20/01/11

Quercus Comunicado: AZEVINHOS E SOBREIROS DESTRUÍDOS NA MATA NACIONAL DO BUÇACO QUERCUS EXIGE APURAMENTO DE RESPONSABILIDADES‏

azevinhos e Sobreiros Destruídos na

Mata Nacional do Buçaco



Quercus exige apuramento de responsabilidades



Na sequência de denúncias sobre o abate ilegal de dezenas de azevinhos e sobreiros remetidas para a QUERCUS, o Núcleo Regional de Coimbra contactou a Fundação Mata do Bussaco, que está actualmente responsável pela gestão da Mata Nacional do Bussaco, para o devido esclarecimento desta situação inaceitável.



A Mata Nacional do Bussaco é considerada área protegida, pelo regime florestal total, pelo que deveria ter o devido acompanhamento da Autoridade Florestal Nacional. Esta mata possui algumas relíquias da floresta autóctone como os azevinhos arbóreos e outras espécies de árvores, algumas de grande porte como o cedro-do-buçaco Cupressus lusitanica.



Dada a gravidade da situação, com abate de espécies protegidas, a QUERCUS remeteu a denúncia para o SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente), da GNR, que também já tinha sido alertado para os cortes ilegais, e efectuou-se ainda uma visita à área intervencionada, para constatar os abates dos exemplares de azevinhos, sobreiros e medronheiros no terreno, tendo sido confirmada esta situação, que consideramos inaceitável na gestão de uma Mata Nacional afecta ao regime florestal total.



A justificação da intervenção parece estar relacionada com o corte de pinheiros afectados pela doença da murchidão, provocada pelo nemátodo da madeira do pinheiro, tendo sido entregue o abate das árvores a um madeireiro, em detrimento de empresas de arboricultura, especializadas em retirar árvores sem destruir as que estão próximas. Consta que o referido corte das árvores teria sido efectuado nas últimas semanas sob supervisão técnica da Fundação e que era desconhecido o abate de árvores autóctones.



Parece-nos que da parte da Fundação houve uma demonstração inequívoca de falta de acompanhamento da intervenção do abate das árvores, o que era da sua responsabilidade.



Este caso é bem representativo da falta de cuidado das entidades que fazem a gestão do património florestal português. Pelo que sabemos, vamos assistindo é à contínua degradação da nossa floresta, com os responsáveis falando da sua preocupação em fazer uma boa gestão, mas depois, não fiscalizando a aplicação da legislação e, pior que isso, não dotando as entidades públicas com os meios financeiros necessários a uma gestão florestal responsável.



Mas o mais grave é o abate ilegal de vários azevinhos protegidos (alguns de grande porte). A culpa não pode morrer solteira, nem ser apenas dos trabalhadores que efectuaram os cortes, uma vez que apenas cumpriram ordens do madeireiro contratado e estavam, supostamente, a ser acompanhados por técnicos da Fundação.


Esperamos que este caso venha a forçar a administração pública, no conjunto dos ministérios da agricultura e do ambiente, a fazerem mais no sentido de uma maior sensibilização e fiscalização do abate ilegal de árvores autóctones protegidas.



Aguardamos um relatório com o devido esclarecimento da Fundação Mata do Bussaco, identificando completamente não só os danos causados (abates ilegais de espécies protegidas, cortes e danos noutros exemplares de espécies autóctones), como também identificando os responsáveis pelos danos. Vamos aguardar também pela actuação do SEPNA da GNR e da Autoridade Florestal Nacional.


Neste Ano Internacional das Florestas designado pela UNESCO devido à importância da floresta, continuamos dispostos a colaborar voluntariamente com todos os que pretendem fazer uma gestão florestal sustentável, que dignifique o nosso melhor património natural e contribuindo para a conservação da natureza nas nossas Matas Nacionais.





Lisboa, 20 de Janeiro de 2011



A Direcção Nacional e o Núcleo Regional de Coimbra da

Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza



Para mais informações contactar:



Domingos Patacho: 937 515 218

Comunicado sobre impermeabilização de solos‏

Quercus acusa governos e autarquias de uma má política de ordenamento

Lisboa é 4ª capital mais impermeabilizada da Europa

Agência Europeia do Ambiente confirma riscos há muito denunciados pela Quercus

A Agência Europeia do Ambiente divulgou hoje, dia 19 de Janeiro, um relatório muito relevante sobre a impermeabilização dos solos na Europa e as suas consequências potenciais (http://www.eea.europa.eu/articles/urban-soil-sealing-in-europe).

A informação divulgada consiste num mapa da impermeabilização do solo no ano de 2006 recorrendo a imagens de satélite. Numa avaliação mais detalhada para 38 capitais europeias, conclui-se que Lisboa se situa em 4º lugar, depois de Bucareste, Tirana e Varsóvia, com uma área impermeabilizada de 60,66% em relação á sua área total, contrastando com Londres com 42,51% ou principalmente com a capital melhor colocada no ranking, Estocolmo, com 22,90%. A área impermeabilizada em Lisboa, tendo em conta a população, é de 105 metros quadrados por habitante.

O solo é um dos recursos mais importantes do planeta porque nos proporciona todo um conjunto de serviços fundamentais como a produção de comida, o armazenamento de água subterrânea, protecção contra cheias, áreas de lazer e recreio, regulação micro-climática, entre outros. É um recurso fundamental que tem vindo a ser sucessivamente impermeabilizado à custa da construção de habitações e de infraestruturas de diversa natureza como parques de estacionamento, estradas e outras ocupações públicas e privadas. A impermeabilização do solo retira muita das suas funções, com implicações directas por exemplo num aumento do risco e da magnitude de diversos acidentes naturais.

Realidade de Lisboa é comum a muitas outras cidades portuguesas

A realidade avaliada pelo relatório é infelizmente comum também noutras cidades portuguesas, onde tem sido comum ao longo das últimas décadas, a ocupação de solos muito produtivos, essenciais no presente e para futuro como fonte de produção agrícola e sistematicamente desafectados da Reserva Agrícola Nacional ou ainda de zonas de risco de cheia que deveriam estar classificadas como Reserva Ecológica Nacional. A especulação imobiliária e a construção de acessibilidades rodoviárias têm sido elementos fomentados por muitos autarcas e viabilizados, senão mesmo implementados, por sucessivos governos, num péssimo exemplo agora avaliado quantitativamente pelo presente Relatório Europeu. A falta de espaços verdes é também consequência deste excesso de betão nas áreas urbanas, reflectido na elevada impermeabilização.

As consequências futuras

A Agência Europeia do Ambiente, em linha com os alertas da Quercus no caso de Portugal, alerta para um temperatura maior a ser atingida nas cidades com forte impermeabilização do solo na sequência das alterações climáticas, tal como uma maior probabilidade de cheias em caso de precipitação elevada em curto espaço de tempo, fenómeno que se tende também a tornar mais frequente. Numa fase em que muitos Planos Directores Municipais estão em revisão, se equaciona uma futura Lei dos Solos e já com uma estratégia de adaptação às alterações climáticas aprovada, é fundamental inverter a forma como temos destruído os nossos solos a bem da qualidade de vida das populações que vivem nos centros urbanos.

Lisboa, 19 de Janeiro de 2011

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

14/01/11

Quotas de sócio e Donativos


Disponível novo modo de pagamento por débito directo
A Quercus aderiu ao sistema de referências multibanco da Easypay e disponibiliza agora aos seus associados e simpatizantes a possibilidade regularizarem as suas quotas ou efectuarem um donativo através de débito directo. Para além de mais cómodo e totalmente confiável, este método permite também economizar tempo, evitar deslocações ao Multibanco e reduzir a quantidade de papel gasta. Saiba aqui mais pormenores!
Pagamento de Quotas:

Após o preenchimento do formulário disponível aqui, em que é possível adicionar um pequeno donativo ao valor da quota, basta activar a autorização de débito directo, seguindo as instruções que surgem de seguida e que recebe também no e-mail indicado.

A periodicidade desde débito directo é anual (tal como a quota de sócio), sendo que em breve estará disponível  a opção de pagamento semestral da quota.


Donativos:

No formulário disponível aqui, pode optar por um donativo pontual (em breve) ou recorrente (escolhendo entre mensal, semestral, anual) e seleccionar o modo de pagamento por débito directo ou transferência multibanco.

08/01/11

Comunicado: Quercus lamenta abate de árvores em antigos jardins da Prelada

O Núcleo Regional do Porto da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, vem por este meio manifestar a sua posição em relação ao processo de abate e replantação de árvores em jardins da Prelada, autorizados pela Câmara Municipal do Porto, acto foi iniciado a 04 de Janeiro de 2011, dado estar em causa o interesse público e ambiental.
Segundo uma notícia no Jornal Público Online (05/01/2011), os jardins públicos contíguos à Urbanização Nova da Prelada, na Rua Professor Carlos Lima, foram vendidos “para permitir a construção de um estacionamento com 143 lugares que servirá um futuro supermercado Pingo Doce”. A devastação dos jardins foi iniciada no passado dia 04 de Janeiro de 2011, tendo já sido abatidas, segundo os moradores, 12 árvores, entre as quais choupos, bétulas e um plátano.
O Núcleo do Porto da Quercus lamenta profundamente a decisão da Câmara do Porto, essencialmente por 3 motivos: pelo abate das árvores, terminando assim todos os serviços vitais que elas prestavam, pela mudança de uso do solo e sua impermeabilização e pela passagem do terreno a privados. Mais uma vez se verifica que o automóvel tem prioridade sobre a qualidade de vida do cidadão.
Para além de, aparentemente, a população local não ter sido consultada, questiona-se a existência de um adequado planeamento dos espaços verdes numa cidade já tão poluída, como é o Porto.
Lamenta-se que o efeito regulador destes espaços verdes e destas árvores no ambiente urbano, a sua permeabilidade e consequente regulação das águas da chuva, a sua capacidade para absorver os impactes da circulação rodoviária (ruído e poeiras, p. ex.) e ainda o seu efeito cénico e estético, não sejam contabilizados e tenham vindo a ser sucessiva e levianamente eliminados.
O Núcleo do Porto da Quercus considera ainda que é urgente melhorar as práticas de gestão das árvores no espaço público, já que o abate de uma árvore, deve ser sempre o último recurso. E se tal for inevitável, deve ser efectuada a sua substituição no local e implementadas medidas de compensação adequadas, além de que seria essencial consultar ou pelo menos informar a população local. É este perfil de actuação que se espera de qualquer entidade com competências de conservação do património arbóreo público.

Nota: Grupo Anti-Arboricida da Quercus - Porto
Preocupado com as crescentes denúncias de abates de árvores e redução de espaços verdes na região do Porto e reconhecendo a sua importância nos meios urbanos, o Núcleo do Porto da Quercus criou um grupo de trabalho intitulado Anti-Arboricida (www.arvoresnacidade.pt.vu) constituído por voluntários estão já a trabalhar activamente na prevenção dos abates indiscriminados, sendo este o seu primeiro comunicado.

Porto, 7 de Dezembro de 2010

A Direcção do Núcleo Regional do Porto da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Petição para salvar as abelhas

Caros amigos,




As abelhas estão morrendo em todo o mundo, colocando em perigo a nossa cadeia alimentar. Os cientistas culpam os agrotóxicos e quatro governos europeus já os proibiram. Se conseguirmos que os EUA e a União Europeia se unam à proibição, outros governos ao redor do mundo poderão seguir o exemplo e salvar da extinção milhares de abelhas. Assine a petição e encaminhe este apelo urgente:

Sign the petition
Silenciosamente, bilhões de abelhas estão morrendo, colocando toda a nossa cadeia alimentar em perigo. Abelhas não fazem apenas mel, elas são uma força de trabalho gigante e humilde, polinizando 90% das plantas que produzimos.

Vários estudos científicos mencionam um tipo de agrotóxico que contribui para o extermínio das abelhas. Em quatro países Europeus que baniram estes produtos, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas poderosas estão fazendo um lobby pesado para continuar vendendo estes venenos. A única maneira de salvar as abelhas é pressionar os EUA e a União Europeia para eles aderirem à proibição destes produto letais - esta ação é fundamental e terá um efeito dominó no resto do mundo.

Não temos tempo a perder - o debate sobre o que fazer está esquentando. Não se trata apenas de salvar as abelhas, mas de uma questão de sobrevivência. Vamos gerar um zumbido global gigante de apelo à UE e aos EUA para proibir estes produtos letais e salvar as nossas abelhas e os nossos alimentos. Assine a petição de emergência agora, envie-a para todo mundo, nós a entregaremos aos governantes responsáveis:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

As abelhas são vitais para a vida na Terra - a cada ano elas polinizam plantas e plantações com um valor estimado em US$40 bilhões, mais de um terço da produção de alimentos em muitos países. Sem ações imediatas para salvar as abelhas, poderíamos acabar sem frutos, legumes, nozes, óleos e algodão.

Nos últimos anos, temos visto um declínio acentuado e preocupante a nível global das populações de abelhas - algumas espécies de abelhas estão extintas e outras chegaram a 4% da população no passado. Cientistas vêm lutando para obter respostas. Alguns estudos afirmam que o declínio pode ser devido a uma combinação de fatores, incluindo doenças, perda de habitat e utilização de produtos químicos tóxicos. Mas um importante estudo independente recente produziu evidências fortes culpando os agrotóxicos neonicotinóides. A França, Itália, Eslovênia, e até a Alemanha, sede do maior produtor do agrotóxico, a Bayer, baniram alguns destes produtos que matam abelhas. Porém, enquanto isto, a Bayer continua a exportar o seu veneno para o mundo inteiro.

Este debate está esquentando a medida que novos estudos confirmam a dimensão do problema. Se conseguirmos que os governantes europeus e dos EUA assumam medidas, outros países seguirão o exemplo. Não vai ser fácil. Um documento vazado mostra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA já sabia sobre os perigos do agrotóxico, mas os ignorou. O documento diz que o produto da Bayer é "altamente tóxico" e representa um "grande risco para os insetos não-alvo (abelhas)".

Temos de fazer ouvir as nossas vozes para combater a influência da Bayer sobre governantes e cientistas, tanto nos EUA quanto na UE, onde eles financiam pesquisas e participam de conselhos de políticas agrícolas. Os reais peritos - apicultores e agricultores - querem que estes agrotóxicos letais sejam proibidos, a não ser que hajam evidências sólidas comprovando que eles são seguros. Vamos apoiá-los agora. Assine a petição abaixo e, em seguida, encaminhe este alerta:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees/?vl

Não podemos mais deixar a nossa cadeia alimentar delicada nas mãos de pesquisas patrocinadas por empresas químicas e os legisladores que eles pagam. Proibir este agrotóxico é um caminho necessário para um mundo mais seguro tanto para nós quanto para as outras espécies com as quais nos preocupamos e que dependem de nós.

Com esperança,

Alex, Alice, Iain, David e todos da Avaaz

Leia mais:

Itália proibe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/09/22/italia-proibe-agrotoxicos-neonicotinoides-associados-a-morte-de-abelhas/

O desaparecimento das abelhas melíferas:
http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180

Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas:
http://www.ecodebate.com.br/2008/08/30/alemanha-proibe-oito-pesticidas-neonicotinoides-em-razao-da-morte-macica-de-abelhas/

Campos silenciosos:
http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/campos_silenciosos_imprimir.html

31/10/10

Quercus lança campanha junto dos Associados

Colaboração mais próxima e novas formas de pagamento são novidades
No ano em que comemora um quarto de século, a Quercus irá apostar numa campanha de proximidade junto dos seus associados no sentido de os cativar a colaborarem de forma mais próxima com a Associação. Esta campanha decorrerá em diversas fases, em que se tentará por um lado recuperar a colaboração de sócios inactivos e, por outro, disponibilizar-lhes novas formas de pagamento das quotas e/ou donativos. Saiba aqui mais pormenores.
Numa primeira etapa, será feito um contacto telefónico com o objectivo de reactivar os associados que não têm as suas quotas em dia ou, no caso dos que se mantêm activos, de os convidar a tornarem-se apoiantes mais regulares através, por exemplo, de donativos mensais.

Numa segunda fase, o objectivo é disponibilizar novos meios de pagamento e estimular a adesão ao débito directo, por ser um método simples, prático, gratuito e controlável pelo Associado (que pode alterar ou desistir a qualquer momento). Por outro lado, traz também grandes vantagens de gestão à Associação.

Caso seja contactado e tenha alguma dúvida ou comentário a fazer, pode entrar falar com a Quercus através do telefone 217788474 ou do correio electrónico quercus@quercus.pt.

Desde já agradecemos a sua colaboração e esperamos poder continuar a contar com o seu precioso apoio.

A Direcção Nacional da
Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

07/10/10

Fim-de-semana Europeu de Observação de Aves



O Núcleo Regional da Guarda da Quercus A.N.C.N. participou na iniciativa e juntamente com a SPEA organizou uma saída em Almofala, concelho de Figueira Castelo Rodrigo. O responsável pela saída foi o ornitólogo Eduardo Realinho, que conduziu os participantes por diferentes habitats.

Capela de Sto. André, junto ao rio Águeda foi o primeiro local de observação, onde maioritariamente se observaram grifos. Depois de almoço o grupo deslocou-se para a barragem de Almofala para se deliciar com patos, mergulhões, garças e várias espécies de passariformes.

Durante o passeio houve oportunidade para fotografar o grupo.






21/09/10

Dia Internacional Contra as Monoculturas

Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores | 21 de Setembro

Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais alerta para problemas das monoculturas
A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza junta-se a outras organizações, como o World Rainforest Movement - Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais, que está a promover o “Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores”, que se comemora, amanhã, 21 de Setembro.
Neste novo Dia Internacional contra as Monoculturas de Árvores, o Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais volta a denunciar os graves impactes decorrentes das plantações em grande escala de eucaliptos, pinheiros e outras espécies, para salvaguarda das áreas de florestas tropicais naturais.

Os territórios de inúmeros povos da África, Ásia e América Latina vêm sendo invadidos e apropriados por grandes empresas - nacionais e estrangeiras - para serem destinados à plantação de monoculturas de árvores em grande escala, com o intuito de produzir matéria-prima abundante e barata para diversas indústrias (celulose, madeira, energia, borracha), bem como para servir como “sumidouros” negociáveis no mercado de carbono.

À destruição dos recursos de flora e fauna soma-se a degradação dos recursos hídricos locais, como resultado da acção combinada do uso massivo de agroquímicos, do consumo excesivo de água por parte das monoculturas, de obras de drenagem e de processos de erosão do solo.

A nível nacional

Em Portugal a principal espécie de árvore utilizada para plantações em monocultura é o eucalipto, cultivado para produção de pasta de papel. Segundo o novo Inventário Florestal Nacional (2005-06) o eucalipto ocupa já mais de 749 mil hectares em Portugal, tendo aumentado mais dez por cento em relação a 1995, onde apresentava cerca de 672 mil hectares.

A Quercus considera negativa a expansão das monoculturas de eucaliptos, devido aos impactes sobre o ecossistema, como a afectação da biodiversidade, sendo um factor crítico na propagação dos grandes incêndios, pelo que devem estar sempre associadas a áreas com outras espécies de folhosas mais resistentes ao fogo.

Mais informações: www.wrm.org.uy

Lisboa, 20 de Setembro de 2010

A Direcção Nacional da Quercus - ANCN


20/09/10

Reviver a Malha do Milho


A Associação Cultural Mário Gomes Figueira, o Centro de Assistência e Cultura de Vila Franca da Serra, a Junta de Freguesia de Vila Franca da Serra e o Museu de Lagar Mário Gomes Figueira convidam a população a Reviver “A Malha do Milho” que vão organizar nos dias 25 e 26 de Setembro de 2010.



14/09/10

Jantar de apoio ao Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto (CRASM)


Vai acontecer na freguesia de Vilar, no concelho do Cadaval. Vamos apoiar estas iniciativas, enquanto experimentamos produtos da terra!

07/09/10

Noites Europeias de Borboletas Nocturnas




Podem participar nas diversas saídas dia 10 no Vale do Mondego organizado pela Trepadeira Azul, dia 11 na Reserva Faia Brava, Vale do Côa organizado pela Transumância e Natureza.

Participem....

Semana da mobilidade - Guarda


Vamos todos deixar o carro em casa!

http://www.mun-guarda.pt/images/semana_mobilidade_2010.pdf

Ciência Viva no Verão

O núcleo Regional da Guarda da Quercus percorreu o distrito da Guarda com a actividade: "Conhecer as árvores dos diferentes concelhos".

http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2010/

Recolha Selectiva de Resíduos Urbanos Domésticos e suas Vantagens – Vila Nova de Foz Côa, 7 de Junho de 2010

A Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa organizou uma palestra cujo tema central foi “Recolha Selectiva de Resíduos Urbanos Domésticos e suas Vantagens”. Esta decorreu durante a manhã do dia 7 de Junho. Para além da representante do núcleo Regional da Quercus da Guarda (Maria Caldeira) esteve também presente uma representante dos Resíduos do Nordeste. A abordagem da bióloga que representou o núcleo da Quercus foi fundamentalmente sobre compostagem doméstica. Foram abordados conceitos muito básicos de compostagem doméstica, visto que as crianças presentes eram de uma faixa etária entre os 7 e os 12 anos de idade.

I Concurso de Canteiros e Floreiras – Açores, Celorico da Beira, 21, 22 e 23 de Maio de 2010

Durante três dias (21, 22 e 23 de Maio) aconteceu na aldeia de Açores, concelho de Celorico da Beira, o I Concurso de Canteiros e Floreiras. Com os objectivos de promover a biodiversidade dos nossos bosques e educar a população para a mesma foram desenvolvidas várias actividades.

Duas voluntárias (Maria Caldeira e Maria José Saraiva) do Núcleo Regional da Quercus da Guarda estiveram presentes de modo a promover a associação e o projecto Criar Bosques junto da população em geral, e dos proprietários florestais em particular.

Durante o primeiro dia, houve uma sessão de educação junto às crianças da escola da aldeia. Esta focou-se essencialmente na biodiversidade que nos rodeia e na importância de preservar os bosques. Durante os dias seguintes várias actividades, incluindo percursos foram desenvolvidos, envolvendo toda a população da região interessada no evento. A Quercus esteve representada com um stand de forma a angariar inscrições dos proprietários florestais para o projecto nacional Criar Bosques.


Escola Secundária Tenente Coronel Adão Carrapatoso – V.N.Foz Côa, 7 de Maio de 2010

No decurso do projecto twist (EDP e Saídos da Casca), a voluntária do núcleo regional da Guarda, Maria João Caldeira foi convidada para fazer uma apresentação sobre eficiência energética e os impactos ambientais do uso de energia. O grupo de alunos da Escola Secundária Tenente Coronel Adão Carrapatoso, em Foz Côa foram os responsáveis pela organização deste dia. O dia foi dividido em duas partes, manhã e tarde, nas quais o programa se repetia. Desta forma, todos os alunos da escola interessados em participar na palestra tiveram a oportunidade de o fazer.

Quanto ao programa, consistiu no seguinte:

− Abertura oficial pelo Director Jorge Joaquim Pereira da Silva;

− Apresentação do projecto twist pelo grupo de 'twisters' (Jéssica, Hugo, José, Emanuel e

João) sob a supervisão do professor Artur Manuel Melo Afonso;

− Apresentação da representante do núcleo regional da Guarda da Quercus: 'Energia no dia-a-

dia';

Durante a apresentação foi divulgado o projecto ECOCASA da Quercus, enquanto se fez uma simulação com os alunos.

Finalmente, um video foi visionado no decorrer da apresentação, com o objectivo de alertar para o desperdício de energia quando se deixam os aparelhos electrónicos no modo standby de forma mais creativa.

http://www.youtube.com/watch?v=ar_u8faUJsY


Eventos dos últimos meses

Apesar da falta de notícias no blogue, o núcleo não parou e continua a promover actividades no distrito. Para dar um cheirinho do que se tem feito, actualizaremos o blogue com as actividades realizadas.