16/03/11

Nota de Imprensa: N.º 001/11

Data: 16/MAR/2011

Assunto: Nova direcção no Núcleo Regional da Guarda da Quercus – A.N.C.N. (2011-2013)

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza – fundada a 31 de Outubro de 1985 tem por objectivos a conservação da natureza e a promoção de um ambiente equilibrado e da qualidade de vida das populações.

Uma das características da Quercus é a sua descentralização. De facto, existem Núcleos Regionais da Quercus espalhados um pouco por todo o País, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

O Núcleo Regional da Guarda criado em 1988 apresenta desde a sua fundação uma participação, dos seus dirigentes, baseada no voluntariado. A acção do Núcleo centra-se fundamentalmente no âmbito da Educação Ambiental, organizando e participando em colóquios, debates e seminários promovidos por escolas e outras entidades.

Anualmente realiza-se uma Assembleia de Núcleo onde é apresentado e discutido perante os seus sócios o relatório de actividades e contas do ano precedente e o plano de actividades para o ano seguinte. A última Assembleia de Núcleo decorreu a 19 de Fevereiro onde foi igualmente eleita a nova direcção do Núcleo Regional da Guarda da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza para o biénio 2011-2013.

A direcção é constituída por 4 dirigentes dos quais 3 se mantêm do mandato anterior distribuídos da seguinte forma.

Presidente: Ricardo Nabais

Tesoureiro: Bruno Almeida

Secretária: Maria João Caldeira

Suplente: André Santos

Para este ano, em que se assinala o Ano Internacional das Florestas, temos previsto a realização de passeios pela floresta dando particular destaque às árvores autóctones, como é o caso de Carvalhos, Sobreiros, Castanheiros.

Temos igualmente previsto dar mais atenção ao problema do rio Noéme, inscrevendo e acompanhando este no Projecto Rios, desenvolvido pela ASPEA.

Como vem sendo hábito nos últimos 2 anos prevemos a realização de actividades do Ciência Viva durante os meses de Verão.

Para mais informações contactar Ricardo Nabais, presidente do Núcleo, através do telemóvel 931 104 568 ou do e-mail: guarda@quercus.pt

Observação de Aves

15/03/11

Quercus diz que foram envenenados 30 lobos em cinco anos

José Bento Amaro
A Quercus identificou em Portugal, entre 2003 e 2008, 1240 animais que foram envenenados. Entre os animais mortos contam-se 30 lobos. Os responsáveis são, na maior parte dos casos, pequenos criadores de gado ou responsáveis pela exploração de reservas de caça. Em Castelo Branco, um juiz proferiu esta semana uma sentença quase inédita, ao aceitar uma providência cautelar contra uma empresa que terá sido responsável pela morte de uma águia-real.
Segundo disse ao PÚBLICO o dirigente da Quercus Samuel Infante, a empresa Raiatur, responsável pela caça turística em terrenos na zona do Rosmaninhal, Idanha-a-Nova, terá envenenado a águia em Junho de 2010. Uma equipa do SEPNA, da GNR, descobriu, alguns dias mais tarde, três iscos envenenados no terreno. Junto aos iscos encontravam-se três pombos mortos. Terão sido vítimas acidentais, tal como a águia-real, uma vez que o verdadeiro objectivo seria matar um casal de águias imperiais que possuem ninho na região. As aves de rapina alimentam-se, quase sempre, dos coelhos e perdizes caçados nas reservas.

A decisão judicial agora proferida só encontrou paralelo numa outra ocorrida há alguns anos na zona de Évora, segundo disse Samuel Infante, que salientou ainda “a importância de sensibilizar os magistrados para os crimes cometidos por envenenamento”. Não tendo sido possível apurar em tribunal que o veneno foi directamente colocado pelos responsáveis da empresa de caça, o juiz considerou, no entanto, que os mesmos tinham a obrigação de vigiar os terrenos e, desse modo, evitar a morte dos animais. A Raiatur foi assim considerada culpada por negligência.

Apesar da vitória obtida através da aceitação da providência cautelar contra a empresa de caça, as diligências nos tribunais não vão parar. A associação ambientalista já informou que pediu a suspensão da actividade da Raiatur através de um processo-crime que deu entrada no tribunal de Idanha-a-Nova. O PÙBLICO contactou telefonicamente um dos responsáveis da empresa que se limitou a dizer que não podia falar.

A par das participações efectuadas no Ministério Público – Samuel Infante diz que são às dezenas por todo o país – a Quercus tenta ainda, através do Programa Antídoto Portugal, sensibilizar as autoridades para a necessidade de se criarem mecanismos de controlo da venda de químicos agro-tóxicos, os quais são, normalmente, utilizados para matar animais.

“Em Espanha faz-se o registo de todas as vendas deste tipo de produtos para, desse modo, se poderem identificar os suspeitos de envenenamento”, adiantou Samuel Infante. “O programa Antídoto Portugal” fez um levantamento dos casos de envenenamento de animais entre 2003 e 2008. Nesse período apuraram-se 1240 mortes em 356 ocorrências. Estes números poderão, no entanto, ser apenas uma pequena amostra da realidade. Estudos efectuados em Espanha dizem que os valores identificados correspondem, apenas, a três ou quatro por cento das situações ocorridas”, salientou o dirigente do grupo ambientalista.

Os números relativos à situação portuguesa são relevantes, sobretudo quando a espécie em causa é protegida por lei e se encontra ameaçada de extinção. Os iscos envenenados encontrados no Rosmaninhal visavam a morte de águias imperiais, espécie de que só se conhecem três casais em Portugal. É, de resto, a sétima espécie mais ameaçada entre as aves de rapina.

Lobos vítimas de criadores 

No Norte do país, nas serras do Gerês e Montesinho, morreram envenenados, em cinco anos, 30 lobos. Neste caso os responsáveis são os criadores de vacas e garranos, que deixam os animais sozinhos durante semanas. "O Governo até concede subsídios para os criadores vítimas de ataques de lobos, mas como estes vêm tarde, as pessoas actuam por conta própria e envenenam os animais”, diz Samuel Infante.

A contabilidade negra dos envenenamentos de animais em Portugal não ocorre apenas no Minho e Trás-os-Montes, mas também na Beira Interior e no Alentejo. Nestas regiões encontraram-se cadáveres de, por exemplo, 20 cegonhas, cerca 70 abutres, 15 águias de asa redonda, três águias reais e 20 milhafres. 

“Os números dizem que 30 por cento das mortes são de animais domésticos, sobretudo de cães abandonados durante os períodos de caça. Depois há 12 por cento de envenenamento de espécies protegidas e as restantes relativas à morte de espécies cinegéticas”, conclui o responsável da Quercus.
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1484750

13/03/11

Campanha pelas Sementes Livres promovida por ONGA portuguesas


A Campanha pelas Sementes Livres está a ser pormovida pelas organizações não-governamentais Campo Aberto, GAIA, MPI, Plataforma Transgénicos Fora e Quercus e visa alertar para os perigos da privatização das sementes.

Na divulgação desta campanha é referido que sob o argumento de concorrência desleal e de protecção da saúde pública, a agro-indústria pretende que seja ilegalizada a prática de guardar e produzir sementes de variedades não registadas.

Segundo as organizações promotoras, “a crescente privatização das sementes constitui uma ameaça ao nosso património genético comum e à segurança alimentar. Os agricultores deixarão de poder guardar sementes e os criadores independentes deixam de poder melhorar variedades. Por consequência, não haverá nenhum incentivo para preservar variedades tradicionais e o mercado restringir-se-á a um espólio infinitamente mais reduzido de variedades comerciais, onde irão dominar, entre outras, as variedades transgénicas.”

Estas organizações alertam ainda que a “Comissão Europeia prepara-se para fazer aprovar uma 'lei das sementes' que irá limitar drasticamente a livre circulação de sementes, sobretudo as variedades tradicionais e potencialmente ilegalizar todas as variedades de plantas agrícolas não homologadas.”

Esta campanha apresenta ainda alguns pedidos:

“- O direito dos agricultores e horticultores à livre reprodução, guarda, troca e venda das suas sementes.
- A promoção da biodiversidade agrícola através da preservação das sementes de origem regional e biológica.
- A recuperação dos conhecimentos tradicionais e a cultura gastronómica local agrícolas.
- O fim às patentes sobre a vida e ao uso de organismos geneticamente modificados na agricultura e na alimentação.
- Uma nova política agrária que, em vez de apoiar a produção industrial intensiva e as monoculturas, promove a produção ecológica e biodiversa.”

A campanha pelas Sementes Livres ("Semear o futuro, colher a diversidade") é uma iniciativa que tem núcleos na maioria dos Estados-membros da União Europeia.

Este movimento junta diversos sectores da sociedade desde cidadãos comuns, agricultores, cientistas e ONG por toda a Europa que pretendem “alterar o rumo da agricultura na Europa, onde os modos de produção intensivos se sobrepõem cada vez mais às técnicas tradicionais e de pequena escala e onde as variedades agrícolas e as próprias sementes estão a ser retiradas dos pequenos produtores e entregues às mãos de grandes multinacionais.”

Esta campanha inclui ainda uma petição para manter as sementes livres que será entregue no Parlamento Europeu no dia 18 de Abril. Quem quiser participar poderá enviar e-mail para sementeslivres@gaia.org.pt.

Dias 17 e 18 de Abril são dias europeus da luta contra a privatização de sementes. Para saber mais informações visite o portal online http://www.seed-sovereignty.org/PT/.

http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=31824&bl=1

09/03/11

Ano Internacional das Florestas: Sensibilizar para a Importância dos Ecossistemas Florestais‏



A Assembleia-Geral das Nações Unidas designou 2011 para o Ano Internacional das Florestas, com o tema “Celebrating Forests for People ou “Florestas para Todos”.

O objectivo é a promoção da conservação das florestas em todo o mundo, assim como a sensibilização da população para a importância que as florestas desempenham no desenvolvimento sustentável global.

Em Portugal, é a Comissão Nacional da UNESCO que vai dinamizar a comemoração, em articulação com a Secretaria de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, existindo uma Comissão Executiva com diversas entidades da Administração e da sociedade civil onde a Quercus está representada.

A UNESCO efectuou a apresentação oficial do Ano Internacional das Florestas no passado dia 2 de Fevereiro, nas Nações Unidas, em Nova Iorque, em simultâneo em Portugal, no Centro de Ciência Viva para a Floresta, em Proença-a-Nova. Neste dia destacou-se uma apresentação do professor Jorge Paiva sobre biodiversidade florestal e foi também criado o site oficial das comemorações www.florestas2011.org.pt, onde existe informação sobre a agenda, com actividades previstas e documentos diversos sobre a importância da floresta.

As Florestas são essenciais ao equilíbrio dos ecossistemas e à vida humana: promovem a manutenção da biodiversidade, libertam oxigénio, armazenam o dióxido de carbono (principal gás com efeito de estufa), moderam as temperaturas, facilitam a infiltração da água no solo (e consequente reabastecimento dos lençóis subterrâneos ou aquíferos), fixam o solo e impedem a erosão. Estes serviços prestados pelo ecossistema constituem uma externalidade positiva da Floresta que deve ser valorizada, para que se possa evitar a sua destruição.

O problema das alterações climáticas confere actualmente à Floresta - devido essencialmente ao sequestro de carbono e produção de oxigénio - uma importância crucial no combate à crise ambiental global.

Em todo o Mundo tem havido uma diminuição acentuada da área ocupada pelas florestas naturais. Segundo a Greenpeace, 80% das florestas primárias (ou virgens) do planeta foram já degradadas ou destruídas.

Em Portugal, quase 40% da área do nosso território é ocupada por florestas, maioritariamente associada a monoculturas de pinheiro-bravo e eucalipto, mas também por montados de sobreiros e azinheiras protegidos, entre outros povoamentos florestais com reduzida expressão. Os carvalhais autóctones apenas ocupam 5% da área florestal e, apesar da sua importância ecológica, não têm qualquer estatuto de protecção, situação que devia ser alterada.

A Floresta representa também um papel relevante ao nível económico e social, sendo que actualmente representa quase 12 por cento das exportações portuguesas, entre as fileiras do eucalipto, do pinho e da cortiça.

Mas também existem diversas ameaças à floresta portuguesa, destacando-se os incêndios, doenças, pragas, expansão de invasoras lenhosas, as más práticas de gestão, o abandono do Mundo Rural e as alterações climáticas.

A desflorestação tem sido constante ao longo dos tempos, devido à reconversão de terrenos para a agricultura, a pastorícia, as monoculturas de eucalipto, à construção de estradas, fábricas, projectos imobiliários e barragens. Actualmente os agrocombustíveis são uma nova ameaça.

Torna-se fundamental melhorar o ordenamento florestal, com a promoção de uma floresta multifuncional, com espécies mais adaptadas ao clima e aos solos, como por exemplo os sobreiros, as azinheiras, os carvalhos, ou o freixo.

A Quercus tem promovido alguns projectos e acções com o objectivo de conservar as nossas florestas autóctones, os quais vão continuar neste Ano Internacional das Florestas, como as plantações do programa Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade, o programa de reciclagem de rolhas de cortiça – Green Cork, a Conservação dos Montados e a constituição de uma rede de Micro Reservas Biológicas, onde se destaca o Tejo Internacional e o restauro da floresta no Cabeço Santo; além destas iniciativas, estão a ser desenvolvidos projectos LIFE para a gestão de habitats e Conservação da Natureza.

As iniciativas do Ano Internacional das Florestas são mais uma forma de alertar a sociedade para a necessidade de efectuar uma gestão sustentável que vise a conservação de um ecossistema essencial para o planeta e para o bem-estar da Humanidade.

Domingos Patacho

Quercus

Março de 2011

QUERCUS E ÁGUAS DO RIBATEJO SENSIBILIZAM UTENTES NAS RÁDIOS

UMA GOTA PELO PLANETA APELA AO USO EFICIENTE DA ÁGUA

A ÁGUAS DO RIBATEJO e a QUERCUS apresentam diariamente a rubrica “Uma Gota Pelo Planeta” nas rádios IRIS FM (91.4 Mhz), MARINHAIS FM (102.5 Mhz), RÁDIO RCA RIBATEJO (104,Mhz e 96.9 Mhz), RÁDIO VOZ DO SORRAIA (94.7 Mhz).


Num minuto apenas, os representantes da QUERCUS, Francisco Ferreira e Ana Padrão Dias deixam boas ideias para reduzir o consumo de água e poupar o ambiente.


Este projecto resulta de uma parceria que a ÁGUAS DO RIBATEJO estabeleceu com a QUERCUS, no âmbito do projecto Ecocasa.


Pioneira nas rádios locais e regionais, esta rubrica produzida pela QUERCUS pretende alertar para pequenos gestos que contribuem de forma decisiva para a redução dos consumos de água, tendo em conta que a água é um bem precioso e não pode ser desperdiçado.


“Uma Gota pelo Planeta” é emitida várias vezes por dia, em horários de maior audiência para que possa atingir o maior número possível de utentes. Brevemente, a rubrica será disponibilizada também nos sites das respectivas rádios e no sítio da ÁGUAS DO RIBATEJO em www.aguasdoribatejo.com.


Esta é mais uma iniciativa no plano de sensibilização/formação que a ÁGUAS DO RIBATEJO está a desenvolver nos seis municípios que integram a empresa e que já se traduziu numa redução considerável do consumo de água traduzido numa poupança ambiental com benefício de todos, e uma vantagem económica com reflexo em cada um dos clientes.


“Uma Gota Pelo Planeta”… porque a água é um bem escasso e fundamental para a vida!


Lisboa, 9 de Março de 2011

08/03/11

Apresentação do livro "Era uma vez um urso do Gerês", 19 de Março, sábado, 17h


Vimos pela presente missiva informar que iremos proceder à apresentação do livro "Era uma vez um urso do Gerês" no sábado, dia 19 de Março, pelas 17 horas, na Livraria Capítulos Soltos, na Rua de Santo André, 93, em Braga, pela sua autora Cláudia Silva. Esta é uma obra cujos lucros revertem a favor dos projectos de conservação da biodiversidade, da Quercus.
A entrada é livre. Apareça.

05/03/11

Nota de Imprensa: Rubrica Minuto Verde completa 5 anos de emissão na próxima 2ª feira‏

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Minuto Verde completa 5 anos de emissão na próxima 2ª feira

Quercus já deu mais de 1270 conselhos ambientais aos portugueses

Na próxima segunda-feira, dia 7 de Março de 2011, celebram-se cinco anos de emissão da rubrica “Minuto Verde”, produzida pela Quercus e exibida no programa informativo das manhãs da RTP1, o Bom Dia Portugal. Até hoje, foram transmitidos mais de 1270 conselhos ambientais, num total de cerca de 21 horas de Minutos Verdes.

Com a duração exacta de 60 segundos, esta rubrica de sensibilização ambiental estreou-se a 6 de Março de 2006, resultando de uma parceria entre a Rádio e Televisão de Portugal e a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. O mesmo episódio é repetido três vezes durante o programa, ligeiramente antes das 8.00h, 9.00h e 10.00h, de modo a possibilitar a visualização durante as diferentes rotinas matinais dos portugueses.

Com o objectivo de informar e sensibilizar os cidadãos para a adopção de comportamentos com um menor impacto no ambiente, o Minuto Verde aborda áreas tão diversas como a energia, a água, o ar, a mobilidade, os resíduos ou a conservação da natureza. O formato curto, a linguagem prática, os cenários reais e a apresentação alternada entre três elementos – Francisco Ferreira, Sara Campos e Susana Fonseca - parecem convencer os telespectadores, que têm vindo também a aproximar-se das questões ambientais. Prova disso são as centenas de contactos telefónicos e mensagens de correio electrónico recebidos pela Quercus a propósito dos temas abordados na rubrica que, além da RTP1, é também transmitida na RTPN, RTP Internacional e RTP África.

Quase a iniciar o seu sexto ano de emissão, o Minuto Verde contabiliza já mais de 1270 conselhos ambientais desde o início, grande parte dos quais relacionados com temas domésticos, no sentido de promover uma gestão mais eficiente dos recursos (água, energia, resíduos). Outras áreas bastante abordadas são a mobilidade sustentável, o consumo responsável e a conservação da biodiversidade. De uma forma geral, cinco anos depois, os portugueses estão mais conscientes em relação às vantagens - ambientais, económicas e também sociais - de adoptar um estilo de vida com menor impacto no ambiente, adaptando os seus hábitos diários a essa nova consciência. Destaque-se também uma componente com cada vez mais peso nesta rubrica, que passa pela divulgação de espaços naturais do nosso país de elevado valor ecológico, seja em território continental, seja insular.

Após a emissão diária na televisão, todos os episódios ficam disponíveis, no próprio dia, para visualização online ou em videocast no sítio www.rtp.pt. Os telespectadores podem ainda colocar perguntas relativas à rubrica através do endereço de correio electrónico quercus@quercus.pt.

Lisboa, 4 de Março de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus
– Associação Nacional de Conservação da Natureza

Planta a Tua Floresta



O Sítio está a organizar dois workshops de Agrofloresta com Ernst Gotsch em Portugal (Mangualde, Viseu).

A Agrofloresta (ou floresta de alimentos) é um método agrícola que procura imitar a sucessão natural de espécies que ocorre nas florestas. Combina culturas alimentares com culturas florestais que não enriquecem apenas quem produz mas, também, todo o ecossistema. A ideia é que o homem deixe de lutar contra a Natureza, recorrendo a químicos e maquinaria pesada, passando a participar de forma harmoniosa nos processos naturais que têm sempre como objectivo o aumento da quantidade e qualidade de vida em todas as suas formas. A agricultura transforma-se numa actividade extremamente produtiva e variada, fonte de prazer e bem estar que para além de exigir pouco esforço de quem trabalha, é uma ferramenta de regeneração dos solos e do meio ambiente. É uma prática ideal para pequenos produtores e para soluções de auto-sustentabilidade. Nestes workshops orientados por Ernst vamos arregaçar as mangas e pôr as mãos na terra, vamos atrás do que funciona, do que gera recursos e vida. Não vamos falar de escassez, mas agir no caminho da abundância!
Vamos plantar uma Agrofloresta!

Os workshops de carácter essencialmente prático vão ser realizados na Quinta de Darei em Mangualde que dispõe de 150ha de reserva ecológica junto ao rio Dão e instalações de alojamento convertidas de um turismo rural.

Ernst Gotsch é um agricultor e pesquisador suíço que começou por trabalhar,nos anos 70, com melhoramento genético de plantas forrageiras. Esta pesquisa permitiu que concluísse que poderia obter melhores resultados na agricultura criando agro-ecosistemas que promovam uma lógica de cooperação entre as várias espécies vegetais. Em 1982 fixou-se no Brasil onde iniciou um projecto de recuperação de uma área de 500ha extremamente degradada. Desde 1993, depois de alcançar resultados extraordinários, tem-se dedicado ao ensino e transmissão dos seus métodos em todo o mundo.
Para mais informações sobre Ernst Gotsch e Argofloresta veja: TEXTOS e VÍDEOS.

Para inscrições e mais informações: www.sitiocoop.com

O Sítio é uma cooperativa dedicada ao desenvolvimento de economias locais.
Tem como grande objectivo contribuir para a criação, organização e transmissão de soluções que contribuam para que os indivíduos e comunidades possam gerir, de forma resiliente, livre e abundante a realidade que habitam.

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24/02/11

Observação de Aves



Hora
Sábado, 26 de Março · 10:00 - 16:30

Local
Capela de Santo André, Almofala e barragem Sta Maria de Aguiar, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda

Criado por

Mais informação
Número máximo de participantes: 10

Horas e ponto de encontro: 10 horas na entrada da aldeia de Almofala

O que levar: almoço volante, água, calçado e roupa adequada para pequenas caminhadas, chapéu, binóculos e guia de campo de aves

Objectivo: observar as aves que percorrem o vale escarpado do Rio Águeda e as aves aquáticas de interior, acrescentando as espécies que estão a regressar da migração

Guia : Eduardo Realinho
Preço:
Sócios grátis
Não sócios : 5 euros
Inscrições e informações: guarda@quercus.pt

23/02/11

Classificação de um carvalho-negral. Freguesia: Gonçalo; Concelho: Guarda.


Nos termos do parágrafo único, do artigo 1.º, do Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938, e do disposto no artigo 14.º, do Decreto-Lei n.º 159/2008, de 8 de Agosto, é classificada como árvore de interesse público, um Quercus pyrenacia Willd., árvore vulgarmente conhecida por carvalho-negral existente no local de Carvalho Grande, freguesia de Gonçalo, concelho da Guarda.

21/02/11

Lançamento do Livro «Linha Azul – A Luta Ambiental da Quercus»


25 Fevereiro - Lisboa
Não perca no próximo dia 25 de Fevereiro, 6ª feira, pelas 19 horas, o lançamento do livro «Linha Azul – A Luta Ambiental da Quercus», assinado por Hélder Spínola, presidente da Quercus entre 2003 e 2009, e editado pela Chiado Editora. Este romance, que faz a crónica de uma história de vinte e cinco anos da organização ambientalista mais activa em Portugal, será apresentado na Livraria Les Enfants Terribles, no cinema King, em Lisboa.
Lançamento do Livro
«Linha Azul - A Luta Ambiental da Quercus»

Data
Sexta-feira, 25 de Fevereiro às 19:00 horas

Local
Lisboa - Livraria Les Enfantes Terribles no cinema King, Rua Frei Miguel Contreiras, nº52-A (Ao lado do Teatro Maria Matos, junto à Avenida de Roma. Utilizar linha verde do metro e sair na estação Roma).

Sinopse
Aquele momento, que fazia perigar o Vale da Rosa, era o resultado de um processo que decorria há alguns anos, envolvendo governantes, autarcas, empresários e dirigentes de futebol. Uma autêntica mistura explosiva.

Pedro Silva, activista do Grupo de Intervenção da QUERCUS, conduz os seus amigos num conjunto atribulado de acções contra o derrube de sobreiros e a destruição de espaços naturais. Com a ajuda da GREENPEACE, tentam impedir a importação de madeiras ilegais provenientes da Amazónia, abordando um cargueiro no porto de Leixões e bloqueando uma fábrica de móveis em Vale de Cambra. Revisitando os momentos mais marcantes da história da QUERCUS e percorrendo Portugal até à ilha da Madeira, Pedro Silva cruza-se com as principais questões ambientais que marcaram o país nas últimas décadas. Nesse percurso, surgem questões e reflexões que se misturam com a dinâmica do Grupo de Intervenção e com as relações que se desenham entre as personagens. Numa contínua linha temporal, que percorre as últimas décadas e, por fim, dá um salto para o futuro, brevemente interrompida pela busca do passado, este romance faz a crónica de uma história de vinte e cinco anos da organização ambientalista mais activa em Portugal. Recria, de forma crítica, momentos reais que atormentaram profundamente a esperança de um percurso sustentável para Portugal e levanta a poeira que tende a assentar em torno de algumas polémicas ambientais.

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20/02/11

Nova direcção do Núcleo eleita ontem

Caros visitantes venho informar que o Núcleo da Guarda dispõem de uma nova direcção eleita ontem em assembleia de núcleo e tem a seguinte consituição.
Presidente : Ricardo Nabais
Tesoureiro : Bruno Almeida
Secretário: Maria Caldeira
Vogal : André Santos.

Bom fim de semana.

17/02/11

Comunicado Quercus | Alterações Climáticas: Efeitos para Portugal de meta de redução de 30%‏

   
Alterações climáticas

30% de redução de emissões poupariam em Portugal:
- 300 milhões de euros/ano na saúde e
- 1,3 mil milhões de euros no comércio de emissões

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial e o NOAA (National Oceanographic and Atmospheric Association), está provado que 2010 foi o ano mais quente desde que já registos de temperatura. De facto oito dos dez anos mais quentes ocorreram desde o ano 2000. No último ano (2010) e no início de 2011, o mundo e também Portugal (em particular na região Oeste e na Madeira), assistiu a um grande número de eventos extremos com elevados custos económicos e sociais.

A última Conferência em Cancún retomou o caminho negocial após o desaire de Copenhaga. Porém, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o ambiente, as actuais reduções assumidas ou prometidas, incluindo as da União europeia, ficam profundamente abaixo do que é necessário para limitar os piores impactes das alterações climáticas.

Em Maio de 2010 a Comissão Europeia investigou os efeitos de uma decisão unilateral de reduzir as emissões em 30% (para o período entre 1990 e 2020). Concluiu-se que tal decisão criaria empregos verdes e inovação, reduziria os custos de energia e a dependência externa existente, e mitigaria os problemas de saúde relacionados com a poluição do ar.

A Quercus divulga hoje um estudo da Rede Europeia de Acção Climática de que faz parte (consultável em www.quercus.pt), mostrando as evidências a favor da passagem de uma redução de 20% para 30% das emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020.


Principais conclusões do estudo

-      Aumentar as metas de redução de emissões de 20% para 30% custaria apenas entre 0.2% e 0.3% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo uma análise económica adicional feita recentemente pela Ecofys e outras entidades, uma meta de redução de 30% conduziria a ganhos de 10% até 2050, no que respeita ao nível do PIB. Isto mostra que a aposta numa acção climática forte é, neste momento, uma garantia para o futuro económico da Europa.

-      A actual meta europeia de 20% até 2020 está entre as mais “baratas” (em termos de percentagem do PIB), em comparação com o custo dos objectivos menos ambiciosos na maioria das grandes economias não europeias. Isto coloca sob uma nova perspectiva a necessidade das metas europeias serem as mais ambiciosas.

-      Devido ao colapso do preço do carbono, os governos europeus estão agora em risco de perder quase 70 mil milhões de euros em receitas (no período 2013-2020) decorrentes da venda em leilão das licenças de emissão.

-      Actualmente, as eco-indústrias europeias empregam cerca de 3,4 milhões de Equivalentes em Tempo Integral (FTE, na sigla em inglês), o que representa dez vezes mais em relação ao emprego directo assegurado pelo sector siderúrgico da União Europeia (UE) em 2007. Estes sectores representam 2,5% do PIB da UE, um peso significativamente maior do que a contribuição das indústrias europeias do aço (1,4% do PIB da UE). Além disso, as empresas europeias ocupam 30% das quotas de mercado globais das “indústrias” verdes. No que toca apenas ao sector das energias renováveis, estamos a falar de quase 40% das quotas de mercado a nível mundial.

-      Em 2005, o emprego directo e indirecto no sector europeu da energia renovável atingiu quase 1,4 milhões de postos de trabalho. Num cenário de 30% de redução, é esperado um acréscimo substancial a esta soma. Segundo a Comissão Europeia, seria um aumento na ordem dos 2 milhões de postos de trabalho directos e indirectos até 2020.

-      Nos sectores do aço, do cimento e do papel, existem tecnologias que são capazes de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa  (GEE) em 80% ou mais. A maior parte dessas tecnologias estão agora em fase piloto ou perto de ser aplicadas em projectos demonstrativos de pequena escala, esperando-se que atinjam a maturidade comercial nos próximos 10 a 20 anos.

-      Segundo a Comissão Europeia, a mudança para uma meta doméstica de redução de 30%  traduzir-se-ia numa poupança em termos de importações de petróleo e gás na ordem dos 14,1 mil milhões de euros por ano até 2020. A poupança total, em comparação com o cenário de referência, ascende aos 45,5 mil milhões de euros. Estes valores estão provavelmente subestimados, uma vez que são calculados tendo em consideração um preço de importação do petróleo bruto de 88,4 dólares por barril em 2020, enquanto agora, num período de recuperação económica, esse custo já está acima dos 90 dólares por barril e em tendência crescente.


Impactes em Portugal – perda de receitas no comércio de emissões e custos para a saúde

Há um importante efeito económico colateral ao reduzir as emissões actuais e projectadas na sequência da crise económica. Em 2008, a Comissão Europeia esperava um preço de licenças de emissão do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) de cerca de € 30 por tonelada de CO2 até 2020, num cenário de  redução de 20%. Em 2010, devido às novas circunstâncias económicas, o preço esperado de carbono foi praticamente reduzido para metade. Os governos europeus estão agora em risco de perder quase 70 mil milhões de euros em  receitas (no período 2013-2020) a partir do leilão das licenças de emissão devido a este colapso do preço do carbono.
Para Portugal, está em jogo uma perda de receita de 1,3 mil milhões de euros no período entre 2013 e 2020. Apenas criando mais escassez no CELE, os governos conseguiriam recuperar essas potenciais perdas potenciais. Isto requer uma mudança para uma meta de redução de 30%. Segundo a Comissão Europeia, é necessário um corte de 1,4 gigatoneladas nas licenças de emissão para os sectores industriais do CELE, no período 2013-2020, para tornar o montante de emissões no mercado coerente com uma meta de redução de 30%. Um tal corte iria, ao mesmo tempo, restaurar a receitas de leilões esperadas para os governos da UE.

A Aliança Saúde e Ambiente (HEAL, na sigla em inglês) e Saúde sem Danos – Europa (HCWHE, na sigla em inglês) estimam que os benefícios máximos adicionais de subir a meta de redução de 20% para 30% variam entre 14,6 e 30,5 mil milhões de euros por ano até 2050. Se incluirmos os benefícios para a saúde de uma melhor qualidade do ar nos custos para atingir as metas europeias até 2020, um objectivo de redução de 30% torna-se ainda mais atraente em termos de benefícios para a Europa. Para Portugal a poupança nos custos de saúde atingiria os 300 milhões de euros por ano.


Quercus quer que Governo Português apoie decisão da UE para meta de 30%

A Quercus considera indispensável que o Governo Português clarifique a sua posição, anunciando se concorda com o estabelecimento desta nova meta e se irá, à semelhança de países como a Espanha, França ou Reino Unido, defender activamente este passo decisivo da União Europeia em prol do ambiente, da economia, dos benefícios sociais alcançáveis e ainda da redução das consequências negativas decorrentes das alterações climáticas.

Lisboa, 17 de Fevereiro de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

06/02/11

Terceira edição do Geração Depositrão arranca hoje na Guarda

Cerca de 192 mil alunos de meio milhar de escolas vão participar na terceira edição do Geração Depositrão, um projecto que promove a recolha de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos e que arranca hoje no Teatro Municipal da Guarda.

A cerimónia está integrada no seminário nacional Eco-Escolas 2010 e, como nas últimas duas edições, será promovida pela ERP Portugal, entidade gestora de resíduos e que integra a European Recycling Platform.

Consulte também o projecto Escola Electrão.

A grande novidade desta edição é a introdução da recolha dos resíduos de pilhas e acumulares. Por outro lado, o projecto vai alargar o seu âmbito, passando a incluir, além das escolas EB1, as escolas básicas do segundo e terceiro ciclos (EB 2/3) e as escolas secundárias e profissionais que integram a rede Eco-Escolas.

Na edição de 2009/2010, a Geração Depositrão recolheu 42.351 kgs de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos em cerca de 319 Eco-Escolas. No ano anterior tinham sido recolhidos 32 mil quilos de antigos equipamentos eléctricos e electrónicos e participado 134 escolas.

Esta terceira edição vai chegar a escolas de todo o País (Açores, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana da Castelo, Vila Real e Madeira) e contará com a participação de 400 professores. Os vencedores do concurso receberão equipamentos eléctricos e electrónicos e bicicletas.

Este projecto tem como principal objectivo introduzir o tema dos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos e dos resíduos de pilhas e acumuladores, no programa das escolas, através de trabalhos e actividades desenvolvidas em conjunto com alunos e professores, assim como proceder à colocação de um Depositrão (o contentor de recolha) nas escolas aderentes. In greensavers.pt

01/02/11

Quercus Comunicado: Descargas de resíduos no Covão do Coelho Ministério do Ambiente incapaz de resolver problema‏

Descargas de resíduos no Covão do Coelho

Ministério do Ambiente

incapaz de resolver problema

A situação de descargas ilegais de resíduos industriais no Covão do Coelho, em Alcanena, que motivou no dia 15 de Outubro de 2009 uma denúncia da Quercus ao Ministério do Ambiente, continua por resolver.

Os resíduos industriais provenientes da central térmica da EDP-Bioeléctrica que foram descarregados naquele local pela empresa Poderinova ainda não foram removidos, podendo estar a originar poluição de águas subterrâneas na Serra de Aire e Candeeiros.

O Secretário de Estado do Ambiente tem-se mostrado incapaz de resolver o problema, apesar de estar a par da situação quer através das diversas denúncias da Quercus, quer através das notícias veiculadas na comunicação social ou ainda dos alertas feitos pela Câmara Municipal de Alcanena.

Ver fotos do local e última denúncia da Quercus em:

http://www.quercus.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/DocSite2476.pdf

Esta situação de total impunidade, permitiu que no mesmo local também fossem depositados recentemente resíduos de construção e demolição (entulhos).

O relatório final elaborado pela Inspecção Geral do Ambiente e Ordenamento do Território (IGAOT), na sequência da denúncia da Quercus, referia incrivelmente que os resíduos já tinham sido retirados, quando estes estão bem à vista para quem visitar o local.

Os poucos resíduos que foram removidos foram depositados ilegalmente num terreno a escassas centenas de metros de distância.

A grande maioria dos resíduos, no entanto, não foi removida, encontrando-se tapada por uma camada de terra e suportada por um muro composto por grandes pedras, sendo facilmente visível a saída desses resíduos através dos espaços entre as pedras em virtude do seu arrastamento pelas águas da chuva.

O enorme desfasamento entre o que foi escrito no relatório final da IGAOT e a realidade que se observa no terreno levanta muitas questões sobre a forma como o mesmo foi elaborado e deveria levar a Secretaria de Estado do Ambiente a averiguar internamente como é que esta situação foi possível.

A Quercus disponibilizou-se junto do Secretário de Estado do Ambiente para se deslocar ao local em conjunto com os inspectores da IGAOT, mas essa sugestão foi recusada.

Numa altura em que a Sr.ª Ministra do Ambiente tem vindo a elogiar as acções inspectivas daquele ministério na área dos resíduos, a situação do Covão do Coelho vem desmentir claramente essa visão.

Por outro lado, a incapacidade demonstrada pelos diversos serviços do Ministério do Ambiente para resolver esta situação está a custar muito dinheiro ao Estado que não recebe assim várias dezenas de milhares de euros, passíveis de obter através da Taxa de Gestão de Resíduos, do IRC e do IVA, caso os resíduos fossem encaminhados para empresas de tratamento devidamente licenciadas.

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Lisboa, 01 de Fevereiro de 2011