10/12/11

Exposição de Eco Efeites de Natal


O verdadeiro espírito de transformação do Natal

O nosso “lixo” não é jogado “fora”: ele permanece “dentro” do planeta.

O Natal é uma época mágica, uma festa que empolga as pessoas e contamina o os seres humanos. A comemoração inspira-nos à confraternização, ao desejo de felicidade, votos de alegria e, aproveitando isso, é um ótimo momento de reflexão sobre meio ambiente. Uma tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, escolas, ruas, prédios comerciais e o que mais a imaginação ditar com enfeites que representam a data, como guirlandas e a tradicional árvore de Natal.

Neste sentido a Quercus – Núcleo Regional da Guarda aceitou um desafio do Município da Guarda, pretendia-se confeccionar enfeites natalício através utilização de materiais recicláveis. Assim, matérias-primas descartadas não irão para o lixo e o meio ambiente é preservado.

Com este objetivo, através de diversos workshops em diversas instituições de solidárias, Ana Pinheiro, voluntaria da Quercus, orientou a conceção enfeites de natal.

Garrafas pets, garrafas de vidro, jornal, tampinhas de garrafas e outros materiais foram utilizados com criatividade e transformados em peças natalinas. As peças, além de enfeitar, também chamam atenção por estimular a conscientização sobre a importância de preservar o meio ambiente. O resultado desta iniciativa está patente no Município da Guarda.

Importa realçar que a ideia de decoração natalina com materiais recicláveis está cada vez mais difundida. É uma alternativa que une criatividade, baixo custo e, principalmente, consciência ecológica. Existem muitas ideias de enfeites natalinos que podem ser executadas por qualquer pessoa para enfeitar a casa, a rua, o ambiente de trabalho de forma única e especial.

Com este trabalho, A QUERCUS pretende despertar um novo olhar sobre as coisas que estão ao nosso redor, valorizando a perceção que materiais, como a garrafa e o jornal, não são “lixo”, mas uma possibilidade de transformação.

A QUERCUS deixa aqui a mensagem de que nosso “lixo” não é jogado “fora”: ele permanece “dentro” do planeta.

09/12/11

Quercus elogia discurso da Ministra do Ambiente em Durban


  logo quercus


Cimeira do Clima COP17


Quercus elogia discurso da Ministra do

Ambiente em Durban



A Quercus, que se encontra em Durban a acompanhar a reunião da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, considera que os cerca de cinco minutos que a Ministra do Ambiente, Assunção Cristas, usou para se dirigir ao plenário no segmento de alto nível, merecem ser elogiados.

Em primeiro lugar, foi a primeira vez que um governante se dirigiu ao plenário em português, o que não deixa de ser uma
nota relevante. Em segundo lugar, porque, apesar de reafirmar os pontos estratégicos e comuns à União Europeia, foi quem o fez de forma mais directa e explícita, de entre os vários Ministros, citando a necessidade de prorrogar o Protocolo de Quioto. A ministra apelou ainda ao lançamento de um roteiro até 2015 que assegure “um novo quadro global, abrangente e juridicamente vinculativo”, dando uma resposta “mais justa e mais ambiciosa” ao problema das alterações climáticas. Depois, referiu que Portugal conseguirá cumprir as suas metas do Protocolo de Quioto como já é conhecido, mencionando o apoio (presume-se que em parte como ajuda ao desenvolvimento) de 36 milhões de euros entre 2010-2012, apesar das dificuldades financeiras que atravessa. Por fim, mencionou o papel que o nosso país poderá ter como membro  do Conselho de Segurança da ONU no que respeita à relação entre a paz e as alterações climáticas e à ligação estreita aos países da CPLP.

Para ter sido perfeito, ficou apenas a faltar a vontade de querer ir mais além que o compromisso de redução de 20% das emissões de gases com efeito de estufa a nível europeu entre 1990 e 2020 (que não é consistente com a exigência da Conferência de Bali que menciona 25 a 40%), e de Portugal poder trabalhar activamente nesse sentido.

O discurso pode ser consultado na íntegra em http://durban.blogs.sapo.pt, onde a Quercus continua a acompanhar diariamente o evoluir da Conferência a partir de Durban.

Durban, 7 de Dezembro de 2011


06/12/11

Jornadas de plantação em Numão





O mundo está confrontado com dois grandes desafios ambientais interligados: as alterações climáticas e a perda da diversidade biológica. Se as alterações climáticas ocupam hoje lugar de destaque na discussão pública, a verdade é que à biodiversidade. Neste sentido o Núcleo Regional da Guarda da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza em parceria com a Associação Transumância e Natureza, a Junta de Freguesia de Numão a Aldeia SOS da Guarda e a Associação Juvenil Guarda para Sempre têm vindo a desenvolver as jornadas de plantação”.

Trata-se de uma iniciativa cujo objetivo é assinalar o Ano Internacional da Florestas 2011 através de uma de plantação de árvores em diversos pontos do Distrito da Guarda, envolvendo escolas associações locais. Pretende-se que a realização simultânea em vários pontos locais releve publicamente a necessidade de proteger as árvores, principalmente aquelas de espécies autóctones, num país tão atingido por fogos florestais durante o verão. Pretende-se ainda contribuir para uma maior sensibilização da opinião pública, em especial dos jovens.

A primeira iniciativa ocorreu em Numão, uma pequena aldeia do Concelho de Vila Nova de Foz Côa e que juntou cerca de 30 voluntários de várias idades. A junta de freguesia cedeu um terreno público para que pudesse ser criado um espaço verde na aldeia. Na opinião do autarca, Abel Pinto, as áreas verdes públicas constituem-se elementos imprescindíveis para o bem-estar da população, pois influencia diretamente a saúde física e mental da população. Nesta iniciativa foram plantados Castanheiros Pinheiros Mansos, Freixos, Lodãos ( Celtis Australis) Sobreiros, carvalhos negrais e sabugueiros.

A próxima iniciativa será já no próximo dia 8 de Dezembro, na Faia Brava, situada em Algodres, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. A Faia Brava foi a primeira área protegida privada de Portugal. Participe nesta ação de sensibilização e de valorização da nossa floresta autóctone.

Comunicado: Nemátodo da Madeira do Pinheiro continua a avançar de forma descontrolada‏

Situação crítica na zona Centro do País

Nemátodo da Madeira do Pinheiro
continua a avançar de forma descontrolada


Ao longo dos últimos anos, a Quercus tem vindo a alertar para os problemas da propagação do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, doença que provoca a murchidão e a morte dos pinheiros-bravos. No entanto, e apesar dos programas de controlo, a doença está a progredir rapidamente em grande parte do pinhal interior na zona centro do País.

Actualmente existe um Programa de Acção Nacional para o Controlo do Nemátodo da Madeira do Pinheiro (NMP), que estabelece medidas extraordinárias de protecção fitossanitária indispensáveis para o combate ao Nemátodo da Madeira do Pinheiro. Em Novembro de 2010 foi assinado um Protocolo para Controlo do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, entre a Autoridade Florestal Nacional, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas/Fundo Florestal Permanente, e cinco Federações de Produtores Florestais. Este protocolo apresenta como objectivos principais a prospecção e identificação de exemplares de árvores resinosas com sintomas de declínio, para abate, eliminação de sobrantes e monitorização do insecto vector.

O referido protocolo envolveu cerca de 60 associações de produtores florestais para efectuarem o controlo da propagação da doença do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, no entanto a sua execução fica aquém do esperado face às dificuldades operacionais de algumas associações e ao incumprimento dos pagamentos por parte do Estado.

Falta de combate ao Nemátodo provoca mortalidade elevada do pinhal-bravo

A doença do Nemátodo apresenta condições para a sua disseminação, não só devido a um combate deficiente em grande parte da área, mas também devido às questões específicas da região centro: grande mancha de pinhal-bravo, espécie predominante em grande parte dos concelhos, dispersão da propriedade minifundiária, ausência dos proprietários da região e absentismo ou falta de gestão adequada, reunindo-se assim todas as condições para a rápida progressão desta doença.

O problema está a atingir proporções muito elevadas sobre a mortalidade do pinhal-bravo, colocando em causa tanto vastas áreas de pinhal-bravo, como a própria fileira do pinho em Portugal, a qual também é relevante em termos económicos e sociais. A região centro do País apresenta actualmente a zona mais problemática, revelando maior incidência no distrito de Coimbra e uma dimensão já muito preocupante nos distritos de Viseu, Aveiro e Leiria.

Situação crítica em alguns concelhos da zona Centro do País

  • No que se refere ao distrito de Coimbra, verifica-se que a doença está em grande expansão nos concelhos de Arganil, Tábua, Oliveira do Hospital, Góis, Lousã, Vila Nova de Poiares, Pampilhosa da Serra e Soure, mesmo existindo alguma intervenção. No entanto, nos concelhos de Penacova, Coimbra, Penela, Miranda do Corvo, Condeixa, Figueira da Foz e Montemor-o-velho não existe intervenção de combate ao Nemátodo, o que é uma situação inaceitável.

  • No distrito de Viseu, a doença também está a progredir em Mortágua, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Tondela, mesmo com algumas acções de controlo, no entanto, nos concelhos de Nelas, Mangualde e Viseu, não existe qualquer intervenção.

  • No distrito de Aveiro, a doença está a propagar-se pelos concelhos da Mealhada e Anadia onde também não existe intervenção.

  • No distrito de Leiria, o Nemátodo está afectar o pinhal nos concelhos da Nazaré, Marinha Grande, Leiria, Pombal, Ansião, Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Alvaiázere.

Em resumo, os concelhos onde existe mais pinhal-bravo afectado e a situação é mais grave, são Arganil, Tábua, Penacova, Poiares, Lousã, Coimbra, Condeixa, Penela, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Mealhada e Mortágua.

De salientar ainda que a doença está a alastrar rapidamente para o centro e norte do País, onde há muito pinhal adulto, desde a Mata Nacional do Valado de Frades na Nazaré, Leiria, Pombal e Figueira da Foz em matas e perímetros florestais. A situação é ainda catastrófica no Perímetro Florestal do Buçaco onde existem milhares de árvores secas que continuam no local a apodrecer, situação incompreensível porque ocorre em dezenas de hectares geridos pelo Estado.

Quercus exige medidas rigorosas para controlo do Nemátodo

A Quercus exige que os serviços do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território tomem medidas rigorosas para o controlo do Nemátodo em todas as áreas onde já foi detectado o Nemátodo, promovendo o corte fitossanitário de árvores afectadas, com queima ou destroçamento de sobrantes, para tentar evitar a propagação da doença.

Devido à falta de actuação com medidas de combate eficazes, existem proprietários a converter o pinhal para eucaliptal, a maioria sem qualquer autorização legal. O problema torna-se mais grave devido à falta de qualificação de grande parte dos prestadores de serviços, os quais efectuam mobilizações de terras que destroem o relevo natural, aumentando a erosão dos solos sobre as linhas de água.

A Quercus considera que devem ser evitadas novas plantações de espécies exóticas de rápido crescimento que vão aumentar as monoculturas existentes, sugerindo antes promover a regeneração natural das espécies autóctones bem adaptadas aos nossos solos e clima, como o carvalho-alvarinho, o sobreiro, a cerejeira-brava e o freixo, de forma a diversificar a nossa floresta.

Lisboa, 5 de Dezembro de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar:

Domingos Patacho - 937 515 218 - Coordenador para área das Florestas na Quercus

Comunicado conjunto Árvores de Portugal/Associação Transumância e Natureza - Castanheiro de Guilhafonso


As associações Transumância e Natureza e Árvores de Portugal vem, por meio deste comunicado, demonstrar a sua preocupação com os relatos que apontam o majestoso castanheiro de Guilhafonso, na freguesia de Pera do Moço, concelho da Guarda, como estando a sofrer de um acelerado processo de degradação.

Confiantes que as causas para esse fenómeno possam ser revertidas, com a intervenção pronta de técnicos especializadas em fitopatologias relacionadas com esta nobre espécie, as ditas associações apelam à urgente intervenção da Autoridade Florestal Nacional, uma vez que estamos perante um espécime classificado como sendo de interesse público, desde 27 de outubro de 1971.

De igual modo, uma vez que a árvore está localizada em espaço público, apelamos igualmente à intervenção da Junta de Freguesia de Pera do Moço e da Câmara Municipal da Guarda, no sentido de se envolverem diretamente na procura de uma solução para este caso, nomeadamente através da cobertura dos custos financeiros que a intervenção na árvore possa exigir.

Estamos confiantes que as ditas instituições públicas saberão estar à altura das suas responsabilidades e zelar pela proteção de um património natural contemporâneo da Era dos Descobrimentos.

Associação Transumância e Natureza

Associação Árvores de Portugal

03/12/11

Comunicado: Quercus quer Portugal a apoiar o uso de combustíveis mais limpos nos transportes‏

União Europeia discute revisão da Directiva sobre qualidade dos combustíveis esta 6ª feira


Quercus quer Portugal a apoiar o uso de combustíveis mais limpos nos transportes

Em Outubro de 2011, a Comissão Europeia elaborou uma proposta para a adopção de um Regulamento no âmbito da implementação da Directiva da Qualidade dos Combustíveis (Directiva 2009/30/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 23 Abril, em inglês FQD). Esta Directiva é particularmente importante na estratégia de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) na União Europeia, uma vez que impõe às empresas que introduzem combustíveis no mercado a obrigação de reduzir em 6% a pegada carbónica dos produtos que comercializam entre 2010 e 2020.

Numa altura em que se debate como o sector dos transportes vai conseguir reduzir as suas emissões de GEE em 60% até 2050, torna-se extremamente importante valorizar este tipo de instrumentos que procuram reduzir essa poluição de forma custo-eficiente, actuando ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos energéticos.

O Regulamento agora proposto pela Comissão Europeia vem estabelecer as regras de cálculo das emissões associadas aos combustíveis ao longo do seu ciclo de vida, sendo um dos aspectos mais importantes desta proposta a introdução de valores por defeito de emissão de GEE para os vários combustíveis fósseis. Vários estudos científicos têm vindo a mostrar que existem diferenças importantes na forma como os combustíveis são produzidos, com um impacte significativo nas emissões de GEE ao longo do ciclo de vida.

Assim, com esta proposta a Comissão Europeia pretende atribuir diferentes valores de referência para as emissões de GEE para cada tipo de fonte primária de energia - permitindo distinguir combustíveis com elevados teores em carbono – por exemplo carvão, gás natural ou as areias betuminosas (1) - das fontes convencionais de petróleo. Por exemplo, estudos recentes demonstram que o processo de produção de gasolina a partir de areias betuminosas emite mais 18 a 49 % de emissões de gases com efeito de estufa do que a produção de gasolina convencional na União Europeia.

Esta proposta da Comissão será discutida numa reunião a decorrer em Bruxelas na próxima sexta-feira, dia 2 de Dezembro de 2011. A Quercus teve já oportunidade de expor o seu ponto de vista ao Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, e questionar acerca da posição de Portugal que será vinculada em Bruxelas e que está em fase de concertação entre os Ministérios da Economia e do Ambiente. Sabendo a Quercus que até recentemente Portugal se tem oposto à proposta da Comissão Europeia, é fundamental que altere a sua posição para um claro apoio a esta proposta, afastando-se dos países que assumem posições fundamentalistas ao colocar em causa os benefícios ambientais da Directiva FQD e defender que a Europa deve ignorar os dados científicos e considerar que as emissões associadas ao processo de produção de combustíveis a partir de areias betuminosas são mais baixas do que efectivamente se verifica.

Trata-se de uma medida extremamente importante para assegurar a integridade ambiental de uma Directiva fundamental para reduzir as emissões de GEE no sector dos transportes, negociada pela Presidência Portuguesa do Conselho. A não adopção desta proposta daria um sinal incorrecto ao mercado de que pode basear a oferta futura de combustíveis em fontes com elevadas emissões de dióxido de carbono (CO2). Por exemplo, de acordo com a proposta da Comissão, assente na melhor informação científica disponível, o valor de referência das emissões de gasolina a partir de petróleo convencional é de 87,5g CO2/MJ, enquanto a gasolina produzida a partir das areias betuminosas tem emissões de 107g CO2/MJ. Querer assumir o mesmo valor para ambos distorce o mercado, em prejuízo do ambiente e praticamente limita as opções de cumprimento da Directiva à incorporação de biocombustíveis, o que pode tornar esta Directiva redundante face à Directiva das Energias Renováveis (RED, na sigla em inglês). Por outro lado, a verificar-se a não adopção da proposta da Comissão, o cumprimento da meta de redução de emissões de GEE imposta pela FQD estará ameaçado, o que poderá ter impactos na liderança global da União Europeia na política climática.

A Quercus, enquanto membro da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), acredita que este instrumento é muito importante na redução de emissões de GEE, especialmente num sector como o dos transportes em que estas emissões têm vindo a aumentar substancialmente, e entende fundamental que a Europa aplique este instrumento em todo o seu potencial e sem ceder a pressões internacionais, mostrando dessa forma que o seu compromisso no combate às alterações climáticas se mantém inabalável (2).

Lisboa / Bruxelas, 29 de Novembro de 2011



Contactos:
Francisco Ferreira, Quercus (Portugal)
Telemóvel: 937 788 470 | E-mail: franciscoferreira@quercus.pt

25/11/11

Sessão (in)formativa Gestão do Voluntariado | 06 dezembro | Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço

No âmbito do Ano Europeu do Voluntariado e da Cidadania Activa, o CLDS Guarda + Social e a EAPN Portugal/ Núcleo Distrital da Guarda organizam mais uma sessão (in)formativa, desta vez dedicada à Gestão do Voluntariado.

Esta sessão irá realizar-se no próximo dia 06 de dezembro, na sala polivalente da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, e pretende fornecer um conjunto de ferramentas e metodologias de apoio a uma gestão mais organizada de programas e iniciativas voluntárias.

Esta ação é dirigida a responsáveis pelo desenvolvimento, coordenação e gestão de programas e/ou iniciativas voluntárias em IPSS, ONG, Autarquias e outras organizações possuidoras de experiência na área ou que pretendam vir a iniciar atividades nesse âmbito.

A participação é livre e gratuita, no entanto é necessária inscrição que deverá ser remetida para uma das instituições organizadoras. Em anexo enviamos o desdobrável de divulgação, com a ficha de inscrição e mais informações sobre a sessão.

Esperamos poder contar convosco!

Para uma divulgação mais abrangente, agradecíamos que fizessem chegar esta informação junto de quem considerarem pertinente.


INFORMAÇÃO SÍNTESE

Sessão (in)formativa Gestão do Voluntariado
Data: 06 de dezembro 2011
Local: sala polivalente da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda
Horário: 09h30-13h00 / 14h00-17h30

22/11/11

Comunicado: 23 Novembro, Dia da Floresta Autóctone | Quercus alerta para ameaças e aposta na sensibilização‏

23 de Novembro - Dia da Floresta Autóctone

Quercus alerta para ameaças e aposta na sensibilização


Comemora-se amanhã, dia 23 de Novembro, o Dia da Floresta Autóctone, data estabelecida para promover a importância da conservação das florestas naturais na Península Ibérica. Neste que é o Ano Internacional das Florestas, a Quercus manifesta a sua preocupação face às ameaças que comprometem cada vez mais a conservação da nossa floresta autóctone e aposta na sensibilização através de diversas acções de sensibilização em escolas, a par de sementeiras e plantações de diversas espécies autóctones a decorrer amanhã um pouco por todo o país.

O Ano Internacional das Florestas e a Floresta Autóctone

A Assembleia-Geral das Nações Unidas designou o ano de 2011 como o “Ano Internacional das Florestas”, com o tema “Florestas para Todos”. A designação deste Ano comemorativo teve como objectivo promover a conservação das florestas em todo o mundo, assim como sensibilizar a população para a importância que as florestas desempenham no desenvolvimento sustentável global.

Em Portugal, a falta de reconhecimento sobre as funções desempenhadas pela floresta autóctone – floresta composta por espécies arbóreas originárias do próprio território - constitui uma ameaça à sua conservação. A floresta autóctone apresenta uma importância fundamental através dos serviços que desempenha nos ecossistemas, tais como a preservação da biodiversidade, a regulação do ciclo da água, a manutenção da fertilidade e fixação dos solos, o sequestro do dióxido de carbono atmosférico e a produção de oxigénio, contribuindo como tampão face às alterações climáticas. A sua resistência à desertificação e o seu elevado valor paisagístico, são aspectos em grande parte ignorados.

As nossas florestas autóctones, como os carvalhais, azinhais e sobreirais desenvolvidos, são normalmente mais resistentes e resilientes aos incêndios florestais. Em Portugal, a maior parte das florestas naturais desapareceu ou está já muito alterada, pelo que nunca é demais relembrar a importância destes bosques, e das espécies que o compõem, tanto em termos ecológicos, como económicos. O ataque de diversas doenças que afectam as actuais florestas, nomeadamente o pinheiro-bravo com a mortalidade causada pela murchidão do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, mas também os problemas fitossanitários em algumas quercíneas, como o sobreiro e a azinheira, colocam em causa a sua conservação.

Ameaças à Conservação da Floresta Autóctone

As plantações de eucalipto – espécie exótica introduzida em Portugal - já ocupam mais de 23% da área florestal no nosso país, e acarretam impactes ambientais consideráveis sobre o território, nomeadamente uma maior erosão do solo, a alteração do regime hídrico, perda de biodiversidade, alteração da paisagem, para além de facilitarem a propagação dos incêndios florestais de forma muito mais significativa do que as florestas constituídas por espécies autóctones.

Numa fase em que assiste a um declínio das florestas de outras espécies, tais como o pinheiro-bravo nas áreas do centro e norte do País, deu-se recentemente um aumento da capacidade industrial de fabrico de pasta de papel, promovido por grupos de pressão que pretendem a expansão das áreas de eucalipto em Portugal e a promoção de novas plantações intensivas, que aumentam a monocultura desta espécie.

A Quercus manifesta desde já a sua preocupação face a esta situação e considera demasiado prematura e pouco adaptada à nossa realidade qualquer intenção que pretenda uma eventual expansão da área de eucalipto em Portugal, dado que uma opção nesse sentido carece de estudos especializados e independentes que demonstrem a sua viabilidade, para além de implicar um alargado debate sobre o que o País pretende efectivamente para a sua Floresta de futuro.

No dia em que se pretende celebrar a Floresta Autóctone, a Quercus recorda que para além da introdução de espécies exóticas na nossa floresta, outros factores tais como a desflorestação para a agricultura, o abate de vastas áreas para construção de infra-estruturas humanas, as más práticas florestais e o aquecimento global, continuam a ser uma ameaça à sua conservação. Defende por isso a preservação dos bosques reliquiais da nossa floresta autóctone e que algumas espécies, mais raras e ameaçadas, devem ser alvo de legislação específica com vista à sua conservação. Para além disso, exige um cumprimento rigoroso da legislação nacional e europeia já existente e que enquadra todo o sector florestal, de forma a que situações irregulares não continuem a acontecer.

A Quercus no “Dia da Floresta Autóctone”

Com vista à promoção da Floresta Autóctone, a Quercus tem a decorrer vários projectos e acções com o objectivo de conservar as nossas florestas autóctones, os quais vão continuar neste Ano Internacional das Florestas, com as plantações do programa Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade, o programa de reciclagem de rolhas de cortiça – Green Cork, o projecto Floresta Comum, a constituição da rede de Micro Reservas Biológicas, onde se destaca o Tejo Internacional e o restauro da floresta no Cabeço Santo, Peninha e Caramulo. Para além destas iniciativas, estão a ser desenvolvidos projectos LIFE para a gestão de habitats e Conservação da Natureza.

Para celebrar o Dia da Floresta Autóctone, a Quercus, através dos seus Núcleos e estruturas, está a promover diversas acções em escolas, assim como sementeiras e plantação de diversas espécies autóctones de Portugal. Estas acções são realizadas com o objectivo de sensibilizar a população e promover a conservação da Floresta Autóctone, irão decorrer um pouco por todo o país, nomeadamente na Serra do Alvão, Maia, Santo Tirso, Vila do Conde, Braga, Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Ourém, Águeda, Pontinha e Ponte de Sor.

Lisboa, 22 de Novembro de 2011

A Direcção Nacional da

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

13/11/11

Plantação em Numão



Numão, aldeia do concelho de Vila Nova de Foz Côa, plantada em pleno Douro Superior, realiza mais uma acção de sensibilização junto de diferentes públicos em prol de uma maior consciência pelos valores naturais.

Falamos de um desafio levada a cabo pela Junta de Freguesia de Numão e pela Quercus- núcleo regional da Guarda,  a Reserva da Faia Brava e a  Transumância e Natureza  realiza no próximo dia 3 de Dezembro onde o convite é para que todos plantem uma árvore.

Desta jornada, cujo o horizonte é fazer nascer um espaço verde nesta aldeia .....

Apanha da Bolota em Numão




 O Ano Internacional das Florestas - 2011 oferece uma oportunidade única de fomentar a consciência pública para os problemas que afetam grande parte das florestas do mundo. Neste contexto a Quercus - Núcleo Regional da Guarda a Junta de Freguesia de Numão resolveram realizar mais uma experiências positivas e valiosas para promover uma gestão florestal sustentável.



No dia 10 de Novembro assinalou-se o Dia da Bolota, e neste sentido um grupo de Jovens da Aldeia SOS e um grupo de Jovens de Numão, realizaram uma apanha da bolota de forma a comemorar este dia.

A preocupação ambiental e a possibilidade de reunir jovens de forma alerta-los para as preocupações ambientais, de forma a criar laços através de uma maior consciencialização ambiental, foram os objectivos da acção. Dando continuidade a um trabalho de sensibilização que a Quercus têm vindo a desenvolver, deu-se início a mais uma apanha da bolota, recordo que a 1ª tinha acontecido na Guarda (uma semana antes). Na opinião do eng. Ricardo Nabais (dirigente da Quercus)era necessário alargar o âmbito territorial das acções,  neste contexto foi decidido realizar esta actividade no Concelho de Vila Nova de Foz Côa.

Numão e a sua população mais uma vez viram a aldeia ser invadida de jovens, que durante um dia mostraram à comunidade  as preocupações ambientais que os movem. Cerca de 100kg de bolota foram apanhados, e que serão  plantados num futuro próximo os mesmos jovens ajudem na plantação de mais um espaço verde, nesta comunidade.



Assim, o Núcleo da Quercus conta com algumas centenas de Kg de bolotas, sendo pretensão dos dirigentes e voluntários vir a distribuir estas bolotas nas várias escolas do distrito da Guarda, para posterior plantação. Trata-se de uma iniciativa inteiramente independente que não movimenta qualquer quantia monetária, encargo ou obrigatoriedade de fidelização. Neste contexto, aproveitamos para lançar o repto às instituições que queiram colaborar nesta iniciativa, (recepção e plantação das bolotas), que entrem em contacto com o núcleo, uma vez que disponibilizando um dos voluntários o acompanhamento da actividade.  Contactos:  QUERCUS - Núcleo Regional da Guarda  Apartado 156 - 6301-954 Guarda Tlm. 931 104 568 Mail: guarda@quercus.pt

01/11/11

Continente e Quercus vão dar prémios a quem recolher mais rolhas de cortiça


Continente e Quercus vão dar prémios a quem recolher mais rolhas de cortiça

O Continente vai premiar as escolas que recolherem mais rolhas de cortiça até 21 de Março. A acção chama-se “Rolhas que dão Folhas”, conta com a parceria da Quercus e pretende assinalar o Ano Internacional da Floresta.

“Este projecto tem como objectivo sensibilizar as comunidades escolares, familiares e amigos para a reciclagem de rolhas de cortiça e para o apoio à reflorestação de Portugal”, explica o Continente em comunicado.

Assim, podem participar nesta acção todos os Jardins Infantis e escolas EB1 e EB2/3 de Portugal Continental, Madeira e Açores.

A mecânica de participação é simples. As escolas deverão inscrever-se no site do continente, em www.continente.pt, recolher o máximo possível de rolhas de cortiça, colocá-las em sacos de plástico do Continente e entregá-las em qualquer loja Continente até dia 21 de Março de 2012.

Por cada saco cheio de rolhas entregue a escola recebe um vale. As escolas com mais vales, proporcionalmente ao número de alunos, ganham prémios.

As rolhas recolhidas serão depois enviadas para reciclagem e o valor angariado com esta recolha vai permitir à Quercus realizar acções de reflorestação, através do projecto Green Cork.

Este projecto tem como objectivo promover a cortiça enquanto material ecológico e a reflorestação. As verbas angariadas através da recolha das rolhas de cortiça permitem adquirir as árvores autóctones que serão plantadas através de iniciativas apoiadas pelo projecto Floresta Comum.

O Continente é um dos principais parceiros do Projecto Green Cork, sendo já responsável pela recolha de cerca de 30 toneladas de rolhas de cortiça. Com o projecto “Rolhas que dão folhas” agora lançado, o desafio é aumentar significativamente este número e ajudar a reflorestar Portugal. Retirado daqui: