20/12/11

Próximas actividades

Actividade Data Descrição
Exposição Quercus Janeiro / Fevereiro A Quercus pelos olhos de uma criança

Aprender a cozinhar saudável 21-01-2012 oficina de comida saudável

Oficina de Reciclagem 04-02-212 Oficina de mascaras de carnaval e enfeites com material reciclado

Curso Educador Ambiental 11 e 12 Fevereiro Formação


Oficina peças decorativas para a Pascoa 17-03-2012 workshop com peças decorativas para a Pascoa

Caminhada pela árvore 24 de Março Visita ao castanheiro


Comemoração dia Monumento 14-04-2012 Dia Internacional dos Monumentos e sitios

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Actividade Data Descrição
Exposição Quercus Janeiro / Fevereiro A Quercus pelos olhos de uma criança

Aprender a cozinhar saudável 21-01-2012 oficina de comida saudável

Oficina de Reciclagem 04-02-212 Oficina de mascaras de carnaval e enfeites com material reciclado

Curso Educador Ambiental 11 e 12 Fevereiro Formação


Oficina peças decorativas para a Pascoa 17-03-2012 workshop com peças decorativas para a Pascoa

Caminhada pela árvore 24 de Março Visita ao castanheiro


Comemoração dia Monumento 14-04-2012 Dia Internacional dos Monumentos e sitios

11/12/11

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS – Cimeira termina em Durban

Quioto continua mas mais fragilizado




Durban deu um passo em frente para um tratado global mas continuamos num caminho para um aumento de temperatura de 4 ºC em relação à era pré-industrial e portanto acima de um aumento de 2 ºC que constituem o limite acima do qual as alterações climáticas serão catastróficas. O denominado “Pacote de Durban” tem falta de ambição, não apresenta um caminho claro de redução de emissões e concordou com um fundo climático que está vazio. As conversações nas Nações Unidas sobre o clima apenas são fortes se as políticas foram igualmente fortes. Houve uma importante e positiva aliança da União Europeia, países menos desenvolvidos e países pequenas ilhas. Os EUA conseguiram impedir muitos dos países progressistas de tomarem as acções desejadas, e nesse sentido foram apoiados pelo Canadá, Austrália e Nova Zelândia. O Japão e a Rússia não desempenharam o papel que podiam ter assumido.

Quioto continua mas mais fragilizado

Quioto tem assegurado um segundo período de cumprimento que em próxima reunião será decidido se estenderá até final de 2017 ou final de 2020. As associações vão exigir que os países que continuam a fazer parte do protocolo de Quioto apresentem até Maio de 2012 metas ambiciosas. O Canadá comunicou em Junho que não aceitaria metas de emissões para um segundo de cumprimento e a Federação Russa e o Japão formalizaram essa intenção 5ª feira e sábado, respectivamente. Isto é, o Protocolo de Quioto de momento está enfraquecido por ter basicamente apenas a Europa, Austrália e Nova Zelândia, sendo que também estes dois últimos têm levantado algumas dúvidas em relação ao futuro.

Muitos assuntos particulares, por exemplo, a contabilização das emissões do uso do solo e floresta, a integração da captura e armazenamento de carbono nos mecanismos de flexibilidade, podem levar a que o objectivo de redução de emissões não seja alcançado como desejado.

Acordo global à vista mas sem a necessária ambição e para demasiado tarde

A Plataforma de Durban para uma Acção Reforçada implica a criação de um novo grupo de trabalho que terá de terminar até 2015 o desenho de um protocolo, instrumento legal ou um resultado acordado com força legal na Convenção aplicável a todas as Partes que supostamente assegure que o aumento de temperatura não vá além de 2 ºC, ou, preferencialmente, 1,5 ºC. A informação do 5º relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) a ser publicado em 2015 (o relatório de cientistas que suportam as negociações e cujo último foi publicado em 2007) deverá suportar também as acções a desenvolver. Na opinião da Quercus, ao se considerar o ano de 2020 para a entrada em vigor deste instrumento, admitindo o seu sucesso, será já tarde demais de acordo com o que se conhece dos cenários que implicam um pico de emissões anterior precisamente a 2020. O documento é também fraco no seu conteúdo geral.

O processo não falhou mas os países falharam. As alterações climáticas continuam a afectar as pessoas no seu dia a dia. Muitos governos continuam a ouvir os poluidores mais do que as populações. Também em Portugal o tema das alterações climáticas tem de ganhar maior participação pública e um maior reflexo nas políticas energéticas, em particular na área dos transportes e da produção de electricidade, respeitando um desenvolvimento sustentável. O país deve suportar activamente a passagem imediata do objectivo europeu de redução de emissões de gases com efeito de estufa de 20% para 30% entre 1990 e 2020.


Durban, 11 de Dezembro de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

10/12/11

Pinheiros naturais são ecológicos

Apesar de ser já prática comum ver árvores de Natal artificiais nas casas dos portugueses, comprar um pinheiro natural pode ser a opção mais amiga do ambiente.

Maria Pais contraria a tendência dos ‘pinheiros de plástico’, por questões ecológicas. «Cortar uma árvore pode parecer mau para o ambiente, mas um pinheiro falso tem um impacto maior», explica esta consumidora, lembrando que «os recursos que se gastam para produzir estas árvores artificiais e o resíduo que fica no ambiente quando as deitamos fora é mais grave». De resto, o plástico de que são feitas é o poluente PVC, cuja produção liberta agentes cancerígenos.

Domingos Pataco, da Quercus, explica, aliás, que se a árvore natural for replantada «é uma boa opção» para o ambiente.

Menos clientes para pinheiros verdadeiros

A partir da última semana de Novembro, a loja de Pedro Silva, enfeita-se e enche-se de árvores de Natal naturais. Há pelo menos 20 anos que assim é. No princípio, a Decoflores chegava a ter 30, 40 pinheiros para vender nesta época. Mas os tempos mudaram.

«Agora tenho menos clientes, mas ainda há alguns que não dispensam as árvores naturais», conta. «Aliás, tenho clientes que só vejo mesmo no Natal». In sol

Exposição de Eco Efeites de Natal


O verdadeiro espírito de transformação do Natal

O nosso “lixo” não é jogado “fora”: ele permanece “dentro” do planeta.

O Natal é uma época mágica, uma festa que empolga as pessoas e contamina o os seres humanos. A comemoração inspira-nos à confraternização, ao desejo de felicidade, votos de alegria e, aproveitando isso, é um ótimo momento de reflexão sobre meio ambiente. Uma tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, escolas, ruas, prédios comerciais e o que mais a imaginação ditar com enfeites que representam a data, como guirlandas e a tradicional árvore de Natal.

Neste sentido a Quercus – Núcleo Regional da Guarda aceitou um desafio do Município da Guarda, pretendia-se confeccionar enfeites natalício através utilização de materiais recicláveis. Assim, matérias-primas descartadas não irão para o lixo e o meio ambiente é preservado.

Com este objetivo, através de diversos workshops em diversas instituições de solidárias, Ana Pinheiro, voluntaria da Quercus, orientou a conceção enfeites de natal.

Garrafas pets, garrafas de vidro, jornal, tampinhas de garrafas e outros materiais foram utilizados com criatividade e transformados em peças natalinas. As peças, além de enfeitar, também chamam atenção por estimular a conscientização sobre a importância de preservar o meio ambiente. O resultado desta iniciativa está patente no Município da Guarda.

Importa realçar que a ideia de decoração natalina com materiais recicláveis está cada vez mais difundida. É uma alternativa que une criatividade, baixo custo e, principalmente, consciência ecológica. Existem muitas ideias de enfeites natalinos que podem ser executadas por qualquer pessoa para enfeitar a casa, a rua, o ambiente de trabalho de forma única e especial.

Com este trabalho, A QUERCUS pretende despertar um novo olhar sobre as coisas que estão ao nosso redor, valorizando a perceção que materiais, como a garrafa e o jornal, não são “lixo”, mas uma possibilidade de transformação.

A QUERCUS deixa aqui a mensagem de que nosso “lixo” não é jogado “fora”: ele permanece “dentro” do planeta.

09/12/11

Quercus elogia discurso da Ministra do Ambiente em Durban


  logo quercus


Cimeira do Clima COP17


Quercus elogia discurso da Ministra do

Ambiente em Durban



A Quercus, que se encontra em Durban a acompanhar a reunião da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, considera que os cerca de cinco minutos que a Ministra do Ambiente, Assunção Cristas, usou para se dirigir ao plenário no segmento de alto nível, merecem ser elogiados.

Em primeiro lugar, foi a primeira vez que um governante se dirigiu ao plenário em português, o que não deixa de ser uma
nota relevante. Em segundo lugar, porque, apesar de reafirmar os pontos estratégicos e comuns à União Europeia, foi quem o fez de forma mais directa e explícita, de entre os vários Ministros, citando a necessidade de prorrogar o Protocolo de Quioto. A ministra apelou ainda ao lançamento de um roteiro até 2015 que assegure “um novo quadro global, abrangente e juridicamente vinculativo”, dando uma resposta “mais justa e mais ambiciosa” ao problema das alterações climáticas. Depois, referiu que Portugal conseguirá cumprir as suas metas do Protocolo de Quioto como já é conhecido, mencionando o apoio (presume-se que em parte como ajuda ao desenvolvimento) de 36 milhões de euros entre 2010-2012, apesar das dificuldades financeiras que atravessa. Por fim, mencionou o papel que o nosso país poderá ter como membro  do Conselho de Segurança da ONU no que respeita à relação entre a paz e as alterações climáticas e à ligação estreita aos países da CPLP.

Para ter sido perfeito, ficou apenas a faltar a vontade de querer ir mais além que o compromisso de redução de 20% das emissões de gases com efeito de estufa a nível europeu entre 1990 e 2020 (que não é consistente com a exigência da Conferência de Bali que menciona 25 a 40%), e de Portugal poder trabalhar activamente nesse sentido.

O discurso pode ser consultado na íntegra em http://durban.blogs.sapo.pt, onde a Quercus continua a acompanhar diariamente o evoluir da Conferência a partir de Durban.

Durban, 7 de Dezembro de 2011


06/12/11

Jornadas de plantação em Numão





O mundo está confrontado com dois grandes desafios ambientais interligados: as alterações climáticas e a perda da diversidade biológica. Se as alterações climáticas ocupam hoje lugar de destaque na discussão pública, a verdade é que à biodiversidade. Neste sentido o Núcleo Regional da Guarda da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza em parceria com a Associação Transumância e Natureza, a Junta de Freguesia de Numão a Aldeia SOS da Guarda e a Associação Juvenil Guarda para Sempre têm vindo a desenvolver as jornadas de plantação”.

Trata-se de uma iniciativa cujo objetivo é assinalar o Ano Internacional da Florestas 2011 através de uma de plantação de árvores em diversos pontos do Distrito da Guarda, envolvendo escolas associações locais. Pretende-se que a realização simultânea em vários pontos locais releve publicamente a necessidade de proteger as árvores, principalmente aquelas de espécies autóctones, num país tão atingido por fogos florestais durante o verão. Pretende-se ainda contribuir para uma maior sensibilização da opinião pública, em especial dos jovens.

A primeira iniciativa ocorreu em Numão, uma pequena aldeia do Concelho de Vila Nova de Foz Côa e que juntou cerca de 30 voluntários de várias idades. A junta de freguesia cedeu um terreno público para que pudesse ser criado um espaço verde na aldeia. Na opinião do autarca, Abel Pinto, as áreas verdes públicas constituem-se elementos imprescindíveis para o bem-estar da população, pois influencia diretamente a saúde física e mental da população. Nesta iniciativa foram plantados Castanheiros Pinheiros Mansos, Freixos, Lodãos ( Celtis Australis) Sobreiros, carvalhos negrais e sabugueiros.

A próxima iniciativa será já no próximo dia 8 de Dezembro, na Faia Brava, situada em Algodres, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. A Faia Brava foi a primeira área protegida privada de Portugal. Participe nesta ação de sensibilização e de valorização da nossa floresta autóctone.

Comunicado: Nemátodo da Madeira do Pinheiro continua a avançar de forma descontrolada‏

Situação crítica na zona Centro do País

Nemátodo da Madeira do Pinheiro
continua a avançar de forma descontrolada


Ao longo dos últimos anos, a Quercus tem vindo a alertar para os problemas da propagação do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, doença que provoca a murchidão e a morte dos pinheiros-bravos. No entanto, e apesar dos programas de controlo, a doença está a progredir rapidamente em grande parte do pinhal interior na zona centro do País.

Actualmente existe um Programa de Acção Nacional para o Controlo do Nemátodo da Madeira do Pinheiro (NMP), que estabelece medidas extraordinárias de protecção fitossanitária indispensáveis para o combate ao Nemátodo da Madeira do Pinheiro. Em Novembro de 2010 foi assinado um Protocolo para Controlo do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, entre a Autoridade Florestal Nacional, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas/Fundo Florestal Permanente, e cinco Federações de Produtores Florestais. Este protocolo apresenta como objectivos principais a prospecção e identificação de exemplares de árvores resinosas com sintomas de declínio, para abate, eliminação de sobrantes e monitorização do insecto vector.

O referido protocolo envolveu cerca de 60 associações de produtores florestais para efectuarem o controlo da propagação da doença do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, no entanto a sua execução fica aquém do esperado face às dificuldades operacionais de algumas associações e ao incumprimento dos pagamentos por parte do Estado.

Falta de combate ao Nemátodo provoca mortalidade elevada do pinhal-bravo

A doença do Nemátodo apresenta condições para a sua disseminação, não só devido a um combate deficiente em grande parte da área, mas também devido às questões específicas da região centro: grande mancha de pinhal-bravo, espécie predominante em grande parte dos concelhos, dispersão da propriedade minifundiária, ausência dos proprietários da região e absentismo ou falta de gestão adequada, reunindo-se assim todas as condições para a rápida progressão desta doença.

O problema está a atingir proporções muito elevadas sobre a mortalidade do pinhal-bravo, colocando em causa tanto vastas áreas de pinhal-bravo, como a própria fileira do pinho em Portugal, a qual também é relevante em termos económicos e sociais. A região centro do País apresenta actualmente a zona mais problemática, revelando maior incidência no distrito de Coimbra e uma dimensão já muito preocupante nos distritos de Viseu, Aveiro e Leiria.

Situação crítica em alguns concelhos da zona Centro do País

  • No que se refere ao distrito de Coimbra, verifica-se que a doença está em grande expansão nos concelhos de Arganil, Tábua, Oliveira do Hospital, Góis, Lousã, Vila Nova de Poiares, Pampilhosa da Serra e Soure, mesmo existindo alguma intervenção. No entanto, nos concelhos de Penacova, Coimbra, Penela, Miranda do Corvo, Condeixa, Figueira da Foz e Montemor-o-velho não existe intervenção de combate ao Nemátodo, o que é uma situação inaceitável.

  • No distrito de Viseu, a doença também está a progredir em Mortágua, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Tondela, mesmo com algumas acções de controlo, no entanto, nos concelhos de Nelas, Mangualde e Viseu, não existe qualquer intervenção.

  • No distrito de Aveiro, a doença está a propagar-se pelos concelhos da Mealhada e Anadia onde também não existe intervenção.

  • No distrito de Leiria, o Nemátodo está afectar o pinhal nos concelhos da Nazaré, Marinha Grande, Leiria, Pombal, Ansião, Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Alvaiázere.

Em resumo, os concelhos onde existe mais pinhal-bravo afectado e a situação é mais grave, são Arganil, Tábua, Penacova, Poiares, Lousã, Coimbra, Condeixa, Penela, Santa Comba Dão, Carregal do Sal, Mealhada e Mortágua.

De salientar ainda que a doença está a alastrar rapidamente para o centro e norte do País, onde há muito pinhal adulto, desde a Mata Nacional do Valado de Frades na Nazaré, Leiria, Pombal e Figueira da Foz em matas e perímetros florestais. A situação é ainda catastrófica no Perímetro Florestal do Buçaco onde existem milhares de árvores secas que continuam no local a apodrecer, situação incompreensível porque ocorre em dezenas de hectares geridos pelo Estado.

Quercus exige medidas rigorosas para controlo do Nemátodo

A Quercus exige que os serviços do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território tomem medidas rigorosas para o controlo do Nemátodo em todas as áreas onde já foi detectado o Nemátodo, promovendo o corte fitossanitário de árvores afectadas, com queima ou destroçamento de sobrantes, para tentar evitar a propagação da doença.

Devido à falta de actuação com medidas de combate eficazes, existem proprietários a converter o pinhal para eucaliptal, a maioria sem qualquer autorização legal. O problema torna-se mais grave devido à falta de qualificação de grande parte dos prestadores de serviços, os quais efectuam mobilizações de terras que destroem o relevo natural, aumentando a erosão dos solos sobre as linhas de água.

A Quercus considera que devem ser evitadas novas plantações de espécies exóticas de rápido crescimento que vão aumentar as monoculturas existentes, sugerindo antes promover a regeneração natural das espécies autóctones bem adaptadas aos nossos solos e clima, como o carvalho-alvarinho, o sobreiro, a cerejeira-brava e o freixo, de forma a diversificar a nossa floresta.

Lisboa, 5 de Dezembro de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar:

Domingos Patacho - 937 515 218 - Coordenador para área das Florestas na Quercus

Comunicado conjunto Árvores de Portugal/Associação Transumância e Natureza - Castanheiro de Guilhafonso


As associações Transumância e Natureza e Árvores de Portugal vem, por meio deste comunicado, demonstrar a sua preocupação com os relatos que apontam o majestoso castanheiro de Guilhafonso, na freguesia de Pera do Moço, concelho da Guarda, como estando a sofrer de um acelerado processo de degradação.

Confiantes que as causas para esse fenómeno possam ser revertidas, com a intervenção pronta de técnicos especializadas em fitopatologias relacionadas com esta nobre espécie, as ditas associações apelam à urgente intervenção da Autoridade Florestal Nacional, uma vez que estamos perante um espécime classificado como sendo de interesse público, desde 27 de outubro de 1971.

De igual modo, uma vez que a árvore está localizada em espaço público, apelamos igualmente à intervenção da Junta de Freguesia de Pera do Moço e da Câmara Municipal da Guarda, no sentido de se envolverem diretamente na procura de uma solução para este caso, nomeadamente através da cobertura dos custos financeiros que a intervenção na árvore possa exigir.

Estamos confiantes que as ditas instituições públicas saberão estar à altura das suas responsabilidades e zelar pela proteção de um património natural contemporâneo da Era dos Descobrimentos.

Associação Transumância e Natureza

Associação Árvores de Portugal

03/12/11

Comunicado: Quercus quer Portugal a apoiar o uso de combustíveis mais limpos nos transportes‏

União Europeia discute revisão da Directiva sobre qualidade dos combustíveis esta 6ª feira


Quercus quer Portugal a apoiar o uso de combustíveis mais limpos nos transportes

Em Outubro de 2011, a Comissão Europeia elaborou uma proposta para a adopção de um Regulamento no âmbito da implementação da Directiva da Qualidade dos Combustíveis (Directiva 2009/30/CE do Parlamento Europeu e do Conselho de 23 Abril, em inglês FQD). Esta Directiva é particularmente importante na estratégia de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) na União Europeia, uma vez que impõe às empresas que introduzem combustíveis no mercado a obrigação de reduzir em 6% a pegada carbónica dos produtos que comercializam entre 2010 e 2020.

Numa altura em que se debate como o sector dos transportes vai conseguir reduzir as suas emissões de GEE em 60% até 2050, torna-se extremamente importante valorizar este tipo de instrumentos que procuram reduzir essa poluição de forma custo-eficiente, actuando ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos energéticos.

O Regulamento agora proposto pela Comissão Europeia vem estabelecer as regras de cálculo das emissões associadas aos combustíveis ao longo do seu ciclo de vida, sendo um dos aspectos mais importantes desta proposta a introdução de valores por defeito de emissão de GEE para os vários combustíveis fósseis. Vários estudos científicos têm vindo a mostrar que existem diferenças importantes na forma como os combustíveis são produzidos, com um impacte significativo nas emissões de GEE ao longo do ciclo de vida.

Assim, com esta proposta a Comissão Europeia pretende atribuir diferentes valores de referência para as emissões de GEE para cada tipo de fonte primária de energia - permitindo distinguir combustíveis com elevados teores em carbono – por exemplo carvão, gás natural ou as areias betuminosas (1) - das fontes convencionais de petróleo. Por exemplo, estudos recentes demonstram que o processo de produção de gasolina a partir de areias betuminosas emite mais 18 a 49 % de emissões de gases com efeito de estufa do que a produção de gasolina convencional na União Europeia.

Esta proposta da Comissão será discutida numa reunião a decorrer em Bruxelas na próxima sexta-feira, dia 2 de Dezembro de 2011. A Quercus teve já oportunidade de expor o seu ponto de vista ao Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, e questionar acerca da posição de Portugal que será vinculada em Bruxelas e que está em fase de concertação entre os Ministérios da Economia e do Ambiente. Sabendo a Quercus que até recentemente Portugal se tem oposto à proposta da Comissão Europeia, é fundamental que altere a sua posição para um claro apoio a esta proposta, afastando-se dos países que assumem posições fundamentalistas ao colocar em causa os benefícios ambientais da Directiva FQD e defender que a Europa deve ignorar os dados científicos e considerar que as emissões associadas ao processo de produção de combustíveis a partir de areias betuminosas são mais baixas do que efectivamente se verifica.

Trata-se de uma medida extremamente importante para assegurar a integridade ambiental de uma Directiva fundamental para reduzir as emissões de GEE no sector dos transportes, negociada pela Presidência Portuguesa do Conselho. A não adopção desta proposta daria um sinal incorrecto ao mercado de que pode basear a oferta futura de combustíveis em fontes com elevadas emissões de dióxido de carbono (CO2). Por exemplo, de acordo com a proposta da Comissão, assente na melhor informação científica disponível, o valor de referência das emissões de gasolina a partir de petróleo convencional é de 87,5g CO2/MJ, enquanto a gasolina produzida a partir das areias betuminosas tem emissões de 107g CO2/MJ. Querer assumir o mesmo valor para ambos distorce o mercado, em prejuízo do ambiente e praticamente limita as opções de cumprimento da Directiva à incorporação de biocombustíveis, o que pode tornar esta Directiva redundante face à Directiva das Energias Renováveis (RED, na sigla em inglês). Por outro lado, a verificar-se a não adopção da proposta da Comissão, o cumprimento da meta de redução de emissões de GEE imposta pela FQD estará ameaçado, o que poderá ter impactos na liderança global da União Europeia na política climática.

A Quercus, enquanto membro da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), acredita que este instrumento é muito importante na redução de emissões de GEE, especialmente num sector como o dos transportes em que estas emissões têm vindo a aumentar substancialmente, e entende fundamental que a Europa aplique este instrumento em todo o seu potencial e sem ceder a pressões internacionais, mostrando dessa forma que o seu compromisso no combate às alterações climáticas se mantém inabalável (2).

Lisboa / Bruxelas, 29 de Novembro de 2011



Contactos:
Francisco Ferreira, Quercus (Portugal)
Telemóvel: 937 788 470 | E-mail: franciscoferreira@quercus.pt

25/11/11

Sessão (in)formativa Gestão do Voluntariado | 06 dezembro | Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço

No âmbito do Ano Europeu do Voluntariado e da Cidadania Activa, o CLDS Guarda + Social e a EAPN Portugal/ Núcleo Distrital da Guarda organizam mais uma sessão (in)formativa, desta vez dedicada à Gestão do Voluntariado.

Esta sessão irá realizar-se no próximo dia 06 de dezembro, na sala polivalente da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, e pretende fornecer um conjunto de ferramentas e metodologias de apoio a uma gestão mais organizada de programas e iniciativas voluntárias.

Esta ação é dirigida a responsáveis pelo desenvolvimento, coordenação e gestão de programas e/ou iniciativas voluntárias em IPSS, ONG, Autarquias e outras organizações possuidoras de experiência na área ou que pretendam vir a iniciar atividades nesse âmbito.

A participação é livre e gratuita, no entanto é necessária inscrição que deverá ser remetida para uma das instituições organizadoras. Em anexo enviamos o desdobrável de divulgação, com a ficha de inscrição e mais informações sobre a sessão.

Esperamos poder contar convosco!

Para uma divulgação mais abrangente, agradecíamos que fizessem chegar esta informação junto de quem considerarem pertinente.


INFORMAÇÃO SÍNTESE

Sessão (in)formativa Gestão do Voluntariado
Data: 06 de dezembro 2011
Local: sala polivalente da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda
Horário: 09h30-13h00 / 14h00-17h30