24/04/11

Boa Páscoa

Comunicado: Quercus denuncia Destruição de Azevinhos no Perímetro Florestal do Buçaco

Destruição de Azevinhos no Perímetro Florestal do Buçaco

Autoridade Florestal Nacional responsável


A Quercus já tinha alertado, em Agosto de 2009, para a falta de gestão do Perímetro Florestal do Buçaco após ter sido detectado um forte ataque do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, doença que provoca a murchidão e a morte dos pinheiros afectados. Agora com o abate fitossanitário do pinhal, os madeireiros contratados estão a destruir o maior núcleo de azevinhos protegidos em Portugal perante a passividade da AFN - Autoridade Florestal Nacional.

Gestão danosa do Perímetro Florestal do Buçaco pela AFN

No passado mês de Janeiro alertámos para o abate de azevinhos na vizinha Mata Nacional. Todavia, nas últimas semanas tem ocorrido o corte do pinhal por madeireiros, destruindo dezenas de azevinhos arbóreos protegidos legalmente, assim como a abertura de acessos sobre linhas de água existentes no Perímetro Florestal do Buçaco, nos baldios próximos da localidade de Cerquêda, freguesia de Carvalho, no concelho de Penacova.

Consideramos inaceitáveis e injustificáveis estas acções, especialmente estando em causa uma área da responsabilidade dos serviços da Autoridade Florestal Nacional.

A Quercus visitou o local esta semana e apesar de já termos alertado o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR e a própria Direcção Regional de Florestas do Centro da AFN, a realidade é que não existe acompanhamento nem condicionantes impostas pela AFN enquanto dona da obra, aos madeireiros contratados para conservarem o bosque de azevinhos protegidos, resultando numa gestão danosa do património público florestal.

Temos informação de que o SEPNA da GNR tem levantado autos de notícia por contra-ordenação aos madeireiros, quando consideramos que a entidade responsável pela infracção é a AFN, a qual deve também instruir os processos de contra-ordenação, o que torna esta situação muito grave.

A Quercus já tinha alertado para a má gestão efectuada pelos serviços da Autoridade Florestal Nacional no Perímetro Florestal do Buçaço devido à propagação do Nemátodo da Madeira do Pinheiro, agora com o abate indiscriminado de azevinhos protegidos, exige-se o devido apuramento de responsabilidades por estas situações.

Neste Ano Internacional das Florestas promovido pela UNESCO, com o lema “Florestas para Todos”, a Quercus considera fundamental a reestruturação dos serviços florestais, para que estes possam ser eficazes na promoção de um desenvolvimento florestal sustentável.

A Direcção Nacional da Quercus

Lisboa, 23 de Abril de 2011

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Exibição no Cine Teatro de Nisa do documentário "Energias Sem Fim" (seguido de debate) - 29/4/11‏




Temos alternativas e energias apropriadas em Nisa, no país e na Península!

Não precisamos de recorrer a tecnologias que não desenvolvem sustentabilidade, degradam o território e põe em risco o futuro das populações e do ambiente.

Contra o urânio, contra a nuclear aqui e onde estas indústrias de alto risco surgem apresentamos outras ideias, outros projectos.

Em Nisa a sustentabilidade económica e social, em Portugal e na Península Ibérica, poupanças e eficiência energética e energias renováveis, para um desenvolvimento equilibrado, com bem estar social e ambiente cuidado.

Alternativas ao nuclear e à exploração de urânio em Portugal e pelo encerramento das centrais nucleares em Espanha e de Almaraz aqui no Tejo serão apresentadas.

Na semana do 25º aniversário do acidente da central nuclear de Chernobil e quando ainda não se conhece a extensão definitiva do acidente da central nuclear de Fukoshima, é importante reflectir sobre o nuclear e simultaneamente pensar alternativas energéticas sustentáveis.

Nesse sentido irá ser exibido o documentário “Energias Sem Fim”, seguido de um debate público.

Na iniciativa irão participar:

António Eloy, CEEETA

António Minhoto, AZU,

Gabriela Tsukamoto, Município de Nisa

Miguel Manzanera, Plataforma Ciudadana Refinería No,

Nuno Sequeira, Direcção Nacional da Quercus

Paca Blanco Diaz, Plataforma Antinuclear Cerrar Almaraz

Paco Castejón, Fisico Nuclear

Paulo Bagulho, José Moura, Movimento Urânio em Nisa Não

A iniciativa decorrerá no cine-teatro de Nisa, pelas 21h00, com entrada gratutita.


"Sinopse

Portugal Energias Sem Fim é um documentário sobre a situação das energias alternativas em Portugal, a tradição lado a lado com as mais recentes tecnologias.

Neste documentário mostramos:

A situação privilegiada de Portugal para a produção de energias renováveis e para a diminuição

da dependência energética face ao exterior.

Como as características do nosso território e o desenvolvimento de tecnologia de ponta a nível

nacional, colocam Portugal numa posição de destaque no panorama das energias renováveis

na Europa.

Projectos concretos que se estão a desenvolver no nosso país com a energia eólica, a energia geotérmica, a energia solar, a energia hídrica, as energias da biomassa e a eficiência energética.

O que se perspectiva para o futuro das energias renováveis e da eficiência energética.

Fazemos uma viagem por Portugal Continental, Madeira e Açores para mostrar o que de melhor se faz no nosso país no campo das energias renováveis.

Este é o caminho, na direcção de um desenvolvimento que se quer sustentável, fundamental à construção

de um novo paradigma, alternativo à era das dispendiosas, poluentes e já escassas energias fósseis."

23.4.11

23/04/11

22 de Abril, Dia da Terra


Quercus considera que Portugal e o mundo ainda não souberam mudar de paradigma rumo a um Planeta Sustentável

O Dia da Terra foi celebrado pela primeira vez a 22 de Abril de 1970, associado ao lançamento do movimento ambientalista moderno, realçando os seus propósitos de acção nas diferentes áreas de promoção de um desenvolvimento sustentável.

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza aproveita esta data para lembrar a importância da cidadania e de toda a sociedade em assumirem comportamentos e políticas que assegurem uma cada vez melhor qualidade de vida das populações, sem prejuízos agravados para as futuras gerações, preservando e inclusive reabilitando os valores naturais.

Por uma economia verde com um novo paradigma

Infelizmente, para além da insustentabilidade financeira de muitos dos projectos desenvolvidos em Portugal nos últimos anos, os custos ambientais e para a conservação da natureza têm sido enormes: quer autoestradas com pouco tráfego atravessando áreas sensíveis, quer vias que estimularam o uso do automóvel com consequente poluição; barragens com um rendimento muito limitado mas que destruíram património único; urbanizações e empreendimentos turísticos em zonas de solos produtivos ou ecologicamente relevantes.

À escala do país e no mundo, o paradigma para se ultrapassar a crise mantém-se: estimular a produção e o consumo, sabendo-se que os recursos materiais são finitos e escassos, e os consumos energéticos devem ser limitados no caminho para uma transição onde predomine a utilização de energia renovável.

O consumo actual de recursos naturais ultrapassa em 50% a capacidade do planeta suportar e regenerar esses recursos, uma tendência que tem mantido uma trajectória de crescimento contínuo. A pegada ecológica do planeta duplicou desde 1966, porque a pegada de carbono (uma das suas componentes) aumentou 11 vezes desde 1961. Contudo, existem grandes diferenças entre os países do mundo relativamente à pegada ecológica, devido ao seu nível de desenvolvimento económico e social (WWF, 2010). Cerca de um sexto da população mundial é responsável por quase 80% do consumo mundial em termos de bens e serviços. Actualmente, 75% das pessoas à escala mundial consome um décimo em comparação com um cidadão europeu médio (Worldwatch Institute, 2010).

É necessária uma mudança radical no modo como as empresas desenvolvem os seus negócios. As bases dos lucros e perdas, do progresso e da criação de valor têm de ser redefinidas para considerar os impactes ambientais a longo prazo e o bem-estar pessoal e social. Os preços deverão reflectir todas as externalidades de produtos e serviços (custos e benefícios) e as empresas têm de procurar uma maior eficiência na aquisição de materiais, concepção de produtos, produção, marketing e distribuição. A economia tem de criar emprego suficiente, aumentando ao mesmo tempo, a produtividade do trabalho. A criação de sistemas de produção de bens em circuito fechado e em rede têm de impulsionar a indústria e reduzir a necessidade de extracção de recursos primários. Os sistemas em circuito fechado deverão passar a utilizar os resíduos como recursos, eliminando a sua deposição no solo, no ar ou na água. Para os mercados globais, a sustentabilidade passará pela atribuição do valor real às externalidades associadas (como os impactes ambientais dos seus produtos e serviços e o benefício dos serviços prestados pelos ecossistemas naturais), a valorização das boas práticas ambientais pelas empresas e a preferência dos consumidores por bens e serviços com menores impactes ambientais e maior valor acrescentado.

Um milhar de milhões de acções verdes - a caminho da Cimeira Rio+20

O tema do Dia da Terra em 2011 é a mobilização através de todo um conjunto de pequenas acções que cada um de nós pode tomar para reduzir a sua pegada ecológica. Em causa está uma redução do uso dos materiais, da água em particular, da energia, das emissões de carbono causadoras das alterações climáticas, de resíduos. Todas essas contribuições deverão fazer parte de um caminho para uma mobilização que é urgente acontecer e cuja oportunidade existe através do trabalho e com o apelo das populações de todo o mundo, conjugada com a presença (e espera-se, decisões) dos chefes de Estado e de Governo de todos os países na Cimeira que terá lugar no próximo ano no Rio de Janeiro, com igual propósito que a ECO/92, que teve um enorme efeito na mobilização e actuação em prol de um desenvolvimento sustentável há quase 20 anos atrás.

Lisboa, 21 de Abril de 2011

A Direcção Nacional da

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

22/04/11

Saída "Pé n'A Terra" Recortes de imprensa




Recorte do jornal o Interior

Recorte do jornal A Guarda.

Esperemos que seja uma boa actividade, assim que possivel daremos noticias sobre actividade.

17/04/11

Passeio pela floresta de Figueira de Castelo Rodrigo




Mais uma actividade realizada pelo Núcleo, desta vez em parceria com Associação Transumância e Natureza, o passeio pela floresta de Figueira de Castelo Rodrigo, teve início em Algodres, os participantes foram poucos mas as espécies de árvores e arbustos observadas foram algumas, o passeio passou ainda pela Reserva da Faia Brava, onde podemos observar o Rio Côa, e o belo sobreiro classificado como árvore de interesse público, com a idade estimada em cerca de 500 anos.

Ficam algumas imagens para mostrar a beleza do percurso.






Workshop de Iniciação à Botânica na Faia Brava

Hora
Sábado, 28 de Maio às 10:00 - 29/5 às 17:30

Local
Área Protegida Privada da Faia Brava, Figueira de Castelo Rodrigo

Criado por

Mais informação
Com a Sociedade Portuguesa de Botânica

Esta actividade realiza-se ao longo de 2 dias e pretende dar a conhecer a diversidade de espécies e habitats da Reserva e simultâneamente os conhecimentos básicos para identificar plantas à lupa e no campo. No primeiro dia, durante a manhã, será feito um percurso pedestre para observar e identificar a diversidade florística da Reserva, e o restante período será passado à lupa, a observar estruturas de flores e outros pequenos pormenores morfológicos essenciais para distinguir as espécies e as principais famílias botânicas.
Ponto de Encontro: 10h – Figueira de Castelo Rodrigo, junto à Casa da Cultura.
O que trazer? Botas de montanha ou calçado desportivo, roupa confortável, chapéu, protector solar, almoço-volante (de Sábado) e água, máquina fotográfica.
Preço: 35€/pax. Inclui seguro de acidentes pessoais. 8 a 15 participantes.

Inscrições através do geral@atnatureza.org

Desertificação e despovoamento- Um olhar sobre a Beira Interior‏


Seminário

Desertificação e despovoamento - Um olhar sobre a Beira Interior

Auditório da Escola Superior Agrária de Castelo Branco

6 de Maio de 2011

PROGRAMA

9h00

Recepção dos Participantes

9h30

Sessão de Abertura

10h00

PAINEL I – A Desertificação e o Despovoamento da Beira Interior


Desertificação Vs Despovoamento

Maria José Roxo (FCUN)


Implementação do Plano de Combate à Desertificação na Região Centro

António Realinho (ADRACES)

10h45

PAINEL II – Desenvolver rumo à Sustentabilidade do Território


Os Fenómenos da Erosão e o Despovoamento no Interior

Fragoso de Almeida (Escola Superior Agrária de Castelo Branco)


Desenvolvimento Local: uma ferramenta para a Sustentabilidade Territorial

Camilo Mortágua (Associação para as Universidades Rurais Europeias)**

11h15

Coffee Break

11h30

PAINEL III – Aprender a Empreender e Inovar em Meio Rural


Empreendedorismo como forma de Combate ao Despovoamento

Domingos Santos (Escola Superior de Educação de Castelo Branco)


Inovação em produtos tradicionais, uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável

Nuno Caseiro (Escola Superior Agrária de Castelo Branco)


Boas Práticas para a reversão dos fenómenos de Desertificação na Beira Interior

José Bernandino (Autoridade Florestal Nacional)**

12h30

DISCUSSÃO

13h30

Almoço

15h00

Saída de Campo – Visita ao Monte Barata

Nota: A inscrição é gratuita, mas carece de inscrição através do link https://spreadsheets.google.com/viewform?hl=pt_PT&formkey=dGZQaTdGdm15UXJlM2tMWEZSWThSLWc6MQ#gid=0

CONTACTOS PARA INFORMAÇÕES: Quercus | Madalena Martins |

E-mail: madalena.quercus@gmail.com colocar no assunto: Seminário Desertificação.

** Presenças a confirmar

14/04/11

III Jornadas Transfronteiriças‏







O Centro de Estudos Ibéricos, associação que integra a Universidade de Coimbra, a Universidade de Salamanca, a Câmara Municipal da Guarda e o Instituto Politécnico da Guarda, em colaboração com o Governo Civil da Guarda, Comando Territorial da Guarda – G.N.R., Departamento de Gestão de Áreas Classificadas – Centro e Alto Alentejo – I.C.N.B., Unidade de Gestão Florestal da Beira Interior Norte – A.F.N., Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Guarda, Serviço Municipal de Protecção Civil – C.M.G., irão realizar, nos próximos dias 28, 29 e 30 de Abril, na Sala António Almeida Santos, Câmara Municipal da Guarda, as III Jornadas Transfronteiriças “Paisagem, Espaços Protegidos, Floresta: Gestão e Sustentabilidade”.

O Centro de Estudos Ibéricos assinala desta forma o ano Internacional da Floresta, com um debate alargado sobre a floresta, a paisagem e os espaços protegidos.

Vimos, assim, convidar V. Ex.ª a participar nesta iniciativa. Informamos que a inscrição é obrigatória e que deverá ser efectuada no Centro de Estudos Ibéricos, pelo telefone 271 220 212, através do e-mail sofia.martins@cei.pt /ana.proenca@cei.pt ou em www.cei.pt.
O Centro de Estudos Ibéricos assinala desta forma o ano Internacional da Floresta, com um debate alargado sobre a floresta, a paisagem e os espaços protegidos.

Vimos, assim, convidar V. Ex.ª a participar nesta iniciativa. Informamos que a inscrição é obrigatória e que deverá ser efectuada no Centro de Estudos Ibéricos, pelo telefone 271 220 212, através do e-mail sofia.martins@cei.pt /ana.proenca@cei.pt ou em www.cei.pt.

12/04/11

Salva a Terra- Ecofestival de música.

Hora
quinta-feira, 9 de Junho às 16:00 - 12/6 às 16:00

Local
Salvaterra do Extremo, Portugal
Salvaterra do Extremo, Portugal

Criado por

Mais informação

Quercus organiza seminário internacional

Na sequência dos encontros sobre empresas e biodiversidade organizados pela Quercus em Lisboa em 2007 e de outros eventos co-organizados no estrangeiro, iremos realizar um novo seminário no próximo dia 18 de Abril nas instalações da Universidade Lusófona em Lisboa, inserido no âmbito do projecto Empresas e Biodiversidade

Este seminário conta com a colaboração de parceiros da Campanha Europeia B&B e está enquadrado pelos objectivos da Plataforma Europeia Business and Biodiversity da Comissão Europeia, que identificou o abastecimento alimentar como um dos sectores empresariais a mobilizar prioritariamente no sentido de contribuir para travar a perda de biodiversidade. 

Estarão presentes oradores internacionais e serão apresentadas experiências nacionais. O encontro abordará algumas questões fundamentais, como: 
 - Que dependência têm os negócios relacionados com abastecimento alimentar em relação aos recursos naturais?
 - Que riscos e oportunidades existem?  - O que é possível fazer?

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias em:
Neste site encontra-se também o programa completo do evento.
O idioma usado será o inglês.

O evento é destinado sobretudo a empresas dos sectores ligados ao abastecimento alimentar (distribuição, processamento, retalho, etc.) mas é aberto, pelo que espero que alguns de vós possam participar.

11/04/11

workshop de construção de fornos solares

O Núcleo Regional da Guarda da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza em colaboração com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda agendaram para os Sábados 7 e 14 de Maio um dia diferente.
Trata-se de um workshop de construção de fornos solares no qual os participantes são convidados a construir o seu próprio forno solar. E onde poderão também experimentar cozinhar os seus próprios alimentos (por exemplo, maças, pizza congelada, um chouriço)
Os referidos fornos apresentam-se de construção simples, através nomeadamente de cartão, papel de aluminizado, cola de madeira, corticite ou roofmate para isolamento. Será necessário 1 panela preta e um recipiente de vidro para maximizar o aproveitamento do raios solares.
A actividade está marcada a partir das 9h30 até às 14h30 no jardim José de Lemos no centro da cidade da Guarda.
Para mais informações através do e-mail: guarda@quercus.pt,

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 18 de Abril 2011

07/04/11

Dia da Terra 22 de Abril

Pedido de divulgação

No próximo dia 22 de Abril é celebrado o Dia da Terra.

A campanha de educação ambiental "Charcos Com Vida" (www.charcoscomvida.org) gostaria de convidar todas as entidades inscritas na campanha a realizarem uma visita a um charco para observação da biodiversidade Durante a semana de 18 a 24 de Abril. A actividade enquadra-se no evento "Pé n'A Terra" dinamizado pelo "Biodiversity4All" (www.biodiversity4all.org), parceiro do "Charcos Com Vida", pelo que todas as espécies observadas (animais, vegetais, etc) deverão ser fotografadas e as fotos carregadas no site "Biodiversity4All".

Recomendamos a todos os inscritos na campanha que comecem desde já a planear a visita a um (ou mais) charco(s).
Quem ainda não adoptou nenhum charco, pode usar o nosso inventário de Charcos (http://www.charcoscomvida.org/charcos-em-portugal) para ajudar a encontrar e escolher o charco a visitar.

A campanha "Charcos Com Vida" irá dinamizar também algumas saídas de campo abertas ao público nessa semana, em locais que anunciaremos em breve.

Com os melhores cumprimentos,

Jael Palhas

CIBIO–Div | Unidade de Comunicação e Divulgação da Ciência em Biodiversidade
CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos
Jardim Botânico do Porto, Casa Salabert
Rua do Campo Alegre, nº 1191,
4169-007 Porto, Portugal
Tel.: 220 402 809
Tlm: 918846818
jael.palhas@mail.icav.up.pt
http://cibio.up.pt

06/04/11

17 e 18 de Abril: Jornadas Internacionais de Acção pelas Sementes Livres‏




Junta-te à celebração do mundo rural tradicional e das sementes livres no dia 17 de Abril, em Lisboa, Cartaxo, Alentejo, Porto e Braga e participa no desfile pelas sementes livres no dia 18 de Abril!


Assina a petição europeia pelas sementes livres que será entregue ao Parlamento Europeu e Comissão Europeia no dia 18 de Abril!


Ver o programa preliminar no site da Campanha: Jornadas Internacionais de Acção.

Para quê estas Jornadas Internacionais de Acção pelas Sementes Livres?
Nas últimas três décadas assistimos a uma enorme concentração no mercado das sementes, produtos alimentares, medicamentos e agro-químicos. Hoje as dez maiores empresas de sementes controlam 67% do mercado global. Através da manipulação genética, as patentes e a cobrança de direitos para a reprodução de sementes estas empresas estão a condicionar a diversidade genética do nosso planeta. Com o desaparecimento das pequenas empresas e agricultores estamos a perder a riqueza de sementes que precisamos para manter uma dieta e ecossistemas agrícolas saudáveis.

Em vez de proteger a nossa herança genética agrícola, apoiar os curadores das sementes e promover uma agricultura capaz de garantir a soberania alimentar dos povos do mundo, os governos e os tratados internacionais estão a favorecer o mercado das sementes protegidas por direitos intelectuais e a estrangular as iniciativas locais de preservação de sementes e conhecimentos tradicionais. Um exemplo recente desta tendência é a revisão em curso da legislação europeia sobre sementes que prevê regulamentações extremamente burocráticas que virão restringir significativamente a variedade de sementes tradicionais disponíveis no mercado.

Não é tarde demais para dizer BASTA! Um movimento cívico para proteger e expandir o vasto espólio de sementes regionais está a crescer por toda a Europa e no mundo, e exige que o direito de reproduzir sementes permaneça nas mãos dos pequenos horticultores e agricultores.

Nos dias 17 e 18 de Abril este movimento internacional vai celebrar a herança genética comum e mandar um recado inequívoco às instâncias europeias: As sementes são um bem comum e a base da vida, devem permanecer no foro público e sob condições algumas entregues para a exploração exclusiva da indústria de sementes.

Campanha pelas Sementes Livres em Portugal: www.sosementes.gaia.org.pt / sementeslivres@gaia.org.pt
Campanha Europeia pelas Sementes Livres: www.seed-sovereignty.org/PT

____________
A Campanha pelas Sementes Livres visa conquistar, defender e promover o direito à criação própria de sementes com vista à promoção e protecção da diversidade de espécies agrícolas regionais, os interesses dos pequenos agricultores e criadores e dos agricultores ecológicos e ainda para garantir a segurança e soberania alimentares de todos os povos.

Para qualquer assunto relacionado com a campanha (incluindo desinscrição), contactar sementeslivres@gaia.org.pt

Petição na Internet quer classificação do sobreiro como “Árvore Nacional de Portugal”



A classificação do sobreiro como “Árvore Nacional de Portugal” está na base de um movimento criado pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza que estão a promover uma petição para entregar na Assembleia da República.

“O Estado devia fazer uma legislação para classificar o sobreiro como Árvore Nacional de Portugal, porque se trata de uma espécie muito importante a nível da biodiversidade e da riqueza” para o país, afirmou hoje Ricardo Nabais, técnico florestal da Associação Transumância e Natureza (ATN).

Em declarações à agência Lusa, o mesmo responsável destacou a importância de proteger os sobreiros, uma das “árvores mais emblemáticas” do país e “um símbolo de biodiversidade”, porque tem sido uma espécie “muito afetada” pelos abates ilegais.

“O alargamento de uma estrada implica abater uma árvore ou porque um sobreiro está quase a morrer e já o querem abater, mas, se todos apoiarem esta causa, a espécie vai ter mais proteção”, frisou Ricardo Nabais.

O técnico florestal da ATN apelou à participação dos portugueses na petição, uma vez que a recolha de assinaturas “está a ser difícil”, porque “as pessoas andam preocupadas com outros assuntos”.

Lançado em outubro do ano passado pelas duas associações, o movimento está a promover uma petição na Internet, que já conta com mais de mil assinaturas, para que a classificação daquela espécie seja debatida na Assembleia da República.

O documento, consultado pela Lusa, mobiliza os interessados a ajudarem na classificação do sobreiro como “Árvore Nacional de Portugal”, por ser uma espécie com ampla distribuição no território nacional continental, presente desde o Minho ao Algarve.

O sobreiro ocupa em Portugal perto de 737 mil hectares, o que corresponde a cerca de 32 por cento da área que a espécie ocupa no Mediterrâneo ocidental, pode ainda ler-se no texto da petição, que pode ser subscrita em www.peticaopublica.com/?pi=sobreiro. 
 

05/04/11

workshop “Biogeografia, Bioclimatologia e Conservação da Flora e Vegetação dos Arquipélagos Atlânticos

workshop “Biogeografia, Bioclimatologia e Conservação da Flora e Vegetação dos Arquipélagos Atlânticos no Ano Internacional das Florestas-2011", que se realizará durante a manhã do dia 13 de Abril de 2011, no Anfiteatro III do IGOT-UL (Edifício da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Trata-se do 2º workshop de Biogeografia, este ano dedicado às ilhas atlânticas. Este evento, organizado pelo núcleo CliMA (Núcleo de Investigação em Clima e Mudanças Ambientais) do CEG-UL (Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa), contará com a intervenção de vários especialistas nacionais. O programa será o seguinte:

9:15 - Teresa Barata Salgueiro (Directora do IGOT-UL) Abertura

1ª Sessão: Cabo Verde e Madeira I Moderador: Carlos Neto (IGOT-UL)

9.30:10.10 - José Carlos Costa (ISA - UTL) Biogeografia, fitogeografia e bioclimatologia do Arquipélago de Cabo Verde

10.10:10.50 - Jorge Capelo (INRB) Estado da arte dos estudos de flora, vegetação, aspectos evolutivos e da cartografia aplicada ao planeamento na floresta da Madeira

10.50:11.40 - Albano Figueiredo (CEGOT - UC) Alterações na distribuição de espécies em cenários de mudança climática na Ilha da Madeira

11.40:12.00 Intervalo para café

2ª Sessão: Açores I Moderadora: Maria João Alcoforado (IGOT-UL)

12.00: 12.40 - Carlos Aguiar (IPB) Biogeografia, fitogeografia e bioclimatologia do Arquipélago dos Açores

12.40:13.20 - Joaquim Teodósio (SPEA) Apresentação do Projecto “Laurissilva Sustentável”

13.20 - Maria João Alcoforado e Carlos Neto (IGOT-UL) Encerramento

Todos os participantes terão direito a coffee break e a um certificado de participação. O workshop é gratuito, embora necessite de pré-inscrição em workshop.clima@campus.ul.pt."

Agradecendo a vossa melhor atenção, subscrevo-me com elevada consideração.

04/04/11

Quercus quer levar projeto "Escolas Amigas da Água" do Algarve para todo o país

A associação ambientalista Quercus quer alargar o projeto "Escolas Amigas da Água" a outras zonas do país no próximo ano letivo, depois de uma experiência piloto positiva em parceria com a empresa Águas do Algarve na região.

O projeto pretende, segundo a empresa que faz a distribuição em alta no Algarve, "sensibilizar a comunidade escolar para um uso eficiente da água" e "está desde o início do ano letivo a ser executado em seis escolas básicas da região".
"
A nossa ideia é que o projeto que realizamos este ano aqui na região em parceria com a Águas do Algarve seja um teste para levá-lo ao resto do país", afirmou hoje o vice-presidente da Quercus Francisco Ferreira após a apresentação dos resultados da iniciativa na Escola Básica 1 (EB1) de Alto de Rodes, em Faro.

O dirigente precisou que, para isso acontecer, é necessário "encontrar parcerias junto de municípios ou outras entidades" para depois replicar o trabalho realizado com as escolas do Algarve noutras zonas do país.

Por seu turno, o administrador da Águas do Algarve, Artur Duarte Ribeiro, explicou que o projeto é um dos vários que a empresa realiza na área da Educação e Sensibilização Ambiental, foi criado para um horizonte temporal de dois anos e "pode também vir a ser realizado noutras escolas que manifestem interesse e vontade em participar".
Ao longo do ano letivo, participaram no projeto conjunto da Quercus e da Águas do Algarve as EB1 de Alto de Rodes, de Algoz, da Horta de Santo António, de Alvor, o externato Menino Jesus e o Jardim-escola João de Deus - São Bartolomeu de Messines.

Os alunos realizaram vários trabalhos sobre a necessidade de tornar mais eficientes os consumos de água nas escolas e apontaram alguns exemplos de como se pode poupar água sem grande esforço.

"Ter um autoclismo com dupla descarga ou não fazer regas nos períodos de maior calor", disse João Diogo, de nove anos, aluno do quarto ano da EB1 de Alto de Rodes, enquanto a colega Matilde apontava para a hipótese de "pôr num garrafão a água fria que sai antes da quente quando se vai tomar banho para utilizar no autoclismo".

Além de duas turmas do quarto ano, participaram ainda no projeto outras quatro, duas do segundo ano e duas do primeiro.
Um destes alunos, Hugo, disse que a água também pode ser poupada "fechando a torneira quando se está a lavar os dentes".  In Observatório do Algarve

31/03/11

Abate ilegal de sobreiros em Coimbra Construção de mais uma nova área comercial


A Quercus recebeu recentemente mais uma denúncia relativa ao abate de dezenas de sobreiros, numa área florestal que está a ser convertida para construção de uma superfície comercial no Planalto da Guarda Inglesa junto de Santa Clara em Coimbra.

Dada a gravidade da situação, a Quercus deslocou-se ao local e confirmou que para além da existência de sobreiros cintados que foram requeridos para abate, estavam a abater sobreiros de grande porte que não estavam cintados, sem que existisse autorização.

A Quercus solicitou a intervenção do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR, o qual se deslocou ao local e levantou o respectivo auto de notícia por contra-ordenação. Após esta actuação ontem, a Quercus detectou a continuação da intervenção até à noite, pelo que alertou novamente a GNR para a necessidade de reforçar a fiscalização, dada a ilegalidade do avanço das obras.

Autoridade Florestal Nacional não dá resposta

A Quercus remeteu um pedido de informação para esclarecimentos à Autoridade Florestal Nacional no final do ano passado, mas apesar da insistência continuámos a não ter resposta, situação lamentável que é reveladora da actual desestruturação dos serviços florestais.

Relembramos que no seguimento da consulta pública promovida pela Câmara Municipal de Coimbra para o planeamento da Estruturação do Planalto de Santa Clara, a Quercus emitiu parecer negativo em Janeiro de 2006, devido à presença de povoamentos de sobreiro e de espécies autóctones com interesse conservacionista, tendo mesmo sido sugerido a criação de um Parque Florestal Urbano no planalto.

Consideramos que qualquer Plano de Urbanização do Planalto de Santa Clara deve salvaguardar a necessidade de conservação dos povoamentos de sobreiro existentes.

A Quercus exige a intervenção das autoridades para que o desenvolvimento da zona do Planalto da Guarda Inglesa e de Santa Clara seja planeado de forma coerente e em consonância o correcto ordenamento do território.

Lisboa, 31 de Março de 2011

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza/ Núcleo Regional de Coimbra