e a Oikos apelaram ao Presidente da Comissão Europeia, Dr. Durão Barroso, para que o Colégio de Comissários tome uma posição firme e consensual no sentido de garantir que apenas os biocombustíveis mais sustentáveis em todo o seu ciclo de vida são comercializados no mercado europeu, mitigando os seus efeitos sobre as alterações climáticas e os usos do solo, e prevenindo os efeitos sobre o preço dos alimentos, à custa da política energética da União Europeia.
Numa altura em que se debate como o sector dos transportes vai cumprir a meta de redução das suas emissões de GEE em 60% até 2050(5), esta metodologia de cálculo de emissões torna-se extremamente importante e necessária para determinar com rigor a pegada carbónica dos biocombustíveis substitutos da gasolina e gasóleo convencionais, avaliando o seu real impacte climático ao longo de todo o seu ciclo de vida e reforçando a liderança da União Europeia para combater as alterações climáticas a nível internacional.

28/04/12

Iniciação ao Birdwatching

Birdwatching na Serra da Estrela 




A grande diversidade paisagística, da Serra da Estrela, e devido à existência de diferentes ecossistemas, nomeadamente zonas húmidas, florestas, montanha, praias fluviais, escarpas, zonas agrícolas, entre outras levou a Quercus – Núcleo regional da Guarda em parceria com a Birds & Nature, com o apoio da autarquia da Guarda, organiza um Workshop de Iniciação ao Birdwatching nos dias 12 e 13 de Maio.

Neste contexto, a Quercus e a Birds & Nature, pretendem promover a reflexão sobre as potencialidades turísticas que os recursos ornitológicos representam, e que valorizam e promovem o património natural em benefício das comunidades, dos operadores económicos e da experiência proporcionada aos visitantes.

Esta formação inclui temas como a iniciação ao Birdwatching, a identificação de grupos específicos de aves, a identificação de aves de determinadas áreas geográficas e assuntos como a fotografia ou a ilustração de aves.

O Workshop compreende uma parte prática e uma parte teórica; esta última, no entanto, incide essencialmente em aspetos como o trabalho de identificação com fotografias e o treino de audição de cantos e vocalizações.
Este curso tem uma duração de dois dias (um dia no caso dos workshops), decorrendo habitualmente durante um fim de semana. A carga horária usual é de 12 horas. O Workshop de Identificação das Aves da Serra da Estrela, de um dia e meio (cerca de 3 horas de parte teórica e cerca de 9 horas de parte prática)

Com o objetivo de obter um elevado nível de aprendizagem e de participação. O workshop é limitado a 25 participantes.


PREÇO: 40€

Inclui
- Acompanhamento técnico permanente do(s) formador(es)/guia(s)
- Manual do Workshop
- Checklist das espécies a observar
- Certificado de Participação
- Disponibilização de binóculos, telescópios e guias de campo
- Seguro de acidentes pessoais por cada participante

guarda@quercus.pt

Faça a sua Inscrição aqui : https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dE43R0poNm44SVp4WkZMNklNUUVIZ2c6MA#gid=0

22/04/12

Workshop construção fornos solares


Comunicado - 22 de abril, Dia da Terra‏


22 de Abril, Dia da Terra

Quercus considera necessário tomar opções rumo a um futuro mais sustentável do Planeta


A Quercus junta-se a milhares de outras organizações para, em 2012, assinalar, pela quadragésima segunda vez, o Dia da Terra. Infelizmente, mais de quatro décadas passadas desde o momento em que se designou internacionalmente um dia para celebrar o Planeta Terra, o caminho percorrido não tem ido no bom sentido e a nossa capacidade de conhecer e respeitar os limites da sustentabilidade do Planeta não tem progredido.


Casos de más práticas nacionais e opções de futuro

Em Portugal, muitos dos projetos desenvolvidos nos últimos anos são insustentáveis tanto do ponto de vista financeiro como, sobretudo, ambiental: entre inúmeros maus exemplos, avultam a construção de estradas atravessando áreas ecológicas sensíveis e que estimulam o uso do automóvel com a consequente poluição; a construção de barragens com um rendimento muito limitado mas que destruíram património natural único; ou, ainda, a implantação de urbanizações e empreendimentos em zonas de solos produtivos ou ecologicamente relevantes, como áreas da Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional ou Rede Natura 2000.

Num cenário de crise económica nacional e internacional, que tem acabado por relegar as questões ambientais para segundo plano, é importante não esquecer que continuamos a viver uma crise ambiental, com problemas tão graves como o aquecimento global, a perda de biodiversidade, o crescimento exponencial da população humana ou a massificação dos padrões de consumo. Ignorar estes problemas que têm reflexos diretos do ponto de vista ambiental, mas também do ponto de vista social e económico, e adiar decisões que necessitam de ser tomadas urgentemente, não irá resolver as questões, mas agravá-las futuramente, com as inerentes consequências nocivas para todo o planeta e, naturalmente, para a espécie humana também. 

À escala nacional e planetária, o paradigma dominante tem sido o de estimular a produção e o consumo descontrolados, escamoteando que os recursos naturais, que estão na base de toda a economia, são finitos e escassos, e os consumos energéticos devem ser necessariamente limitados. De modo a que se caminhe para uma economia mais sustentável, o futuro deverá passar pela atribuição do valor real às externalidades associadas (como os impactes ambientais dos seus produtos e serviços e o benefício dos serviços prestados pelos ecossistemas naturais), a valorização das boas práticas ambientais pelas empresas e a preferência dos consumidores por bens e serviços com menores impactes ambientais e maior valor acrescentado.

O contributo de cada um de nós

No dia dedicado ao Planeta Terra, não será de mais recordar que todos podemos e devemos ser agentes de mudança e promotores de um desenvolvimento sustentável, nos diversos contextos da nossa vida. Abdicar desse papel equivalerá a contribuir diretamente para a manutenção da atual situação de desequilíbrio. E este é um cenário em que todos perdem, logo, a evitar a todo o custo.

Aqui deixamos algumas propostas:

- Reduzir o consumo de carne proveniente da produção intensiva e preferir alimentos de origem vegetal (frutas, legumes, cereais e leguminosas);
- Preferir alimentos produzidos em modo de produção biológico;
- Não adquirir animais ou produtos de animais em vias de extinção;
- Plantar espécies autóctones;
- Poupar água;
- Reduzir o consumo de energia;
- Pensar bem antes de comprar um qualquer bem ou serviço (refletir sobre a sua necessidade, utilidade e impacto em termos de sustentabilidade/gasto de recursos, poluição e impacto no fim da vida, condições sociais em que foi produzido);
- Preferir produtos nacionais;
- Andar a pé, de bicicleta e de transportes colectivos;
- Respeitar os mesmos princípios em qualquer contexto: trabalho, escola, férias, etc.
- Exigir que os nossos representantes políticos assumam políticas que promovam a sustentabilidade;
- Exigir que as empresas disponibilizem produtos e serviços mais sustentáveis e que o comprovem através de certificações independentes.

A caminho da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20

Vinte anos após a primeira Cimeira da Terra – Rio 92, Governos, instituições internacionais, ONG e sociedade civil de todo o Mundo irão participar na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS ou "Rio+20"), em que o foco central será a transição para uma economia verde global, no contexto da erradicação da pobreza, e a governança para um desenvolvimento sustentável.

Na semana em que se comemora o Dia da Terra, a Quercus e a Rede Lusófona para o RIO +20, em parceria com a C.M. Gaia, apresentaram a campanha internacional intitulada “O que nos une a todos”, enquadrada no âmbito da realização da Conferência Rio+ 20, que decorre no Rio de Janeiro, Brasil, de 20 a 22 de junho deste ano. A campanha “O que nos une a todos” vai consistir numa série de ações a realizar ao longo dos próximos dois meses, como o lançamento de uma música com o mesmo título, de um videoclip, a organização de conferências e o lançamento da iniciativa “5 Saídas Para a Crise”.


Lisboa, 21 de abril de 2012

permaculture design 2012


Design (regenerativo) de Permacultura tem ganho, lentamente, aceitação internacional como uma caixa de ferramentas para a sustentabilidade. É uma ciência que mostra a oportunidade de criar respostas práticas aos nossos problemas, quer estes sejam em casa, na horta, numa empresa/comunidade, ou até numa escala maior. Design de Permacultura aplicado pode criar uma nova visão para o Planeta.
É na celebração das diferenças, da riqueza da diversidade, da necessidade de soluções inclusivas que nos unimos para aprender/ensinar.
“tu não fazes Permacultura; aplicas Permacultur ao que fazes.”
-Larry Santoyo
Cuidar da Terra – Cuidar das Pessoas – Partilha Justa
“O primeiro principio da Permacultura é Observação: observação pensativa e demorada em vez de trabalho distraido e demorado.”
-- B. Mollison and D. Holmgren
A Permacultura é a forma mais verdadeira de BIO MIMICRY, aprendendo directamente do Design da Mãe Natureza, ligando tudo em sistemas criativos e produtivos.
O proxima Curso de Design de Permacultura, acreditada com certifcado, vai acontecer na Permalógica, Tábua, 16-30 Junho de 2012, com professor experiente Steve Jones. http://www.sector39.co.uk
Este curso sera de 72horas e será certificado pela Associação de Permacultura (Permaculture Association).
Custos: 450€ incluindo todas as refeições vegetarianas/locais/macrobióticas, campismo (tenda propria) ou dormitório partilhado. Uso dos duches ecológicos e casas-de-banho de compostagem, piscina biológica, água de fonte para beber e uso da cozinha rústica se necessário. 10% de desconto oferecido aos primeiros 10 participantes que pagarem na totalidade e desconto disponível para locais. Maximo de 20 participantes. Inscreva-se com antecedência para evitar desilusão!
Ficha de inscrição disponível quintacabecadomato@gmail.com
O nosso espaço é visivel no cana de Youtube – Quinta Cabeça do Mato

21/04/12

Oficina de Vermicompostagem‏


Já que é o terceiro ano que o fazemos, vai
a Quercus-Braga, levar a cabo uma Oficina de Vermicompostagem, no
Parque de S. João da Ponte, Braga, no sábado, dia 5 de Maio, das 15 às
17h.
Como a actividade resulta de um protocolo com a Câmara Municipal de
Braga, é gratuito e, para se inscrever, basta enviar o nome da pessoa,
idade, e-mail e telemóvel para este endereço, bem como a indicação de
se quer ou não minhocas.
No dia, caso queira minhocas, cada família deverá levar um caixa
pequena (tipo caixa de gelado de 1 litro) e, em casa, ter caixa de
esferovite (pode obter nas farmácias ou peixarias) ou plástico opaco
de aproximadamente (ou nessa proporção) 90 cm de comprimento x 60 cm
de largura x 25 cm de altura.

Comunicado - Em Vagos: Lixeiras promovidas por entidades públicas proliferam‏


Por ocasião da iniciativa “Limpar Portugal”, realizada no dia 24 de março, o Núcleo de Aveiro da QUERCUS tomou conhecimento da existência de algumas situações absurdas em relação à deposição de resíduos. Por incrível que possa parecer, no concelho de Vagos existem pelo menos duas situações em que as Juntas de Freguesia promovem despejos de todo o tipo de resíduos, em terrenos sem qualquer tipo de vedação e sem qualquer controlo do que ali é despejado. Mais grave ainda é a possibilidade de numa destas lixeiras, que a Junta de Freguesia gere como um aterro sanitário, ter havido um apoio financeiro do próprio município.
Nestas lixeiras são despejados entulhos de obras e resíduos de trabalhos de jardinagem, pneus velhos, lixos domésticos, plásticos, de tudo um pouco pelo que está à vista. Mas e o que não está à vista e já foi soterrado pelas Juntas? Com todos os custos associados à eliminação de resíduos perigosos, não será difícil pensar que no meio de tudo o que ali é depositado existam também substâncias contaminantes, muito perigosas para o ambiente, mas também para a saúde das populações, pois as lixeiras estão perto de habitações e podem contaminar as águas subterrâneas.
Normalmente a QUERCUS apresenta queixas sobre situações de ilegalidades e atentados ambientais às entidades competentes, nomeadamente ao SEPNA – Serviço de Proteção da Natureza da Guarda Nacional Republicana. Mas ultimamente são muitos mais os casos que chegam ao nosso conhecimento e fica a sensação que os organismos do Ministério que tutela a área do ambiente não cumprem com a sua função fiscalizadora. Como se explica que existam situações semelhantes a estas, em que as ilegalidades são cometidas durante meses seguidos sem nenhuma fiscalização as detetar? E é muito pior quando são os organismos que deviam zelar pela manutenção de um ambiente saudável e proteger a natureza a cometer algumas atrocidades, como já denunciámos recentemente em relação a entidades tuteladas igualmente pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território - MAMAOT.
Desta vez a situação é realmente absurda e o Núcleo de Aveiro da QUERCUS, ao invés de apresentar queixa às entidades competentes, opta por esta denúncia pública e disponibiliza--se para acompanhar os serviços de fiscalização, os órgãos de comunicação social, ou quem quiser ver as coisas no local, para avaliarem e tomarem as medidas consideradas necessárias. Para além das coimas a aplicar aos infratores e a quem é verdadeiramente responsável, vamos avaliar a capacidade das entidades do MAMAOT em mandar retirar todo o lixo ali depositado, analisar se há infiltração de poluentes perigosos nos solos e mandar recuperar paisagisticamente os locais.
Aveiro, 20 de abril de 2012
A Direção do Núcleo Regional de Aveiro da QUERCUS - ANCN