16/04/12

II Edição do Curso de Maneio e Tração Animal, de 21 a 22 de Abril, aldeia de Pena Branca e Paradela, concelho de Miranda do Douro


 
O gado asinino e muar sempre teve uma presença importante nas atividades do meio rural na região de Trás-os-Montes, pela utilização destes animais em diversos trabalhos agrícolas ou, muitas vezes, predominantemente associados a determinadas tarefas, atividades ou ofícios. Ainda hoje estes animais são bastante aproveitados, principalmente, em terrenos mais acidentados, ou em propriedades de menor tamanho onde o emprego de um trator torna-se inviável economicamente. Em grandes propriedades, a tração animal também é utilizada para complementar o trabalho do trator, principalmente, em serviços de cultivo.
Embora seja difícil determinar a aplicação ideal da tração animal entre os agricultores, o conhecimento da realidade indica a necessidade de incentivar seu uso, melhorando a qualidade dos animais, aumentando a quantidade, desenvolvendo tecnologia de trabalhos, inovando, principalmente, nas pequenas áreas, onde o trator seria bastante dispendioso. O melhoramento das raças dos animais de tração, aliado ao aperfeiçoamento das ferramentas agrícolas, proporcionará um processo de mecanização intermediária, coerente com as condições dos pequenos produtores rurais, promovendo um avanço tecnol&oacut e;gico significativo na produção de milhares de agricultores.
Neste âmbito, a AEPGA tenciona realizar entre os dias 21 e 22 de Abril a II Edição do Curso MANEIO E TRAÇÃO ANIMAL, nas aldeias mirandesas de Pena Branca e Paradela. O curso será essencialmente prático e abordará diversas temáticas relacionadas com:
- a etologia dos asininos;
- os cuidados a ter com os animais de tração;o adestramento de asininos e conhecimento dos diferentes arreios e ferramentas associados aos animais de tração;
- a sustentabilidade e tração animal, entre outras.

PARTICIPE!

Fotografia de topo: Cláudia Costa http://claudiacosta.carbonmade.com/

 

PROGRAMA

Sábado, 21 de Abril de 2012
Aldeia de Pena Branca, Concelho de Miranda do Douro

09h30 – 
Receção e apresentação dos participantes. Apresentação dos Trabalhos para o dia; Sessão de abertura dos trabalhos
10h00 – Etologia
adestramento e cuidados a ter com os animais de tração (Jesús de Gabriel. Veterinário Clínico e Presidente de ASZAL http://aszal.com/ )
12h30 - 
Encerramento dos trabalhos: exposição de dúvidas e comentários acerca dos trabalhos apresentados
13h00 
– Pausa para o almoço
14h30
 – Parte Prática
- Maneio e conhecimento dos diferentes arreios e apetrechos.

Introdução ao adestramento de asininos (Trabalho à guia, Trabalho de rédeas longas; Preparação à atrelagem;Atrelar em singular e em parelha)
- Montagem dos apetrechos nos animais e 
lavragem superficial de solo
17h30
 – Fim dos trabalhos

Domingo, 22 de Abril de 2012
Aldeia de Paradela, Concelho de Miranda do Douro
09h30 –
 Encontro dos participantes no café da aldeia de Paradela
10h00
 – Passeio de Burro e em carroça até ao miradouro das Penhas das Torres (arribas do Douro)
11h00
 – Parte prática com os habitantes da aldeia de Paradela
Montagem dos apetrechos nos animais;
Atrelar em singular e em parelha;
- Lavragem superficial de solo.


13h30
 - Piquenique com a população da aldeia de Paradela
16h00
 – Fim da atividade

INFORMAÇÕES:
 http://www.aepga.pt/portal/PT/111/EID/137/DETID/3/default.aspx

ALOJAMENTO (Sugestões): 
http://www.aepga.pt/portal/PT/111/EID/137/DETID/6/default.aspx
INSCRIÇÃO: 
http://www.aepga.pt/portal/PT/111/EID/137/DETID/9/default.aspx


 
De 5 a 6 de Maio: Seminário “O MEIO RURAL E O ECOTURISMO”, Parque Biológico de Vinhais, Vinhais


seminário internacional: floresta e mercados de ecossistema‏

seminário internacional: floresta e mercados de ecossistema
26 de abril, lisboa

No âmbito do projecto Empresas e Biodiversidade - Mundo Rural, a Quercus organiza no proximo dia 26 de Abril o seminário e workshop sobre a valorização e pagamento dos serviços dos ecossitemas florestais, em Portugal e na Europa. Estes eventos decorrem nas instalações da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Para conhecer o programa e ter acesso a mais informção, visite este site.

Comunicado | Alteração ao Código da Estrada vai acabar com ilegalidades na sucata automóvel‏

Há uma década que a Quercus e os Operadores de VFV
aguardam uma resolução do problema

Alteração ao Código da Estrada vai acabar com ilegalidades na sucata automóvel


O Secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território (SEAOT) informou a Quercus que vai ser alterado o Artigo n.º 119º do Código da Estrada que permitia o cancelamento de matrículas de Veículos em Fim de Vida (VFV) sem o seu encaminhamento para centros licenciados.

Com esta alteração legislativa espera-se que os VFV deixem de ser encaminhados para os sucateiros ilegais que têm proliferado graças a esta falha no Código da Estrada, que contradiz a Diretiva Comunitária sobre VFV, causando graves danos para o ambiente.

A Quercus, que tem vindo ao longo dos últimos anos a denunciar este problema, reuniu recentemente com o Secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (SEOPTC) e com o SEAOT, e entre outros assuntos, abordou nessas reuniões a temática da gestão dos veículos em fim de vida (VFV). Na altura, a Quercus teve mais uma vez oportunidade de manifestar a sua grande preocupação com o facto de em 2010 cerca de 42% dos veículos cujas matrículas foram canceladas não terem apresentado o respetivo Certificado de Destruição (CD), o qual só pode ser emitido por centros licenciados, suspeitando-se assim que esses VFV foram encaminhados para sucateiros e outros destinos ilegais.

O regime jurídico que regula a gestão dos VFV foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 196/2003 e alterado pelo Decreto-Lei n.º 64/2008, transpondo para o ordenamento jurídico interno a Diretiva n.º 2000/53/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 18 de setembro.

O requisito mais importante emanado pela referida legislação é a necessidade da existência de um CD para se poder proceder ao cancelamento da matrícula. Contudo, o Código da Estrada através do artigo n.º 119º prevê várias possibilidades de cancelamento de matrícula e, apesar da legislação comunitária ter supremacia sobre a nacional, tem sido utilizado abusivamente pelo IMTT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (e pela antiga Direção-Geral de Viação), ignorando os constantes alertas que a Quercus tem feito desde 2004 sobre o desrespeito da legislação ambiental nacional e comunitária e para as respetivas consequências ambientais, sociais e económicas para o País.

Segundo dados do IMTT (facultados só depois da Quercus apresentar uma queixa à CADA – Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos), em 2011, foram canceladas 97730 matrículas (referentes a viaturas ligeiras) mas para o mesmo ano só foram emitidos 62195 CD.

Apesar da Quercus estar confiante que o problema está atualmente a merecer a devida atenção por parte do Governo, considera que a gravidade da situação não é compatível com o tempo que demora a ser elaborado e publicado um diploma da natureza do Código da Estrada.

Assim, vem apelar ao Governo para que publique um diploma o mais rapidamente possível que altere o Código da Estrada, nomeadamente o artigo n.º 119.º. Este tipo de diplomas já foi utilizado no passado, como é o caso do Decreto-Lei n.º 82/2011, de 20 de junho, que alterou o Código da Estrada em matéria de cancelamentos de matrículas temporárias para viaturas do transporte público rodoviário de mercadorias.

De qualquer forma, existindo legislação nacional e comunitária que obriga à apresentação de um CD, não é admissível nem tolerável que o IMTT possa continuar a cancelar matrículas sem a apresentação desse documento, pelo que a SEOPTC deve certificar-se que isso já não acontece.

Lisboa, 16 de abril de 2012

A Direção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza



Observação de Aves - 22 de Abril - 10-12h - Parque de S. João da Ponte, Braga

09/04/12

Seminário Livro Branco - Guarda | Programa convite


Encarrega-me o Exmo. Senhor Diretor Regional do Centro do Instituto Português da Juventude, IP, Dr. Miguel Nascimento, de enviar a V. Exa. o convite para o Seminário Livro Branco da Juventude, a realizar no próximo dia 11 de Abril de 2012 na Loja Ponto JÁ da Guarda do IPDJ, IP.

Mais informações em http://juventude.gov.pt/Eventos/Cidadania/Paginas/livro-branco-juventude.aspx

Informo ainda que os interessados em participar neste Seminário poderão efectuar a sua inscrição diretamente no formulário eletrónico emhttp://bit.ly/inscricoes-seminario-lbj-guarda

Contamos a sua presença.




07/04/12

Avaliar as atividades

O Núcleo quer melhorar a organização das suas atividades, para isso
contamos com a colaboração de todos
os participantes para preencher o formulário de avaliação das atividades.

Basta alguns minutos, para isso basta clicar aqui:

Contamos com a colaboração de todos, obrigado


A direcção do núcleo.

06/04/12

Nota de Imprensa | Quercus apresenta Selo Topten para distinguir no mercado modelos de baixo consumo - 10 Abril, 11h, Media Markt de Alfragide‏


A Quercus convida todos os jornalistas a estarem presentes na sessão de lançamento do Selo Topten, que decorrerá no próximo dia 10 de abril, pelas 11.00 horas, na loja Media Markt de Alfragide.

Este Selo foi desenvolvido pela Quercus com o objetivo de divulgar os produtos distinguidos pelo projeto Topten, emwww.topten.pt, como os mais eficientes do mercado em termos de consumo energético.

O selo é atribuído de forma gratuita e a qualquer marca que tenha modelos em qualquer categoria do Topten.pt. Nesta sessão de lançamento, será feita uma entrega simbólica do Selo às empresas já aderentes à iniciativa.

Todas marcas participantes recebem, assim, um Selo personalizado para cada um dos seus modelos reconhecidos pelo Topten.pt, podendo utilizá-lo no respetivo modelo ou em materiais publicitários do mesmo. Neste momento, o Topten.pt conta já com 71 marcas representadas entre oito categorias, que abrangem máquinas de lavar roupa e loiça; lâmpadas de baixo consumo; frigoríficos; arcas e congeladores; impressoras e multifunções, monitores e ainda automóveis.

De forma a acompanhar a evolução do mercado, a Quercus procede, anualmente, à atualização das várias categorias de produtos, tendo como critério fundamental a eficiência energética, sendo ainda considerado outros fatores de acordo com a categoria. Como tal, a renovação, destituição ou nova atribuição do Selo será feita de acordo com as atualizações, de modo a que os produtos assinalados nas lojas correspondam sempre aos que estão listados em www.topten.pt.

Numa altura em que todos os portugueses já sentem o aumento da tarifa da eletricidade, esta iniciativa da Quercus pretende auxiliar os consumidores a identificarem, diretamente nos suportes publicitários e nos pontos de venda, os produtos com melhor desempenho energético e menor impacto económico e ambiental.

Lisboa, 4 de abril de 2012


A Direção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

05/04/12

Comunicado | CCDR do Norte não atua para impedir destruição da paisagem Património Mundial no Alto Douro Vinhateiro‏

A Quercus vem alertar para a falta de intervenção da CCDR do Norte na ação ilegal de destruição da floresta mediterrânica de proteção nas encostas do Rio Douro, no Alto Douro Vinhateiro Património Mundial da UNESCO.

No passado mês de fevereiro, a Quercus alertou a CCDR do Norte e outras entidades para a destruição de uma zona de floresta mediterrânica numa área com cerca de uma dezena de hectares, dominada por sobreiral, com medronheiros e azinheiras e diversas espécies de arbustos, numa encosta sobre o Rio Douro, na Quinta da Teixeira. Esta operação está a ser promovida pela Quinta do Pessegueiro - Sociedade Agrícola e Comercial Lda, na freguesia de Ervedosa do Douro, concelho de São João da Pesqueira.

A referida zona de floresta mediterrânica reveste-se de grande importância, numa paisagem humanizada fortemente intervencionada com a cultura das vinhas, encontrando-se definida no Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território do Alto Douro Vinhateiro, na categoria do uso do solo, como “Espaço Natural – Matos Mediterrânicos e Povoamentos Florestais”. Também nas condicionantes do PDM de São João da Pesqueira, esta área está inserida em Reserva Ecológica Nacional.

Apesar do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR já ter sido também alertado, a Quercus esteve recentemente no terreno e confirmou o avanço da obra com a desmatação e mobilizações de solos, numa preparação de terreno para a instalação de uma vinha ilegal.

CCDR do Norte não promove o embargo desta obra ilegal e com grande impactes

Durante a visita realizada, foi possível confirmar que no local encontravam-se três máquinas escavadoras e um bulldozer a construírem novos terraços numa área com elevados riscos de erosão, relativamente à qual a CCDR do Norte emitiu parecer desfavorável devido à condicionante da REN, embora continue sem promover o embargo efetivo.

A Estrutura de Missão do Douro da CCDR-N deveria também zelar pelo cumprimento das exigências decorrentes do Plano Intermunicipal de Ordenamento do Território do Alto Douro Vinhateiro e da classificação da “paisagem cultural, evolutiva e viva” do Alto Douro Vinhateiro pela UNESCO como “Património da Humanidade”, com objetivos de salvaguarda dos valores paisagísticos, ambientais e culturais em presença. Contudo, tal não acontece.

Apesar desta ação violar claramente os planos de ordenamento e a legislação de proteção da azinheira e sobreiro, as autoridades continuam a não embargarem a mesma, afetando uma zona de grande interesse paisagístico, como o vale do Douro em frente à Quinta da Romaneira, uma área turística de excelência.

Neste sentido, a Quercus exige a reposição da legalidade com a interdição da alteração do uso do solo e o apuramento de responsabilidades pela manifesta falha de atuação da CCDR do Norte.

Lisboa, 5 de abril de 2012

A Direção Nacional e a Direção do Núcleo Regional de Vila Real e Viseu da Quercus

Passeio fotográfico de Naumen ao Douro Vinhateiro



28 Abril - Numão
No dia 28 de Abril, o Centro Interpretativo e a Junta de Freguesia de Numão organizam, em parceria com o Núcleo Regional de Guarda da Quercus, um passeio de fotografia e observação da paisagem, sem dúvida um roteiro específico para os amantes da fotografia em espaço natural. Saiba como participar!

O passeio realizar-se-á na freguesia de Numão (aldeias de Numão e Arnozelo) em pleno Douro Vinhateiro.

Os participantes serão acompanhadas por um técnico especializado na área da fotografia, que ao longo do percurso irá dar dicas sobre equipamentos, luz, enquadrarmentos, entre outras técnicas.

Data: 28 de Abril de 2012
Horário: 10h às 17h
Preço: 10€
Almoço: 5€

Formador: Rui Ferreira - Global Images

Inscrições: guarda@quercus.pt

Material necessário: Os formandos devem dispor de uma câmara fotográfica digital

Nota de Imprensa | ‘LORAX’, o CONTINENTE e a QUERCUS desafiam as escolas a trocarem Rolhas por Folhas‏



‘LORAX’, O CONTINENTE E A QUERCUS DESAFIAM AS ESCOLAS A TROCAREM ROLHAS POR FOLHAS

Lisboa, 5 de abril de 2012 – ‘Lorax’, a personagem que dá nome ao filme de animação 3D desta Páscoa, é por excelência um defensor acérrimo das árvores e da preservação da natureza e por isso não podia deixar de se associar a ação Rolhas que Dão Folhas do Continente em parceria com o projeto Green Cork da Quercus. Esta iniciativa procura sensibilizar e mobilizar as escolas nacionais para a reciclagem do maior número possível de rolhas de cortiça.

No âmbito da divulgação da ação Rolhas que Dão Folhas, o ator José Fidalgo, que dobra a personagem O’Hare, esteve presente na passada quarta-feira, dia 28 março, no Continente do Centro Comercial Colombo. Juntamente com o Lorax em “pessoa” animaram o fim de tarde com uma sessão de autógrafos e algumas ofertas para os mais pequenos.




‘Rolhas que dão Folhas’ é um desafio dirigido a crianças de todos os jardins infantis, escolas EB1, EB2/3 e escolas secundárias do país, convidadas a inscreverem a sua escola no site do Continente e a recolherem o maior número possível de rolhas de cortiça. Após a recolha devem colocar as rolhas em sacos de plástico da marca e entregá-las nos hipermercados Continente até ao dia 22 de maio de 2012. Cada saco cheio dá direito a um vale, e as 20 escolas com mais vales entregues, proporcionalmente ao número de alunos, serão as vencedoras.

As rolhas recolhidas no âmbito da campanha ‘Rolhas que dão folhas’ são enviadas pelo Green Cork para reciclagem, sendo o valor angariado revertido a favor do projeto de reflorestação da Quercus.

O desafio ‘Rolhas que dão folhas’ já conta com a participação de 907 escolas e mais de 300 mil alunos.‘LORAX’

Nos cinemas a 22 de março de 2012




01/04/12

Comunicado | 2011 com pior qualidade do ar em Lisboa - Quercus aplaude alargamento da ZER‏




Várias estações de monitorização da qualidade do ar da cidade de Lisboa voltaram a ultrapassar, em 2011, os valores-limite de proteção da saúde para as partículas inaláveis e para o dióxido de azoto impostos pela legislação nacional e comunitária, agravando-se a situação face a 2010.

As partículas inaláveis (PM10) e o dióxido de azoto (NO2) são dois poluentes atmosféricos emitidos pelos escapes dos automóveis com sérios impactes na saúde das populações sobretudo nas cidades, onde o tráfego rodoviário é mais intenso. Estes poluentes são medidos em estações de monitorização do ar ambiente, algumas localizadas junto dos principais eixos rodoviários. Em concentrações elevadas, podem mesmo ultrapassar os valores-limite impostos pela legislação nacional e comunitária[1], a qual define valores-limite de proteção da saúde para as PM10 e o NO2.

A Quercus analisou os dados disponibilizados pela Base de Dados On-line QualAr da Agência Portuguesa do Ambiente[2] das concentrações de PM10 e NO2 medidas nas estações de qualidade do ar em Lisboa relativamente aos anos de 2010 e 2011. A QualAr disponibiliza os dados já validados de 2010 e os dados provisórios de 2011. Como a compilação dos dados não validados de 2011 não é direta, a Quercus solicitou-os à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, não tendo obtido qualquer resposta, havendo assim em nossa opinião uma falha grave e lamentável na facilitação de informação ao público por parte do Ministério do Ambiente, obrigação contemplada na legislação.

Partículas inaláveis (PM10)

Relativamente às PM10, as estações de qualidade do ar da Avenida da Liberdade e Santa Cruz de Benfica ultrapassaram, em 2011, o valor-limite anual de proteção da saúde humana (40,0 µg/m3), bem como o número máximo de vezes permitido pela legislação (35 ultrapassagens por ano) que os valores médios diários podem ser superiores a 50,0 µg/m3. Houve um agravamento das concentrações deste poluente na Av. da Liberdade entre 2010 e 2011.

Nº máximo anual de ultrapassagens diárias ao VL

Média anual (µg/m3)

Estação/Ano

2010

2011

2010

2011

Avenida da Liberdade

88

113

41,4

44,5

Santa Cruz de Benfica

90

84

42,7

41,4

Valor-limite

35

35

40,0

40,0

Dióxido de azoto (NO2)

No que diz respeito ao NO2, várias estações de qualidade da cidade de Lisboa ou adjacentes (caso de Alfragide/Amadora), ultrapassaram, em 2011, o valor-limite anual de proteção da saúde humana (40,0 µg/m3), bem como o número máximo de vezes permitido pela legislação (18 ultrapassagens por ano) em que as médias horárias foram superiores a 200,0 µg/m3. Exceto em Santa Cruz de Benfica, verificou-se em todas as outras estações um agravamento da qualidade do ar entre 2010 e 2011.

Nº máximo anual de excedências horárias ao VL

Média anual (µg/m3)

Estação/Ano

2010

2011

2010

2011

Avenida da Liberdade

37

21

61,4

65,5

Entrecampos

0

15

41,1

46,4

Olivais

17

49

35,2

37,1

Santa Cruz de Benfica

25

2

46,4

43,3

Alfragide/Amadora

25

49

37,9

38,8

Valor-limite

18

18

40,0

40,0

O aumento do número de ultrapassagens aos valores-limite de PM10 e NO2 verificado entre 2010 e 2011 na maioria dos casos, deveu-se sobretudo ao efeito de condições climatéricas adversas à dispersão de poluentes, como ventos fracos e elevada estabilidade atmosférica. No caso específico das PM10, algumas das ultrapassagens ficaram a dever-se à influência de eventos naturais, isto é, poeiras transportadas pelos ventos desde o Norte de África e que atingiram a cidade de Lisboa, e que agravaram as concentrações já elevadas motivadas pelo tráfego rodoviário.

O agravamento da má qualidade do ar no total do ano na Avenida da Liberdade não significa, mesmo assim, que não possa ter havido uma melhoria após a implementação da 1ª fase da Zona de Emissões Reduzidas (ZER) entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço em Junho de 2011, mas essa análise, por ser muito complexa, não nos foi possível efetuar, competindo às entidades públicas oficiais tal avaliação.

2 de Abril – Expansão da Zona de Emissões Reduzidas e maior exigência na zona já existente são passos importantes mas ainda insuficientes para a melhoria da qualidade do ar

A decisão de se avançar com uma maior exigência da Zona de Emissões Reduzidas (ZER) em Lisboa que tem início na próxima segunda-feira, 2 de Abril, é mais um passo do leque de medidas que fazem parte dos planos e programas para a melhoria da qualidade do ar e do respetivo programa de execução. Desde 2005 que Portugal está a infringir a legislação nacional e comunitária em matéria de qualidade do ar, dado que tem vindo a ultrapassar, e muito, os limites estabelecidos no que respeita às concentrações de partículas inaláveis (PM10), sendo que desde 2010 tal também se verifica para o poluente dióxido de azoto (NO2). As consequências para a saúde, em algumas áreas de Lisboa mais poluídas, significam vários meses de vida retirados à custa da elevada poluição do ar, cuja causa é, evidentemente, o tráfego rodoviário. A atual ZER ainda é insuficiente dado que o seu grau de exigência se tem de aproximar de outras áreas com estas caraterísticas noutras cidades europeias, estando também outras medidas previstas e ainda por aplicar (vias de alta ocupação, por exemplo). Por incumprimento da legislação comunitária, Portugal tem um processo instaurado no Tribunal Europeu de Justiça sobre esta matéria, cujo julgamento já ocorreu, e cuja sentença deverá ser conhecida dentro de alguns meses.

A implementação de uma Zona de Emissões Reduzidas faz todo o sentido, porque retira os veículos mais antigos, anteriores a 1992 (veículos anteriores às normas EURO, nomeadamente sem catalisador), que poluem várias dezenas de vezes mais que os veículos novos (norma EURO 5), de uma área considerável da cidade, havendo agora uma exigência ainda maior nas áreas com piores níveis de poluição do ar em Lisboa (o troço Marquês de Pombal – Terreiro do Paço), onde a proibição nos dias úteis, das 7h às 21h, se estende aos veículos anteriores a 1996.

É perfeitamente compreensível que esta medida deixe de fora os residentes (não se pretende afastar as pessoas do centro da cidade), e algumas outras exceções. A sua incidência apenas nos dias úteis é óbvia, dado ser nesses dias que se regista maior tráfego rodoviário em Lisboa e, logo, maior poluição. É fundamental que a exceção dada aos táxis até ao final de 2012 não se estenda para além dessa data, dado que há uma percentagem significativa de táxis com mais de catorze anos de idade que circula em Lisboa, com impactes grandes na qualidade do ar pelo número de quilómetros que ainda percorrem diariamente.

Para a Quercus, este é um passo fundamental se se cumprir o planeado pela entidade responsável pela gestão da qualidade do ar, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, bem como as progressivas metas mais exigentes aprovadas pela Câmara Municipal de Lisboa. Outras medidas como as restrições de estacionamento automóvel no interior da cidade, a promoção do transporte público, os planos de mobilidade das empresas com grande número de trabalhadores (no centro da cidade de Lisboa ou mesmo as vias de alta ocupação), são igualmente necessárias e urgentes.

Em Portugal, e nomeadamente em Lisboa e área envolvente, não temos conseguido promover uma mobilidade mais sustentável, suficiente para melhorar significativamente a qualidade do ar. É preciso pôr em prática, e rapidamente, o que já está decidido, com coragem e determinação.

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[1] Diretiva nº 2008/50/CE de 21 de Maio, transposta para o direito português pelo Decreto-Lei nº 102/2010 de 23 de Setembro.

[2] QualAr: www.qualar.org