09/03/11

QUERCUS E ÁGUAS DO RIBATEJO SENSIBILIZAM UTENTES NAS RÁDIOS

UMA GOTA PELO PLANETA APELA AO USO EFICIENTE DA ÁGUA

A ÁGUAS DO RIBATEJO e a QUERCUS apresentam diariamente a rubrica “Uma Gota Pelo Planeta” nas rádios IRIS FM (91.4 Mhz), MARINHAIS FM (102.5 Mhz), RÁDIO RCA RIBATEJO (104,Mhz e 96.9 Mhz), RÁDIO VOZ DO SORRAIA (94.7 Mhz).


Num minuto apenas, os representantes da QUERCUS, Francisco Ferreira e Ana Padrão Dias deixam boas ideias para reduzir o consumo de água e poupar o ambiente.


Este projecto resulta de uma parceria que a ÁGUAS DO RIBATEJO estabeleceu com a QUERCUS, no âmbito do projecto Ecocasa.


Pioneira nas rádios locais e regionais, esta rubrica produzida pela QUERCUS pretende alertar para pequenos gestos que contribuem de forma decisiva para a redução dos consumos de água, tendo em conta que a água é um bem precioso e não pode ser desperdiçado.


“Uma Gota pelo Planeta” é emitida várias vezes por dia, em horários de maior audiência para que possa atingir o maior número possível de utentes. Brevemente, a rubrica será disponibilizada também nos sites das respectivas rádios e no sítio da ÁGUAS DO RIBATEJO em www.aguasdoribatejo.com.


Esta é mais uma iniciativa no plano de sensibilização/formação que a ÁGUAS DO RIBATEJO está a desenvolver nos seis municípios que integram a empresa e que já se traduziu numa redução considerável do consumo de água traduzido numa poupança ambiental com benefício de todos, e uma vantagem económica com reflexo em cada um dos clientes.


“Uma Gota Pelo Planeta”… porque a água é um bem escasso e fundamental para a vida!


Lisboa, 9 de Março de 2011

08/03/11

Apresentação do livro "Era uma vez um urso do Gerês", 19 de Março, sábado, 17h


Vimos pela presente missiva informar que iremos proceder à apresentação do livro "Era uma vez um urso do Gerês" no sábado, dia 19 de Março, pelas 17 horas, na Livraria Capítulos Soltos, na Rua de Santo André, 93, em Braga, pela sua autora Cláudia Silva. Esta é uma obra cujos lucros revertem a favor dos projectos de conservação da biodiversidade, da Quercus.
A entrada é livre. Apareça.

05/03/11

Nota de Imprensa: Rubrica Minuto Verde completa 5 anos de emissão na próxima 2ª feira‏

logo_quercus_normal 120.jpg

Minuto Verde completa 5 anos de emissão na próxima 2ª feira

Quercus já deu mais de 1270 conselhos ambientais aos portugueses

Na próxima segunda-feira, dia 7 de Março de 2011, celebram-se cinco anos de emissão da rubrica “Minuto Verde”, produzida pela Quercus e exibida no programa informativo das manhãs da RTP1, o Bom Dia Portugal. Até hoje, foram transmitidos mais de 1270 conselhos ambientais, num total de cerca de 21 horas de Minutos Verdes.

Com a duração exacta de 60 segundos, esta rubrica de sensibilização ambiental estreou-se a 6 de Março de 2006, resultando de uma parceria entre a Rádio e Televisão de Portugal e a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza. O mesmo episódio é repetido três vezes durante o programa, ligeiramente antes das 8.00h, 9.00h e 10.00h, de modo a possibilitar a visualização durante as diferentes rotinas matinais dos portugueses.

Com o objectivo de informar e sensibilizar os cidadãos para a adopção de comportamentos com um menor impacto no ambiente, o Minuto Verde aborda áreas tão diversas como a energia, a água, o ar, a mobilidade, os resíduos ou a conservação da natureza. O formato curto, a linguagem prática, os cenários reais e a apresentação alternada entre três elementos – Francisco Ferreira, Sara Campos e Susana Fonseca - parecem convencer os telespectadores, que têm vindo também a aproximar-se das questões ambientais. Prova disso são as centenas de contactos telefónicos e mensagens de correio electrónico recebidos pela Quercus a propósito dos temas abordados na rubrica que, além da RTP1, é também transmitida na RTPN, RTP Internacional e RTP África.

Quase a iniciar o seu sexto ano de emissão, o Minuto Verde contabiliza já mais de 1270 conselhos ambientais desde o início, grande parte dos quais relacionados com temas domésticos, no sentido de promover uma gestão mais eficiente dos recursos (água, energia, resíduos). Outras áreas bastante abordadas são a mobilidade sustentável, o consumo responsável e a conservação da biodiversidade. De uma forma geral, cinco anos depois, os portugueses estão mais conscientes em relação às vantagens - ambientais, económicas e também sociais - de adoptar um estilo de vida com menor impacto no ambiente, adaptando os seus hábitos diários a essa nova consciência. Destaque-se também uma componente com cada vez mais peso nesta rubrica, que passa pela divulgação de espaços naturais do nosso país de elevado valor ecológico, seja em território continental, seja insular.

Após a emissão diária na televisão, todos os episódios ficam disponíveis, no próprio dia, para visualização online ou em videocast no sítio www.rtp.pt. Os telespectadores podem ainda colocar perguntas relativas à rubrica através do endereço de correio electrónico quercus@quercus.pt.

Lisboa, 4 de Março de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus
– Associação Nacional de Conservação da Natureza

Planta a Tua Floresta



O Sítio está a organizar dois workshops de Agrofloresta com Ernst Gotsch em Portugal (Mangualde, Viseu).

A Agrofloresta (ou floresta de alimentos) é um método agrícola que procura imitar a sucessão natural de espécies que ocorre nas florestas. Combina culturas alimentares com culturas florestais que não enriquecem apenas quem produz mas, também, todo o ecossistema. A ideia é que o homem deixe de lutar contra a Natureza, recorrendo a químicos e maquinaria pesada, passando a participar de forma harmoniosa nos processos naturais que têm sempre como objectivo o aumento da quantidade e qualidade de vida em todas as suas formas. A agricultura transforma-se numa actividade extremamente produtiva e variada, fonte de prazer e bem estar que para além de exigir pouco esforço de quem trabalha, é uma ferramenta de regeneração dos solos e do meio ambiente. É uma prática ideal para pequenos produtores e para soluções de auto-sustentabilidade. Nestes workshops orientados por Ernst vamos arregaçar as mangas e pôr as mãos na terra, vamos atrás do que funciona, do que gera recursos e vida. Não vamos falar de escassez, mas agir no caminho da abundância!
Vamos plantar uma Agrofloresta!

Os workshops de carácter essencialmente prático vão ser realizados na Quinta de Darei em Mangualde que dispõe de 150ha de reserva ecológica junto ao rio Dão e instalações de alojamento convertidas de um turismo rural.

Ernst Gotsch é um agricultor e pesquisador suíço que começou por trabalhar,nos anos 70, com melhoramento genético de plantas forrageiras. Esta pesquisa permitiu que concluísse que poderia obter melhores resultados na agricultura criando agro-ecosistemas que promovam uma lógica de cooperação entre as várias espécies vegetais. Em 1982 fixou-se no Brasil onde iniciou um projecto de recuperação de uma área de 500ha extremamente degradada. Desde 1993, depois de alcançar resultados extraordinários, tem-se dedicado ao ensino e transmissão dos seus métodos em todo o mundo.
Para mais informações sobre Ernst Gotsch e Argofloresta veja: TEXTOS e VÍDEOS.

Para inscrições e mais informações: www.sitiocoop.com

O Sítio é uma cooperativa dedicada ao desenvolvimento de economias locais.
Tem como grande objectivo contribuir para a criação, organização e transmissão de soluções que contribuam para que os indivíduos e comunidades possam gerir, de forma resiliente, livre e abundante a realidade que habitam.

logo.jpg

24/02/11

Observação de Aves



Hora
Sábado, 26 de Março · 10:00 - 16:30

Local
Capela de Santo André, Almofala e barragem Sta Maria de Aguiar, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda

Criado por

Mais informação
Número máximo de participantes: 10

Horas e ponto de encontro: 10 horas na entrada da aldeia de Almofala

O que levar: almoço volante, água, calçado e roupa adequada para pequenas caminhadas, chapéu, binóculos e guia de campo de aves

Objectivo: observar as aves que percorrem o vale escarpado do Rio Águeda e as aves aquáticas de interior, acrescentando as espécies que estão a regressar da migração

Guia : Eduardo Realinho
Preço:
Sócios grátis
Não sócios : 5 euros
Inscrições e informações: guarda@quercus.pt

23/02/11

Classificação de um carvalho-negral. Freguesia: Gonçalo; Concelho: Guarda.


Nos termos do parágrafo único, do artigo 1.º, do Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938, e do disposto no artigo 14.º, do Decreto-Lei n.º 159/2008, de 8 de Agosto, é classificada como árvore de interesse público, um Quercus pyrenacia Willd., árvore vulgarmente conhecida por carvalho-negral existente no local de Carvalho Grande, freguesia de Gonçalo, concelho da Guarda.

21/02/11

Lançamento do Livro «Linha Azul – A Luta Ambiental da Quercus»


25 Fevereiro - Lisboa
Não perca no próximo dia 25 de Fevereiro, 6ª feira, pelas 19 horas, o lançamento do livro «Linha Azul – A Luta Ambiental da Quercus», assinado por Hélder Spínola, presidente da Quercus entre 2003 e 2009, e editado pela Chiado Editora. Este romance, que faz a crónica de uma história de vinte e cinco anos da organização ambientalista mais activa em Portugal, será apresentado na Livraria Les Enfants Terribles, no cinema King, em Lisboa.
Lançamento do Livro
«Linha Azul - A Luta Ambiental da Quercus»

Data
Sexta-feira, 25 de Fevereiro às 19:00 horas

Local
Lisboa - Livraria Les Enfantes Terribles no cinema King, Rua Frei Miguel Contreiras, nº52-A (Ao lado do Teatro Maria Matos, junto à Avenida de Roma. Utilizar linha verde do metro e sair na estação Roma).

Sinopse
Aquele momento, que fazia perigar o Vale da Rosa, era o resultado de um processo que decorria há alguns anos, envolvendo governantes, autarcas, empresários e dirigentes de futebol. Uma autêntica mistura explosiva.

Pedro Silva, activista do Grupo de Intervenção da QUERCUS, conduz os seus amigos num conjunto atribulado de acções contra o derrube de sobreiros e a destruição de espaços naturais. Com a ajuda da GREENPEACE, tentam impedir a importação de madeiras ilegais provenientes da Amazónia, abordando um cargueiro no porto de Leixões e bloqueando uma fábrica de móveis em Vale de Cambra. Revisitando os momentos mais marcantes da história da QUERCUS e percorrendo Portugal até à ilha da Madeira, Pedro Silva cruza-se com as principais questões ambientais que marcaram o país nas últimas décadas. Nesse percurso, surgem questões e reflexões que se misturam com a dinâmica do Grupo de Intervenção e com as relações que se desenham entre as personagens. Numa contínua linha temporal, que percorre as últimas décadas e, por fim, dá um salto para o futuro, brevemente interrompida pela busca do passado, este romance faz a crónica de uma história de vinte e cinco anos da organização ambientalista mais activa em Portugal. Recria, de forma crítica, momentos reais que atormentaram profundamente a esperança de um percurso sustentável para Portugal e levanta a poeira que tende a assentar em torno de algumas polémicas ambientais.

/

20/02/11

Nova direcção do Núcleo eleita ontem

Caros visitantes venho informar que o Núcleo da Guarda dispõem de uma nova direcção eleita ontem em assembleia de núcleo e tem a seguinte consituição.
Presidente : Ricardo Nabais
Tesoureiro : Bruno Almeida
Secretário: Maria Caldeira
Vogal : André Santos.

Bom fim de semana.

17/02/11

Comunicado Quercus | Alterações Climáticas: Efeitos para Portugal de meta de redução de 30%‏

   
Alterações climáticas

30% de redução de emissões poupariam em Portugal:
- 300 milhões de euros/ano na saúde e
- 1,3 mil milhões de euros no comércio de emissões

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial e o NOAA (National Oceanographic and Atmospheric Association), está provado que 2010 foi o ano mais quente desde que já registos de temperatura. De facto oito dos dez anos mais quentes ocorreram desde o ano 2000. No último ano (2010) e no início de 2011, o mundo e também Portugal (em particular na região Oeste e na Madeira), assistiu a um grande número de eventos extremos com elevados custos económicos e sociais.

A última Conferência em Cancún retomou o caminho negocial após o desaire de Copenhaga. Porém, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o ambiente, as actuais reduções assumidas ou prometidas, incluindo as da União europeia, ficam profundamente abaixo do que é necessário para limitar os piores impactes das alterações climáticas.

Em Maio de 2010 a Comissão Europeia investigou os efeitos de uma decisão unilateral de reduzir as emissões em 30% (para o período entre 1990 e 2020). Concluiu-se que tal decisão criaria empregos verdes e inovação, reduziria os custos de energia e a dependência externa existente, e mitigaria os problemas de saúde relacionados com a poluição do ar.

A Quercus divulga hoje um estudo da Rede Europeia de Acção Climática de que faz parte (consultável em www.quercus.pt), mostrando as evidências a favor da passagem de uma redução de 20% para 30% das emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020.


Principais conclusões do estudo

-      Aumentar as metas de redução de emissões de 20% para 30% custaria apenas entre 0.2% e 0.3% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo uma análise económica adicional feita recentemente pela Ecofys e outras entidades, uma meta de redução de 30% conduziria a ganhos de 10% até 2050, no que respeita ao nível do PIB. Isto mostra que a aposta numa acção climática forte é, neste momento, uma garantia para o futuro económico da Europa.

-      A actual meta europeia de 20% até 2020 está entre as mais “baratas” (em termos de percentagem do PIB), em comparação com o custo dos objectivos menos ambiciosos na maioria das grandes economias não europeias. Isto coloca sob uma nova perspectiva a necessidade das metas europeias serem as mais ambiciosas.

-      Devido ao colapso do preço do carbono, os governos europeus estão agora em risco de perder quase 70 mil milhões de euros em receitas (no período 2013-2020) decorrentes da venda em leilão das licenças de emissão.

-      Actualmente, as eco-indústrias europeias empregam cerca de 3,4 milhões de Equivalentes em Tempo Integral (FTE, na sigla em inglês), o que representa dez vezes mais em relação ao emprego directo assegurado pelo sector siderúrgico da União Europeia (UE) em 2007. Estes sectores representam 2,5% do PIB da UE, um peso significativamente maior do que a contribuição das indústrias europeias do aço (1,4% do PIB da UE). Além disso, as empresas europeias ocupam 30% das quotas de mercado globais das “indústrias” verdes. No que toca apenas ao sector das energias renováveis, estamos a falar de quase 40% das quotas de mercado a nível mundial.

-      Em 2005, o emprego directo e indirecto no sector europeu da energia renovável atingiu quase 1,4 milhões de postos de trabalho. Num cenário de 30% de redução, é esperado um acréscimo substancial a esta soma. Segundo a Comissão Europeia, seria um aumento na ordem dos 2 milhões de postos de trabalho directos e indirectos até 2020.

-      Nos sectores do aço, do cimento e do papel, existem tecnologias que são capazes de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa  (GEE) em 80% ou mais. A maior parte dessas tecnologias estão agora em fase piloto ou perto de ser aplicadas em projectos demonstrativos de pequena escala, esperando-se que atinjam a maturidade comercial nos próximos 10 a 20 anos.

-      Segundo a Comissão Europeia, a mudança para uma meta doméstica de redução de 30%  traduzir-se-ia numa poupança em termos de importações de petróleo e gás na ordem dos 14,1 mil milhões de euros por ano até 2020. A poupança total, em comparação com o cenário de referência, ascende aos 45,5 mil milhões de euros. Estes valores estão provavelmente subestimados, uma vez que são calculados tendo em consideração um preço de importação do petróleo bruto de 88,4 dólares por barril em 2020, enquanto agora, num período de recuperação económica, esse custo já está acima dos 90 dólares por barril e em tendência crescente.


Impactes em Portugal – perda de receitas no comércio de emissões e custos para a saúde

Há um importante efeito económico colateral ao reduzir as emissões actuais e projectadas na sequência da crise económica. Em 2008, a Comissão Europeia esperava um preço de licenças de emissão do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) de cerca de € 30 por tonelada de CO2 até 2020, num cenário de  redução de 20%. Em 2010, devido às novas circunstâncias económicas, o preço esperado de carbono foi praticamente reduzido para metade. Os governos europeus estão agora em risco de perder quase 70 mil milhões de euros em  receitas (no período 2013-2020) a partir do leilão das licenças de emissão devido a este colapso do preço do carbono.
Para Portugal, está em jogo uma perda de receita de 1,3 mil milhões de euros no período entre 2013 e 2020. Apenas criando mais escassez no CELE, os governos conseguiriam recuperar essas potenciais perdas potenciais. Isto requer uma mudança para uma meta de redução de 30%. Segundo a Comissão Europeia, é necessário um corte de 1,4 gigatoneladas nas licenças de emissão para os sectores industriais do CELE, no período 2013-2020, para tornar o montante de emissões no mercado coerente com uma meta de redução de 30%. Um tal corte iria, ao mesmo tempo, restaurar a receitas de leilões esperadas para os governos da UE.

A Aliança Saúde e Ambiente (HEAL, na sigla em inglês) e Saúde sem Danos – Europa (HCWHE, na sigla em inglês) estimam que os benefícios máximos adicionais de subir a meta de redução de 20% para 30% variam entre 14,6 e 30,5 mil milhões de euros por ano até 2050. Se incluirmos os benefícios para a saúde de uma melhor qualidade do ar nos custos para atingir as metas europeias até 2020, um objectivo de redução de 30% torna-se ainda mais atraente em termos de benefícios para a Europa. Para Portugal a poupança nos custos de saúde atingiria os 300 milhões de euros por ano.


Quercus quer que Governo Português apoie decisão da UE para meta de 30%

A Quercus considera indispensável que o Governo Português clarifique a sua posição, anunciando se concorda com o estabelecimento desta nova meta e se irá, à semelhança de países como a Espanha, França ou Reino Unido, defender activamente este passo decisivo da União Europeia em prol do ambiente, da economia, dos benefícios sociais alcançáveis e ainda da redução das consequências negativas decorrentes das alterações climáticas.

Lisboa, 17 de Fevereiro de 2011

A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

06/02/11

Terceira edição do Geração Depositrão arranca hoje na Guarda

Cerca de 192 mil alunos de meio milhar de escolas vão participar na terceira edição do Geração Depositrão, um projecto que promove a recolha de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos e que arranca hoje no Teatro Municipal da Guarda.

A cerimónia está integrada no seminário nacional Eco-Escolas 2010 e, como nas últimas duas edições, será promovida pela ERP Portugal, entidade gestora de resíduos e que integra a European Recycling Platform.

Consulte também o projecto Escola Electrão.

A grande novidade desta edição é a introdução da recolha dos resíduos de pilhas e acumulares. Por outro lado, o projecto vai alargar o seu âmbito, passando a incluir, além das escolas EB1, as escolas básicas do segundo e terceiro ciclos (EB 2/3) e as escolas secundárias e profissionais que integram a rede Eco-Escolas.

Na edição de 2009/2010, a Geração Depositrão recolheu 42.351 kgs de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos em cerca de 319 Eco-Escolas. No ano anterior tinham sido recolhidos 32 mil quilos de antigos equipamentos eléctricos e electrónicos e participado 134 escolas.

Esta terceira edição vai chegar a escolas de todo o País (Açores, Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana da Castelo, Vila Real e Madeira) e contará com a participação de 400 professores. Os vencedores do concurso receberão equipamentos eléctricos e electrónicos e bicicletas.

Este projecto tem como principal objectivo introduzir o tema dos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos e dos resíduos de pilhas e acumuladores, no programa das escolas, através de trabalhos e actividades desenvolvidas em conjunto com alunos e professores, assim como proceder à colocação de um Depositrão (o contentor de recolha) nas escolas aderentes. In greensavers.pt

01/02/11

Quercus Comunicado: Descargas de resíduos no Covão do Coelho Ministério do Ambiente incapaz de resolver problema‏

Descargas de resíduos no Covão do Coelho

Ministério do Ambiente

incapaz de resolver problema

A situação de descargas ilegais de resíduos industriais no Covão do Coelho, em Alcanena, que motivou no dia 15 de Outubro de 2009 uma denúncia da Quercus ao Ministério do Ambiente, continua por resolver.

Os resíduos industriais provenientes da central térmica da EDP-Bioeléctrica que foram descarregados naquele local pela empresa Poderinova ainda não foram removidos, podendo estar a originar poluição de águas subterrâneas na Serra de Aire e Candeeiros.

O Secretário de Estado do Ambiente tem-se mostrado incapaz de resolver o problema, apesar de estar a par da situação quer através das diversas denúncias da Quercus, quer através das notícias veiculadas na comunicação social ou ainda dos alertas feitos pela Câmara Municipal de Alcanena.

Ver fotos do local e última denúncia da Quercus em:

http://www.quercus.pt/xFiles/scContentDeployer_pt/docs/DocSite2476.pdf

Esta situação de total impunidade, permitiu que no mesmo local também fossem depositados recentemente resíduos de construção e demolição (entulhos).

O relatório final elaborado pela Inspecção Geral do Ambiente e Ordenamento do Território (IGAOT), na sequência da denúncia da Quercus, referia incrivelmente que os resíduos já tinham sido retirados, quando estes estão bem à vista para quem visitar o local.

Os poucos resíduos que foram removidos foram depositados ilegalmente num terreno a escassas centenas de metros de distância.

A grande maioria dos resíduos, no entanto, não foi removida, encontrando-se tapada por uma camada de terra e suportada por um muro composto por grandes pedras, sendo facilmente visível a saída desses resíduos através dos espaços entre as pedras em virtude do seu arrastamento pelas águas da chuva.

O enorme desfasamento entre o que foi escrito no relatório final da IGAOT e a realidade que se observa no terreno levanta muitas questões sobre a forma como o mesmo foi elaborado e deveria levar a Secretaria de Estado do Ambiente a averiguar internamente como é que esta situação foi possível.

A Quercus disponibilizou-se junto do Secretário de Estado do Ambiente para se deslocar ao local em conjunto com os inspectores da IGAOT, mas essa sugestão foi recusada.

Numa altura em que a Sr.ª Ministra do Ambiente tem vindo a elogiar as acções inspectivas daquele ministério na área dos resíduos, a situação do Covão do Coelho vem desmentir claramente essa visão.

Por outro lado, a incapacidade demonstrada pelos diversos serviços do Ministério do Ambiente para resolver esta situação está a custar muito dinheiro ao Estado que não recebe assim várias dezenas de milhares de euros, passíveis de obter através da Taxa de Gestão de Resíduos, do IRC e do IVA, caso os resíduos fossem encaminhados para empresas de tratamento devidamente licenciadas.

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Lisboa, 01 de Fevereiro de 2011

25/01/11

Comunicado Quercus - IC33 Grândola - Évora ameaça montados de sobro e azinho





Novo lanço do IC33 ameaça montados de sobro e azinho


Termina hoje o período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental do IC33 – Grândola (A2) / Évora (IP2), no qual a Quercus participou, alertando para os elevados impactes desta nova via rápida que a ser aprovada vai ao longo dos seus 70 km destruir vastas áreas de montado de sobro e azinho, afectando áreas condicionadas para protecção dos recursos hídrico e uma área de habitats importante para a conservação de aves ameaçadas.

O lanço do IC33 – Grândola (A2) / Évora (IP2) está previsto no Plano Rodoviário Nacional 2000, sendo mais uma das obras públicas desnecessárias que foram planeadas fora do contexto de crise financeira, carecendo esse Plano de ser ajustado face às efectivas necessidades socioeconómicas da região e do país.

A Quercus considera que não é aceitável que a entidade proponente do projecto, seja a própria entidade licenciadora (Estradas de Portugal, Sociedade Anónima), pois este processo deveria ser efectuado por uma entidade da Administração Directa do Estado.

Estudo não avaliou correctamente povoamentos de sobreiro e azinheira

Da consulta ao Estudo de Impacte Ambiental e das visitas ao terreno verifica-se que as propostas de traçado afectam centenas de hectares de floresta, com particular destaque para as áreas de povoamentos de sobreiro e azinheira, as quais não se encontram devidamente estudadas e caracterizadas no estudo.

Efectivamente constatou-se que o estudo não tem um inventário que permita ponderar devidamente a afectação dos valores naturais presentes, nomeadamente pela falta da identificação das áreas de povoamento de sobreiros e azinheiras de cada alternativa, situação que é essencial para o cumprimento da legislação de protecção. Desta forma torna-se impossível ponderar devidamente sobre qual a alternativa menos impactante.

As propostas incluem traçados que atravessam o corredor ecológico definido no Plano Regional de Ordenamento Florestal do Alentejo Central, na zona de Alcáçovas, corredores estes que são essenciais para a mobilidade da fauna, existindo a necessidade de manter a sua integridade. Existem também muitas explorações agrícolas e florestais com projectos de investimento abrangidos por fundos comunitários, com os respectivos condicionamentos, as quais vão ser afectadas por esta infra-estrutura.

No que toca aos recursos hídricos são afectadas áreas de recarga de aquíferos e os traçados atravessam manchas de centenas de hectares de bacias de drenagem de barragens existentes, como a “Zona Hídrica Sensível aos Poluentes Rodoviários” – Zona Sensível n.º 21 – “Albufeira de Vale de Gaio”.

Zona de Protecção Especial para aves selvagens afectada

Também é afectada a Zona de Protecção Especial para aves selvagens – ZPE Planícies de Évora, a qual foi classificada ao abrigo da Directiva Aves da União Europeia, para protecção de espécies ameaçadas prioritárias como a Abetarda e o Sisão e outras aves presentes nestes habitats estepários. Este impacte é mais alargado ao afectar a área envolvente considerada Área Importante para as Aves (IBA), classificação que apesar de não ser oficial é considerada pela Comissão Europeia na avaliação da conservação das espécies ameaçadas.

A Quercus espera que o Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional emita declaração de impacte ambiental negativa para este Estudo de Impacte Ambiental e se equacione hipóteses alternativas ao nível da beneficiação da rede rodoviária existente.


Lisboa, 25 de Janeiro de 2011

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza e a
Direcção do Núcleo Regional de Beja e Évora

24/01/11

Projecto EcoSaldo


A Câmara Municipal da Guarda e Quercus assinaram no dia 19 de Janeiro de 2011, um protocolo denominado “Projecto EcoSaldo” que tem como principal objectivo calcular o saldo ambiental dos concelhos inseridos na Serra da Estrela e a valorização dos serviços dos ecossistemas no Parque Natural.

Este projecto em que a Guarda participa permite, através da aplicação dos conceitos de Pegada Ecológica e Contra -Pegada, no âmbito do projecto Condomínio da Terra, elaborar um levantamento com vista à obtenção do EcoSaldo do nosso Concelho.

Consulte aqui o protocolo

In Município da Guarda

Alguns momentos da assinatura do protocolo





20/01/11

Quercus Comunicado: AZEVINHOS E SOBREIROS DESTRUÍDOS NA MATA NACIONAL DO BUÇACO QUERCUS EXIGE APURAMENTO DE RESPONSABILIDADES‏

azevinhos e Sobreiros Destruídos na

Mata Nacional do Buçaco



Quercus exige apuramento de responsabilidades



Na sequência de denúncias sobre o abate ilegal de dezenas de azevinhos e sobreiros remetidas para a QUERCUS, o Núcleo Regional de Coimbra contactou a Fundação Mata do Bussaco, que está actualmente responsável pela gestão da Mata Nacional do Bussaco, para o devido esclarecimento desta situação inaceitável.



A Mata Nacional do Bussaco é considerada área protegida, pelo regime florestal total, pelo que deveria ter o devido acompanhamento da Autoridade Florestal Nacional. Esta mata possui algumas relíquias da floresta autóctone como os azevinhos arbóreos e outras espécies de árvores, algumas de grande porte como o cedro-do-buçaco Cupressus lusitanica.



Dada a gravidade da situação, com abate de espécies protegidas, a QUERCUS remeteu a denúncia para o SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente), da GNR, que também já tinha sido alertado para os cortes ilegais, e efectuou-se ainda uma visita à área intervencionada, para constatar os abates dos exemplares de azevinhos, sobreiros e medronheiros no terreno, tendo sido confirmada esta situação, que consideramos inaceitável na gestão de uma Mata Nacional afecta ao regime florestal total.



A justificação da intervenção parece estar relacionada com o corte de pinheiros afectados pela doença da murchidão, provocada pelo nemátodo da madeira do pinheiro, tendo sido entregue o abate das árvores a um madeireiro, em detrimento de empresas de arboricultura, especializadas em retirar árvores sem destruir as que estão próximas. Consta que o referido corte das árvores teria sido efectuado nas últimas semanas sob supervisão técnica da Fundação e que era desconhecido o abate de árvores autóctones.



Parece-nos que da parte da Fundação houve uma demonstração inequívoca de falta de acompanhamento da intervenção do abate das árvores, o que era da sua responsabilidade.



Este caso é bem representativo da falta de cuidado das entidades que fazem a gestão do património florestal português. Pelo que sabemos, vamos assistindo é à contínua degradação da nossa floresta, com os responsáveis falando da sua preocupação em fazer uma boa gestão, mas depois, não fiscalizando a aplicação da legislação e, pior que isso, não dotando as entidades públicas com os meios financeiros necessários a uma gestão florestal responsável.



Mas o mais grave é o abate ilegal de vários azevinhos protegidos (alguns de grande porte). A culpa não pode morrer solteira, nem ser apenas dos trabalhadores que efectuaram os cortes, uma vez que apenas cumpriram ordens do madeireiro contratado e estavam, supostamente, a ser acompanhados por técnicos da Fundação.


Esperamos que este caso venha a forçar a administração pública, no conjunto dos ministérios da agricultura e do ambiente, a fazerem mais no sentido de uma maior sensibilização e fiscalização do abate ilegal de árvores autóctones protegidas.



Aguardamos um relatório com o devido esclarecimento da Fundação Mata do Bussaco, identificando completamente não só os danos causados (abates ilegais de espécies protegidas, cortes e danos noutros exemplares de espécies autóctones), como também identificando os responsáveis pelos danos. Vamos aguardar também pela actuação do SEPNA da GNR e da Autoridade Florestal Nacional.


Neste Ano Internacional das Florestas designado pela UNESCO devido à importância da floresta, continuamos dispostos a colaborar voluntariamente com todos os que pretendem fazer uma gestão florestal sustentável, que dignifique o nosso melhor património natural e contribuindo para a conservação da natureza nas nossas Matas Nacionais.





Lisboa, 20 de Janeiro de 2011



A Direcção Nacional e o Núcleo Regional de Coimbra da

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza



Para mais informações contactar:



Domingos Patacho: 937 515 218

Comunicado sobre impermeabilização de solos‏

Quercus acusa governos e autarquias de uma má política de ordenamento

Lisboa é 4ª capital mais impermeabilizada da Europa

Agência Europeia do Ambiente confirma riscos há muito denunciados pela Quercus

A Agência Europeia do Ambiente divulgou hoje, dia 19 de Janeiro, um relatório muito relevante sobre a impermeabilização dos solos na Europa e as suas consequências potenciais (http://www.eea.europa.eu/articles/urban-soil-sealing-in-europe).

A informação divulgada consiste num mapa da impermeabilização do solo no ano de 2006 recorrendo a imagens de satélite. Numa avaliação mais detalhada para 38 capitais europeias, conclui-se que Lisboa se situa em 4º lugar, depois de Bucareste, Tirana e Varsóvia, com uma área impermeabilizada de 60,66% em relação á sua área total, contrastando com Londres com 42,51% ou principalmente com a capital melhor colocada no ranking, Estocolmo, com 22,90%. A área impermeabilizada em Lisboa, tendo em conta a população, é de 105 metros quadrados por habitante.

O solo é um dos recursos mais importantes do planeta porque nos proporciona todo um conjunto de serviços fundamentais como a produção de comida, o armazenamento de água subterrânea, protecção contra cheias, áreas de lazer e recreio, regulação micro-climática, entre outros. É um recurso fundamental que tem vindo a ser sucessivamente impermeabilizado à custa da construção de habitações e de infraestruturas de diversa natureza como parques de estacionamento, estradas e outras ocupações públicas e privadas. A impermeabilização do solo retira muita das suas funções, com implicações directas por exemplo num aumento do risco e da magnitude de diversos acidentes naturais.

Realidade de Lisboa é comum a muitas outras cidades portuguesas

A realidade avaliada pelo relatório é infelizmente comum também noutras cidades portuguesas, onde tem sido comum ao longo das últimas décadas, a ocupação de solos muito produtivos, essenciais no presente e para futuro como fonte de produção agrícola e sistematicamente desafectados da Reserva Agrícola Nacional ou ainda de zonas de risco de cheia que deveriam estar classificadas como Reserva Ecológica Nacional. A especulação imobiliária e a construção de acessibilidades rodoviárias têm sido elementos fomentados por muitos autarcas e viabilizados, senão mesmo implementados, por sucessivos governos, num péssimo exemplo agora avaliado quantitativamente pelo presente Relatório Europeu. A falta de espaços verdes é também consequência deste excesso de betão nas áreas urbanas, reflectido na elevada impermeabilização.

As consequências futuras

A Agência Europeia do Ambiente, em linha com os alertas da Quercus no caso de Portugal, alerta para um temperatura maior a ser atingida nas cidades com forte impermeabilização do solo na sequência das alterações climáticas, tal como uma maior probabilidade de cheias em caso de precipitação elevada em curto espaço de tempo, fenómeno que se tende também a tornar mais frequente. Numa fase em que muitos Planos Directores Municipais estão em revisão, se equaciona uma futura Lei dos Solos e já com uma estratégia de adaptação às alterações climáticas aprovada, é fundamental inverter a forma como temos destruído os nossos solos a bem da qualidade de vida das populações que vivem nos centros urbanos.

Lisboa, 19 de Janeiro de 2011

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

14/01/11

Quotas de sócio e Donativos


Disponível novo modo de pagamento por débito directo
A Quercus aderiu ao sistema de referências multibanco da Easypay e disponibiliza agora aos seus associados e simpatizantes a possibilidade regularizarem as suas quotas ou efectuarem um donativo através de débito directo. Para além de mais cómodo e totalmente confiável, este método permite também economizar tempo, evitar deslocações ao Multibanco e reduzir a quantidade de papel gasta. Saiba aqui mais pormenores!
Pagamento de Quotas:

Após o preenchimento do formulário disponível aqui, em que é possível adicionar um pequeno donativo ao valor da quota, basta activar a autorização de débito directo, seguindo as instruções que surgem de seguida e que recebe também no e-mail indicado.

A periodicidade desde débito directo é anual (tal como a quota de sócio), sendo que em breve estará disponível  a opção de pagamento semestral da quota.


Donativos:

No formulário disponível aqui, pode optar por um donativo pontual (em breve) ou recorrente (escolhendo entre mensal, semestral, anual) e seleccionar o modo de pagamento por débito directo ou transferência multibanco.

08/01/11

Comunicado: Quercus lamenta abate de árvores em antigos jardins da Prelada

O Núcleo Regional do Porto da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, vem por este meio manifestar a sua posição em relação ao processo de abate e replantação de árvores em jardins da Prelada, autorizados pela Câmara Municipal do Porto, acto foi iniciado a 04 de Janeiro de 2011, dado estar em causa o interesse público e ambiental.
Segundo uma notícia no Jornal Público Online (05/01/2011), os jardins públicos contíguos à Urbanização Nova da Prelada, na Rua Professor Carlos Lima, foram vendidos “para permitir a construção de um estacionamento com 143 lugares que servirá um futuro supermercado Pingo Doce”. A devastação dos jardins foi iniciada no passado dia 04 de Janeiro de 2011, tendo já sido abatidas, segundo os moradores, 12 árvores, entre as quais choupos, bétulas e um plátano.
O Núcleo do Porto da Quercus lamenta profundamente a decisão da Câmara do Porto, essencialmente por 3 motivos: pelo abate das árvores, terminando assim todos os serviços vitais que elas prestavam, pela mudança de uso do solo e sua impermeabilização e pela passagem do terreno a privados. Mais uma vez se verifica que o automóvel tem prioridade sobre a qualidade de vida do cidadão.
Para além de, aparentemente, a população local não ter sido consultada, questiona-se a existência de um adequado planeamento dos espaços verdes numa cidade já tão poluída, como é o Porto.
Lamenta-se que o efeito regulador destes espaços verdes e destas árvores no ambiente urbano, a sua permeabilidade e consequente regulação das águas da chuva, a sua capacidade para absorver os impactes da circulação rodoviária (ruído e poeiras, p. ex.) e ainda o seu efeito cénico e estético, não sejam contabilizados e tenham vindo a ser sucessiva e levianamente eliminados.
O Núcleo do Porto da Quercus considera ainda que é urgente melhorar as práticas de gestão das árvores no espaço público, já que o abate de uma árvore, deve ser sempre o último recurso. E se tal for inevitável, deve ser efectuada a sua substituição no local e implementadas medidas de compensação adequadas, além de que seria essencial consultar ou pelo menos informar a população local. É este perfil de actuação que se espera de qualquer entidade com competências de conservação do património arbóreo público.

Nota: Grupo Anti-Arboricida da Quercus - Porto
Preocupado com as crescentes denúncias de abates de árvores e redução de espaços verdes na região do Porto e reconhecendo a sua importância nos meios urbanos, o Núcleo do Porto da Quercus criou um grupo de trabalho intitulado Anti-Arboricida (www.arvoresnacidade.pt.vu) constituído por voluntários estão já a trabalhar activamente na prevenção dos abates indiscriminados, sendo este o seu primeiro comunicado.

Porto, 7 de Dezembro de 2010

A Direcção do Núcleo Regional do Porto da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Petição para salvar as abelhas

Caros amigos,




As abelhas estão morrendo em todo o mundo, colocando em perigo a nossa cadeia alimentar. Os cientistas culpam os agrotóxicos e quatro governos europeus já os proibiram. Se conseguirmos que os EUA e a União Europeia se unam à proibição, outros governos ao redor do mundo poderão seguir o exemplo e salvar da extinção milhares de abelhas. Assine a petição e encaminhe este apelo urgente:

Sign the petition
Silenciosamente, bilhões de abelhas estão morrendo, colocando toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Abelhas não fazem apenas mel, elas são uma força de trabalho gigante e humilde, polinizando 90% das plantas que produzimos.

Vários estudos científicos mencionam um tipo de agrotóxico que contribui para o extermínio das abelhas. Em quatro países Europeus que baniram estes produtos, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas poderosas estão fazendo um lobby pesado para continuar vendendo estes venenos. A única maneira de salvar as abelhas é pressionar os EUA e a União Europeia para eles aderirem à proibição destes produto letais - esta ação é fundamental e terá um efeito dominó no resto do mundo.

Não temos tempo a perder - o debate sobre o que fazer está esquentando. Não se trata apenas de salvar as abelhas, mas de uma questão de sobrevivência. Vamos gerar um zumbido global gigante de apelo à UE e aos EUA para proibir estes produtos letais e salvar as nossas abelhas e os nossos alimentos. Assine a petição de emergência agora, envie-a para todo mundo, nós a entregaremos aos governantes responsáveis:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

As abelhas são vitais para a vida na Terra - a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, poderíamos acabar sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.

Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas - algumas espécies de abelhas estão extintas e outras chegaram a 4% da população no passado. Cientistas vêm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas um importante estudo independente recente produziu evidências fortes culpando os agrotóxicos neonicotinóides. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro.

Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Se conseguirmos que os governantes europeus e dos EUA assumam medidas, outros países seguirão o exemplo. Não vai ser fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é "altamente tóxico" e representa um "grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)".

Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência da Bayer sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais peritos - apicultores e agricultores - querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos, a não ser que hajam evidências sólidas comprovando que eles são seguros. Vamos apoiá-los agora. Assine a petição abaixo e, em seguida, encaminhe este alerta:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

Não podemos mais deixar a nossa cadeia alimentar delicada nas mãos de pesquisas patrocinadas por empresas químicas e os legisladores que eles pagam. Proibir este agrotóxico é um caminho necessário para um mundo mais seguro tanto para nós quanto para as outras espécies com as quais nos preocupamos e que dependem de nós.

Com esperança,

Alex, Alice, Iain, David e todos da Avaaz

Leia mais:

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/09/22/italia-proibe-agrotoxicos-neonicotinoides-associados-a-morte-de-abelhas/

O desaparecimento das abelhas melíferas:
http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180

Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/08/30/alemanha-proibe-oito-pesticidas-neonicotinoides-em-razao-da-morte-macica-de-abelhas/

Campos silenciosos:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/campos_silenciosos_imprimir.html