29/04/10
Colóquio 'A Educação Ambiental e o papel do animador na sensibilização dos jovens para esta problemática'
22/04/10
Comunicado dia da Terra
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| 22 de Abril de 2010 Quadragésimo aniversário do Dia da Terra 4 décadas põem a nu a insustentabilidade da espécie humana Quercus alerta para o défice ecológico de Portugal |
A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza junta-se a milhares de outras organizações para, em 2010, assinalar, pela quadragésima vez, o Dia da Terra.
Infelizmente, quatro décadas passadas desde o momento em que se designou internacionalmente um dia para celebrar o Planeta Terra, os dados indicam que o caminho percorrido não tem ido no bom sentido e a nossa capacidade de conhecer e respeitar os limites da sustentabilidade do Planeta não tem progredido.
Portugal, para além do défice económico, tem também problemas sérios com o défice ecológico.
O panorama global
Os dados mais recentes apontam para o facto de, enquanto civilização humana, estarmos prestes a causar um cataclismo de magnitude planetária, de que as alterações climáticas são apenas um dos sintomas. O actual sistema de produção e consumo intensivos pode ser comparado à imagem de um cometa em rota de colisão com o Planeta Terra. Para já estamos a sentir apenas a chegada de pequenos fragmentos que acompanham o cometa principal. Contudo, a aproximação é rápida, pelo que o tempo para reagir começa a escassear.
Alguns dados de contexto:
— A pegada ecológica global excede em cerca de 40% a capacidade de carga do Planeta, pelo que precisaríamos de 1,4 planetas para suprir todas as necessidades actuais, sem afectar o equilibrio do planeta;
— Mais de ¾ da população mundial vive em países em débito ecológico (biocapacidade abaixo das necessidades, ou seja, não conseguem produzir dentro das suas fronteiras os recursos que consomem, nem desfazer-se dos resíduos que produzem);
— A pegada ecológica do cidadão europeu ocupa, em média, 4,6 hectares globais e a de um cidadão dos EUA 9,6 hectares globais (tendo presente que a disponibilidade global é de 1,8 hectares globais per capita);
— Este desrespeito pelos limites do planeta Terra acontece quando apenas mil milhões de pessoas têm uma vida abastada, mil a dois mil milhões vivem em economias de transição e cerca de três a quatro mil milhões sobrevivem com apenas alguns euros por dia;
— Considerando que a população mundial em 2050 terá previsivelmente crescido dos actuais 6 mil milhões para 9 mil milhões, para que consigamos viver dentro dos limites do planeta será necessário que:
— Os cidadãos europeus reduzam a sua pegada ecológica para 25% da actual
— Os cidadãos dos EUA reduzam a sua pegada ecológica para 10% da actual.
O défice ecológico nacional
Segundo dados de 2009, Portugal apresenta uma pegada ecológica de 4,4 hectares globais per capita (hg/per capita), tendo uma biocapacidade de apenas 1,2 hg/per capita. Em suma, o défice português é de cerca de 3,2 hg/per capita, ou seja, a pegada ecológica nacional está mais de 350% acima da nossa capacidade produtiva e de processamento dos resíduos que produzimos.
Se todos os países do mundo apresentassem esta pegada, seriam necessários 2,5 planetas. Como só temos um planeta à disposição, é urgente alterar a forma como nos relacionamos com o ambiente que nos rodeia.
O contributo de cada um de nós
Todos podemos e devemos ser agentes de mudança e promotores de um desenvolvimento sustentável nos diversos contextos da nossa vida, enquanto filhos, educadores, profissionais, amigos, vizinhos, etc.. Abdicar desse papel equivalerá a contribuir directamente para a manutenção da abordagem que nos conduziu à presente situação de desequilíbrio. E este é um cenário em que todos perdem e, logo, a evitar a todo o custo. Aqui ficam algumas propostas:
- Reduzir o consumo de carne proveniente da produção intensiva e consequentemente preferir alimentos de origem vegetal (frutas, legumes, cereais e leguminosas)
- Preferir alimentos produzidos em modo biológico ou biodinâmico
- Não adquirir animais ou produtos de animais em vias de extinção
- Plantar espécies autóctones
- Poupar água
- Reduzir o consumo de energia
- Pensar muito bem antes de comprar um qualquer bem ou serviço (reflectir sobre a sua necessidade, utilidade e impacto em termos de sustentabilidade – gasto de recursos, poluição e impacto no fim da vida, condições sociais em que foi produzido)
- Preferir produtos nacionais
- Andar a pé, de bicicleta e de transportes públicos;
- Respeitar os mesmos princípios em qualquer contexto: trabalho, escola, férias, etc.
- Exigir que os nossos representantes políticos assumam políticas que promovam a sustentabilidade
- Exigir que as empresas disponibilizem produtos e serviços mais sustentáveis e que o comprovem através de certificações independentes
São apenas alguns exemplos do muito que qualquer cidadão comum pode fazer para ajudar o Planeta que é a NOSSA CASA COMUM!
Definições
Pegada ecológica - procura medir a área de solo e de água que a população humana necessita para produzir ou albergar os recursos que consome e para absorver os resíduos que são produzidos
Biocapacidade – capacidade dos ecossistemas de uma dada região ou país para produzir material biológico e para absorver os resíduos produzidos pela espécie humana
Fonte: http://www.footprintnetwork.org/
Lisboa, 22 de Abril de 2010
A Direcção Nacional da Quercus - ANCN
Para mais informações contactar: Susana Fonseca - Presidente da Direcção Nacional: 937788471
20/04/10
Pequenos engenheiros dizem que é importante fomentar o gosto pela ciência viva nos espaços de ensino
Movida a energia solar ou hidrogénio, a plataforma metálica na qual se pode instalar uma cadeira de rodas «irá facilitar a vida aos deficientes motores, ao permitir-lhes que possam movimentar-se mais facilmente», explica Alexandre Carvalho, um dos dez pequenos engenheiros do projecto.
O plano foi concebido a pensar nas mais-valias para os deficientes motores quando necessitam de se deslocar em espaços públicos, como supermercados ou aeroportos.
«Não é preciso ter uma cadeira de rodas motorizada para se deslocarem, basta ter uma normal, colocá-la em cima da plataforma e passa a andar como se fosse motorizada», explica o estudante.
Mas para os pequenos mentores desta plataforma, o mundo da ciência não tem segredos. Os alunos venceram em 2009 o prémio «Ciência na Escola» com o projecto «matemática-mente»,e estão envolvidos na construção de robôs que concorrem ao campeonato mundial de robótica.
O gosto pela ciência viva
Depois de participar junto de engenheiros profissionais na produção da pilha de hidrogénio que alimenta a plataforma e apesar de querer seguir a área de economia, Francisco Torres, 15 anos, afirma que não só gostou da experiência como defende que este saber prático deveria fazer parte das disciplinas curriculares «para motivar os alunos a aprender».
«Estes projectos motivam-nos e podem influenciar o nosso futuro», acrescenta por seu turno Alexandre Carvalho que não rejeita a ideia de vir a ser engenheiro físico.
O prémio «Ciência na Escola», alusivo este ano ao tema «Artes da Física», é lançado pela Fundação Ilídio Pinho em parceria com o Ministério da Educação. In Diário
Comunicado Quercus - No primeiro ano de cumprimento de Quioto, Portugal 5% acima do limite, 32% acima do ano base de 1990
Alterações climáticas
No primeiro ano de cumprimento de Quioto, Portugal 5% acima do limite, 32% acima do ano base de 1990
Política de transportes é principal falha na opinião da Quercus
A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza analisou os dados definitivos relativos às emissões de gases de efeito de estufa (GEE) de Portugal no ano de 2008, recentemente disponibilizados no sítio da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas na Internet. (http://unfccc.int/national_reports/annex_i_ghg_inventories/national_inventories_submissions/items/5270.php)
Em 2008, as emissões de GEE atingiram cerca de 78,7 milhões de toneladas (sem se considerar o uso do solo e as alterações no uso do solo e da floresta). Tal significa uma emissão per capita de aproximadamente 7,9 toneladas/ano. Os dados de 2008 definitivos apontam para 32,2% de emissões de GEE acima de 1990, 5% acima do limite fixado pelo Protocolo de Quioto (aumento de 27% entre 1990 e o período 2008-2012).
Os valores de 2008 apresentam um decréscimo de emissões em relação a 2007 de aproximadamente 1,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, ou seja, uma redução de 2,2% tendo por base o ano de 1990 e de 1,6% em relação ao ano anterior.

Os dados agora divulgados são os primeiros que se inserem no período de cumprimento do Protocolo de Quioto (2008-2012) e, apesar de consistentes com as previsões governamentais que apontam para uma excedência de 5% ao longo dos 5 anos, resultam em grande parte dos efeitos dos elevados preços dos combustíveis na altura e também da conjuntura internacional, mais do que do esforço interno de uma verdadeira política climática.
Os factos mais salientes relacionados com esta diminuição são os seguintes:
- o clima ameno que se verificou no ano de 2008, com um Inverno (Janeiro a Março de 2008) pouco frio e um Verão menos quente que o habitual, conduzindo a menores necessidades de consumo de electricidade para efeitos de climatização;
- verificou-se uma redução de emissões de 300 mil toneladas de dióxido de carbono na produção de electricidade à custa principalmente do uso de centrais térmicas mais eficientes, do fraco crescimento do consumo e do peso ainda significativo da importação; neste ano de 2008, a redução da produção hidroeléctrica foi compensada pelo aumento do peso da energia eólica;
- o sector dos transportes, apesar do aumento significativo de preços de gasóleo e gasolina, sofreu um decréscimo de emissões de apenas 300 mil toneladas de dióxido de carbono (menos 1,5% que em 2007).
Transportes – a grande falha estruturante do Governo
De acordo com o sítio na Internet www.cumprirquioto.pt da responsabilidade Comissão para as Alterações Climáticas, que espelha as medidas do Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC), pode verificar-se que das 25 medidas (e submedidas) presentes, em 2008, sete não têm indicação ou não estão em execução, oito foram aplicadas a 100% ou até excederam as expectativas, mas dez, entre as quais as mais importantes, estão na sua maioria muito aquém da execução prevista. Medidas essenciais em termos do sistema de transportes como a transferência de 5% dos quilómetros percorridos por utilizadores do transporte individual para o transporte público, resultado da acção das Autoridades Metropolitanas de Transporte de Lisboa e Porto, ficaram-se pelos 32% no caso de Lisboa ou nem são alvo de contabilização no caso do Porto.
A Quercus tem vindo a insistir na incapacidade de implementação de muitas acções do PNAC para a redução das emissões do país, em particular na área do transporte rodoviário, com uma política que continua a passar pela construção de mais estradas e auto-estradas e pelo favorecimento claro do automóvel, em detrimento de uma mobilidade mais sustentável para passageiros e mercadorias. As referidas Autoridades Metropolitanas continuam inactivas, não havendo investimento em mais comboios, a necessária articulação da bilhética, preços mais justos para os utilizadores pouco frequentes, entre outros aspectos.
A acção das Autoridades Metropolitanas de Transportes de Lisboa e Porto também faz parte do Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética (PNAEE), dada a sua importância. Mas o PNAEE prevê ainda outras medidas ao nível da Mobilidade Urbana com o objectivo de reduzir o consumo de energia na área dos transportes. Alguns exemplos são os Planos de Mobilidade Urbana em office parks e parques industriais e a melhoria na eficiência dos transportes públicos, com uma redução em cada medida entre 5 e 15% em relação ao consumo estimado.
Portugal não está preparado em termos ambientais, económicos e sociais para lidar com o aumento do preço dos combustíveis, devendo promover uma maior articulação entre os diferentes modos de transporte, em particular nas áreas metropolitanas. Dar prioridade ao sector dos transportes implica muito mais apostar numa política integrada de gestão de mobilidade e ordenamento do território do que na substituição tecnológica de veículos.

Lisboa, 20 de Abril de 2009
A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
15/04/10
Quercus contra construção de 4 novas barragens no Tâmega
A Quercus, Associação Nacional de Conservação da Natureza, enviou ontem o seu parecer desfavorável à construção das barragens de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões, no âmbito da Consulta Pública ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA) que terminou ontem, dia 14 de Abril. A Quercus considera que os prejuízos são demasiado avultados para os escassos benefícios decorrentes da construção destas quatro barragens, pelo que estas perdem sentido perante as alternativas viáveis que existem neste momento.
Enumeram-se os principais argumentos que justificam esta posição:
· A clara desconformidade com a Directiva Quadro da Água, onde se exige que não haja deterioração da qualidade da água, não só química mas também ecológica. É isso que irá acontecer se estas quatro barragens avançarem, sendo necessário, de acordo com a mesma lei, um estudo de alternativas não só para a produção de energia, como também para a redução do consumo de energética.
· O facto de não ser equacionado no EIA um cenário zero que preveja a possibilidade de reforçar a potência instalada em barragens já existentes, o que, segundo dados da EDP, seria suficiente para alcançar as metas de aumento de potência prevista em centrais hidroeléctricas (2000 MW);
· A constituição das albufeiras irá afectar irreversivelmente vários ecossistemas valiosos, que são os últimos refúgios de espécies actualmente em perigo de extinção, resultando no empobrecimento geral da biodiversidade do país;
· A construção destas barragens terá também impactos paisagísticos, resultando numa descaracterização transversal a vários concelhos e no consequente empobrecimento da região;
· A submersão de importantes zonas de produção agrícola e florestal nas zonas a inundar, implicará perdas socio-económicas avultadas para a região, tendo em conta a importância do sector primário e do turismo na região;
· A existência de alternativas energéticas mais baratas e com um menor impacto ambiental, como são a aposta na redução do consumo e a promoção da eficiência energética.
Os benefícios apontados no EIA, nomeadamente a produção de energia eléctrica, afiguram-se-nos demasiado escassos para contrapor aos aspectos negativos identificados. Existem outros caminhos muito menos agressivos para o ambiente e economicamente mais viáveis para resolver a dependência energética do país face aos combustíveis fósseis, o que nunca se conseguirá com mais barragens. Para além do investimento sério em medidas de eficiência energética, a solução passa também pela aposta em energias renováveis de baixo impacte, nomeadamente através da micro-geração.
Assim, a Quercus exige que se renuncie à construção das barragens de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões e que sejam estudados cenários alternativos em termos de produção e redução das necessidades energéticas.
Vila Real, 15 de Abril de 2010
A Direcção Nacional da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza
A Direcção do Núcleo Regional de Vila Real da Quercus
Para mais esclarecimentos contactar:
João Branco, Presidente da Direcção do Núcleo Regional de Vila Real da Quercus: 96 453 47 61
07/04/10
Coomunicado - Política energética:
A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza reconhece as energias renováveis como uma peça fundamental para uma aposta energética sólida em Portugal e defende um debate claro e sério sobre a forma diversificada de produção de energia (mix energético) mais conveniente para o nosso país a médio (2020) e longo prazo (2050).
A Quercus considera que as prioridades do governo não estão correctamente ordenadas nesta área, pelo que em primeiro lugar deveria estar a redução de consumo e eficiência energética, seguida das energias renováveis e, por fim, a mobilidade sustentável. A associação reconhece que há muito por clarificar na área das energias renováveis em termos de investimento, formulação e garantia de preços de venda à rede.
É prioritário um investimento forte na redução do consumo de energia e na eficiência energética, que não deve ser deixada para segundo plano, como aconteceu até aqui. Mantendo a tendência actual de crescimento do consumo energético, não vai ser possível cumprir o objectivo de redução anual do mesmo em 1% até 2016.
A aposta nas energias renováveis é uma aposta também na independência energética do país. A subsidiação das energias renováveis é uma realidade, mas também é ainda mais avultado o investimento nos combustíveis fósseis e na investigação nuclear.
No âmbito da estratégia europeia energia-clima, Portugal tem a obrigação de produzir 31% da energia final consumida por fontes de energias renováveis. Esta é uma meta legal que terá de ser cumprida.
Dar prioridade às energias renováveis é também essencial para promover a independência energética do país, que a energia nuclear não assegura. Mais ainda, é igualmente uma forma de incentivar o desenvolvimento tecnológico nacional mais vantajosa do que quaisquer modelos de produção energética centralizada e em grande escala.
Neste momento, o governo aposta sobretudo na potência instalada de energia renovável pela grande hídrica, que no entender da Quercus deve ser revista, já que o peso da energia hídrica tem vindo a diminuir em relação ao crescente contributo da energia eólica na produção de electricidade.
Em paralelo, a Quercus ressalva ainda outros pontos que carecem de revisão, no quadro da política energética apresentada recentemente:
- Rever a política de eficiência energética para que Portugal tenha condições para cumprir as suas obrigações comunitárias e conseguir efectivamente reduzir o consumo de energia e melhorar a intensidade energética;
- Analisar a capacidade total de potência instalada prevista, que pode promover o aumento de consumo e fazer fracassar na política de eficiência energética;
- Clarificar a capacidade de armazenamento de energia eólica das dez novas barragens previstas no Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.
Lisboa, 7 de Abril de 2010
A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Para mais informações contactar Hélder Spínola, Dirigente da Direcção Nacional, +351937788472 ou Rita Antunes, coordenadora para a área da energia e alterações climáticas, 934794359.
02/04/10
Quercus actualiza Topten.pt
O site Topten (www.topten.pt) conta desde ontem com informação mais actualizada em relação às máquinas de lavar roupa disponíveis no mercado nacional. A Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza voltou a actualizar o ranking desta categoria, de modo continuar a fornecer aos consumidores informação credível sobre estes electrodomésticos de utilização diária, com um consumo eléctrico só ultrapassado pelos equipamentos de frio.
Um dos critérios ponderados na selecção das dez melhores máquinas de lavar roupa, em cada categoria, foi a eficiência energética dos modelos, mas foram também tidos em conta outros factores como a eficiência de lavagem e de centrifugação, o consumo de água e o ciclo de vida dos produtos. Como tal, todos os modelos seleccionados para este novo ranking apresentam classificação A (a classe máxima) nos três critérios de eficiência acima referidos.
As máquinas são apresentadas em três subcategorias, consoante a capacidade de carga (inferior ou igual a 6 kg; 7 kg e 8 kg), um factor importante na escolha, que deve ser adequada às necessidades de cada família. A Quercus optou por não selecionar modelos com capacidade superiores, por considerar que 8 kg é o volume máximo adequado ao agregado familiar médio português.
Recomendações ao consumidor também actualizadas
A Quercus actualizou também as recomendações para as máquinas de lavar roupa, um item que passou aliás a ter um maior destaque na página com acesso imediato em cada categoria.
No caso específico das máquinas de lavar roupa, os conselhos dados abrangem várias fases, desde o momento da compra e instalação à utilização, passando ainda pela limpeza e manutenção.
O Topten.pt está inserido no projecto europeu Euro-Topten Plus, que reúne 20 parceiros de 16 países na tentativa de mostrar aos consumidores que estes têm um papel activo no combate às alterações climáticas, através das escolhas que fazem no seu dia-a-dia em termos de impacto ambiental. Esta é também uma ferramenta de pressão junto dos fabricantes, para incentivar a uma melhoria contínua dos equipamentos fabricados.
Lisboa, 1 de Abril de 2010
A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Para mais informações contactar Laura Carvalho 21-3462210 ou Ana Rita Antunes 93-4794359
29/03/10
PLANO ESTRATÉGICO DE REQUALIFICAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO RIO TEJO
Vila Nova da Barquinha, 29 de Março de 2010
A Senhora Ministra do Ambiente, no seu Despacho n.º 5185/2010, determina a elaboração do plano estratégico da intervenção de requalificação e valorização do rio Tejo.
O proTEJO – Movimento Pelo Tejo e a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, face à matéria desenvolvida no despacho supra referido, entendem que:
1. O plano estratégico de requalificação e valorização do rio Tejo deve ser articulado com o plano de gestão da região hidrográfica do Tejo e o plano de ordenamento do estuário do Tejo, oferecendo complementaridades e contributos para a gestão sustentável e o bom estado das águas desta região hidrográfica;
2. A requalificação e a valorização de toda a bacia do Tejo devem ser enquadradas pelo princípio de “dar espaço ao rio” (Room for the River) respeitando os conceitos hidráulicos, ecológicos e sociais, e garantindo o desenvolvimento de comunidades sustentáveis capazes de conviver com as variações do ciclo hidrológico;
3. Na constituição da comissão consultiva deveria ponderar-se a inclusão de:
a) todos os municípios da bacia do Tejo, não excluindo a participação de municípios ribeirinhos com forte tradição cultural no Estuário do Tejo, Almada, Seixal, Barreiro, Loures, Moita, Montijo e Alcochete, nem daqueles que são banhados pelo Tejo Internacional, Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Gavião, Mação, Nisa e Vila Velha de Ródão, nem mesmo de municípios banhados por afluentes do rio Tejo e integrados na sua bacia hidrográfica;
b) representantes das associações de ambiente e de utilizadores (ex. pescadores ou turismo, etc.).
O proTEJO e a Quercus, pretendem assim, a devida coerência entre diversos instrumentos de planeamento e, acima de tudo, a coerência na aplicação de critérios técnicos e científicos à gestão dos rios.
Para informações adicionais contactar
QUERCUS
Carla Graça
Telemóvel: (+351938600252)
proTEJO
Paulo Constantino
Telemóvel: Vod (+351919061330); Tmn (+351969022644)
Blog: http://movimentoprotejo.blogspot.com
18 Abril - Percurso na Reserva da Faia Brava (ATN e Quercus)
Durante esta saída de campo terá a oportunidade de observar paisagens magníficas de escarpas, veredas, lameiros e linhas de água, com cores diferentes, consoante a estação do ano. Sobre as fragas do Côa pairam também aves emblemáticas, como o grifo ou a águia-real, e com alguma sorte poderá também descobrir algumas aves ameaçadas, como a águia-de-bonelli, o abutre-do-egipto e a tímida cegonha-preta. Todas estas aves nidificam nas escarpas do rio Côa. Outros pontos de interesse deste percurso são elementos do património arquitectónico local: os pombais tradicionais, casebres tradicionais e caminhos estreitos ladeados por muros de pedra. Terá também tempo para conhecer o projecto de conservação da ATN no vale do Côa, a Reserva da Faia Brava.
Características do percurso: 10km de percurso circular, a pé.
Ponto de Encontro: 10h – Igreja de Algodres. Os participantes devem levar a sua viatura até Algodres, local onde se inicia o percurso.
O que trazer? Botas de montanha ou calçado desportivo, roupa confortável (de preferência em tons neutros), chapéu ou gorro, almoço-volante e água, máquina fotográfica, binóculos.
Mais informações contactar ATN ou o Núcleo Regional da Guarda
25/03/10
Questionário relativo ao Projecto Limpar Portugal (PLP)
http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dGJ0dmNjZkNYbnlQOHJSY2VwbVNXbWc6MA
Voluntariado Conservação do Cágado-de-carapaça-estriada
Acções de Voluntariado
Datas: 9-10-11 de Abril e 7-8-9 de Maio
Longueira-Almograve
Conservação do Cágado-de-carapaça-estriada
No âmbito do projecto de conservação do cágado-de-carapaça-estriada, convidamos todos os interessados a participarem nas acções de voluntariado a realizar na Lagoas temporárias do Sudoeste nos dias 9-10-11 de Abril e 7-8-9 de Maio. A pernoita será na Pousada da Juventude de Almograve. A organização oferece a estadia na Pousada da Juventude e o jantar-convívio de Sábado.
Programa previsto
Sexta
10,30 horas - Encontro na Pousada da Juventude de Almograve
11,30 horas - Início dos trabalhos nas lagoas temporárias
13,00 horas - Almoço
14,30 horas - Reinício dos trabalhos
20,00 horas - Jantar
Sábado
9,30 horas - Início dos trabalhos nas lagoas temporárias
13,00 horas - Almoço
14,30 horas - Reinício dos trabalhos
20,00 horas - Jantar-convívio (oferecido pelo organização)
Domingo
9,30 horas - Início dos trabalhos nas lagoas temporárias
13,00 horas - Almoço
14,30 horas - Reinício dos trabalhos
16,00 horas - Fim dos trabalhos. Despedida.
Tarefas a realizar
Instalação de cercados para impedir a entrada do gado nas lagoas temporárias e de tubagens para ligação a bebedouros. Monitorização da população de cágado-de-carapaça-estriada: os trabalhos de captura e marcação terão a supervisão de Pedro Segurado, investigador-especialista na espécie.
Como chegar
Link para mapa de localização.
Sobre o projecto de conservação do cágado-de-carapaça-estriada
O Cágado-de-carapaça-estriada, com o nome científico de Emys orbicularis, é uma das duas tartarugas de água doce existentes em Portugal. Esta espécie, em perigo de extinção de acordo com livro vermelho dos vertebrados, prefere habitats dulceaquícolas de águas paradas ou corrente lenta e necessita de boa cobertura de vegetação aquática, sem no entanto cobrir completamente todas as margens.
O principal objectivo do projecto prende-se com a preservação das charcas temporárias e estabilização e inversão do decréscimo populacional desta espécie. O local escolhido é um dos três mais importantes para a espécie a nível nacional, segundo Pedro Segurado, especialista que nos está a auxiliar na monitorização dos resultados. O trabalho que efectuámos em 2009 com o proprietário, consistiu em criar pastagem melhorada biodiversa para o gado bovino e, em troca, trocar a preservar as lagoas temporárias. Ofertámos ao proprietário sementes e adubo para a instalação de 8 hectares de pastagem e vedámos até agora, com o auxílio de voluntários, 4 lagoas, para impedir o acesso do gado às lagoas onde o cágado-de-carapaça-estriada habita e assim garantir que não há incorporação de matéria orgânica em excesso. Trata-se de um trabalho que só nos próximos anos vai começar a produzir resultados, havendo agora que monitorizar a população para verificar se a evolução será positiva.
Este projecto tem o apoio do Compal Fresh, da TMN, da Música no Coração e do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Inscrições (limitadas a 16 voluntários) e informações: fcnatureza@quercus.pt
24/03/10
Biodiversity4all - Biodiversidade para todos
(só estamos a divulgar oficialmente agora porque estivemos em testes)
Sobre o projecto BioDiversity4All
O projecto BioDiversity4All - Biodiversidade para todos está a criar
uma base de dados online sobre a Biodiversidade em Portugal,
fundamentada na participação activa da sociedade civil e da comunidade
científica.
O BioDiversity4All cria a possibilidade de todos contribuirem com
registos de observações de plantas, animais e fungos e de usufruirem
dessa informação, segundo o conceito Web 2.0, através de um site fácil
e divertido de utilizar e explorar.
O projecto BioDiversity4All tem por missão unir o maior número de
pessoas na promoção do conhecimento sobre a Biodiversidade. Queremos
tornar-nos na mais completa, acessível e conhecida base de informação
sobre a distribuição de espécies a nível nacional.
O projecto BioDiversity4All - Biodiversidade para todos constituiu-se
como Associação Sem Fins Lucrativos em Janeiro de 2010.
Gostávamos de pedir o teu apoio na divulgação assim como das vossas
opiniões. Neste momento é importante começarmos a adicionar dados, de
forma a dinamizar e enriquecer a informação da base de dados - a vossa
contribuição é muito importante. Podem criar perfis pessoais e/ou
institucionais, caso considerem adequado. Nós podemos ajudar no que
for necessário.
Criámos uma parceria com os BioEventos2010, programa do Museu Nacional
de História Natural e do CBA -Centro de Biologia Ambiental, ao abrigo
da qual vamos ser o site utilizado e promovido nas iniciativas,
nomeadamente nas Estações da Biodiversidade e no Dia B - Dia da
Biodiversidade. Estivemos também presentes no passado sábado, na
inauguração dos BioEventos2010, no Comboio da Biodiversidade, onde
realizámos mais contactos para novas parcerias. Estamos igualmente a
contactar diversos outros grupos, como por exemplo o Museu de Ciência
da Universidade de Coimbra ou a Universidade do Algarve.
Vamos continuar a procurar novos contactos e parceiros de forma a
juntar o máximo de pessoas e instituições nesta plataforma. Também
estamos a tentar encontrar patrocinadores que ajudem a manter e
desenvolver novas funcionalidades no site (ajuda, sugestões e ideias
neste campo também são bem vindas)
Obrigado pelo apoio e divulgação,
BioDiversity4All:
Filipe Ribeiro
Luís Tiago Ferreira
Patrícia Tiago
Marcel Dix (yellowcat.nl)
23/03/10
Percurso pedestre em Benavila – Avis, 28 de Março de 2010
O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus vai organizar em Benavila, concelho de Avis, no próximo dia 28 de Março, um percurso pedestre que visará a observação e a compreensão do património natural da zona.
Esta actividade, integrada no projecto “Avis – Um concelho a caminhar” e nas celebrações do “Dia Mundial da Floresta e da Árvore” pretende sensibilizar os participantes para a valorização e conservação dos valores ambientais e paisagísticos, promovendo de igual forma, práticas activas de usufruto sustentável dos mesmos.
Ao longo deste percurso pedestre poderemos tomar contacto com a beleza e diversidade das paisagens existentes nesta zona, assim como identificar alguma da fauna e da flora existente no local.
O percurso com uma extensão de cerca de 8 km (dificuldade média/baixa), terá o seu início às 9.00h, e decorrerá na zona de Benavila/Valongo (Sítio de Cabeção – Rede Natura 2000). Durante o mesmo serão abordadas diversas temáticas relacionadas com a fauna e a flora, assim como outras questões de cariz ambiental.
Durante toda a actividade existirá uma presença permanente de elementos da organização, estando o programa sujeito às condições meteorológicas existentes no local. As inscrições, gratuitas, serão abertas a todos os interessados e deverão ser feitas até ao próximo dia 26/03/10.
Para efectivar as inscrições ou solicitar informações adicionais, agradecemos o contacto através dos e-mails “portalegre@quercus.pt” ou “quercus.portalegre@gmail.com”, telfs.: 96 010 70 80 // 96 020 70 80.
Apoio: Município de Avis
Concurso FameLab Portugal
As inscrições terminam a 31 de Março.
Temos vários prémios:
Os 10 finalistas participarão num workshop de dois dias sobre comunicação de ciência, coordenado por um jornalista de ciência do Reino Unido.
O vencedor da final nacional representará Portugal na final internacional no Cheltenham Science Festival, Reino Unido, a 12 de Junho.
Um estágio na Agência Lusa, na secção de ciência.
Este concurso destina-se a alunos, professores, investigadores, e a todos os interessados em comunicar ciência (a partir dos 18 anos).
Parece-nos uma boa oportunidade para estimular a comunicação da ciência e a próxima geração de comunicadores. Por isso queremos muito contar com a vossa participação.
Podem saber tudo sobre este concurso na internet:
Site Ciência Viva (http://www.cienciaviva.pt/projectos/famelab/)
Temos também um grupo no facebook (famelab portugal), em:
http://www.facebook.com/group.php?v=info&ref=search&gid=240454250959
E um blogue (http://www.famelabportugal.blogspot.com/)
Podas Abusivas
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| Estradas de Portugal efectuam podas abusivas em árvores centenárias na EN 226 entre Trancoso e Aguiar da Beira |
A Quercus recebeu recentemente denúncias sobre o abate e podas abusivas em dezenas de árvores centenárias autóctones, a maioria carvalhos-alvarinhos e freixos, sem problemas fitossanitários que justificassem este tipo de intervenção, na berma da Estrada Nacional n.º 226, entre Ponte do Abade, no concelho de Aguiar da Beira, e Trancoso, no distrito da Guarda.
Ao longo de cerca de
A maioria das árvores não colocava em risco a segurança rodoviária, constituindo esta intervenção da Direcção de Estradas da Guarda, da Estradas de Portugal, S.A., uma forma de gestão danosa do património público arbóreo.
No local, a empresa de gestão rodoviária Intevial, continua a avançar com esta acção incorrecta.
A decisão de abate e podas de árvores públicas devem ser justificadas tecnicamente pela empresa Estradas de Portugal, S.A.
A Quercus tem recebido diversas denúncias de abate e podas abusivas de árvores junto de Estradas Nacionais e alerta as entidades competentes para um problema que a Estradas de Portugal deve resolver, criando um sistema que fundamente tecnicamente a necessidade de abater árvores, recorrendo a diagnósticos com relatórios fitossanitários, incluindo análises de risco para a segurança rodoviária.
Relembramos que nos últimos anos aconteceram outras situações idênticas e continua a não existir um sistema com apoio técnico que fundamente as intervenções no arvoredo público junto das estradas nacionais.
A Quercus espera que a EP termine esta acção bárbara, para que no futuro possam promover a gestão do arvoredo de forma sustentável e coerente.
Guarda, 23 de Março de 2010
A Direcção do Núcleo Regional da Guarda da Quercus
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Para mais esclarecimentos contactar;
Ricardo Nabais: 931 104 568

