31/03/11

Abate ilegal de sobreiros em Coimbra Construção de mais uma nova área comercial


A Quercus recebeu recentemente mais uma denúncia relativa ao abate de dezenas de sobreiros, numa área florestal que está a ser convertida para construção de uma superfície comercial no Planalto da Guarda Inglesa junto de Santa Clara em Coimbra.

Dada a gravidade da situação, a Quercus deslocou-se ao local e confirmou que para além da existência de sobreiros cintados que foram requeridos para abate, estavam a abater sobreiros de grande porte que não estavam cintados, sem que existisse autorização.

A Quercus solicitou a intervenção do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR, o qual se deslocou ao local e levantou o respectivo auto de notícia por contra-ordenação. Após esta actuação ontem, a Quercus detectou a continuação da intervenção até à noite, pelo que alertou novamente a GNR para a necessidade de reforçar a fiscalização, dada a ilegalidade do avanço das obras.

Autoridade Florestal Nacional não dá resposta

A Quercus remeteu um pedido de informação para esclarecimentos à Autoridade Florestal Nacional no final do ano passado, mas apesar da insistência continuámos a não ter resposta, situação lamentável que é reveladora da actual desestruturação dos serviços florestais.

Relembramos que no seguimento da consulta pública promovida pela Câmara Municipal de Coimbra para o planeamento da Estruturação do Planalto de Santa Clara, a Quercus emitiu parecer negativo em Janeiro de 2006, devido à presença de povoamentos de sobreiro e de espécies autóctones com interesse conservacionista, tendo mesmo sido sugerido a criação de um Parque Florestal Urbano no planalto.

Consideramos que qualquer Plano de Urbanização do Planalto de Santa Clara deve salvaguardar a necessidade de conservação dos povoamentos de sobreiro existentes.

A Quercus exige a intervenção das autoridades para que o desenvolvimento da zona do Planalto da Guarda Inglesa e de Santa Clara seja planeado de forma coerente e em consonância o correcto ordenamento do território.

Lisboa, 31 de Março de 2011

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza/ Núcleo Regional de Coimbra

30/03/11

Saída "Pé n'A Terra"


Para comemorar o dia da Terra (22 de Abril de 2011) a Associação Transcudânia e o Núcleo da Quercus Guarda organizando o evento Saída "Pé n'A Terra", no dia 23 de Abril no percurso do Espírito Santo na Serra da Malcata.

Vai ser um percurso de duas horas para registar toda a biodiversidade existente neste percurso.

Venha dai, traga a máquina fotográfica e guias, vamos aprender uns com os outros e descobrir a biodiversidade da serra.....


Inscrição é gratuita mas obrigatória para podermos esperar no local de encontro.

29/03/11

Livros da Natureza










Já conhece a loja da Quercus ?

Podem encontrar lá vários livros, sobre natureza, pelo distrito também vai havendo algumas públicações sobre a natureza como é o caso do Atlas da Fauna do Vale do Côa ou o Faia Brava um espaço para a natureza.

27/03/11

Núcleo da Guarda da Quercus elegeu nova direção

SECÇÃO: Guarda
Ricardo Nabais preside à estrutura

O Núcleo Regional da Guarda da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza elegeu a nova direção no passado mês de fevereiro, que estará em funções até 2013. Na mesma assembleia de sócios foi ainda discutido o relatório e contas de 2010 e apresentado o plano de atividades para 2011.
A direção do Núcleo da Quercus é constituída por quatro elementos, mantendo-se três do mandato anterior. O presidente é Ricardo Nabais, Bruno Nogueira assume as funções de tesoureiro, Maria João Caldeira fica no cargo de secretária e André Santos é suplente.
Criado em 1988, o Núcleo Regional da Guarda apresenta, desde a sua fundação, uma participação dos seus dirigentes baseada no voluntariado. A ação do Núcleo “centra-se fundamentalmente no âmbito da Educação Ambiental, organizando e participando em colóquios, debates e seminários promovidos por escolas e outras entidades”.

Passeios pela floresta e mais atenção ao rio Noéme
Para este ano, em que se assinala o Ano Internacional das Florestas, está prevista a realização de passeios pela floresta, dando particular destaque às árvores autóctones, como é o caso de carvalhos, sobreiros e castanheiros. O Núcleo promete igualmente “dar mais atenção ao problema do rio Noéme, inscrevendo e acompanhando este no Projeto Rios, desenvolvido pela ASPEA”.
Além disso, à semelhança do que aconteceu nos últimos dois anos, serão organizadas atividades do “Ciência Viva” durante os meses de verão.
Recorde-se que a Quercus, fundada a 31 de outubro de 1985, tem por objetivos a conservação da natureza e a promoção de um ambiente equilibrado e da qualidade de vida das populações. Recortes de imprensa in Nova Guarda

26/03/11

Quercus elege novos órgãos

 

Nuno Sequeira é o novo Presidente


A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza realizou hoje, sábado, dia 26 de Março, em Monsanto (Lisboa), uma Assembleia Geral onde foram eleitos os membros dos novos órgãos associativos nacionais (Direcção Nacional, Mesa da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Comissão Arbitral), para um mandato de dois anos.

Apresentou-se apenas uma  lista candidata, tendo como Presidente da Direcção Nacional, Nuno Sequeira (Vice-Presidente na Direcção Nacional cessante), que foi eleita com 98% de votos a favor e 2% de votos em branco.

Nuno Sequeira sucede assim a Susana Fonseca como Presidente da Direcção Nacional da Quercus que esteve no cargo durante 2 anos e que agora assumirá o cargo de Vice-Presidente. Da Direcção fazem igualmente parte: Susana Fonseca e Francisco Ferreira como Vice-Presidentes e Helder Spínola, Helena Amendoeira, Ana Cristina Figueiredo, Carla Graça, Ricardo Marques e Alexandra Azevedo. Como Vogais suplentes, Sara Campos, Sofia Vilarigues e Manuel Miranda Fernandes.

Nuno Sequeira tem 38 anos, vive em Avis, e é professor do ensino básico e secundário.

Lisboa, 26 de Março de 2010

A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

24/03/11

Ricardo Nabais continua no Núcleo da Guarda da Quercus

Última Hora

24-03-2011 11:54

O rio Noeme e as florestas serão dois assuntos a acompanhar este ano pelo Núcleo Regional da Guarda da Quercus, cuja nova direção foi divulgada na semana passada.
Ricardo Nabais mantém-se na presidência pelo terceiro mandato consecutivo, sendo coadjuvado por Bruno Almeida (tesoureiro) e Maria João Caldeira (secretária), enquanto André Santos é suplente. Três destes dirigentes transitam da direção anterior. In O interior

21/03/11

Quercus Comunicado : 22 de Março, Dia Mundial da Água Atrasos e inacção na política da água Uso eficiente - 6 anos Bacias hidrográficas - 2 anos Plano

22 de Março, Dia Mundial da Água

Atrasos e inacção na política da água:
Uso eficiente – 6 anos
Bacias hidrográficas – 2 anos
Plano Nacional da Água – 1 ano

Comemora-se amanhã, dia 22 de Março, o Dia Mundial da Água. Portugal, com uma Lei da Água desde 2005 (Lei 58/2005), não está a conseguir cumprir os compromissos europeus no âmbito da Directiva Quadro que a referida Lei transpôs, havendo um incumprimento generalizado das tarefas que constituem o diploma legislativo aprovado pela Assembleia da República há seis anos atrás. A implementação do Programa para o Uso Eficiente ainda não avançou e a revisão dos Planos de Bacia Hidrográfica e do Plano Nacional da Água ainda está por fazer.

A demora no início do funcionamento das Administrações de Região Hidrográfica (ARHs), a incapacidade de financiamento das tarefas obrigatórias de monitorização, a falta de articulação entre ARHs e um Instituto da Água (INAG) cada vez mais descapitalizado de pessoal, a total incapacidade do INAG para implementar o Plano Nacional para o Uso Eficiente da Água, ou o atraso na definição adequada de preços para as diferentes utilizações da água, são algumas das circunstâncias que marcam, na opinião da Quercus, os últimos anos de política da água.


Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água – 6 anos de atraso

O Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água (PNUEA), aprovado em 2005 pela Resolução de Conselho de Ministros nº 113/2005 de 30 de Junho, continua sem ser aplicado.

Um conjunto de medidas de poupança que foram devidamente listadas e avaliadas deveriam estar já há alguns anos em aplicação nos sectores da agricultura (o maior consumidor e com maior desperdício), do abastecimento de água de consumo humano e da indústria. As acções são fundamentais para reduzir os custos das entidades e dos consumidores e deviam fazer parte de uma estratégia de desenvolvimento sustentável do país e de uma melhor preparação para épocas de seca.

O abastecimento de água às populações corresponde a 8% do consumo total nacional, mas representa 46% dos custos efectivos de produção de água. Para este sector, o PNUEA prevê um aumento da eficiência na utilização de 20% em 10 anos, correspondendo a uma poupança estimada em 160 milhões de metros cúbicos por ano. No entanto, com a não aplicação do programa, não há dados sobre a eficiência no consumo, dados esses que permitiriam a selecção das medidas mais adequadas e com melhor eficiência de custo.

O Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água - Bases e Linhas Orientadoras (PNUEA) tem como principal finalidade a promoção do uso eficiente da água em Portugal, especialmente nos sectores urbano, agrícola e industrial, contribuindo para minimizar os riscos de escassez hídrica e para melhorar as condições ambientais nos meios hídricos.


Planos de gestão de bacia hidrográfica – 2 anos de atraso

Nenhum plano de bacia hidrográfica está concluído, havendo uma situação muito díspar entre os diferentes rios, sendo que nalguns casos só a fase de caracterização está concluída e de forma incipiente, pelo que não antes do final do ano entrarão em discussão pública todos estes instrumentos fundamentais de planeamento. Mais ainda, a sua execução deveria decorrer de orientações do Plano Nacional da Água cujo atraso ainda é maior. Os Planos deveriam estar todos concluídos em Dezembro de 2009, e no caso dos rios internacionais devidamente articulados com a Espanha. A Comissão Europeia advertiu já Portugal no passado mês de Junho do incumprimento da legislação comunitária.

Os planos de gestão de bacia hidrográfica são instrumentos de planeamento das águas que, visando a gestão, a protecção e a valorização ambiental, social e económica das águas ao nível da bacia hidrográfica, compreendem e estabelecem:
 a caracterização das águas superficiais e subterrâneas existentes na região hidrográfica,
 a identificação das pressões e descrição dos impactes significativos da actividade humana sobre o estado das águas superficiais e subterrâneas, com a avaliação, entre outras, das fontes de poluição,
 a identificação de sub-bacias, sectores, problemas ou tipos de águas e sistemas aquíferos que requeiram um tratamento específico,
 a identificação das redes de monitorização,
 a análise económica das utilizações da água, a definição dos objectivos ambientais para as massas de águas superficiais e subterrâneas e para as zonas protegidas,
 as normas de qualidade adequadas aos vários tipos e usos da água e as relativas a substâncias perigosas, e ainda,
 os programas de medidas e acções previstos para o cumprimento dos objectivos ambientais, devidamente calendarizados, espacializados, orçamentados e com indicação das entidades responsáveis pela sua aplicação.


Plano Nacional da Água – 1 ano de atraso

O Plano Nacional da Água deveria ter sido concluído em 2010 e as perspectivas do mesmo estar terminado este ano e com a qualidade exigida não são as melhores. Existem diferentes empresas externas a quem foi adjudicado o trabalho para cada um dos tópicos em análise, há falta de informação de base para o avanço dos trabalhos e para proporcionar a interligação entre as áreas, sendo que os objectivos do plano, acima de tudo de natureza estratégica nacional no que respeita às várias componentes da política da água (uso sustentável, economia da água, vulnerabilidades, articulação com Espanha), podem não vir a ser conseguidos.

O Plano Nacional da Água é o instrumento de gestão das águas, de natureza estratégica, que estabelece as grandes opções da política nacional da água e os princípios e as regras de orientação dessa política, a aplicar pelos planos de gestão de bacias hidrográficas e por outros instrumentos de planeamento das águas.

O Plano Nacional da Água é constituído por:
 uma análise dos principais problemas das águas à escala nacional que fundamente as orientações estratégicas, as opções e as prioridades de intervenção política e administrativa neste domínio,
 um diagnóstico da situação à escala nacional com a síntese, articulação e hierarquização dos problemas e das potencialidades identificados;
 a definição de objectivos que visem formas de convergência entre os objectivos da política de gestão das águas nacionais e os objectivos globais e sectoriais de ordem económica, social e ambiental, e ainda,
 a síntese das medidas e acções a realizar para atingir os objectivos estabelecidos e dos consequentes programas de investimento, devidamente calendarizados.

Lisboa, 21 de Março de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

16/03/11

Ano do Morcego


Nota de Imprensa: N.º 001/11

Data: 16/MAR/2011

Assunto: Nova direcção no Núcleo Regional da Guarda da Quercus – A.N.C.N. (2011-2013)

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza – fundada a 31 de Outubro de 1985 tem por objectivos a conservação da natureza e a promoção de um ambiente equilibrado e da qualidade de vida das populações.

Uma das características da Quercus é a sua descentralização. De facto, existem Núcleos Regionais da Quercus espalhados um pouco por todo o País, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

O Núcleo Regional da Guarda criado em 1988 apresenta desde a sua fundação uma participação, dos seus dirigentes, baseada no voluntariado. A acção do Núcleo centra-se fundamentalmente no âmbito da Educação Ambiental, organizando e participando em colóquios, debates e seminários promovidos por escolas e outras entidades.

Anualmente realiza-se uma Assembleia de Núcleo onde é apresentado e discutido perante os seus sócios o relatório de actividades e contas do ano precedente e o plano de actividades para o ano seguinte. A última Assembleia de Núcleo decorreu a 19 de Fevereiro onde foi igualmente eleita a nova direcção do Núcleo Regional da Guarda da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza para o biénio 2011-2013.

A direcção é constituída por 4 dirigentes dos quais 3 se mantêm do mandato anterior distribuídos da seguinte forma.

Presidente: Ricardo Nabais

Tesoureiro: Bruno Almeida

Secretária: Maria João Caldeira

Suplente: André Santos

Para este ano, em que se assinala o Ano Internacional das Florestas, temos previsto a realização de passeios pela floresta dando particular destaque às árvores autóctones, como é o caso de Carvalhos, Sobreiros, Castanheiros.

Temos igualmente previsto dar mais atenção ao problema do rio Noéme, inscrevendo e acompanhando este no Projecto Rios, desenvolvido pela ASPEA.

Como vem sendo hábito nos últimos 2 anos prevemos a realização de actividades do Ciência Viva durante os meses de Verão.

Para mais informações contactar Ricardo Nabais, presidente do Núcleo, através do telemóvel 931 104 568 ou do e-mail: guarda@quercus.pt

Observação de Aves

15/03/11

Quercus diz que foram envenenados 30 lobos em cinco anos

José Bento Amaro
A Quercus identificou em Portugal, entre 2003 e 2008, 1240 animais que foram envenenados. Entre os animais mortos contam-se 30 lobos. Os responsáveis são, na maior parte dos casos, pequenos criadores de gado ou responsáveis pela exploração de reservas de caça. Em Castelo Branco, um juiz proferiu esta semana uma sentença quase inédita, ao aceitar uma providência cautelar contra uma empresa que terá sido responsável pela morte de uma águia-real.
Segundo disse ao PÚBLICO o dirigente da Quercus Samuel Infante, a empresa Raiatur, responsável pela caça turística em terrenos na zona do Rosmaninhal, Idanha-a-Nova, terá envenenado a águia em Junho de 2010. Uma equipa do SEPNA, da GNR, descobriu, alguns dias mais tarde, três iscos envenenados no terreno. Junto aos iscos encontravam-se três pombos mortos. Terão sido vítimas acidentais, tal como a águia-real, uma vez que o verdadeiro objectivo seria matar um casal de águias imperiais que possuem ninho na região. As aves de rapina alimentam-se, quase sempre, dos coelhos e perdizes caçados nas reservas.

A decisão judicial agora proferida só encontrou paralelo numa outra ocorrida há alguns anos na zona de Évora, segundo disse Samuel Infante, que salientou ainda “a importância de sensibilizar os magistrados para os crimes cometidos por envenenamento”. Não tendo sido possível apurar em tribunal que o veneno foi directamente colocado pelos responsáveis da empresa de caça, o juiz considerou, no entanto, que os mesmos tinham a obrigação de vigiar os terrenos e, desse modo, evitar a morte dos animais. A Raiatur foi assim considerada culpada por negligência.

Apesar da vitória obtida através da aceitação da providência cautelar contra a empresa de caça, as diligências nos tribunais não vão parar. A associação ambientalista já informou que pediu a suspensão da actividade da Raiatur através de um processo-crime que deu entrada no tribunal de Idanha-a-Nova. O PÙBLICO contactou telefonicamente um dos responsáveis da empresa que se limitou a dizer que não podia falar.

A par das participações efectuadas no Ministério Público – Samuel Infante diz que são às dezenas por todo o país – a Quercus tenta ainda, através do Programa Antídoto Portugal, sensibilizar as autoridades para a necessidade de se criarem mecanismos de controlo da venda de químicos agro-tóxicos, os quais são, normalmente, utilizados para matar animais.

“Em Espanha faz-se o registo de todas as vendas deste tipo de produtos para, desse modo, se poderem identificar os suspeitos de envenenamento”, adiantou Samuel Infante. “O programa Antídoto Portugal” fez um levantamento dos casos de envenenamento de animais entre 2003 e 2008. Nesse período apuraram-se 1240 mortes em 356 ocorrências. Estes números poderão, no entanto, ser apenas uma pequena amostra da realidade. Estudos efectuados em Espanha dizem que os valores identificados correspondem, apenas, a três ou quatro por cento das situações ocorridas”, salientou o dirigente do grupo ambientalista.

Os números relativos à situação portuguesa são relevantes, sobretudo quando a espécie em causa é protegida por lei e se encontra ameaçada de extinção. Os iscos envenenados encontrados no Rosmaninhal visavam a morte de águias imperiais, espécie de que só se conhecem três casais em Portugal. É, de resto, a sétima espécie mais ameaçada entre as aves de rapina.

Lobos vítimas de criadores 

No Norte do país, nas serras do Gerês e Montesinho, morreram envenenados, em cinco anos, 30 lobos. Neste caso os responsáveis são os criadores de vacas e garranos, que deixam os animais sozinhos durante semanas. "O Governo até concede subsídios para os criadores vítimas de ataques de lobos, mas como estes vêm tarde, as pessoas actuam por conta própria e envenenam os animais”, diz Samuel Infante.

A contabilidade negra dos envenenamentos de animais em Portugal não ocorre apenas no Minho e Trás-os-Montes, mas também na Beira Interior e no Alentejo. Nestas regiões encontraram-se cadáveres de, por exemplo, 20 cegonhas, cerca 70 abutres, 15 águias de asa redonda, três águias reais e 20 milhafres. 

“Os números dizem que 30 por cento das mortes são de animais domésticos, sobretudo de cães abandonados durante os períodos de caça. Depois há 12 por cento de envenenamento de espécies protegidas e as restantes relativas à morte de espécies cinegéticas”, conclui o responsável da Quercus.
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1484750

13/03/11

Campanha pelas Sementes Livres promovida por ONGA portuguesas


A Campanha pelas Sementes Livres está a ser pormovida pelas organizações não-governamentais Campo Aberto, GAIA, MPI, Plataforma Transgénicos Fora e Quercus e visa alertar para os perigos da privatização das sementes.

Na divulgação desta campanha é referido que sob o argumento de concorrência desleal e de protecção da saúde pública, a agro-indústria pretende que seja ilegalizada a prática de guardar e produzir sementes de variedades não registadas.

Segundo as organizações promotoras, “a crescente privatização das sementes constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão dominar, entre outras, as variedades transgénicas.”

Estas organizações alertam ainda que a “Comissão Europeia prepara-se para fazer aprovar uma 'lei das sementes' que irá limitar drasticamente a livre circulação de sementes, sobretudo as variedades tradicionais e potencialmente ilegalizar todas as variedades de plantas agrícolas não homologadas.”

Esta campanha apresenta ainda alguns pedidos:

“- O direito dos agricultores e horticultores à livre reprodução, guarda, troca e venda das suas sementes.
- A promoção da biodiversidade agrícola através da preservação das sementes de origem regional e biológica.
- A recuperação dos conhecimentos tradicionais e a cultura gastronómica local agrícolas.
- O fim às patentes sobre a vida e ao uso de organismos geneticamente modificados na agricultura e na alimentação.
- Uma nova política agrária que, em vez de apoiar a produção industrial intensiva e as monoculturas, promove a produção ecológica e biodiversa.”

A campanha pelas Sementes Livres ("Semear o futuro, colher a diversidade") é uma iniciativa que tem núcleos na maioria dos Estados-membros da União Europeia.

Este movimento junta diversos sectores da sociedade desde cidadãos comuns, agricultores, cientistas e ONG por toda a Europa que pretendem “alterar o rumo da agricultura na Europa, onde os modos de produção intensivos se sobrepõem cada vez mais às técnicas tradicionais e de pequena escala e onde as variedades agrícolas e as próprias sementes estão a ser retiradas dos pequenos produtores e entregues às mãos de grandes multinacionais.”

Esta campanha inclui ainda uma petição para manter as sementes livres que será entregue no Parlamento Europeu no dia 18 de Abril. Quem quiser participar poderá enviar e-mail para sementeslivres@gaia.org.pt.

Dias 17 e 18 de Abril são dias europeus da luta contra a privatização de sementes. Para saber mais informações visite o portal online http://www.seed-sovereignty.org/PT/.

http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=31824&bl=1

09/03/11

Ano Internacional das Florestas: Sensibilizar para a Importância dos Ecossistemas Florestais‏



A Assembleia-Geral das Nações Unidas designou 2011 para o Ano Internacional das Florestas, com o tema “Celebrating Forests for People ou “Florestas para Todos”.

O objectivo é a promoção da conservação das florestas em todo o mundo, assim como a sensibilização da população para a importância que as florestas desempenham no desenvolvimento sustentável global.

Em Portugal, é a Comissão Nacional da UNESCO que vai dinamizar a comemoração, em articulação com a Secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, existindo uma Comissão Executiva com diversas entidades da Administração e da sociedade civil onde a Quercus está representada.

A UNESCO efectuou a apresentação oficial do Ano Internacional das Florestas no passado dia 2 de Fevereiro, nas Nações Unidas, em Nova Iorque, em simultâneo em Portugal, no Centro de Ciência Viva para a Floresta, em Proença-a-Nova. Neste dia destacou-se uma apresentação do professor Jorge Paiva sobre biodiversidade florestal e foi também criado o site oficial das comemorações www.florestas2011.org.pt, onde existe informação sobre a agenda, com actividades previstas e documentos diversos sobre a importância da floresta.

As Florestas são essenciais ao equilíbrio dos ecossistemas e à vida humana: promovem a manutenção da biodiversidade, libertam oxigénio, armazenam o dióxido de carbono (principal gás com efeito de estufa), moderam as temperaturas, facilitam a infiltração da água no solo (e consequente reabastecimento dos lençóis subterrâneos ou aquíferos), fixam o solo e impedem a erosão. Estes serviços prestados pelo ecossistema constituem uma externalidade positiva da Floresta que deve ser valorizada, para que se possa evitar a sua destruição.

O problema das alterações climáticas confere actualmente à Floresta - devido essencialmente ao sequestro de carbono e produção de oxigénio - uma importância crucial no combate à crise ambiental global.

Em todo o Mundo tem havido uma diminuição acentuada da área ocupada pelas florestas naturais. Segundo a Greenpeace, 80% das florestas primárias (ou virgens) do planeta foram já degradadas ou destruídas.

Em Portugal, quase 40% da área do nosso território é ocupada por florestas, maioritariamente associada a monoculturas de pinheiro-bravo e eucalipto, mas também por montados de sobreiros e azinheiras protegidos, entre outros povoamentos florestais com reduzida expressão. Os carvalhais autóctones apenas ocupam 5% da área florestal e, apesar da sua importância ecológica, não têm qualquer estatuto de protecção, situação que devia ser alterada.

A Floresta representa também um papel relevante ao nível económico e social, sendo que actualmente representa quase 12 por cento das exportações portuguesas, entre as fileiras do eucalipto, do pinho e da cortiça.

Mas também existem diversas ameaças à floresta portuguesa, destacando-se os incêndios, doenças, pragas, expansão de invasoras lenhosas, as más práticas de gestão, o abandono do Mundo Rural e as alterações climáticas.

A desflorestação tem sido constante ao longo dos tempos, devido à reconversão de terrenos para a agricultura, a pastorícia, as monoculturas de eucalipto, à construção de estradas, fábricas, projectos imobiliários e barragens. Actualmente os agrocombustíveis são uma nova ameaça.

Torna-se fundamental melhorar o ordenamento florestal, com a promoção de uma floresta multifuncional, com espécies mais adaptadas ao clima e aos solos, como por exemplo os sobreiros, as azinheiras, os carvalhos, ou o freixo.

A Quercus tem promovido alguns projectos e acções com o objectivo de conservar as nossas florestas autóctones, os quais vão continuar neste Ano Internacional das Florestas, como as plantações do programa Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade, o programa de reciclagem de rolhas de cortiça – Green Cork, a Conservação dos Montados e a constituição de uma rede de Micro Reservas Biológicas, onde se destaca o Tejo Internacional e o restauro da floresta no Cabeço Santo; além destas iniciativas, estão a ser desenvolvidos projectos LIFE para a gestão de habitats e Conservação da Natureza.

As iniciativas do Ano Internacional das Florestas são mais uma forma de alertar a sociedade para a necessidade de efectuar uma gestão sustentável que vise a conservação de um ecossistema essencial para o planeta e para o bem-estar da Humanidade.

Domingos Patacho

Quercus

Março de 2011

QUERCUS E ÁGUAS DO RIBATEJO SENSIBILIZAM UTENTES NAS RÁDIOS

UMA GOTA PELO PLANETA APELA AO USO EFICIENTE DA ÁGUA

A ÁGUAS DO RIBATEJO e a QUERCUS apresentam diariamente a rubrica “Uma Gota Pelo Planeta” nas rádios IRIS FM (91.4 Mhz), MARINHAIS FM (102.5 Mhz), RÁDIO RCA RIBATEJO (104,Mhz e 96.9 Mhz), RÁDIO VOZ DO SORRAIA (94.7 Mhz).


Num minuto apenas, os representantes da QUERCUS, Francisco Ferreira e Ana Padrão Dias deixam boas ideias para reduzir o consumo de água e poupar o ambiente.


Este projecto resulta de uma parceria que a ÁGUAS DO RIBATEJO estabeleceu com a QUERCUS, no âmbito do projecto Ecocasa.


Pioneira nas rádios locais e regionais, esta rubrica produzida pela QUERCUS pretende alertar para pequenos gestos que contribuem de forma decisiva para a redução dos consumos de água, tendo em conta que a água é um bem precioso e não pode ser desperdiçado.


“Uma Gota pelo Planeta” é emitida várias vezes por dia, em horários de maior audiência para que possa atingir o maior número possível de utentes. Brevemente, a rubrica será disponibilizada também nos sites das respectivas rádios e no sítio da ÁGUAS DO RIBATEJO em www.aguasdoribatejo.com.


Esta é mais uma iniciativa no plano de sensibilização/formação que a ÁGUAS DO RIBATEJO está a desenvolver nos seis municípios que integram a empresa e que já se traduziu numa redução considerável do consumo de água traduzido numa poupança ambiental com benefício de todos, e uma vantagem económica com reflexo em cada um dos clientes.


“Uma Gota Pelo Planeta”… porque a água é um bem escasso e fundamental para a vida!


Lisboa, 9 de Março de 2011

08/03/11

Apresentação do livro "Era uma vez um urso do Gerês", 19 de Março, sábado, 17h


Vimos pela presente missiva informar que iremos proceder à apresentação do livro "Era uma vez um urso do Gerês" no sábado, dia 19 de Março, pelas 17 horas, na Livraria Capítulos Soltos, na Rua de Santo André, 93, em Braga, pela sua autora Cláudia Silva. Esta é uma obra cujos lucros revertem a favor dos projectos de conservação da biodiversidade, da Quercus.
A entrada é livre. Apareça.

05/03/11

Nota de Imprensa: Rubrica Minuto Verde completa 5 anos de emissão na próxima 2ª feira‏

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Minuto Verde completa 5 anos de emissão na próxima 2ª feira

Quercus já deu mais de 1270 conselhos ambientais aos portugueses

Na próxima segunda-feira, dia 7 de Março de 2011, celebram-se cinco anos de emissão da rubrica “Minuto Verde”, produzida pela Quercus e exibida no programa informativo das manhãs da RTP1, o Bom Dia Portugal. Até hoje, foram transmitidos mais de 1270 conselhos ambientais, num total de cerca de 21 horas de Minutos Verdes.

Com a duração exacta de 60 segundos, esta rubrica de sensibilização ambiental estreou-se a 6 de Março de 2006, resultando de uma parceria entre a Rádio e Televisão de Portugal e a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. O mesmo episódio é repetido três vezes durante o programa, ligeiramente antes das 8.00h, 9.00h e 10.00h, de modo a possibilitar a visualização durante as diferentes rotinas matinais dos portugueses.

Com o objectivo de informar e sensibilizar os cidadãos para a adopção de comportamentos com um menor impacto no ambiente, o Minuto Verde aborda áreas tão diversas como a energia, a água, o ar, a mobilidade, os resíduos ou a conservação da natureza. O formato curto, a linguagem prática, os cenários reais e a apresentação alternada entre três elementos – Francisco Ferreira, Sara Campos e Susana Fonseca - parecem convencer os telespectadores, que têm vindo também a aproximar-se das questões ambientais. Prova disso são as centenas de contactos telefónicos e mensagens de correio electrónico recebidos pela Quercus a propósito dos temas abordados na rubrica que, além da RTP1, é também transmitida na RTPN, RTP Internacional e RTP África.

Quase a iniciar o seu sexto ano de emissão, o Minuto Verde contabiliza já mais de 1270 conselhos ambientais desde o início, grande parte dos quais relacionados com temas domésticos, no sentido de promover uma gestão mais eficiente dos recursos (água, energia, resíduos). Outras áreas bastante abordadas são a mobilidade sustentável, o consumo responsável e a conservação da biodiversidade. De uma forma geral, cinco anos depois, os portugueses estão mais conscientes em relação às vantagens - ambientais, económicas e também sociais - de adoptar um estilo de vida com menor impacto no ambiente, adaptando os seus hábitos diários a essa nova consciência. Destaque-se também uma componente com cada vez mais peso nesta rubrica, que passa pela divulgação de espaços naturais do nosso país de elevado valor ecológico, seja em território continental, seja insular.

Após a emissão diária na televisão, todos os episódios ficam disponíveis, no próprio dia, para visualização online ou em videocast no sítio www.rtp.pt. Os telespectadores podem ainda colocar perguntas relativas à rubrica através do endereço de correio electrónico quercus@quercus.pt.

Lisboa, 4 de Março de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus
– Associação Nacional de Conservação da Natureza

Planta a Tua Floresta



O Sítio está a organizar dois workshops de Agrofloresta com Ernst Gotsch em Portugal (Mangualde, Viseu).

A Agrofloresta (ou floresta de alimentos) é um método agrícola que procura imitar a sucessão natural de espécies que ocorre nas florestas. Combina culturas alimentares com culturas florestais que não enriquecem apenas quem produz mas, também, todo o ecossistema. A ideia é que o homem deixe de lutar contra a Natureza, recorrendo a químicos e maquinaria pesada, passando a participar de forma harmoniosa nos processos naturais que têm sempre como objectivo o aumento da quantidade e qualidade de vida em todas as suas formas. A agricultura transforma-se numa actividade extremamente produtiva e variada, fonte de prazer e bem estar que para além de exigir pouco esforço de quem trabalha, é uma ferramenta de regeneração dos solos e do meio ambiente. É uma prática ideal para pequenos produtores e para soluções de auto-sustentabilidade. Nestes workshops orientados por Ernst vamos arregaçar as mangas e pôr as mãos na terra, vamos atrás do que funciona, do que gera recursos e vida. Não vamos falar de escassez, mas agir no caminho da abundância!
Vamos plantar uma Agrofloresta!

Os workshops de carácter essencialmente prático vão ser realizados na Quinta de Darei em Mangualde que dispõe de 150ha de reserva ecológica junto ao rio Dão e instalações de alojamento convertidas de um turismo rural.

Ernst Gotsch é um agricultor e pesquisador suíço que começou por trabalhar,nos anos 70, com melhoramento genético de plantas forrageiras. Esta pesquisa permitiu que concluísse que poderia obter melhores resultados na agricultura criando agro-ecosistemas que promovam uma lógica de cooperação entre as várias espécies vegetais. Em 1982 fixou-se no Brasil onde iniciou um projecto de recuperação de uma área de 500ha extremamente degradada. Desde 1993, depois de alcançar resultados extraordinários, tem-se dedicado ao ensino e transmissão dos seus métodos em todo o mundo.
Para mais informações sobre Ernst Gotsch e Argofloresta veja: TEXTOS e VÍDEOS.

Para inscrições e mais informações: www.sitiocoop.com

O Sítio é uma cooperativa dedicada ao desenvolvimento de economias locais.
Tem como grande objectivo contribuir para a criação, organização e transmissão de soluções que contribuam para que os indivíduos e comunidades possam gerir, de forma resiliente, livre e abundante a realidade que habitam.

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